Microsoft quer o seu GamePass a ser o Netflix dos jogos… Mas será que as condições são as mesmas?

Netflix é o serviço de referência a nível de streaming e serviços pela internet. A Microsoft quer fazer o mesmo mas com jogos, e neste momento o seu Game Pass está já a ser comparado com o Netflix. Mas será que realmente um serviço de jogos possui as mesmas condições de um de filmes?

Nota prévia: Como já referido por inúmeras vezes, o valor deste serviço parece inegável. O que este artigo analisa não é esse ponto, mas sim e apenas a qualidade do que pode ser oferecido por 10 euros, comparando o serviço com o Netflix e as diferentes realidades dos jogos e dos filmes.

O artigo baseia-se no aqui noticiado ontem e onde a Microsoft dá a conhecer vai passar a incluir os seus exclusivos Xbox no serviço Game Pass, disponibilizando-os logo no dia de lançamento. Naturalmente é uma aposta e um investimento. Mas será uma aposta viável? será que esta medida pode ser aplicada a terceiros? Será que este serviço pode realmente ser um Netflix dos jogos, com a mesma qualidade e preço? Naturalmente que todos gostariamos que sim, mas há questões que se levantam perante as diferenças dos dois serviços. E são essas que vamos ver de seguida:

Comparar laranjas com pêras tem apenas como comum o caso de elas serem fruta. Neste caso, comparar o Game Pass com o Netflix é um bocado o mesmo, e a única semelhança total será o facto de ambos serem serviços que disponibilizam muito conteúdo pela internet mediante um pagamento mensal Senão vejamos:



O Netflix é um serviço de filmes. Já o Game Pass é um serviço de jogos. E isto… cria uma diferença de realidades abismal.

Diferença 1 – Acesso

Netflix – Acesso imediato a qualquer filme. Caso o mesmo não agrade basta parar e escolher outro que iniciará imediamente. Não é requerido qualquer armazenamento do lado do cliente.

Game Pass –  Requer o download e instalação do jogo requerendo assim armazenamento do lado do cliente. O jogo só fica disponível após o seu download.

Vantagem: Netflix

Diferença 2 – Largura de banda

Netflix – O Netflix recomenda uma ligação de 5 megabits para visualização em HD, e de 25 Mbits para visualização em Ultra HD (4K). A visualização é instantânea!

Game Pass – Fazer o download de um jogo de 50 GB como Gears 4, a 5 Mbits requer 23 horas e 18 minutos de download para a sua disponibilização. A 25 Mbits são necessárias 4,6 horas, ou 4h e 36 minutos! Para os 100 GB de Quantum Break dupliquem os valores.

Vantagem: Netflix

Diferença 3 – Tráfego 

O tráfego terá de ser associado a um período de uso. Vamos considerar um utilizador que possui em média 3 horas para disfrutar de TV ou jogos.

Netflix – a 5 Mbits, 3 horas consumirão 6,750 GB por dia

Game Pass – Um jogo consome em média vários GB, sendo as dimensões muito variáveis. Com os jogos com um tamanho médio entre os 25 e os 30 GB, mas sendo depois jogáveis por vários dias, em média e para casos normais, aqui os gastos de tráfego por hora deverão ser inferiores aos do Netflix.

Vantagem: Game Pass

Diferença 4 – Disponibilidade

Netflix –  Acessível numa panóplia gigsnte de dispositivos fixos e móveis de todas as marcas. Disponível em 190 paises.

Game Pass – Apenas acessível em casa e com uma Xbox. Disponível em 40 países.

Vantagem: Netflix

Diferença 5 – Custo mínimo do hardware obrigatório para uso em casa

Ambos os serviços requerem uma TV e acesso internet, pelo que a TV e o hardware associado ao serviço de internet são ignorados por serem comuns.

Netflix – Zero. O Netflix requer uma aplicação Netflix disponível gratuitamente nas smarttvs e boxes dos fornecedores de serviço TV+ Internet.

Game Pass – 220 euros (Xbox One S).

Vantagem: Netflix

Diferença 6 – Custo mensal para acesso à plenitude do serviço

Netflix – Acesso SD – 7,99€, Acesso HD e FULL HD, 10,99€, Acesso 4K 13,99€

Game Pass – Xbox One (até 1080p)- 10€ mensalidade + 5€ Xbox live, Xbox One S (até 4K reescalados)- 10€ mensalidade + 5€ Xbox live, Xbox One X (4K nativos) – 10€ mensalidade + 5€ Xbox live

Nota: O custo do Xbox Live é assumido pelo valor menor, o que implica uma adesão de um ano ao serviço.

Vantagem: Netflix

Diferença 7 – Custos extras

Netflix – Sem custos adicionais.

Game Pass –  Não contabilizado o live pois ele já entrou numa comparação de preços, os jogos disponibilizados no Game Pass podem ter custos adicionais em Microtransações ou DLCs.

Vantagem: Netflix

Há ainda mais diferenças, mas que não podemos contabilizar de formas tão simples pois elas requerem reflexão, daí que vamos vamos discutir algumas de forma mais extensa.

Diferença 8 – Mercado

O mercado dos videojogos e do cinema possui muitas diferenças e muitas semelhanças. Talvez a semelhança que mais importa aqui realçar é a dos orçamentos, quando vemos que os grandes jogos actualmente tem orçamentos que se aproximam bastante dos usados nos grandes filmes do cinema.

Mas há uma diferença enorme depois no que toca a gerar receitas para o pagamento desses filmes.

Após um filme ser produzido ele passa em salas de cinema em todo o mundo. Por exemplo, um Star Wars: The Force Awakens teve, de acordo com o Statista, uma receita no cinema de mais de 2 mil milhões, para um custo de produção de 245 milhões.

Perante isto, as receitas que advêm depois da venda e aluguer dos filmes são apenas receitas extras. Salvo flops, o filme pagou-se logo à partida mal foi exibido no cinema.

E este é um tipo de fonte de receitas que os jogos não possuem!

Não é muito normal termos jogos a serem produzidos com custos de 245 milhões de dólares, mas no entanto eles não deixam de existir. GTA V com publicidade foi para os 265 milhões!

Ora GTA V não passa nos cinemas, logo para se pagar necessita de vender. Mesmo a 60 euros para gerar essa receita precisa de vender perto de 4,5 milhões de cópias. E isto é apenas receita. Aqui há ainda de se retirar os custos de distribuição, margens, taxas e impostos.  Para dar lucro, GTA V precisava de muitos mais milhões de cópias, algo que felizmente não teve problemas em se obter.

Mas agora imaginemos que este jogo era colocado num Game Pass! Como é que esperam que este jogo fizesse receita para se pagar?

Note-se que os 10 euros não são líquidos pois tem de se tem de retirar taxas e impostos, custos de manutenção do serviço, royalties a todos os possuidores dos direitos dos jogos ali presentes para que eles continuem disponíveis, e outras despesas. Se alguem acredita que 6 meses de serviço faz os 60 euros do jogo tire daí a ideia. Não só não faz como não há lá um jogo, há pelo menos 100 e todos os seus produtores exigiram pagamento para os disponibilizar e manterem-se, pelo que o dinheiro líquido que sobra acaba por ser para pagar a todos e não a um. São uns cêntimos a casa um!

Mesmo que o serviço fosse da Rockstar, rentabilizar um jogo como GTA V desta forma requeria uma base de clientes gigante e muito, muito tempo. Nada comparável à receita directa da venda a 60 euros do jogo.

Para além do mais, para o serviço ser atractivo é necessário continuar  a acrescentar jogos novos.

Esta diferença face à realidade dos filmes naturalmente limita em muito a qualidade e o orçamento dos jogos que são ali disponibilizados (Quase 90% do conteúdo ali disponível não custa sequer 20 euros).

Apesar das diferenças de rentabilização que inevitavelmente existirão, a Microsoft pode meter ali os seus jogos logo no dia do lançamento e entender a diferença das receitas como custos de promoção do serviço e um investimento a recuperar a longo prazo, pois o Netflix também o faz com os seus exclusivos, mas convencer terceiros a fazer o mesmo é que será muito, mas mesmo muito mais complexo. Afinal quem quer ganhar uns cêntimos por utilizador em vez de 60 euros?



Basta olhar para séries que não são do Netflix e ver como elas estão atrasadas na disponibilização de episódios face ao que já foi criado. E isto porque há que se rentabilizar as coisas antes de as ceder a estes serviços que só geram receitas dignas desse nome para os criadores de conteúdos a longo prazo.

Ainda dentro da questão mercado há algo que pode ser dito. Quando em 2007 a Netflix iniciou o seu serviço de streaming não havia concorrência. Mas mais do que isso, não havia mais ninguém em condições ou interessado em criar serviços iguais.

Actualmente a Microsoft está a entrar num mercado onde nem sequer foi pioneira (esse foi o EA Acess). Um mercado que vários dos grandes distribuidores de videojogos já deram estar a conhecer que estão a preparar plataformas para entrar com os seus jogos. E caso este tipo de serviços pegue, não só haverá concorrência dispensar, como é certo e sabido que mais depressa arranca um que seja multi plataforma, como no caso do Netflix, do que um limitado a um hardware específico como este. Da mesma forma, pelo mesmo motivo, ao eliminar barreiras de hardware, mais depressa arranca um serviço por streaming do que este de aluguer. A Microsoft sabe disso e até já referiu que dentro de 3 anos terá um serviço por streaming não dependente de plataforma, e que certamente será a evolução deste Game Pass.

Diferença 9  – O que pode aparecer

No Netflix basicamente tudo pode ali aparecer desde que haja interesse dos produtores do conteúdo e igual interesse do Netflix. Como referido, o Netflix não trará as grandes receitas ao produtor do conteúdo, pelo que se ele falhou no cinema, não será por ali que ele rentabilizará o seu produto ao ponto de ele ser lucrativo. Mas traz receitas que mesmo assim não são de menosprezar.

Copiar esta ideia do Netflix é uma visão interessante, mas as diferenças são tão grandes que as dificuldades de um serviço como este vingar são bem maiores. E a pegar, o mesmo não parece que alguma vez poderá possuir jogos de grande orçamento disponibilizados de forma imediata. Estes necessitam de se pagar antes de entrarem num esquema que traz mais lucros a quem possui o serviço do que realmente a quem lá disponibiliza os jogos.



Daí que a Microsoft vir dizer que vai disponibilizar os exclusivos é um risco seu. Certamente deverá ter muito menos receitas com as vendas, mas promove o seu serviço, e sendo a Microsoft uma empresa de serviços, esse será o sentido em que a empresa quererá ir no futuro. Mas falta saber se a medida lhe vai aumentar efectivamente os lucros face ao que tem atualmente!

Diferença 10 – Base de utilizadores

Netflix – Actualmente com 93 milhões de contas pagantes, o publico alvo é basicamente gigantesco pois o serviço alcança várias centenas de milhões de pessoas, e biliões de parelhos, e as previsões de crescimento são de 160 milhões de subscritores em 2020.

Game Pass – Questionado sobre números de adesão ao Game Pass, Phil Spencer recusou dâ-los, dizendo apenas que a adesão os surpreendeu (o que vale zero como informação útil). Mas de acordo com o último relatório, a Xbox Live tem 47 milhões de utilizadores, sendo que no entanto há apenas uma estimativa de cerca de 35 milhões de consolas Xbox. Isto quer dizer que a base potencial de utilizadores não é a de utilizadores do Live, mas é, no máximo, desses 35 milhões pois o Game Pass não pode ser acedido do PC (apesar que jogos ali alugados e disponibilizados no PC pelo Play anywhere, ficarão acessíveis).

Falta saber-se desses 35 milhões quantos aderiram a esse serviço. Mas mais ainda, dado que a Xbox possui a possibilidade de partilha de jogos, que partilha o conteúdo das consolas e mesmo os acessos a serviços, o número de utilizadores Xbox realmente a pagar o serviço na totalidade, ou disponíveis para aderir ao serviço, é uma incógnita, mas certamente o mercado total não alcançara a totalidade dos 35 milhões.

Ou seja, uma coisa é certa… o potencial do mercado nada tem a ver com o Netflix, e está encravado no mercado Xbox!

Conclusões

Torna-se quase impossível dizer que o serviço Game Pass, pelo seu custo e oferta não é uma mais valia para os utilizadores. Já o tínhamos dito quando foi lançado, e agora com esta novidade mais atractivo este se torna.

Mas essa realidade não é o discutido neste artigo. O que aqui pretendemos ver é até que ponto um serviço como este pode ter efectivamente uma qualidade de topo ao nível do que um Netflix oferece, com as últimas novidades disponíveis, e se ele se mostrará realmente uma alternativa ou até ameaça ao mercado normal.

A decisão da Microsoft de colocar lá os seus exclusivos certamente passa uma imagem que o serviço lhe compensa mais do que as vendas, e elas serão certamente afectadas: os jogos não irão vender a mesma quantidade uma vez que podem ser jogados por menos dinheiro. Sim, é certo que a longo prazo essa perda pode ser recuperada, mas tal implica manter os utilizadores muito tempo no serviço. Implica também que o número de exclusivos e jogos acrescentados não poderá ser regularmente alto. Com 120 euros pagos por ano, se a Microsoft disponibilizasse 2 exclusivos por ano acabados de lançar, o dinheiro pago não cobriria a receita que adviria da venda fisica , e ainda há os custos com todo o resto do serviço para manter. Isto claro, acreditando que os utilizadores pagariam o ano todo e não apenas nos meses a seguir ao lançamento dos exclusivos.

Mais ainda, perante a diferente necessidade de lucro dos videojogos face aos filmes, a pequena base de utilizadores, o requerimento de hardware específico, o custo mensal, as despesas adicionais, e muitas outras questões, a Microsoft está neste negócio ainda com as pernas muito tremidas: Se na parte interna a quebra de receita pode estar a ser vista como um investimento de captação de clientes, e assim compense colocar os seus exclusivos, para terceiros aderir ao mesmo esquema não traz vantagem nenhuma.

No entanto, dado que a Microsoft mais do que lucros fala em utilizadores activos no Live, o próximo relatório e contas será certamente um sucesso!

Agora tambem não podemos é deixar de ver o outro lado da medalha. Não é coerente que um jogo Game Pass seja ofertado no Live Gold, e não é coerente que se ofertem bons jogos no Live Gold em detrimento de os colocar no Game Pass. Estes serviços são contraditórios e a existência do Game Pass implica forçosamente um corte de qualidade no Gold que só não acontecerá se o produto for de terceiros e este vir mais vantagem em negociar com a Microsoft no Gold. Mas quanto a futuramente terem os exclusivos Xbox ofertados no Gold, esqueçam… isso certamente não vai voltar a acontecer. E isso porque eles agora são porta estandarte do Game Pass.

A questão sobre se o atual esquema da Microsoft é realmente vantajoso para si é primordial para se perceber se ele é realmente vantajoso para o cliente e, à primeira vista, um serviço destes não só nunca poderá contar com a adesão de terceiros, como não poderá contar com muitos exclusivos Xbox lançados por ano, sob pena de o pagamento mensal não pagar tudo o que lá está. Se isso acontecer, o negócio torna-se uma mina de ouro para o cliente, e certamente não deixaremos de o recomendar. Mas tal só pode acontecer com uma adesão maciça ao serviço, e esses dados a Microsoft não fornece.

É uma realidade face ao Netflix bem diferente!

Aqui o que vejo é que a visão da Microsoft é bastante arrojada para uma altura em que a sua Xbox não vende por aí além, e certamente não é livre de riscos. Um serviço destes, pela ausência de receitas adicionais de outras proveniências (salvo lootboxes, DLCs, ou disponibilização de jogos em partes) nunca poderá albergar lucros para disponibilização imediata de tudo o que se produz, e nesse sentido substituir o mercado atual. Daí que independentemente do valor do serviço, ele tenha de ser encarado como uma mera alternativa de baixo custo, mas não uma real ameaça ao mercado.

E nesse sentido angariará clientes. Disso não temos dúvidas! Se suficientes para cobrir as diferenças nas receitas é que falta saber.

Nota: Apercebi-me apenas agora que me refiro ao custo dos jogos novos como sendo 60 euros, o que não corresponde às verdade pois estes custam 69.99. O erro advêm do hábito de pagar esse valor pois como faço pré reservas de tudo o que compro costumam-me fazer um desconto de 10 euros.

 

 

 

 



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Readers Comments (41)

  1. Mário, bom dia! Li tudo com muita tranquilidade e quero colocar alguns pontos: as comparações com o Netflix são inevitáveis no primeiro momento, mas como bem disse, quando olhamos lado a lado, são bem diferentes em muitos pontos a qual passam de lado para os mais desatentos, porém há coisas que vc não mencionou que são de grande valia. Um analista de mercado a qual não me recordo disse que um consumidor médio, compra 10 games por geração, isso msm que leu,10 games, ou seja, é muito pouco para uma indústria que tem games toda semana, mas será pq desse pequeno número? Creio eu que seja a febre dos games online onde de fato o consumidor compra para ficar anos no mesmo. Penso que quando a Microsoft pensa no game pass, ela se guarda nesses números, pois a ideia dela é colocar games que se tornem serviços, e nada melhor do que games nos moldes como Destiny por ex. E para facilitar, ela tem Halo, guears, quem sabe um PUGB tb no serviço, etc… Com eles ali, vai monetizar com loot Boxes, micro transações, etc… A jogada dela é de fato o foco em exclusividade, e creio que games single player tb darão as caras, porém para segurar o cliente e para se resguardar, games assim serão vendidos em episódios, similares a séries. Parece algo abominável a se ter, mas coisas abomináveis na indústria existem e pessoas acharam que jamais existiriam.

    • Quem compra,10 jogos joga pouco todos os jogos e não se foca em um.
      Esse tipo de pessoa irá ter de comprar na mesma pelo menos 8 jogos uma vez que a Microsoft não está a lançar 2 jogos por ano. E nem me parece que o possa fazer perante o que é dito em cima. Os jogos tem de fazer receita para se pagar. Pagar 60 euros num jogo é uma coisa, pagar 10 para 100 é outra. O primeiro caso rende 60 euros, o outro rende uns cobres.
      Se por acaso os jogos da Microsoft forem, e são, multi jogador online, daqueles que se perde lá meses a jogar, se calhar o ganho do serviço até nem é por aí além. Para além do facto que se estás a jogar um jogo não podes jogar outro, e se te dedicas a jogar um é irrelevante se a lista ao lado é de 100 ou zero, e ao fim de 6 meses gastaste o mesmo. Mas ficaste sem nada na mão!
      Seja como for, há uma mais valia inegável no serviço, e que melhorou com a colocação dos exclusivos. Agora onde quero chegar é a alguns pontos:
      1 – Isto não vai terminar com o mercado.
      2 – As thirds não vão aderir
      3 – A rentabilidade deste serviço pelo facto que será com ele que os jogos exclusivos Xbox se necessitam de pagar leva a questionar, com uma base de utilizadores não limitada, da viabilidade do mesmo. Isto só pode ser um investimento com base no tal serviço streaming multi plataforma que a Microsoft quer criar. Desta forma garante uma boa aceitação quando ele sair sem correr os riscos das queixas de não existirem usados, não se poder trocar os jogos, de não se poder jogar sem internet, etc
      4 – A jogada é arriscada. Caso não dê os lucros necessários vão-se gerar vozes de descontentamento dentro da Microsoft pela redução dos lucros. Daí que espera relatórios enigmáticos e cada vez menos claros.
      5 – Espera uma clara redução na qualidade do ofertado no Live Gold. Oferecer jogos quando se aluga é um contrasenso, e o que é bom, terá de ficar para o Game Pass, especialmente após uma aposta destas.
      6 – Se os 10 euros já se revelam um valor que só pode permitir jogos de baixo valor de mercado no serviço, algo que a Microsoft tenta contrariar com os exclusivos, para ser verdadeiramente atractivo tem se ter lá não só os acabados de lançar, mas tambem lançados com regularidade. Por exemplo, olhando para o serviço os jogos que eu gostaria de jogar já os tenho. O resto é para mim palha! No futuro se a Microsoft só mete lá dois grandes títulos por ano mantendo a palha, pelos mesmos 120 euros eu prefiro-os comprar. Não deixo a Microsoft a perder nesse aspecto, pois para ela a receita é maior na venda, mas onde quero chegar é que o serviço precisa de mais do que isso para ser atractivo, mas ao meteres mais conteúdo ainda diminuis mais a fatia do que recebes dos 10 euros. É complicado, e no netflix a coisa funciona porque o que lá está já se rentabilizou quando foi para o cinema, o que aqui só acontece em jogos indie que querem é vender, ou em bons jogos que deixaram de vender, mas que nessa altura tambem só valem 20 euros.

      Por outras palavras, isto tem prós e contras. E para render a sério o modelo dos jogos tem de mudar. Daí a frase da Microsoft que diz que irá mudar a forma como os jogos são criados distribuidos e jogados, porque podem ter a certeza que eles querem ir buscar o dinheiro.

      Que alterações serão essas, é o que falta ver, mas os episódios não está fora de hipotese.

      • Mário, lembrando que esse tipo de serviço será aderido em escala maior nos países emergentes, pois o custo do serviço é baixo, até msm no Brasil e os preços dos games são abusivos, fora ainda a questão da baixa renda do povo. Eu acredito somente em games com episódios para a Microsoft conseguir colocar mais conteúdos em maior escala no serviço, pq se depender de jogos completos, seriam 2 ou 3 por ano, muito pouco ao meu ver.

  2. Na minha opinião o modelo de episódios em games é a única forma de fidelizar o cliente por meses porque se depender dos comentários de muita gente que defende 100% o programa(mais uma vez digo que é uma ótima proposta p/ o usuário) é: “Pago 1 mês, jogo o exclusivo, finalizo e não renovo a assinatura.”

    Como se sustentar com a assinatura de somente 1 mês para um lançamento, visto que o potencial de assinaturas para o mês de lançamento de exclusivo pode ser equivalente de um potencial de compradores da mídia física/digital?

    Fora que também já abordaram a ideia de compartilhamento de conta, se antes poderia receber €20,00 ou mais vai receber somente €10,00 e duas ou mais pessoas terão o acesso.

    • A questão Livio é que se vais ficar mais meses a jogar esse jogo, mais vale compra-lo. Ao menos recebes algo palpável em troco do dinheiro. Eu falo por mim, mas outros podem pensar diferente e não critico.

  3. Vou precisar deixar um comentário, mas peço que não me levem a mau, porque alguns aqui estão irritados com a novidade trazida pela MS. Pergunta-se:
    E se essa novidade viesse da Sony? Ohhhh, a galera ia delirar! Ou, não? Ah! E outra pergunta: tem gente realmente furiosa com isso?? E se é banal ou irrelevante, por que tanta ênfase?
    Bom FDS!!!

    • Essa pergunta sinceramente…
      Pelo menos na parte que escrevi não só sempre referi que o valor do serviço é inegável como os argumentos que referi nada tem a ver com marcas mas sim com a sustentabilidade do serviço e a possibilidade de ele poder manter um interesse continuado. E essas perguntas tem a ver com a realidade do mercado dos videojogos e não com qualquer marca.

    • Eu que te pergunto @Daniel, o gamespass na essência não é um serviço online? Ex: vais assinar tenho que estar online, vais baixar tenho de estar online? Ora porque a Microsoft que é tão boazinha cobra pelo acesso ao online para os assinantes do gamepass?
      Ora não seria uma imensa valia a quem assinar ao gamepass ter acesso ao online… Visto que é um serviço online, ora se não é o futuro, que raio de futuro é esse que para não comprar os jogos, pago 3,4,5 subscrições por algo que não é meu.

    • Daniel, vou te responder apesar de eu não estar “irritado” como diz, mas preocupado, não com Xbox ou PlayStation, mas com o futuro médio/longo prazo do mercado de jogos.

      Não. Eu não gostaria que a Sony viesse com algo assim, mesmo ela tendo uma oferta bem melhor de exclusivos ao meu gosto pessoal.

      O motivo/explicação pode não ser o mais apropriado ao raciocínio do grupo, mas pra mim é o seguinte; Não gosto desse negócio de jogos como serviço.
      Jogos fracionados.
      Assinaturas pra isso ou aquilo.
      Dependência de estar online. Até porquê eu sei que muita gente não tem uma internet decente ou sequer tem uma.

      Vou citar uma coisa que o Mário cita no comentário acima, e que acho muito, mas muito pertinente, sob meu ponto de vista;

      “… queixas de não existirem usados, não se poder trocar os jogos, de não se poder jogar sem internet”

      Ok, essas coisas foram alguns, se não os principais problemas que atrapalharam o One em 2013.
      Se na época eram um empecilho, não entendo como não são agora.
      Pra mim continuam sendo.

      Prefiro o modelo tradicional de jogos, compro um console, compro os jogos, depois eu troco ou vendo os jogos, eu empresto os jogos pra um amigo, eu mantenho uma coleção física, que está na minha casa, e não em um servidor, algo INTANGÍVEL.

      Vou correr o quanto puder disso, se eu sou um dinossauro aos 30 anos, não me importa, gosto do que gosto.
      O que me pode acontecer é tentar usar o que achar melhor. E me adaptar se achar proveitoso e viável. Mas já planeio outros hobbies por precaução…

      O Netflix pode ter vários aspectos em comum, mas ver filmes on demand e séries, comparado a jogos, pra mim são duas coisas completamente diferentes.
      E mais, com o 4k em ascensão, a minha internet teria que sofrer um upgrade (isso se aplica sobretudo ao streaming de jogos que se fala) que eu até posso pagar, mas não sei nem se está disponível na minha rua, não uso fibra por exemplo porquê não tem no meu bairro, que fica a 10 minutos a pé do centro, onde a internet é bastante superior.
      Outros pelo Brasil gigante não tem nem isso. Como implementar algo pensando no centro de Houston, Los Angeles, Seuol, Tóquio se um sem fim de jogadores mundo afora tem internet quase discada… (Perdão do exagero)

      O tom do comentário parece rude, porém não é, acredite, o tom de voz seria algo como alguém em estado Zen, transitando de theta pra Alpha, pra não confundirmos as coisas e acharem que estou me cortando enquanto escrevo.

      Espero ter respondido de forma clara, sempre fica alguma coisinha de fora mas é mais ou menos isso. Bom final de semana a todos.

    • Como curiosidade, a PushSquare fez um inquérito sobre se os fans PS4 gostariam de um modelo igual a este nas suas consolas.
      O resultado está no fundo deste link.
      http://www.pushsquare.com/news/2018/01/talking_point_could_microsofts_xbox_game_pass_model_work_on_ps4
      No momento em que escrevo há 204 votos.
      10% refere que si?, que é o futuro.
      27% refere que dependeria da oferta e das letras pequenas do contraro.
      63% diz que não. Que prefere possuir os jogos.
      Quanto aos comentários há alguns interessantes, dos quais destaco um que diz que a Microsoft só está em condições de oferecer os exclusivos porque produz poucos por ano. Se tivesse a percentagem da Sony tal nunca poderia ser sequer rentável.
      Um outro refere que este serviço nunca terá a adesão de terceiros e que ele só vai dar origem a serviços equivalentes e onde no fim o mercado vai acabar dividido ou a pagar balurdios mensais para poder ter acesso aos jogos.
      Outros receiam que estes serviços quebrem a qualidade geral do mercado dado que os AAA são caros e assim não rentabilizam facilmente.
      Outros questionam como é que a Microsoft tenta passar isto como algo bom quando os seus jogos são multi jogador e explora-los a 100% leva a custos iguais ou superiores.
      O que ninguem nega é que para quem quer gastar pouco o serviço é interessante. Mas com uma qualidade geral baixa pela qualidade e idade do grosso dos jogos.
      Notem que estas respostas são perspectivas e onde tentam ser dadas no contexto do artigo (algo que aqui muitos tem tendencia a fugir), ou seja se um serviço destes funcionaria bem no atual modelo da Sony.

      • Notem que pessoalmente nada via contra um serviço destes com jogos antigos (na realidade tambem nada tinha contra existirem jogos acabados de lançar, mas não me parece que tal seja rentável e creio que tal prejudicaria o mercado e o tipo de jogos disponíveis).
        Como disse não deixarei passar a oportunidade de jogar os exclusivos Xbox por 10 euros. Agora duvido é que pague mais do que um mês ou dois, e é por isso que não acredito na viabilidade)

      • Mário,será que esta pesquisa é realmente o gosto do freguês.
        Pois como todos nós sabemos o mercado digital tem crescido a cada ano.
        Como sabe eu sou contra mídia digital,mas as vezes certos jogos só são vendidos nesta forma,tirando do consumidor a sua vontade de decidir.
        Acho que este serviço é como você retratou,que para sobreviver terá que ter um diferencial frequentemente,assim como a Netflix ao qual esta investindo pesado em conteúdo próprio.
        Não entendo o By Mission,pois tudo que você compra digital,falo de jogos,vocÇe sabe que um dia aquilo que é seu,pode não mais existir

        • Posso falar apenas por mim. Eu não dispenso os jogos fisicos, mas isso não quer dizer que não compre digital.
          Para começar não gosto de usados. Quando há ofertas de DLC elas já foram usadas e por vezes o produto, mesmo funcional não está nas melhores condições.
          Nos novos a coordenação dos preços entre lojas não é perfeita e por vezes os jogos já desceram de preço online e nas lojas ainda não, podendo demorar e manter a descoordenação por algum tempo.
          Por exemplo, este natal comprei dois jogos digitalmente.
          Star Wars: Battlefront II que nas lojas ainda estava a 69.99, mas que digital estava a 34€. Este era um jogo que tive em pré reserva e que cancelei juntamente com o NFS Payback quando estourou a polémica das lootboxes.
          O outro foi o Wolfenstein II: The new colossus que tambem queria e não comprei na altura pois havia outros jogos a que dei prioridade.
          Paguei pelos dois 60 euros graças a um cupão de desconto (esta tb estava a 34 euros). E conforme foram estes comprei em outras alturas outros.
          Acaba por ser tudo uma questão de oportunidade. Prefiro o físico, nos jogos que não dispenso quero em físico, e nos que adoro quero a colectors edition. Mas não deixo de aproveitar negócios pois o dinheiro não nasce.
          Agora digital ou fisico, desde que do lado de cá, eu jogo. E sendo pago haver internet ou não só importa nas componentes online. Já um aluguer não é assim!
          Daí que o crescimento do Online não tem a ver necessáriamente com a quebra do fisico. Eu contribuo para o crescimento do online mas não corto no fisico, e os jogos que compro digitais nunca são full price.

          • Me desculpe incomodar Mário,mas a campanha de Batlefront II é boa.
            Queria comprar,mas fico pensando se aqueles videos da Falcon voando perto de um lago(muito louco aquilo)é da campanha ou somente On,pois se for somente on-line acho o Batlefront muito atrás do BF e CoD.Obrigado.

          • Bem… Ainda só joguei a campanha (estou agora na expansão da mesma), e posso avaliar de duas maneiras.
            Grafismo – Wow
            Jogabilidade – nhééé
            A IA é incrivelmente estúpida. Vergonhosa nos dias de hoje. Eles só sabem esconder-se atrás de caixotes e meter a cabeça de fora, sendo que atingidos aí, morrem com um tiro.
            Agora o jogo tem grafismo muito bom e encaixa com a timeline dos episódios IV, V e VI de luke e VII e VII de Rey. Mas pela campanha, só fiquei fascinado pelos gráficos.

      • Creio que esse tipo de pesquisa vai variar conforme a situação de cada país, nesse site pushsquare são oque? europeus? americanos?. em um país completamente ferrado como o brasil creio que seria completamente o contrario pois conforme mostra a lista dos mais vendidos da PSN-Br, os exclusivos da sony só tendem a vender no final do ano pois é quando os jogos se tornam mais “acessíveis” a nível de preço. eu mesmo só fui comprar o horizon zero dawn na black friday.

        • Só por curiosidade acabei de falar com o dono de uma grande loja de videojogos. Sem saber repetir as palavras exactas, eis a ideia do que ele me referiu que vou tentar passar numa transcrição do que me lembra da conversa:
          – Tens noção da margem de lucro que temos nas consolas? É ridícula! Quase nem compenda vende-las! Se as vendemos é para ajudar o comércio da zona que depois nos compra e vende os jogos.
          A Xbox não vende bem. Por norma pelas baixas vendas não as temos em stock, mas arranjamos em 1 a 2 dias caso nos encomendem. Os jogos é igual. Estão muito parados, cada vez há menos procura e temos imensas pessoas a virem aqui a tentar trocar Xbox usadas por PS4 usadas que nos aparecem. Mas quando lhes dizemos o que lhe oferecemos pela consola, eles ficam admirados. Mas para que é que as queremos? Elas não vendem facilmente.
          Mesmo assim temos contactos para arranjar consolas e jogos o que vamos fazendo a pedido e em média em 1 ou 2 dias após o pedido (na data se for pré-reserva). Mas se a Microsoft nos tira as vendas dos jogos que é o que ainda dá alguma coisa, colocando-os em aluguer, é bom que alugue tambem as consolas, porque nós, pela miséria das margens, certamente não as vamos vender.

          • Sabo o que isto significa,na minha opnião uma gestão difícil e que matou a consloa desde o inicio de seu ciclo.
            A Sony foi mais atenta em desenvolver um produto fraco,mas que entrega a maioria das promessas ali propostas.
            Fico triste de saber tal coisa,pois gosto bastante do Xbox e comprarei o seu sucessor quando o lançarem.

          • E como achas que eu fico? Achas que, sabendo tudo o que sempre soube, dizendo tudo o que sempre disse, comprei a Xbox porque?
            Adorei a X360, e achei a sua gestão mais do que adequada. Via a Microsoft a crescer e olhava para ela com bons olhos.
            Mas esta geracão tem sido desastrosa desde o início e tornou-se claro logo no lançamento que a Microsoft queria alterar as coisas.
            Aliás se olharmos bem, o Game Pass é tudo o que eles queriam no início da geraçâo e só não há mais queixas porque aparece aqui um dado novo, os 10 euros.
            A questão é no entanto como é que 10 euros se revelam suficientes.
            Se a Microsoft colocar lá 2 jogos de 50 milhões são 100 milhões que tem de ser pagos. E 100 milhões até vejo a rede a gerar. Mas e os restantes jogos? Vão ficar de graça? Só vão aparecer 2 jogos novos por ano? Manter o serviço atualizado e em crescimento parece-me complexo. No Netflix os filmes só aparecem lá depois de terem ido para o cinema e se terrm pago. As séries tambem passam na TV primeiro. Sim eles tambem tem exclusivos, mas não tem de gerar receitas para pagar o custo do resto. E o resto que está no Game Pass não interessa verdadeiramente.
            Segundo o investopedia o netflix vai gasta em 2018 6 mil milhões para pagar direitos de exibição a tudo o que tem no serviço. Mas a uma media de 10 euros, 93 milhões de clientes geram por ano mais de 13 mil milhões. Há aqui lucros para dar e vender e que em média custam 120 euros/ano.
            Partilhado entre 4 pessoas, o tarifário de 13,99 que permite 4 visualizações fica por 41,97 euros por ano por pessoa.
            Um serviço como o da Microsoft é mais caro (15 euros mês a contar com o live e ainda vende dlcs, lootboxes e outros conteúdos) atirando o custo anual para 180 euros. Sendo partilhado por duas pessoas fica por 90 euros cada.
            De notar que a divisão por 4 no Netflix, dado o potencial do mercado não afecta verdadeiramente o serviço.
            Na Xbox teoricamente esta divisâo pode atirar o mercado para perto de 18 milhões máximo. Mas na realidade nem isso será pois nem todos aderem e a Microsoft não revela números de adesão. Se o fizesse talvez pudesse pensar de outra forma perante dados mais concretos.
            O lost por exemplo, de acordo com o cheatsheet custou em média 4 milhões por episódio tendo 121 episódios. Custou por isso 484 milhões excluindo publicidades.
            Esta foi uma das séries que o netflix pagou mais caro dado o seu sucesso, mas mesmo assim adquiriu os direitos por 45 milhões. Menos de 1/10 do custo. E isso porque a série já estava rentabilizada quando passou nas TVs.
            Mas como é que alguem (thirds) pode meter jogos acabados de lançar no serviço da Microsoft se não há rentabilização adicional?
            Como achas que um futuro COD ou um GTA VI (jogos de 260 milhões) se pagaria nesse serviço. Achas que se a empresa aderisse não teria boicotes nas restantes plataformas?
            Este serviço da Microsoft poderá ser realmente interessante é daqui a 3 danos, quando for por streaming e atingir o mercado global não sendo dependente da internet. Aí sim vejo hipoteses grandes de rentabilização e acho que é nisso que está a aposta da Microsoft, apesar que este tipo de coisas vai dividir o mercado pois outras empresas estão preparadas para competir com serviços semelhantes e os seus jogos.
            Isto no fundo vai mudar o mercado a 100%. É quase inevitável! E o que hoje temos como um todo acessível livremente no futuro será incomportável de se aceder. Pessoalmente vou-me agarrar ao que existe e que gosto enquanto puder. Quando mudar de vez e vir que estou a pagar pelo direito de jogar e não pelos jogos em si, largarei.

  4. Eu fiquei pensando como a microsoft pode manter o jogador ativo nesse serviço e logo lembrei da ultima E3 full de indies. então tirando os jogos com multiplayer eu creio que a microsoft vai usar os indies como uma forma de manter o serviço sempre com novidades.

    Não que seja ruim com tanto que os jogos sejam sempre de qualidade.

  5. —OFF TOPIC—

    O Bk fez uma excelente analogia a neutralidade da rede dos EUA e como isso afeta a vida dos internautas, até a unidade de velocidade foi convertido para o fast-food, Mbps Make Burger per Second, é genial, a reação dos clientes diz tudo sobre o fim da neutralidade da rede….

    https://m.tecmundo.com.br/internet/126576-neutralidade-rede-burger-king-explica-usando-hamburgueres.htm?f&utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=thumb

  6. Excelente serviço da Microsoft. Leva a acessibilidade dos jogos a um outro patamar, e no fim é o que realmente importa para o jogador que se preze: jogar. Até porque não é algo pra substituir, mas sim somar, pelo menos no 1º momento.

    Aqui no Brasil, cai como uma luva. Onde que se teria acesso aos jogos da M$ por 29 reais? É um serviço de muito valor para o jogador. Ponto.

    Não acho bom se ater muito a jogos “novos” e “velhos” como alguns enumeram por aí… jogos são jogos. Jogo não é alimento perecível onde o jogador tenha que se preocupar com seu prazo de validade, principalmente os single player campanha.

    E num mercado onde uma grande faixa de pessoas compram e jogam poucos games no ano, é uma oportunidade de trazer essas pessoas para o serviço, oferecendo fácil acesso a uma faixa grande de conteúdo. O Netflix tem muito a ensinar nesse aspecto.

    Bom dia.

    • Não discordo de nada do que dizes, mas há algumas observações que tenho de fazer.
      A primeira passa por os jogos não serem pereciveis. Verdade?
      Sim é verdade mas curiosamente na consola da Microsoft é onde isso se aplica menos una vez que o grande investimento desta empresa vai no sentido atual do multiplayer. E esses são perecíveis! Só durarão enquanto os servidores existirem, e mesmo aí o decréscimo de jogadores afecta o jogo. Ao só teres os mais hardcore e entrares de novo partes em desvantagem.
      Mais ainda, numa marca que apostou agora na consola mais potente do mercado, ter jogos antigos acaba por ser tambem um pouco contraditório naquilo que se quer oferecer. Porque dar 500 euros para maioritáriamente jogar jogos 360 a 4K…
      Depois o serviço é realmente a somar. Se pagares o ano todo pagas basicamente 2 exclusivos por ano, mas os novos jogos das third terás de comprar à parte. Daí que sim, é a somar como dizes, apesar de no global ser ela por ela.
      A pergunta depois é onde fica a receita que torna o serviço viável. Só se for pelo acrescento de adesões ao live gold.

      • Bom, quando falo perecível é no sentido de DISPONIBILIDADE imediata do jogo para o jogador. Se um jogo de 10 anos está disponível para eu jogar (no caso dos jogos do Xbox Classic retrocompatíveis), porque eu como jogador tenho que ficar me atendo a “pícuinhas” (expressão usada no Brasil que significa coisas pequenas, bobas) e questionando a idade do jogo? Tenho que focar em coisas objetivas, no que a biblioteca oferece e o que de fato posso jogar. É nesse sentido que falei do “perecível”.

        Reforçando, eu compro um console geracional como o Switch, e quero jogar um game single player como Metroid Prime, como faço? Tenho que comprar um wii pra isso? Ou vou correr para os emuladores Pc? Agora entendeu onde eu quis chegar?

        Eu discordo totalmente quando tentas fazer uma correlação dos jogos antigos com o Xbox One X, como se isso fosse algo ruim ou pejorativo. Mario, entenda de uma vez por todas que a retrocompatibilidade não é uma virtude exclusiva do CONSOLE Xbox One X, e sim da PLATAFORMA XBOX. Seja no FAT, S e X a pessoa acessa a mesma biblioteca, mas no caso específico do X, o jogador tem camadas de melhorias correspondentes ao hardware, seja com ou sem patch. Já viu Gears 3 no X? é o mesmo jogo em essência, mas o poderio do X levou a retrocompatibilidade de consoles um patamar além, coisa que até o Pc tem dificuldade em oferecer como padrão para jogos antigos. Eu jogo Rage no Xbox One rodando liso a 60fps, enquanto no PC este jogo tem problemas de compatibilidade pra rodar hoje em Pcs modernos.

        Sem contar os jogos mais recentes Enhaced. Assassins Creed Origins mostra bem o que o X pode fazer na prática, só pra citar um exemplo. é uns 2 degraus superior ao que a versão FAT oferece.

        Sinceramente não há um único argumento razoável em desfavor do GamePass na perspectiva do JOGADOR, que joga realmente, porque é algo que não substitui as coisas, e sim acrescenta. Eu como jogador que sou gestor do meu investimento, e sim, se eu achar mais viável pagar R$ 29 reais para jogar 1 mÊs de Sea of Thieves no lançamento, e resolver comprar outro jogo Third em definitivo fora do plano, qual o problema?

        O Netflix, com toda a amplitude atual do catálogo, por acaso tem todos os filmes possíveis de interesse? Certamente não. Então com o GamePass não seria diferente, ainda mais num universo de mais de 1000 jogos publicados no Xbox One atualmente, face aos atuais 170 do serviço. É preciso ter discernimento e ser razoável com as coisas.

        O mercado de games cresceu de tal forma que todos os rótulos e doutrinas que se conversa em fóruns acaba se dissipando como poeira cósmica, porque no fim das contas, o que vale é a relação jogo-jogador, e o quão acessível é essa relação. E isso o Xbox tem feito muito bem, e o gamepass é só mais um passo importante nessa direção.

        • Jairo, falou o que eu penso e volto a repetir: Se fosse a Sony a fazer isto com relação aos exclusivos, muitos aqui iriam aderir independente dela ter mais ou menos exclusivos sobre o o one. Quando uma pessoa diz que quem adere ao one em prol do ps4, não passou por essa geração, ou seja, passou ao lado, ao meu ver já coloca marcas acima de ser jogador, até pq, ambos possuem a maioria dos jogos, ou seja, como não passou pela geração? São coisas que li aqui e que fico abismado com paixões por marcas, dando a entender que só há essas paixões do lado verde da força, e eu falo com a propriedade de quem não tem one, e sim switch e ps4.

          • Eu não tenho nada contra o ps4 não, eu já tive um e é um bom console. Mas como gamer brasileiro, não me resta dúvidas de que o Xbox One é uma plataforma mais amigável e completa que a concorrência. Além do suporte, o trabalho de comunidade do Xbox Brasil é incomparável. Nem considero a Nintendo porque no Brasil é uma marca de nicho extremamente reduzido.

            Imagino que em alguns países da Europa seja o oposto, o Playstation seja uma marca mais forte e com maior presença, principalmente em Portugal.

            No meu gosto, a única lacuna possível a ser preenchida é a de receber mais jogos japoneses do que vinha recebendo, mas a line up prevista pra esse ano achei legal. A princípio pretendo pegar o Dragon Ball Z, Monster Hunter, Soul Calibur 6 e Valkyrie Chronicles 4, mas verei se tenho orçamento $$ pra tanta coisa boa esse ano.

            Eu gosto de avaliar a biblioteca como um todo, e ver como posso usar features e serviços a meu favor, porque o que vale mesmo é jogar, né?

          • Só complementando: Tive do ps1 ao ps4, e o Xbox One é meu 1º console Xbox. Conheço as franquias da Sony de uma ponta a outra, mas evito fazer comparações diretas entre line ups próprias, porque percebi que a Microsoft, Sony e Nintendo tem filosofias diferentes de trabalhar com seus jogos, além de que a maioria dos jogos de meu interesse são multiplataformas.

        • Jairo… creio que estãs fora do meu contexto, e creio que ainda não estou maluco.
          http://www.pcmanias.com/microsoft-apresenta-o-xbox-game-pass-um-sistema-de-aluguer-de-videojogos/
          Esta notícia é da PCManias, foi escrita por mim, e é um elogio ao Game Pass que denomino usando o adjectivo “excelente”.
          Daí que na perspectiva do consumidor estamos falados. Nunca neguei o seu valor e mesmo neste artigo refiro que as vantagens para o consumidor são inegáveis.
          A tua resposta tal como a deste retira as coisas do contexto e faz com que elas soem mal!
          O que eu estou a tentar dizer é que jogos com vários anos não são uma mais valia real, mas apenas enchimento! É uma realidade o que dizes que com isso não precisas de comprar uma 360 ou de recorrer a emuladores. Mas a questão é se é esse o objectivo com que compras uma consola. E daí o exemplo da X! Essa é a mais recente aposta da Microsoft, e quem gasta 500 euros nela certamente não tem como principal objectivo jogar jogos com 10 anos a 4K! Daí que nesse sentido o conteúdo atual do serviço é um contrasenso face à consola.
          Retiraste por isso a minha referência à X desse contexto!
          Já quanto ao perecíveis, reafirmo que os jogos online terminam mal fecham os servidores. Porque a atual oferta da Microsoft vai toda nesse sentido e não podemos ignorar isso pois daqui a uns anos corre o risco de poder não estar disponível. Isto é apenas uma análise ao que pode continuar a ser oferecido no futuro.
          Que fique claro que está aqui a ser discutido não é se o serviço é ou não vantajoso para o cliente. Isso foi o artigo que linkei em cima… e é!
          O que está a ser discutido aqui é que nível de serviço pode ser realmente ofertado a este preço e com esta realidade de mercado dos videojogos, se o serviço será realmente vantajoso e sustentável ao ponto de poder vir a ser uma referência de mercado e copiado por outros.
          Nesse aspecto lamento se houver leitores mais antigos que não tenham percebido que a PCManias não é um websitezeco qualquer mal informado que fala sobre de jogos e que aqui o que se discute não é nem nunca foi a consola A ou B. É o mercado, a realidade do mesmo, e o estado em que nele as marcas se encontram e as suas decisões e políticas se ajustam ou não ao que o mercado quer e deseja.
          Porque o que nos interessa aqui neste caso é perceber que qualidade de serviço podemos esperar caso este tipo de modelo se torne um standard no futuro e se ele se enquadra com as necessidades e vontades dos utilizadores e as ofertas das marcas.
          Esse é o objectivo desta discussão e esse é o motivo pelo qual nas minhas respostas estou a levantar as questões. Não para se denegrir um serviço que até já aqui foi reconhecido por mim mesmo como “excelente para o consumidor”
          Espero que isso fique claro pois senão ir-me-ão chamar de maluco.

          Face ao que dizes refiro que há jogadores como tu, e jogadores diferentes que pensam de outra forma. Não há um modelo fixo, e daí a ideia do debate.

  7. A proposta da MS é bem interessante para quem gosta de jogos, mas, conforme já comentado: como este serviço se manteria? ou como a qualidade dos jogos 1ST party seria afetada? Estas são algumas questões em aberto.
    Acho que tem um plano maior da MS(2020?) em que o futuro xbox2 entra no cenário, ou seja, isto seria uma espécie de balão de ensaio (toda empresa tem reverenciar o lucro e resultados positivos, não quer dizer que a MS esteja mal no negócio (pelo contrário), mas para seus acionistas o 2º lugar é pouco e o modelo atual de negócio de videogames não é adequado).
    Fico na expectativa do desenrolar dos fatos, mesmo porque, já vimos que a questão dos custos desenvolvimento de jogos tem sido o foco de novas propostas e ideias (algumas até sem ética).

    • És tu e eu. O modelo não me agrada, mas se se comprovar ser lucrativo e benéfico para o consumidor, nada a dizer. Podendo-se poupar há sempre interesse.
      Agora as questões são prementes e levantam dúvidas que te os o dever de colocar. Quem come o que lhe dão sem questionar normalmente dá-se mal.
      E questionar não é por em causa é apenas sentir-se esclarecido de forma a se tomar decisões em consciência e sem dúvidas.

  8. Quando vejo o tanto de negativismo quanto ao serviço, confesso que chego a desconfiar de defesas de marcas por paixão. A Sony tem um serviço similar a bastante tempo, onde ela teve que comprar e caro a Gaikai, para simplesmente estar a vender o que vcs estão discutindo como algo quase abominável do lado da caixa. Fico impressionado como muitos aqui ainda acreditam no anjo bom e mau onde o bonzinho é a Sony e o mauzinho a Microsoft, sendo que a Sony já deu inúmeros exemplos de repetir a concorrente, quando a concorrente tinha ideias que aumentasse suas receitas ou será que a Sony cobra para jogar online a toa… Gente, não há como negar que isso vai ser praxe da usina, onde tudo serão serviços msm e por mais que eu não concorde com isso, uso um ditado popular no Brasil que diz assim: “Não adianta chorar pelo leite derramado” Queira ou não, ambas as empresas estão olhando para as mesmas possibilidades e não há boa ou má, e sim empresas querendo lucrar mais e mais!

  9. Mário, deixando claro aqui que não me referia a ti quanto a paixões e muito menos quanto a vc querer analisar se será ou não rentável o serviço, simplesmente só me incomodou um pouco o fato de alguns Sempre criticarem algo por não ser da marca de seu coração, mas em nenhum momento me referia a sua pessoa a qual sei de sua imparcialidade com os fatos. Deixo esclarecido aqui!

  10. A única coisa que tenho pena é que não seja na PS4, dava-me muito mais jeito, para quem têm as duas consolas, compra os jogos da principal e subscreve o serviço na outra…sei que a Sony nunca irá criar este serviço, mas para mim era uma mais valia, e lembrar que este serviço de subscrição é apenas mais uma opção, quem quer e gosta continua a comprar os jogos 1 a 1 físicos ou digitais, o mercado é que irá ditar quais modalidades vão ser mais populares e quais se vão tornar obsoletas…não vejo motivo para dramas…

    • Não sei Vitor. É por isso que abri a discussão e escrevi o artigo nos termos que escrevi.
      O que me quer parecer é que o modelo não é sustentável, e muito menos para quem aposta num fluxo de exclusivos regular. Mas tudo depende. Um fluxo regular de clientes pode segurar um serviço e jogos menos sucedidos podem não ser verdadeiramente um flop desta forma. Há prós e contras, e o debate nesse sentido é relevante.

      • Acrescentando dados aqui.
        Imaginemos que a Microsoft tinha 20 milhões de clientes. A pagar 10 euros cada isso ao fim de um ano seriam 2 mil e 400 milhões de receita.
        Mas não vamos confundir receitas com lucros…
        olhem esta tabela da Netflix:
        https://qph.ec.quoracdn.net/main-qimg-c1980b9f27cb26e13ec8d02db68caef7
        Em 2016 a empresa teve receitas de 8 mil 830 milhões! Muito mais do que a Microsoft tem neste exemplo.
        Mas reparem nos lucros: 186 milhões! O resto vai-se em impostos e despesas para manter o conteúdo. Uma despesa que como se explica no artigo é inferior à necessária em jogos pois os filmes já se pagaram.
        Apesar de a comparação não ser correcta se 8 mil 830 milhões geram 186 milhões, 2 mil e 400 milhões gerariam 50 milhões de lucro.
        Mas vamos supor um lucro igual. 186 milhões! Se um AAA custa 50 milhões e a Microsoft dispensa dois por ano, sobram 86 milhões para dividir por 165 jogos (número atual).
        500 mil dólares para cada um! Com estes valores não haja dúvidas que a forma de criar, distribuir e jogar os jogos tem de mudar. O modelo atual é, aparentemente, incomportável. Mesmo com 10 vezes mais lucro uma third não paga o seu jogo.
        Até pode dar para pagar os exclusivos Microsoft, mas o resto nunca pode ser uma livraria de qualidade.
        Só como nota extra, em 2016 o netflix tinha 93.8 milhões de assinantes.
        Perante estes dados percebem as minhas dúvidas sobre a viabilidade do serviço e a qualidade que ele pode ter?
        Pode ser, aliás é, excelente para o cliente, mas se não se revelar vantajoso para a empresa, acaba!
        Daí que só vejo isto a funcionar com monetização adicional!

        • Ora ai é que reside o cerne da questão, monetização adicional, como se já fizessem pouca.

          Eles não dão ponto sem nó, e desengane-se que nos querem dar mais por menos, tipo ”amigos”, o objectivo deles é de atrair os jogadores para um ambiente tentador a olho nú e quando damos por isso estamos a pagar por não um mas dois serviços, pois a maioria dos seus jogos são MP, e se no Forza 7 e PUBG já é um abuso de microtransações e loot boxes, imagina agora, porque agora vão certamente dar a desculpa de que precisam de monetização mais do que nunca porque o valor que o jogador paga pelo mesmo valor é muito menor.

          Isto aliado a estarem condenados a um mais que certo último lugar nesta geração, resulta nesta esmola de serviço que todo o ”pobre” deve desconfiar.

  11. —OFF-TOPIC—

    Que bola fora dona Sony…

    Jogar as finais no Xbox porque a PSN está fora do ar…
    Sony que tal gastar aquele lucro recorde em uma rede decente!

    https://theenemy.com.br/fifa-18/por-queda-na-psn-final-de-campeonato-de-fifa-do-ps4-e-realizada-no-xbox

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