Microsoft quer alterar basicamente todo o sistema de funcionamento das consolas

Se para melhor ou para pior só o futuro dirá, mas se velho ditado diz “em equipa que ganha não se mexe”, infelizmente a Microsoft não está a ganhar, e como tal quer mexer!

A Microsoft realizou recentemente a sua reunião anual com os accionistas da empresa, e nela, Satya Nadella, CEO da Microsoft partilhou alguns dados e ideias sobre a marca Xbox e o seu futuro.

Segundo o revelado pelo website Xbox Enthusiast, estima-se que a Microsoft terá vendido 600 mil unidades da XBox One X este ano, mas segundo este mesmo website a Microsoft tem consciência que consola está a ser altamente criticada pelos próprios fans por não possuir software dedicado suficiente para justificar o upgrade.

Daí que o futuro da consola foi um dos pontos de discussão nessa reunião.

Desta reunião vamos citar a frase de Nadella que mais relevo teve e que demonstra claramente os planos futuros da Microsoft.



Estamos-nos a mobilizar para perseguir uma oportunidade de expansão no mercado de mais 100 mil milhões de dólares que é o dos videojogos. Isto significa alargar a nossa aproximação do que pensamos dos videojogos ponta a ponta. A começar com a forma como os jogos são criados e distribuídos e como eles são jogados e visualizados.

Há aqui muito o que analisar nesta frase. Mas acima de tudo o termo ponta a ponta torna-se relevante pois ele significa virar completamente o conceito atual de tudo o que existe. Basicamente Nadella torna claro do que fala quando refere a criação, distribuição, e forma de jogar e de visualizar.

Nadella fala ainda de um mercado de mais de 100 mil milhões de dólares, e tendo-se consciência que a fatia da Microsoft é bastante reduzida dentro desse mercado global, falar do mesmo implica claramente a ideia de que a Xbox tentará penetrar noutros mercados atualmente não atingidos. Mais especificamente… em todos! Ou seja, a Xbox poderá vir a ser um serviço não dependente do hardware, o que explica as alterações na forma de jogar e visualizar, pois caso sejam atingidos mercados móveis, tal é uma consequência imediata. E sabemos que isto existe pois Phil Spencer já revelou a criação deste tipo de serviço não dependente da plataforma e que espera estar em funcionamento daqui a 3 anos. Mas as hololens e o VR tambem podem ser enquadrados aqui!



Na parte da visualização o Xbox Enthusiast faz algumas considerações que não nos parecem ser totalmente adequadas ao que Nadella está a falar, mas caso queiram saber quais são, podem ler o artigo original no link acima.

A questão da alteração da forma como os jogos são criados poderá implicar que a Microsoft pode estar a ponderar aquilo que se viu em Cuphead e PUBG. Aqui não acreditamos que a compra dos estúdios em causa esteja na mesa, mas o trabalhar de forma mais próxima com estúdios second party adquirindo jogos exclusivos poderá ser uma forma que a Microsoft está a ponderar para criar o seu mercado próprio. Basicamente estas empresas, sem serem adquiridas, estão a ser suportadas com capital da Microsoft.

A questão da distribuição já todos sabemos no que dá e do que se trata… A Microsoft pretende os jogos como serviço e quer ir por aí. É uma forma de alcançar maior mercado caso consiga ter controlo sobre uma plataforma de distribuição. O Game Pass é já um “pass” (trocadilho) nesse sentido!