Nvidia diz que a próxima geração de chips móveis passarão a performance da Xbox 360 e PS3..

A Nvidia afirma que a próxima geração de chips móveis será mais rápida que a PS3 e Xbox 360.

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De acordo com Tony Tamasi, Vice Presidente Sénior de Conteúdo e Tecnologia da Nvidia, a próxima geração de processadores móveis da Nvidia deverá passar a performance da PS3 e Xbox 360.

Segundo este senhor, a nível gráfico, ambas as consolas são pouco mais poderosas que os aparelhos móveis, e a próxima geração de telefones ultrapassa-las-à, bastando para isso dobrar a sua performance. Neste caso referia-se ao sucessor do Tegra 4, o processador mais recente da Nvidia e que equipa a sua consola, a Projecto Shield.

PS3 e Xbox 360 possuem pouco mais de 200 Gflops de processamento gráfico. E efectivamente, comparativamente com os actuais PCs esse é um valor irrisório, com a nova Geforce 780 a atingir os 4500 Gflops. Seja como for, falemos de valores exactos e usemos uma Xbox 360 como referência: Assim, de acordo com a Wikipédia, o valor para o processador gráfico desta consola será de 240 Gflops.

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Retomando o nosso artigo

O que vemos é que o Tegra 4, o mais recente processador móvel da Nvidia ainda está longe desse valor, ao apresentar apenas 74,8 Gflops, ou seja menos de 1/3 da capacidade do GPU da Xbox.

Quer isso dizer que Tony Tamasi se terá enganado. Na realidade à Nvidia não lhe basta duplicar, mas precisa, isso sim, de triplicar a performance do seu novo processador móvel. E isto no prazo de um ano o sucessor de que fala deverá sair já em 2014.

Na realidade não há nada que impeça o sucessor do Tegra 4 de poder vir a superar uma Xbox 360 ou uma PS3. Mas a conversa de Tony Tamasi tem muito de marketing à mistura, sendo que na realidade o que pretende dar a entender é que o Tegra 4 possui já metade da performance  de uma consola de mesa. E nesse aspecto estamos ainda longe, com esse chip a possuir apenas 1/3 dessa performance.

Mas mesmo que um chip móvel possa um dia ter essa performance a dúvida sobre se será usado em telemóveis e smartphones é uma realidade bem pertinente. É que a tecnologia das baterias não evolui à mesma velocidade da dos processadores, e alimentar um processador com mais 200 Gflops a bateria poderá não ser coisa simples.

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