Nasa quer enviar astronautas a Marte a dormir e por alimentação intravenosa.

É mais um passo na direcção daquilo que dantes era ficção. Astronautas em sono profundo e alimentação intravenosa.

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Nos filmes os humanos andam a viajar no espaço profundo à décadas, e a forma usada para tal é colocando-os a dormir em câmaras de hibernação.

Exemplos não faltam: Event HorizonPrometheus, e os filmes da série Alien são bons exemplos onde podemos ver humanos em cápsulas e suspensos num estado de hibernação onde viajam por meses ou mesmo anos.

Mas agora, o que era ficção pode passar a ser realidade.

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Retomando o nosso artigo

A Nasa apoiou um estudo da SpaceWorks Enterprises que verifica a viabilidade de sono profundo em viagens de longas distâncias pelo espaço. E a primeira missão a usar a tecnologia seria a de enviar humanos a Marte, uma viagem de 180 dias com a actual tecnologia. E não é que 180 dias seja assim tanto, mas as necessidades energéticas, de alimentação, e acima de tudo de manutenção da sanidade mental dos ocupantes, são grandes.

Mas caso o humano fosse em sono profundo, eles não necessitariam de energia para entretenimento, a água e comida poderiam ser doseadas por via intravenosa e serem em menor quantidade. Enfim, haveria uma série de situações que optimizariam as condições a bordo.

O alvo do estudo foi basicamente sobre o torpor: Alguns animais vão naturalmente a um estado de torpor, e os humanos também o fazem quando em estados de hipotermia. A ideia da Nasa é adaptar a situação aos humanos de forma a que este estado seja seguro por 180 dias.

A indução de hipotermia terapêutica é já uma realidade, pelo que as técnicas não são novidade, mas nunca foram usadas por períodos de tempo tão grandes. Daí que a monitorização seja algo obrigatório, com a capacidade de ajuste do torpor remota e a possibilidade de acordar o astronauta em caso de risco.

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