Microsoft quer o seu GamePass a ser o Netflix dos jogos… Mas será que as condições são as mesmas?

Netflix é o serviço de referência a nível de streaming e serviços pela internet. A Microsoft quer fazer o mesmo mas com jogos, e neste momento o seu Game Pass está já a ser comparado com o Netflix. Mas será que realmente um serviço de jogos possui as mesmas condições de um de filmes?

Nota prévia: Como já referido por inúmeras vezes, o valor deste serviço parece inegável. O que este artigo analisa não é esse ponto, mas sim e apenas a qualidade do que pode ser oferecido por 10 euros, comparando o serviço com o Netflix e as diferentes realidades dos jogos e dos filmes.

O artigo baseia-se no aqui noticiado ontem e onde a Microsoft dá a conhecer vai passar a incluir os seus exclusivos Xbox no serviço Game Pass, disponibilizando-os logo no dia de lançamento. Naturalmente é uma aposta e um investimento. Mas será uma aposta viável? será que esta medida pode ser aplicada a terceiros? Será que este serviço pode realmente ser um Netflix dos jogos, com a mesma qualidade e preço? Naturalmente que todos gostariamos que sim, mas há questões que se levantam perante as diferenças dos dois serviços. E são essas que vamos ver de seguida:

Comparar laranjas com pêras tem apenas como comum o caso de elas serem fruta. Neste caso, comparar o Game Pass com o Netflix é um bocado o mesmo, e a única semelhança total será o facto de ambos serem serviços que disponibilizam muito conteúdo pela internet mediante um pagamento mensal Senão vejamos:



O Netflix é um serviço de filmes. Já o Game Pass é um serviço de jogos. E isto… cria uma diferença de realidades abismal.

Diferença 1 – Acesso

Netflix – Acesso imediato a qualquer filme. Caso o mesmo não agrade basta parar e escolher outro que iniciará imediamente. Não é requerido qualquer armazenamento do lado do cliente.

Game Pass –  Requer o download e instalação do jogo requerendo assim armazenamento do lado do cliente. O jogo só fica disponível após o seu download.

Vantagem: Netflix

Diferença 2 – Largura de banda

Netflix – O Netflix recomenda uma ligação de 5 megabits para visualização em HD, e de 25 Mbits para visualização em Ultra HD (4K). A visualização é instantânea!

Game Pass – Fazer o download de um jogo de 50 GB como Gears 4, a 5 Mbits requer 23 horas e 18 minutos de download para a sua disponibilização. A 25 Mbits são necessárias 4,6 horas, ou 4h e 36 minutos! Para os 100 GB de Quantum Break dupliquem os valores.

Vantagem: Netflix

Diferença 3 – Tráfego 

O tráfego terá de ser associado a um período de uso. Vamos considerar um utilizador que possui em média 3 horas para disfrutar de TV ou jogos.

Netflix – a 5 Mbits, 3 horas consumirão 6,750 GB por dia

Game Pass – Um jogo consome em média vários GB, sendo as dimensões muito variáveis. Com os jogos com um tamanho médio entre os 25 e os 30 GB, mas sendo depois jogáveis por vários dias, em média e para casos normais, aqui os gastos de tráfego por hora deverão ser inferiores aos do Netflix.

Vantagem: Game Pass

Diferença 4 – Disponibilidade

Netflix –  Acessível numa panóplia gigsnte de dispositivos fixos e móveis de todas as marcas. Disponível em 190 paises.

Game Pass – Apenas acessível em casa e com uma Xbox. Disponível em 40 países.

Vantagem: Netflix

Diferença 5 – Custo mínimo do hardware obrigatório para uso em casa

Ambos os serviços requerem uma TV e acesso internet, pelo que a TV e o hardware associado ao serviço de internet são ignorados por serem comuns.

Netflix – Zero. O Netflix requer uma aplicação Netflix disponível gratuitamente nas smarttvs e boxes dos fornecedores de serviço TV+ Internet.

Game Pass – 220 euros (Xbox One S).

Vantagem: Netflix

Diferença 6 – Custo mensal para acesso à plenitude do serviço

Netflix – Acesso SD – 7,99€, Acesso HD e FULL HD, 10,99€, Acesso 4K 13,99€

Game Pass – Xbox One (até 1080p)- 10€ mensalidade + 5€ Xbox live, Xbox One S (até 4K reescalados)- 10€ mensalidade + 5€ Xbox live, Xbox One X (4K nativos) – 10€ mensalidade + 5€ Xbox live

Nota: O custo do Xbox Live é assumido pelo valor menor, o que implica uma adesão de um ano ao serviço.

Vantagem: Netflix

Diferença 7 – Custos extras

Netflix – Sem custos adicionais.

Game Pass –  Não contabilizado o live pois ele já entrou numa comparação de preços, os jogos disponibilizados no Game Pass podem ter custos adicionais em Microtransações ou DLCs.

Vantagem: Netflix

Há ainda mais diferenças, mas que não podemos contabilizar de formas tão simples pois elas requerem reflexão, daí que vamos vamos discutir algumas de forma mais extensa.

Diferença 8 – Mercado

O mercado dos videojogos e do cinema possui muitas diferenças e muitas semelhanças. Talvez a semelhança que mais importa aqui realçar é a dos orçamentos, quando vemos que os grandes jogos actualmente tem orçamentos que se aproximam bastante dos usados nos grandes filmes do cinema.

Mas há uma diferença enorme depois no que toca a gerar receitas para o pagamento desses filmes.

Após um filme ser produzido ele passa em salas de cinema em todo o mundo. Por exemplo, um Star Wars: The Force Awakens teve, de acordo com o Statista, uma receita no cinema de mais de 2 mil milhões, para um custo de produção de 245 milhões.

Perante isto, as receitas que advêm depois da venda e aluguer dos filmes são apenas receitas extras. Salvo flops, o filme pagou-se logo à partida mal foi exibido no cinema.

E este é um tipo de fonte de receitas que os jogos não possuem!

Não é muito normal termos jogos a serem produzidos com custos de 245 milhões de dólares, mas no entanto eles não deixam de existir. GTA V com publicidade foi para os 265 milhões!

Ora GTA V não passa nos cinemas, logo para se pagar necessita de vender. Mesmo a 60 euros para gerar essa receita precisa de vender perto de 4,5 milhões de cópias. E isto é apenas receita. Aqui há ainda de se retirar os custos de distribuição, margens, taxas e impostos.  Para dar lucro, GTA V precisava de muitos mais milhões de cópias, algo que felizmente não teve problemas em se obter.

Mas agora imaginemos que este jogo era colocado num Game Pass! Como é que esperam que este jogo fizesse receita para se pagar?

Note-se que os 10 euros não são líquidos pois tem de se tem de retirar taxas e impostos, custos de manutenção do serviço, royalties a todos os possuidores dos direitos dos jogos ali presentes para que eles continuem disponíveis, e outras despesas. Se alguem acredita que 6 meses de serviço faz os 60 euros do jogo tire daí a ideia. Não só não faz como não há lá um jogo, há pelo menos 100 e todos os seus produtores exigiram pagamento para os disponibilizar e manterem-se, pelo que o dinheiro líquido que sobra acaba por ser para pagar a todos e não a um. São uns cêntimos a casa um!

Mesmo que o serviço fosse da Rockstar, rentabilizar um jogo como GTA V desta forma requeria uma base de clientes gigante e muito, muito tempo. Nada comparável à receita directa da venda a 60 euros do jogo.

Para além do mais, para o serviço ser atractivo é necessário continuar  a acrescentar jogos novos.

Esta diferença face à realidade dos filmes naturalmente limita em muito a qualidade e o orçamento dos jogos que são ali disponibilizados (Quase 90% do conteúdo ali disponível não custa sequer 20 euros).

Apesar das diferenças de rentabilização que inevitavelmente existirão, a Microsoft pode meter ali os seus jogos logo no dia do lançamento e entender a diferença das receitas como custos de promoção do serviço e um investimento a recuperar a longo prazo, pois o Netflix também o faz com os seus exclusivos, mas convencer terceiros a fazer o mesmo é que será muito, mas mesmo muito mais complexo. Afinal quem quer ganhar uns cêntimos por utilizador em vez de 60 euros?



Basta olhar para séries que não são do Netflix e ver como elas estão atrasadas na disponibilização de episódios face ao que já foi criado. E isto porque há que se rentabilizar as coisas antes de as ceder a estes serviços que só geram receitas dignas desse nome para os criadores de conteúdos a longo prazo.

Ainda dentro da questão mercado há algo que pode ser dito. Quando em 2007 a Netflix iniciou o seu serviço de streaming não havia concorrência. Mas mais do que isso, não havia mais ninguém em condições ou interessado em criar serviços iguais.

Actualmente a Microsoft está a entrar num mercado onde nem sequer foi pioneira (esse foi o EA Acess). Um mercado que vários dos grandes distribuidores de videojogos já deram estar a conhecer que estão a preparar plataformas para entrar com os seus jogos. E caso este tipo de serviços pegue, não só haverá concorrência dispensar, como é certo e sabido que mais depressa arranca um que seja multi plataforma, como no caso do Netflix, do que um limitado a um hardware específico como este. Da mesma forma, pelo mesmo motivo, ao eliminar barreiras de hardware, mais depressa arranca um serviço por streaming do que este de aluguer. A Microsoft sabe disso e até já referiu que dentro de 3 anos terá um serviço por streaming não dependente de plataforma, e que certamente será a evolução deste Game Pass.

Diferença 9  – O que pode aparecer

No Netflix basicamente tudo pode ali aparecer desde que haja interesse dos produtores do conteúdo e igual interesse do Netflix. Como referido, o Netflix não trará as grandes receitas ao produtor do conteúdo, pelo que se ele falhou no cinema, não será por ali que ele rentabilizará o seu produto ao ponto de ele ser lucrativo. Mas traz receitas que mesmo assim não são de menosprezar.

Copiar esta ideia do Netflix é uma visão interessante, mas as diferenças são tão grandes que as dificuldades de um serviço como este vingar são bem maiores. E a pegar, o mesmo não parece que alguma vez poderá possuir jogos de grande orçamento disponibilizados de forma imediata. Estes necessitam de se pagar antes de entrarem num esquema que traz mais lucros a quem possui o serviço do que realmente a quem lá disponibiliza os jogos.

Daí que a Microsoft vir dizer que vai disponibilizar os exclusivos é um risco seu. Certamente deverá ter muito menos receitas com as vendas, mas promove o seu serviço, e sendo a Microsoft uma empresa de serviços, esse será o sentido em que a empresa quererá ir no futuro. Mas falta saber se a medida lhe vai aumentar efectivamente os lucros face ao que tem atualmente!

Diferença 10 – Base de utilizadores

Netflix – Actualmente com 93 milhões de contas pagantes, o publico alvo é basicamente gigantesco pois o serviço alcança várias centenas de milhões de pessoas, e biliões de parelhos, e as previsões de crescimento são de 160 milhões de subscritores em 2020.

Game Pass – Questionado sobre números de adesão ao Game Pass, Phil Spencer recusou dâ-los, dizendo apenas que a adesão os surpreendeu (o que vale zero como informação útil). Mas de acordo com o último relatório, a Xbox Live tem 47 milhões de utilizadores, sendo que no entanto há apenas uma estimativa de cerca de 35 milhões de consolas Xbox. Isto quer dizer que a base potencial de utilizadores não é a de utilizadores do Live, mas é, no máximo, desses 35 milhões pois o Game Pass não pode ser acedido do PC (apesar que jogos ali alugados e disponibilizados no PC pelo Play anywhere, ficarão acessíveis).

Falta saber-se desses 35 milhões quantos aderiram a esse serviço. Mas mais ainda, dado que a Xbox possui a possibilidade de partilha de jogos, que partilha o conteúdo das consolas e mesmo os acessos a serviços, o número de utilizadores Xbox realmente a pagar o serviço na totalidade, ou disponíveis para aderir ao serviço, é uma incógnita, mas certamente o mercado total não alcançara a totalidade dos 35 milhões.

Ou seja, uma coisa é certa… o potencial do mercado nada tem a ver com o Netflix, e está encravado no mercado Xbox!

Conclusões

Torna-se quase impossível dizer que o serviço Game Pass, pelo seu custo e oferta não é uma mais valia para os utilizadores. Já o tínhamos dito quando foi lançado, e agora com esta novidade mais atractivo este se torna.



Mas essa realidade não é o discutido neste artigo. O que aqui pretendemos ver é até que ponto um serviço como este pode ter efectivamente uma qualidade de topo ao nível do que um Netflix oferece, com as últimas novidades disponíveis, e se ele se mostrará realmente uma alternativa ou até ameaça ao mercado normal.

A decisão da Microsoft de colocar lá os seus exclusivos certamente passa uma imagem que o serviço lhe compensa mais do que as vendas, e elas serão certamente afectadas: os jogos não irão vender a mesma quantidade uma vez que podem ser jogados por menos dinheiro. Sim, é certo que a longo prazo essa perda pode ser recuperada, mas tal implica manter os utilizadores muito tempo no serviço. Implica também que o número de exclusivos e jogos acrescentados não poderá ser regularmente alto. Com 120 euros pagos por ano, se a Microsoft disponibilizasse 2 exclusivos por ano acabados de lançar, o dinheiro pago não cobriria a receita que adviria da venda fisica , e ainda há os custos com todo o resto do serviço para manter. Isto claro, acreditando que os utilizadores pagariam o ano todo e não apenas nos meses a seguir ao lançamento dos exclusivos.

Mais ainda, perante a diferente necessidade de lucro dos videojogos face aos filmes, a pequena base de utilizadores, o requerimento de hardware específico, o custo mensal, as despesas adicionais, e muitas outras questões, a Microsoft está neste negócio ainda com as pernas muito tremidas: Se na parte interna a quebra de receita pode estar a ser vista como um investimento de captação de clientes, e assim compense colocar os seus exclusivos, para terceiros aderir ao mesmo esquema não traz vantagem nenhuma.

No entanto, dado que a Microsoft mais do que lucros fala em utilizadores activos no Live, o próximo relatório e contas será certamente um sucesso!

Agora tambem não podemos é deixar de ver o outro lado da medalha. Não é coerente que um jogo Game Pass seja ofertado no Live Gold, e não é coerente que se ofertem bons jogos no Live Gold em detrimento de os colocar no Game Pass. Estes serviços são contraditórios e a existência do Game Pass implica forçosamente um corte de qualidade no Gold que só não acontecerá se o produto for de terceiros e este vir mais vantagem em negociar com a Microsoft no Gold. Mas quanto a futuramente terem os exclusivos Xbox ofertados no Gold, esqueçam… isso certamente não vai voltar a acontecer. E isso porque eles agora são porta estandarte do Game Pass.

A questão sobre se o atual esquema da Microsoft é realmente vantajoso para si é primordial para se perceber se ele é realmente vantajoso para o cliente e, à primeira vista, um serviço destes não só nunca poderá contar com a adesão de terceiros, como não poderá contar com muitos exclusivos Xbox lançados por ano, sob pena de o pagamento mensal não pagar tudo o que lá está. Se isso acontecer, o negócio torna-se uma mina de ouro para o cliente, e certamente não deixaremos de o recomendar. Mas tal só pode acontecer com uma adesão maciça ao serviço, e esses dados a Microsoft não fornece.

É uma realidade face ao Netflix bem diferente!

Aqui o que vejo é que a visão da Microsoft é bastante arrojada para uma altura em que a sua Xbox não vende por aí além, e certamente não é livre de riscos. Um serviço destes, pela ausência de receitas adicionais de outras proveniências (salvo lootboxes, DLCs, ou disponibilização de jogos em partes) nunca poderá albergar lucros para disponibilização imediata de tudo o que se produz, e nesse sentido substituir o mercado atual. Daí que independentemente do valor do serviço, ele tenha de ser encarado como uma mera alternativa de baixo custo, mas não uma real ameaça ao mercado.

E nesse sentido angariará clientes. Disso não temos dúvidas! Se suficientes para cobrir as diferenças nas receitas é que falta saber.

Nota: Apercebi-me apenas agora que me refiro ao custo dos jogos novos como sendo 60 euros, o que não corresponde às verdade pois estes custam 69.99. O erro advêm do hábito de pagar esse valor pois como faço pré reservas de tudo o que compro costumam-me fazer um desconto de 10 euros.

 

 

 

 



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Edson Nill
Visitante

Mário, bom dia! Li tudo com muita tranquilidade e quero colocar alguns pontos: as comparações com o Netflix são inevitáveis no primeiro momento, mas como bem disse, quando olhamos lado a lado, são bem diferentes em muitos pontos a qual passam de lado para os mais desatentos, porém há coisas que vc não mencionou que são de grande valia. Um analista de mercado a qual não me recordo disse que um consumidor médio, compra 10 games por geração, isso msm que leu,10 games, ou seja, é muito pouco para uma indústria que tem games toda semana, mas será pq desse pequeno número? Creio eu que seja a febre dos games online onde de fato o consumidor compra para ficar anos no mesmo. Penso que quando a Microsoft pensa no game pass, ela se guarda nesses números, pois a ideia dela é colocar games que se tornem serviços, e nada melhor do que games nos moldes como Destiny por ex. E para facilitar, ela tem Halo, guears, quem sabe um PUGB tb no serviço, etc… Com eles ali, vai monetizar com loot Boxes, micro transações, etc… A jogada dela é de fato o foco em exclusividade, e creio que games single player tb darão as caras, porém para segurar o cliente e para se resguardar, games assim serão vendidos em episódios, similares a séries. Parece algo abominável a se ter, mas coisas abomináveis na indústria existem e pessoas acharam que jamais existiriam.

Livio
Visitante

Na minha opinião o modelo de episódios em games é a única forma de fidelizar o cliente por meses porque se depender dos comentários de muita gente que defende 100% o programa(mais uma vez digo que é uma ótima proposta p/ o usuário) é: “Pago 1 mês, jogo o exclusivo, finalizo e não renovo a assinatura.”

Como se sustentar com a assinatura de somente 1 mês para um lançamento, visto que o potencial de assinaturas para o mês de lançamento de exclusivo pode ser equivalente de um potencial de compradores da mídia física/digital?

Fora que também já abordaram a ideia de compartilhamento de conta, se antes poderia receber €20,00 ou mais vai receber somente €10,00 e duas ou mais pessoas terão o acesso.

Daniel Corrêa
Visitante

Vou precisar deixar um comentário, mas peço que não me levem a mau, porque alguns aqui estão irritados com a novidade trazida pela MS. Pergunta-se:
E se essa novidade viesse da Sony? Ohhhh, a galera ia delirar! Ou, não? Ah! E outra pergunta: tem gente realmente furiosa com isso?? E se é banal ou irrelevante, por que tanta ênfase?
Bom FDS!!!

By-mission
Visitante

Eu que te pergunto @Daniel, o gamespass na essência não é um serviço online? Ex: vais assinar tenho que estar online, vais baixar tenho de estar online? Ora porque a Microsoft que é tão boazinha cobra pelo acesso ao online para os assinantes do gamepass?
Ora não seria uma imensa valia a quem assinar ao gamepass ter acesso ao online… Visto que é um serviço online, ora se não é o futuro, que raio de futuro é esse que para não comprar os jogos, pago 3,4,5 subscrições por algo que não é meu.

Edson Nill
Visitante

Ficar online pra jogar ou baixar os games? Não há como jogar offline?

Carlos Zidane
Visitante

Daniel, vou te responder apesar de eu não estar “irritado” como diz, mas preocupado, não com Xbox ou PlayStation, mas com o futuro médio/longo prazo do mercado de jogos.

Não. Eu não gostaria que a Sony viesse com algo assim, mesmo ela tendo uma oferta bem melhor de exclusivos ao meu gosto pessoal.

O motivo/explicação pode não ser o mais apropriado ao raciocínio do grupo, mas pra mim é o seguinte; Não gosto desse negócio de jogos como serviço.
Jogos fracionados.
Assinaturas pra isso ou aquilo.
Dependência de estar online. Até porquê eu sei que muita gente não tem uma internet decente ou sequer tem uma.

Vou citar uma coisa que o Mário cita no comentário acima, e que acho muito, mas muito pertinente, sob meu ponto de vista;

“… queixas de não existirem usados, não se poder trocar os jogos, de não se poder jogar sem internet”

Ok, essas coisas foram alguns, se não os principais problemas que atrapalharam o One em 2013.
Se na época eram um empecilho, não entendo como não são agora.
Pra mim continuam sendo.

Prefiro o modelo tradicional de jogos, compro um console, compro os jogos, depois eu troco ou vendo os jogos, eu empresto os jogos pra um amigo, eu mantenho uma coleção física, que está na minha casa, e não em um servidor, algo INTANGÍVEL.

Vou correr o quanto puder disso, se eu sou um dinossauro aos 30 anos, não me importa, gosto do que gosto.
O que me pode acontecer é tentar usar o que achar melhor. E me adaptar se achar proveitoso e viável. Mas já planeio outros hobbies por precaução…

O Netflix pode ter vários aspectos em comum, mas ver filmes on demand e séries, comparado a jogos, pra mim são duas coisas completamente diferentes.
E mais, com o 4k em ascensão, a minha internet teria que sofrer um upgrade (isso se aplica sobretudo ao streaming de jogos que se fala) que eu até posso pagar, mas não sei nem se está disponível na minha rua, não uso fibra por exemplo porquê não tem no meu bairro, que fica a 10 minutos a pé do centro, onde a internet é bastante superior.
Outros pelo Brasil gigante não tem nem isso. Como implementar algo pensando no centro de Houston, Los Angeles, Seuol, Tóquio se um sem fim de jogadores mundo afora tem internet quase discada… (Perdão do exagero)

O tom do comentário parece rude, porém não é, acredite, o tom de voz seria algo como alguém em estado Zen, transitando de theta pra Alpha, pra não confundirmos as coisas e acharem que estou me cortando enquanto escrevo.

Espero ter respondido de forma clara, sempre fica alguma coisinha de fora mas é mais ou menos isso. Bom final de semana a todos.

Lucas
Visitante

Eu fiquei pensando como a microsoft pode manter o jogador ativo nesse serviço e logo lembrei da ultima E3 full de indies. então tirando os jogos com multiplayer eu creio que a microsoft vai usar os indies como uma forma de manter o serviço sempre com novidades.

Não que seja ruim com tanto que os jogos sejam sempre de qualidade.

By-mission
Visitante

—OFF TOPIC—

O Bk fez uma excelente analogia a neutralidade da rede dos EUA e como isso afeta a vida dos internautas, até a unidade de velocidade foi convertido para o fast-food, Mbps Make Burger per Second, é genial, a reação dos clientes diz tudo sobre o fim da neutralidade da rede….

https://m.tecmundo.com.br/internet/126576-neutralidade-rede-burger-king-explica-usando-hamburgueres.htm?f&utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=thumb

jairopicanco
Visitante

Excelente serviço da Microsoft. Leva a acessibilidade dos jogos a um outro patamar, e no fim é o que realmente importa para o jogador que se preze: jogar. Até porque não é algo pra substituir, mas sim somar, pelo menos no 1º momento.

Aqui no Brasil, cai como uma luva. Onde que se teria acesso aos jogos da M$ por 29 reais? É um serviço de muito valor para o jogador. Ponto.

Não acho bom se ater muito a jogos “novos” e “velhos” como alguns enumeram por aí… jogos são jogos. Jogo não é alimento perecível onde o jogador tenha que se preocupar com seu prazo de validade, principalmente os single player campanha.

E num mercado onde uma grande faixa de pessoas compram e jogam poucos games no ano, é uma oportunidade de trazer essas pessoas para o serviço, oferecendo fácil acesso a uma faixa grande de conteúdo. O Netflix tem muito a ensinar nesse aspecto.

Bom dia.

Júlio Esteves
Visitante

A proposta da MS é bem interessante para quem gosta de jogos, mas, conforme já comentado: como este serviço se manteria? ou como a qualidade dos jogos 1ST party seria afetada? Estas são algumas questões em aberto.
Acho que tem um plano maior da MS(2020?) em que o futuro xbox2 entra no cenário, ou seja, isto seria uma espécie de balão de ensaio (toda empresa tem reverenciar o lucro e resultados positivos, não quer dizer que a MS esteja mal no negócio (pelo contrário), mas para seus acionistas o 2º lugar é pouco e o modelo atual de negócio de videogames não é adequado).
Fico na expectativa do desenrolar dos fatos, mesmo porque, já vimos que a questão dos custos desenvolvimento de jogos tem sido o foco de novas propostas e ideias (algumas até sem ética).

Edson Nill
Visitante

Quando vejo o tanto de negativismo quanto ao serviço, confesso que chego a desconfiar de defesas de marcas por paixão. A Sony tem um serviço similar a bastante tempo, onde ela teve que comprar e caro a Gaikai, para simplesmente estar a vender o que vcs estão discutindo como algo quase abominável do lado da caixa. Fico impressionado como muitos aqui ainda acreditam no anjo bom e mau onde o bonzinho é a Sony e o mauzinho a Microsoft, sendo que a Sony já deu inúmeros exemplos de repetir a concorrente, quando a concorrente tinha ideias que aumentasse suas receitas ou será que a Sony cobra para jogar online a toa… Gente, não há como negar que isso vai ser praxe da usina, onde tudo serão serviços msm e por mais que eu não concorde com isso, uso um ditado popular no Brasil que diz assim: “Não adianta chorar pelo leite derramado” Queira ou não, ambas as empresas estão olhando para as mesmas possibilidades e não há boa ou má, e sim empresas querendo lucrar mais e mais!

Edson Nill
Visitante

Mário, deixando claro aqui que não me referia a ti quanto a paixões e muito menos quanto a vc querer analisar se será ou não rentável o serviço, simplesmente só me incomodou um pouco o fato de alguns Sempre criticarem algo por não ser da marca de seu coração, mas em nenhum momento me referia a sua pessoa a qual sei de sua imparcialidade com os fatos. Deixo esclarecido aqui!

Vitor Calado
Visitante

A única coisa que tenho pena é que não seja na PS4, dava-me muito mais jeito, para quem têm as duas consolas, compra os jogos da principal e subscreve o serviço na outra…sei que a Sony nunca irá criar este serviço, mas para mim era uma mais valia, e lembrar que este serviço de subscrição é apenas mais uma opção, quem quer e gosta continua a comprar os jogos 1 a 1 físicos ou digitais, o mercado é que irá ditar quais modalidades vão ser mais populares e quais se vão tornar obsoletas…não vejo motivo para dramas…

By-mission
Visitante

—OFF-TOPIC—

Que bola fora dona Sony…

Jogar as finais no Xbox porque a PSN está fora do ar…
Sony que tal gastar aquele lucro recorde em uma rede decente!

https://theenemy.com.br/fifa-18/por-queda-na-psn-final-de-campeonato-de-fifa-do-ps4-e-realizada-no-xbox