Microsoft quer ser o Netflix dos jogos… mas como?

Se a Microsoft poderá ou não ser um Netflix dos jogos é uma discussão em si. Mas aceitando que sim, como é que a Microsoft pode fazer a Sony ou a Nintendo aceitarem os seus serviços? Pois bem, a Microsoft pensou nisso!

Naturalmente que já terão pensado que a Sony e a Nintendo não estarão interessadas em permitir que a Microsoft tenha um serviço de aluguer de jogos nas suas plataformas. Tal impediria que estas marcas pudessem vender os seus produtos como antes, pois quanto maior for a oferta global, menor é a procura específica.

Ora a Microsoft planeia iniciar um serviço de streaming de jogos. Este serviço eliminará a questão da plataforma em que os jogos podem correr. Basicamente, desta forma, elimina-se a questão das compatibilidades, e qualquer sistema pode correr um jogo, mesmo que este tenha sido criado para um hardware mais capaz e incompatível.

A questão é no entanto outra. Mesmo existindo esta possibilidade, a Microsoft ainda precisaria de ter uma forma de executar a sua plataforma nas consolas concorrentes. Um software gestor da plataforma e que estivesse devidamente equipado para receber o streaming. E seria aqui que a porca torceria o rabo. Pura e simplesmente a Sony e a Nintendo, ou mesmo outras marcas, poderiam dizer não à aceitação da aplicação da Microsoft.

Esta questão tem sido algo na qual tenho pensado bastante. A aposta da Microsoft parece ser muito forte nesse campo, mas pode esbarrar nesse pequeno pormenor! Como pretende então a Microsoft superar o mesmo?



Foi ao analisar notícias antigas que me apercebi de como a Microsoft pretende dar a volta à situação. Basicamente a Microsoft propõem-se usar uma metodologia que alcança basicamente 99% do mercado conectado. Usar algo que já existe por defeito em basicamente todos os aparelhos que se se ligam à internet… o browser!



Analisando algumas notícias mais antigas, foi possível relembrar um projecto da Microsoft que pretende fazer o streaming de jogos Xbox 360 e Xbox One para o browser.

Eis algumas dessas notícias:

Link 1

Link 2

Basicamente a ideia da Microsoft é contornar essa limitação ao usar algo que basicamente é um standard. É certo que consolas como a Switch não o possuem, e também é certo que se a Microsoft avançar com algo que funciona desta forma, sem necessidade de software extra, o mercado alcançado será de largos milhões. E desde que a Microsoft não tente insistir em colocar isto só no EDGE,  impingindo-o devido a isto, o alcance será gigantesco, tal como acontece com o Netflix. Aliás com este tipo de fornecimento a Sony e a Nintendo serão forçadas a alinhar, não usando medidas que impeçam o serviço da Microsoft de funcionar. Afinal se não funcionar na consola, funcionará no Browser da TV, e como tal estas marcas só teriam a perder.

Não é muito costume recentemente elogiarmos decisões da Microsoft, mas tal como esta situação parece apontar vir a funcionar, a Microsoft poderá ter acertado em cheio e efectivamente vir a conseguir os meios para poder implementar-se como o Netflix dos jogos. Falta depois é saber se isso é comercialmente viável, se interessa ao consumidor, e se a qualidade e conteúdo dos jogos poderá sofre com isso. Mas sobre isso falaremos mais tarde noutros artigos.



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By-mission
Visitante
By-mission

Lembrando que entre tantos futuros disponíveis, sempre se esbarram no “se”….
Alinhado ao que sabemos hoje “se” a PS3 viesse com uma GPU descente a Sony teria dominado a sétima geração, e “se” ela dominasse talvez hoje teríamos um cell bem mais parrudo na PS4. Talvez não notem de CPU’s mas uma rápida o suficiente para ajudar o GPU simplesmente não existem nem nos dias atuais.

Lembra-se da nuvem, aquela enorme promessa de 2013, que seria o futuro dos jogos, então o “se” fosse implementada de forma leis realista e “se” a bendita internet ajudar.

Aquele bendito ” se “…

Aquele que impediu a Dreamcast das consoles de sempre ser a mais popular. E “se” assim o fosse não estaríamos aqui rendidos as suas evoluções…

Aquele “se” que impediu a Sony de se juntar a Nintendo e talves aqui estávamos em casa… A jogar Crash e Mário no no mesmo console…

Mas aí está aquele pequeno “se”…

“”Se”” valer a pena para a Microsoft…
“”Se”” valer a pena para as produtoras…
“”Se”” valer a pena para os jogadores…

Me parece que um “se” já é algo bem difícil de contornar, imaginem 5 ou 6. Mais aí está se a Sony e a Nvidia não puderam com um único “se” vai ser a Microsoft a vencer 5 ou 6…

Boa sorte.

Edson Nill
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Edson Nill

By mission, nesse campo a Sony é fichinha perto da Microsoft! Quanto a nuvem ser o futuro, não consigo imaginar que não seja, ainda mais vendo as empresas vindo para esse campo. Já critiquei várias posturas da Microsoft, várias idéias, como tb já elogiei algumas, mas essa em especial… Foi um tiro em cheio, bela jogada!

Livio
Visitante
Livio

Estou querendo fazer um comentário sem que me taxem como fanboy Sony ou odiador Xbox, mas não vejo muita relação entre streaming de jogos + apoio das thirds.

Este streaming de jogos seria somente com jogos da MS?

Tenho esta dúvida porque para ter um jogo no PS4, Xbox ou Switch a desenvolvedora Third tem que pagar royalties para a dona do hardware. Se não vai ter um hardware específico qual incentivo de uma third pagar tais valores? A não ser que a mesa mude de lugar e estas sejam pagas.

Com um serviço a ser oferecido via browser e ser compatível com praticamente qualquer dispositivo com navegador o que impedirá de tais produtoras de criarem seus próprios serviços? O que impede que a EA ofereça seu serviço via browser? Essa Netflix de jogos pode ser uma boa, como pode também ser um tiro no pé.