MPAA quer medidas extraordinárias para acabar com a pirataria

MPAA

A motion Pictures Association of America quer entrar em um regime ditatorial nas empresas de forma a impedir a fuga de conteúdo protegido.

As empresas que queira processar, lidar com, ou distribuir conteúdos para a MPAA terão de proceder a uma série de alterações no seu funcionamento para serem acreditadas pelo grupo e Hollywood. Para começar todo o pessoal terá de ser investigado face ao seu passado, certos tipos de roupa serão banidos, existirão restrições aos alimentos permitidos e as pessoas terão de se sujeitar regularmente a serem revistadas. Somente desta forma a MPAA acredita que será possível parar com as fugas de conteúdos.

O certo é que mais cedo ou mais tarde o conteúdo produzido entra no domínio do digital onde se torna mais fácil a possibilidade de fugas. É uma consequência dos avanços da tecnologia.E todas as empresas que distribuem ou lidam com este conteúdo digital terão de se sujeitar a estas condições uma vez que a MPAA considera-as o ela mais fraco da cadeia e potenciais pontos de fuga.

Apesar de estas práticas poderem já ser uma realidade em algumas empresas não o são em todas, e sinceramente perante a lei de alguns paises as mesmas poderão ser abusivas e lesivas das liberdades individuais. Os funcionários terem a necessitam de assinar contratos de confidencialidade anuais, e ficarem proibidos de falar dos conteúdos, até é algo que se aceita. Mas serem constantemente sujeitos a revistas que podem implicar a remoção de casacos, chapéus e cintos, esvaziar de bolsos, revista manual e/ou com detectores de metais, bem como a revista do conteúdo de todos os aparelhos electronicos na presença da pessoa parecem ser um pouco abusivos para algo que não se trata de segredos de estado. A não ser, claro, que os salários compensem estas situações.

Os funcionários estão também proibidos de entrar nas instalações com aparelhos digitais capazes de gravação, tais como pen drives, câmaras e smartphones, sendo que quem leva comida para as instalações terá de a levar num saco ou contentor transparente.

Se formos a ver, estes sacrifícios servem apenas para acabar com aquilo que se chamam os “screeners”, versões de pré-visualização, de menor qualidade e normalmente cheios de textos de alerta que se sobrepõem ao filme, e não a pirataria à versão final e de grande qualidade. Ou seja, no geral a nível de pirataria isto faz muito, muito pouco.

É que se calhar existia uma forma muito mais simples e menos intrusiva de se evitar este tipo de coisas. O lançar os filmes em DVD e BD ao fim de 3 ou 4 meses após o filme estar no cinema. Afinal acredita-se que quem vê um “screener” é aquele que pretende ver o filme que já saiu do cinema, mas que está impedido pois a versão em DVD e BD só aparece cerca de 1 ano depois do filme sair do cinema. E quem sabe, com isso até não vendiam mais cópias e diminuíam a pirataria.

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