Nova geração… nova ameaça. Agora são os jogos físicos que vão desaparecer

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Tal como na geração passada nos quiseram impingir o conceito de que os jogos de jogador único estavam mortos, agora parece-se procurar a morte do físico. E o lançamento de versões digitais das consolas não ajuda a limpar esta ideia.

Os custos dos videojogos estão cada vez mais altos. E com custos surge a cada vez maior necessidade de rentabilização, algo que infelizmente nem todos os jogos conseguem.

Nesse sentido as empresas procuram formas de diminuir custos e maximizar receitas.

Na geração passada isso aconteceu com os jogos de jogador único. Sendo eles que mais tempo de programação e mais atenção requerem, a sua remoção passando a suportar-se os jogos multi jogadores seria uma forma de cortes de despesas.

Mas mais ainda, as empresas acreditavam que uma forma de rentabilizar um jogo com menores vendas passava rentabilização de conteúdo vendido no jogo. E dessa forma, que melhor forma de vender do que para um jogo online onde os jogadores estariam obrigatoriamente capacitados a aceder a uma loja online? Dessa forma seria mais simples vender-lhes DLCs e conteúdo extra, e rentabilizando assim os jogos que no caso de serem offline (o single player online não foi bem aceite por ser considerado um DRM desnecessário e prejudicial ao jogador), ao não terem esse tipo de acessos, teriam basicamente de vender em quantidade sob pena de prejuízos.



E dessa forma houve uma enorme pressão na passagem da ideia de que o futuro era o multi jogador, e que o single player estava basicamente morto.

Nintendo e Sony ignoraram essa historieta, e apostaram forte nos jogos de jogador único. A força foi tal que foram vários os títulos de sucesso que estas marcas colocaram no mercado. E ao contrário do que se dizia, o que se via eram os jogos multi jogador a cair em vendas e os de jogador único a crescerem.

O sucesso desses jogos foi de tal forma que empresas como a EA, uma das empresas que mais apostou no multi, e que mais vendeu essa ideologia, resolveram apostar novamente nos jogos de jogador único e vendo o sucesso de vendas que tiveram, agora querem criar mais do género. Isto aconteceu com o ultimo jogo Star Wars, o Jedi: Fallen Order, a aposta da EA para regresso aos jogos de jogador único e que, devido ao sucesso de vendas a empresa pretende agora tornar num franchising.

E o mesmo aconteceu com a Microsoft. Após uma geração onde os jogos de jogador único se contaram pelas mãos, e a aposta era claramente no online, a empresa veio agora já jurar fidelidade a esses estilo de jogos de jogador único, prometendo-o suportar em força no futuro.

O fim dos jogos de jogador único foi algo extremamente exagerado, e promovido com interesses económicos por detrás. Interesses esses que quando se percebeu que afinal o multi não seria assim tão vantajoso ou a única forma de se ganhar dinheiro, levaram à mudança de opiniões.

Agora a nova moda é o alegar que os jogos físicos estarão mortos em breve. Tudo porque ao custarem os mesmo, os jogos digitais que não possuem despesas de embalagem e distribuição, e nem percentagens da receita a serem retidas por terceiros, eles dão mais lucro.



Ora aqui não discordo desta realidade da mesma forma que discordava da questão dos jogos singleplayer, e vejo mesmo Sony e Microsoft a apostarem na oferta de consolas 100% digitais, o que só contribui ainda mais para esse futuro! Mas a realidade é que, apesar de prever quebras nas vendas dos jogos físicos, não consigo imaginar que eles desapareçam completamente.

É uma realidade que para muitos a comodidade e facilidade da compra digital é grande. E que durante esta fase do Covid 19 houve um crescendo muito grande nesse tipo de vendas. É aliás provável que essa tendência continue e que o digital continue a prosperar.

Mas daí a acabarem com o físico vai uma grande diferença. E como referido, custa-me a acreditar nisso.

Um bom exemplo que suporta a minha ideologia são os DVDs e BDs. Com o grande aumento da procura por serviços de subscrição este tipo de media cada vez vende menos. E isso é uma tendência que já existe à anos!

No entanto, há pessoas para as quais, nada substitui o acto de posse. Eu por exemplo sou uma dessas pessoas! Posso ter um filme disponível no Netflix ou outro serviço qualquer, mas se gosto do que estou a ver… compro! Quero a posse, quero a liberdade de poder ver como, quando e onde quiser, não ficando dependente de disponibilidade, de ligação à net, ou de qualquer outra situação que me possa impedir de ver, ou criar qualquer dificuldade a ver, quer agora, quer no futuro.



Para além do mais, tenho orgulho nas minhas colecções. Gosto de as possuir e gosto de as mostrar. O acto de coleccionar é algo que existe desde sempre, e coleccionar implica algo que o digital não oferece: A posse do físico!

Este tipo de pretensões não é algo anormal. É aliás uma prática bem enraizada em muitas pessoas. E daí que pensar-se que o físico morrerá é, a meu ver, algo utópico. Poderá vir a tornar-se menos comum, e tornar-se um nicho… mas daí a desaparecer… vai um grande passo!

A realidade é que a morte do físico anda a ser profetizada à mais de 10 anos, e também é verdade que o fecho de grandes lojas tem ajudado o digital a crescer. Mas repare-se que mesmo jogos gratuitos como o Apex Legends e o Fortnite possuem versões físicas. E porque? Porque há quem queira o físico e não o dispense. E os produtores sabem disso!

Se há a liberdade de as pessoas escolherem a sua plataforma preferida, porque retirar às pessoas a possibilidade de comprar os seus jogos da forma que mais preferem. Quem compra físico é normalmente mais dedicado do que quem compra digital. Estima e gosta do que adquire, tendo prazer em o possuir.

Diga-se aliás que os casos em que empresas que venderam jogos digitais os tiveram de retirar das suas listas por questões de licenças expiradas e direitos de autor são cada vez mais. Um exemplo é o Angry Birds Star Wars que foi lançado na mesma altura em que foi lançada a actual geração de consolas, e que já não está disponível pois a Disney deu ordens para o “exterminar”.



E lembram-se da PSP Go? A consola 100% digital… É um bom exemplo do que poderá acontecer num futuro digital! E um caso claro de quem provou… e não gostou!

O Digital não é alheio a riscos que o físico não possui. Ambos podem deteriorar-se e perder-se, mas o físico é nosso e mantê-lo só depende de nós. Já o digital… não é tanto assim! E mesmo que o tenhamos no disco e que ele não tenha DRMs ou algo do género, um diferendo qualquer entre os criadores do jogo e uma empresa que resolva exigir direitos sobre algo pode fazer com que pura e simplesmente um dia ao abrirmos o disco o jogo não esteja lá… E isto já aconteceu, dai que não seria novidade.

 



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Felipe Leite
Felipe Leite
5 meses atrás
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Eu continuo a achar que o fim do físico é uma das maneiras de evitar o empréstimo e revenda de jogos.
Parecendo que não essa fatia de mercado ainda é bastante representativa, lojas como a gamestop, cex e outras movimentam muito dinheiro que não volta a entrar nos cofres das editoras.
Essa é uma das guerras que a Microsoft perdeu no lançamento da Xbox one.
E agora novamente na entrada de uma nova geração, com medidas menos agressivas as empresas voltam a tentar atacar esse mercado.

Fred
Fred
5 meses atrás

Sim, lembro bem que o PSP GO não pegou, muitos não gostaram, mas 10 anos depois muita coisa mudou, creio que agora pessoas estão mais sucessíveis ao digital.E com SSD talvez o digital não seja mais um grande problema se o que indicam as patentes forem reais. Baixar apenas uma parte do jogo e começar a jogar de imediato seria perfeito.

José Galvão
José Galvão
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

Eu prefiro o formato físico sempre que posso, não tenho problema em comprar em digital caso o jogo seja exclusivo desse formato ou o preço seja mesmo tentador.
O grande problema aqui é que o formato físico já está penhorado à anos devido à cultura do patch, mesmo que tenhas o jogo na mão, não é se mas no dia em que os servidores fecharem, ficas não com uma mas duas gerações inteiras de jogos bugados ou mesmo injogaveis, jogos como o Days Gone ficam relegados à memória de quem jogou porque boa sorte a quem conseguir jogá-lo sem o batalhão de patches a que esteve sujeito.

E desengane-se quem acha que isto de fechar servidores é só num futuro distante ou que só acontece a empresas à beira da falência, a Nintendo pode estar a nadar em dinheiro mas não foi por isso que fechou a eshop da Wii e já está a fazer o mesmo com a Wii U, e quando digo fechar é no sentido literal do termo ou seja, nem nos é permitido conectar online para voltar a fazer o download do que é nosso por direito, já para não falar nos vários exclusivos de qualidade que se perde.

É por isto que nunca fui contra a pirataria, porque apesar de ser vista como roubo, também pode ser vista como a única forma de preservar muita da história desta arte a que chamamos paixão e que é constantemente trocitada em função do lucro, a pirataria pode ser uma forma de roubar o trabalho árduo de um criador independente que durante anos se entregou de alma e coração à sua visão, mas também foi a forma que encontrei para não só jogar jogos aos quais nunca teria acesso e jogar gerações inteiras a uns decentes 60htz, além de ter preservado toda a geração Arcade.

João Ferreira
João Ferreira
5 meses atrás

Um dos problemas do formato físico é que ele não vem com a última versão do jogo. Amanhã quando colocar o TLOU 2 na ps4 concerteza vai levar com uma actualização qualquer. Depois ao longo da vida do jogo leva umas correções e o formato físico fica muito desactualizado.
Ou seja só deveríamos comprar a versão Jogo do Ano ou algo do gênero. Lá já deve vir com tudo e mesmo assim….
Pessoalmente não consigo dar 60/70€ por um jogo digital por não sentir a sua posse. Em digital normalmente só vou até 25€.

bruno
bruno
Responder a  João Ferreira
5 meses atrás

Mas ainda teras o jogo, mesmo sem patch.
 
Se o jogo digital foi removido da loja (ex: Driveclub) e tiveres que mudar de consola e so tiveres o digital…. boa sorte com isso.

João Ferreira
João Ferreira
Responder a  bruno
5 meses atrás

Não estou a defender o digital apenas a tentar transmitir que as edições físicas iniciais não vêm completas. Quando daqui a uns anos retirarem os jogos dos servidores tanto faz ser versão física como digital. Uma desaparece (digital) e a física fica incompleta. Só mesmo as edições do ano, definitivas ou algo do gênero é que devem conter tudo no formato físico.

Deto
Deto
Responder a  bruno
5 meses atrás

quem já comprou o DriveClub segue conseguindo baixar e jogar ele.
 
so não esta disponível para novas compras.

Sparrow81
Sparrow81
Responder a  João Ferreira
5 meses atrás

Que “problema” hein??? No digital é a mesma coisa, só que baixa junto a última versão de atualização e qualquer DLC se paga mais de qualquer forma, ou estou errado? Eu tenho edições completas de games aqui e em mídia física. Qual a diferença? A única diferença é que no físico você instala e já busca a última atualização, que em alguns segundos está instalada e pronta pra jogar e no digital vc já baixa ele com sua última atualização. Não entendi esse problema que vc criou. Ou a ansiedade é tanta que não pode esperar alguns minutos a mais (na próxima geração serão segundos) o jogo instalar do físico e mais uns 10 segundos para instalar sua última versão?

João Ferreira
João Ferreira
Responder a  Sparrow81
5 meses atrás

Não estou a criar problema nenhum. Apenas a referir que quando desligarem os servidores e não der mais para fazer download ou actualizar os jogos digitais desaparecem e os físicos voltam á versão inicial. Se tiverem bugs ou mau frame rate (físico) ficam assim e quem pretender rejogar anos mais tarde ou joga assim ou aguarda um tempo e compra uma versão Game of the Year.
Já agora as actualizações não instalam em minutos. O último COD já vai com largas dezenas de Gigas de actualização . No meu disco já conta com cerca de 200GB.

Alexandre Oliveira
Alexandre Oliveira
5 meses atrás
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Por falar nisso Jim Ryan foi questionado em forma de afirmação pelo CNET se haverá retro-compatibilidade da PS5 com os disco da PS4 e ele não confirmou,mas também não desmentiu.
 
 
“The disc version will also obviously offer backwards compatibility with those old discs too.
 
We said that the PS5 has been designed to play PS4 games. We’re going through the process with the publishers and developers testing that rather exhaustive library of over 4,000 games. We’re happy with the progress that’s been made. ”
 
 
Na mesma altura em que confirmou que o modelo Branco da PS5 é o modelo de lançamento.
 
https://www.cnet.com/news/sonys-ps5-design-is-bold-daring-and-future-facing-playstation-ceo-says/

bruno
bruno
Responder a  Alexandre Oliveira
5 meses atrás

Isso e o minimo que precisam de assegurar.
 
A Xbox possui retrocompatibilidade com todos os jogos das consolas anteriores.
 
A Series X ira oferecer gratuitamente, algumas melhorias incluindo RT e um novo sistema que automaticamente implementa HDR em titulos anteriores. A tecnologia foi demonstrada a correr em Halo 5.
 
Isto e um valor enorme e a Sony tem que garantir retrocompatibilidade total. Esta geracao, nesse aspeto passou vergonha. Equanto a Xbox colocava os jogos retrocompativeis, a Sony cobrou pelos titulos PS2.
 
Ainda nao sabemos se a PS3 e o resto sera ou nao retrocompativel, mas se nao for entao que se preparem!

Lucas Diogo
Lucas Diogo
Responder a  bruno
5 meses atrás

Só um adendo, xbox não tem retrocompatibilidade com todos os jogos das consolas anteriores, a xbox original são cerca de 35 jogos e a 360 são cerca de 550 jogos.
E se a Sony realmente vai ter 4000 ou mais jogos disponíveis através de retrocompatibilidade, isso seria mais jogos que o que a xbox entrega com a retro.

bruno
bruno
Responder a  Lucas Diogo
5 meses atrás

Tocas num ponto interessante…
 
Mas antes disso, quero apenas referir que a comparacao nao e justa dado que do lado da Sony ja se considera a PS4 e no resto, nao.
 
O ponto interessante em que tocas e este: fazendo uma pesquisa rapida na PS Store ha cerca de 2830 entradas para jogos PS4. A Wikipedia possui tb uma lista de titulos para a plataforma e anda a volta dos 2800. O numero e paroximado dado que alguns titulos, p/. ex. Driveclub, desapareceram da lista. Mesmo que chegue aos 300o titulos (nao creio) ainda ha uma diferenca de 1000-1200 titulos.
 
Logo de onde veem os 4000 jogos que a Sony anunciou?
 
Para efeitos de comparacao a PS2 anuciou 3800 e a PS1 1300 titulos lancados.
 
Se o valor e verdade, a Sony acaba de confirmar retrocompatibilidade com mais que a PS4.

Jorge Silva
Jorge Silva
Responder a  bruno
5 meses atrás

A afirmação de que Xbox possui retrocompatibilidade com todos os jogos das consolas anteriores, não é correta. Repara por exemplo no Blur da Xbox 360, corre na One? Não! Muitos dos jogos das gerações anteriores da Xbox não são compatíveis com a geração atual. É necessario que a MS acrescente os jogos ao modo de retrocompatibildade. Aliás, neste momemto até deixaram de acrescentar jogos por isso a lista tem-se mantido estática.

bruno
bruno
Responder a  Jorge Silva
5 meses atrás

Nao sabia disso, obrigado.

Rui
Rui
5 meses atrás

Eu so aderi esta geração ao digital pela compra sempre partilhada com o meu amigo de longa data, todos os outros meus tropas da xbox fizeram o mesmo somos um grupo de 11, e 5 deles venderam a ps4 pela xbox e fizeram o mesmo, digital e partilha.

O físico é o melhor, eu próprio sou um pequeno colecionador e devo ter 300 a 400 jogos em físico mas ja começa a ser tecnologia do passado, ainda ouvem musica em cds? Ainda veem filmes em bluray? Ainda instalam programas no computador pelos dvds?

Eu percebo e apoio moralmente a teoria, mas é a evolução e a seguir vem o cloud gaming only.

A pspgo foi um fiasco mas curiosamente é das melhores portáteis de sempre para retrogamers como eu.

Felipe Leite
Felipe Leite
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

E espero que eu que dê para fazer na ps5 também!

Rui
Rui
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

Sabia e sei, mas eles mudaram porque quiseram, não por essa situação em específico.

bruno
bruno
Responder a  Rui
5 meses atrás

Porque nao a Vita? Tem suporte a imensos classicos da PS1 e so nao foi mais longe porque a Sony desistiu da mesma, mas conta com um catalogo interessante.
 
O ser ou nao tecnologia do passado esta para ver-se. A maior vantagem em ter as coisas e que elas sao tuas. E treta que se considere que o so digital e melhor. O so digital apenas evita uma coisa: a pessoa ter que se levantar e colocar o CD na consola. Mesmo para os fisicos, alguem com 400 jogos e um coleccionador. O que te desafio e a procurares por esses mesmos 400 jogos na tua loja digital (ou nas lojas digitais que uses) e veres se os encontras.
 
Driveclub e apenas o exemplo mais recente de um titulo que “sumiu”. Quem cometeu o erro de o possuir apenas digital tem que rezar para que nada aconteca ao sistema que possui. Eu possuo a versao fisica – estou descansado ao saber que muito do conteudo que ainda tenho (e nao paguei por nada excepto o que vem no CD) estara disponivel se eu desinstalar o jogo, mesmo sem patches.
 
Sobre o ver filmes em bluray, sim ainda vejo. E o mercado ainda ca esta apesar de tudo. Sei o que queres dizer com o streaming, mas so relembro que streaming de series/filmes nao e o que no caso dos jogos e muitos desafios estao pela frente.
 
Um bom caso de coisas “obsoletas” que tiveram um comeback, e o caso do Vinil. Esta tecnologia resurgiu numa era de streaming,numa era pos walkman, numa era de smartphones e Ipods.
 
Da que pensar.

bruno
bruno
5 meses atrás
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A razao para o haverem versoes so digital e esta:
 
https://screenrant.com/ea-activision-blizzard-mtx-amount-profit-how-much/
 
Eu acho que e uma ironia enorme haverem pessoas a estourarem centenas ou milhares de euros em MTX, ao mesmo tempo que se queixma de pagar 70/40 euros por um jogo singleplayer.
 
Basta ver que isto ocorre tb nas consolas e a fabricante leva uma fatia disto.
 
E sobre o porque de eu nao gostar… e que as empresas podem forcar a venda em consumidor nao informados, talvez toranando a versao com leitor bluray indisponivel.
 
Ao forcar a venda eles aceleram o processo de transicao.
 
Nao fiquei nada impressionado por ver a Sony seguir esta via, mas todos sabemos o motivo:
 
https://www.thesixthaxis.com/2020/05/13/110-million-ps4-sold-lifetime-playstation-4-profit-digital-ps5/
 
 
 

eduard08
eduard08
5 meses atrás
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Eu em todo o caso, no dia em que o fisico acabar penso que sera o ultimo dia que comprarei jogos, apesar de ja comprar jogos digitais, mas para mim se nao tiver o fisico nao e igual, ja chegei mesmo a comprar jogos fisicos que, ja tinha na minha biblioteca digital

bruno
bruno
Responder a  eduard08
5 meses atrás

O mercado usados e muito importante.
 
Pensem nisto: as lojas que vos vendem jogos, geram empregos e lucros, pagam impostos, na vossa localidade. Isso contribui para o vosso pais.
 
Se forem com so digital, os lucros vao para terceiros. Isto tambem e necessario ter em conta.
 
Eu so compro fisico, e digital so indies em muito boa promocao que nao encontro de outra forma, alias so para terem uma ideia, o primeiro jogo digital que comprei para a PS4 foi so este ano, e foi a menos de 10 euros.
 
O que e tenho o habito de platinar o jogo e vender. Mesmo que seja so por metade, ou um terco do preco inicial. Sei que contribuo para empregos, sei que a loja ganhara algum. E em troca recebo parte do que paguei inicialmente.
 
Na minha opiniao haver isto no mercado e muito importante. Antes do mercado de usados ser uma coisa, lembro-me que nos anos 90 havia concertacao de precos. Isto e, as empresas tendo a faca e o queijo na mao, nao baixavam os precos por nada e os jogos eram carissimos. Isso mudou com o mercado de usados. E legal e e um bom contraponto que obriga as empresas a manterem precos acessiveis.
 
Isto e um desafio que elas terao que enfrentar e que deverao enfrentar.

eduard08
eduard08
Responder a  bruno
5 meses atrás

eu penso exactamente como tu, a parte que eu nao vendo os meus jogos pois faço coleção, mas compro muitos usados
No dia que o fisico acabar muitas das lojas acabarão ao mesmo tempo pois nao irao viver apenas da venda das consolas pois isso acredito que as marcas o farao directamente e o pior e que a partir desse momento vai ser raro encontrar jogos baratos pois como acontece actualmente os jogos digitais ficam quase sempre ao mesmo preço
 

eduard08
eduard08
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

E isso e uma coisa das que mais gosto e ate tenho um bom exemplo no meu caso, pois na loja onde compro os meus jogos, quando sai um novo jogo vende-o sempre ao preço forte (mas tambem costuma fazer muitas boas promoçoes como na venda de um certo jogo usado na compra do jogo novo, este sai por vezes a mais de metade do preço) e no mesmo centro comercial tem o carrefour que faz sempre cerca de 15€ a menos e mesmo assim prefiro pagar mais pois ha quase sempre os bonus de reservaçao, e acima de tudo com o tempo fiz amizade com os vendedores, o que e uma coisa sem igual pois para mim so o facto de discutir, trocar informações, etc nao tem valor e sei que sempre precisar de alguma coisa eles metem de lado :-p como ainda agora no caso do comando do the last of us 2 e tambem como sabem que coleciono muitas das vezes oferecem-me cenas
Este e apenas um exemplo para mostrar que um jogo fisico e mais do que um simples cd e que para mim o digital nunca poderá substituir

Rui Teixeira
Rui Teixeira
5 meses atrás

Alguém me pode tirar umas dúvidas sobre os discos externos na PS4? Só tenho um e neste momento não tenho possibilidade de arranjar outro para testar.
Uma dúvida é, se o disco está associado à consola ou à conta.
A outra é, se se instalam uns jogos num disco e outros noutro disco, ao trocar de disco a consola reconhece os jogos que estão instalados em cada disco, ou tem de se reinstalar todos os jogos?
Pergunto isto, porque os discos externos podem ser uma forma de fazer backup dos jogos digitais.

Rui Teixeira
Rui Teixeira
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

Obrigado Mário! Parece-me que desta forma é possível fazer backup dos jogos digitais em vários discos. Um mal menor!

Sparrow81
Sparrow81
5 meses atrás
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Eu nem cogito comprar versão digital de console por isso. É o próximo passo. Eles jogaram a isca do ALL digital, eu não serei fisgado nessa, pois tenho esperança de ter hardware em casa numa futura geração. Só que se o ALL digital for um sucesso absoluto de vendas, creio que os consoles morrem e o “ps6″será o novo stadia.

Helmer Silva
Helmer Silva
5 meses atrás
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Acho que o mercado totalmente digital não é ainda 100% viável, visto que existem ainda muitos locais em que não existe boa ligação à Internet, limitando muito as pessoas nas compras digitais e por aí vai, uma consola 100% digital para mim pessoalmente não é viável apesar de comprar jogos digitais, por exemplo agora com The Last of us part II comprei a versão digital do jogo porque a situação do COVID 19 assim me obrigou, para não ter que frequentar centro comerciais que ainda não acho que estejam viáveis para a circulação de tantas pessoas, mas preferia mil vezes ter um jogo desses em média física para ter como colecionavel, acredito que haverá sempre mercado para ambos e sim estarmos dependentes dos serviços de terceiros e da vontade de terceiros para jogar os “nossos” jogos é sim preocupante

Fernando Cardoso
Fernando Cardoso
5 meses atrás

O velho tema da morte do físico. Por muito que as empresas lancem o isco, quem decide se o formato físico morre somos nós com a nossa carteira. Parece-me óbvio que a PS5 digital vai ser apelativa por ser mais barata, mas se no final da geração a Sony vender 80% de PS5 com leitor e 20% digital, é legítimo esperar que a consola seguinte continue a ter suporte físico.
 
Este tema puxa outro, será que vai haver PS6 ou já vai ser tudo em cloud? 😀 😀

Carlos Eduardo Santos
Carlos Eduardo Santos
5 meses atrás
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Pra mim o grande problema das mídias físicas hoje, é que os jogos muitas vezes saem incompletos e lotados de bugs. Seria muito legal se as atualizações fossem gravadas nos discos Blue Ray.

João Ferreira
João Ferreira
Responder a  Carlos Eduardo Santos
5 meses atrás

Era mais ou menos isso que tentava dizer em um dos meus comentários em cima mas não me estava a fazer entender. Praticamente todos os jogos físicos quando saem levam logo uma actualização mal colocamos na consola. Na digital não notamos isso porque instala logo e nem nos apercebemos. Ao longo da vida desse mesmo jogo as duas versões vão continuando a ser alteradas, corrigidas e melhoradas. Quando deixar de ser possível fazer download da versão digital (e ficarmos sem nada) e/ou actualizar a versão física voltamos á versão base (incompleta ou com bugs, etc). Quem adere ao Day One (físico) como é óbvio não vai depois comprar outra vez o mesmo jogo só para ter tudo completo. Agora para quem pretender jogar algo mais actual (uns tempos após lançamento) e voltar a rejogar uns anos largos depois (não se importar de esperar) é preferível optar por essas edições. Ao menos tem o jogo completo com as correções, níveis extra e tem a experiência completa. Daí ter dito que mais vale comprar a Edição do Ano, Defenitiva ou Ultimato.

AlexandreR
AlexandreR
5 meses atrás

Não, os formatos físicos não vão desaparecer durante os próximos 15 anos! O que poderá acontecer é transformar se…
Pode chegar uma altura em que o Blu-Ray CD não será suficiente, e poderá ser substituído por outro formato, como por exemplo os cartões!
Ocupam menos espaço e cabe mais informação (e já não teriam a saliência, que não ficou muito bonita, a meu ver, na ps5)
Mas a Sony foi inteligente ao lançar a versão digital, pois assim consegue reduzir o custo da consola e apresentar um preço mais competitivo. Ou seja, cabe ao cliente escolher!
No mercado ha clientes que tem preferência ou só compram on-line, como também a sua net é super rápida, e a consola é para eles como também para as pessoas que pretendem sacrificar o Blu-Ray em benefício de uma consola mais barata,!
Os preços já estão decididos e eu aposto em 449/459€ e 499€
Eu pessoalmente prefiro o formato físico, não sou porque tenho preferência como também a minha internet não é das melhores (8 megas de download)

andrio
andrio
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

Rapaz, parabéns Mário! Queria poder fazer o mesmo, vai ser impossível aqui no Brasil kkkkkk

AlexandreR
AlexandreR
Responder a  Mário Armão Ferreira
5 meses atrás

A promessa de não haver loadings nos jogos está a agradar muita gente e podemos considerar que a consola está super bem balanceada. Pois cada vez mais consideramos o tempo precioso.
Eu pessoalmente não vou comprar a ps5 para já (digo eu).
Muito provavelmente vou comprar passado 1 ano

Nuno Pereira
5 meses atrás

Brevemente acho que até veremos publicidade a dizer que o “digital” é amigo do ambiente 😉

Vitor PG
Vitor PG
5 meses atrás

Aí entra o maior câncer da indústria de jogos na atualidade: a mendigopass! Um serviço ruim q está matando a venda de jogos, não sei como tem gente q defende essa porcaria, na verdade sei sim, pra q comprar um jogo E ajudar a indústria a crescer cada vez mais né? O serviço é bastante ruim de qualidade mesmo, vc paga e ALUGA os jogos daí tem q zerar rápido antes q saia

Livio
Livio
5 meses atrás
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Eu sou um adepto da mídia física, mas com o lançamento do The Last ofUs 2 percebi o quanto a Sony está querendo acabar com o físico pois o lançamento do jogo foi ontem e hoje a Amazon brasileira ainda não enviou o jogo, se for pelos Correios creio que o envio será somente na segunda.
 
Em contraponto os amigos que fizeram a compra digital tiveram acesso ao download do jogo já no dia 13/06/2020, mas impossibilitados de jogar até às 00:00 do dia 19/06/2020.
 
Essa demora no envio da mídia física fez pensar em algo: porquê não se aplica a mesma regra do jogo digital no jogo físico? A pessoa recebe o disco antecipadamente mas o jogo somente rodaria quando fosse 00:00 do dia 19/06/2020. Tipo algo definido em update de firmware.
 
Sei que há pontos que possam “furar” a restrição, como a alteração manual da data e hora do console, mas em sistemas avançados que são os consoles já deveria ter uma flag com indicação de alteração de data e que a liberação do jogo em questão se desse após conectar o PS4 a internet.
 
Eu já recuperei um PS4 em que no inicio dos testes, ao iniciar o jogo, ele dava um erro e voltava para a dash, a solução foi ligar na rede e atualizar o relógio, alterar o relógio manualmente não funcionava.
 

Daniel Torres
Daniel Torres
Responder a  Livio
5 meses atrás

Concordo com você e fora que depois de lançado o The Last 2 subiu de preço pela segunda vez de 250 (antes do adiamento era 200) foi para 280, tão cedo a Sony não vai ver meu dinheiro por mais que eu queria jogar.

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