E o inferno gelou: MPAA diz que pirataria não é roubo.

Esta notícia é quase surreal. É que após anos e anos a perseguir os piratas dos filmes e da televisão a Motion Pictures Association of America (MPAA) vem agora com uma estratégia diferente para combater a distribuição de conteúdos online. E é tão diferente que a MPAA quase fica irreconhecível na sua nova postura.

Mas a nova aproximação foi dada a conhecer por Chris Dodd, o CEO da MPAA quando veio dar a conhecer que a empresa agora define Pirataria de uma nova forma, admitindo que a tecnologia modificou de forma radical a maneira como a informação é distribuída, pelo que a empresa agora possui uma aproximação “mais subtil e virada para o consumidor”

E a prova desta mudança de rumo foi o admitir que a Pirataria Online já não pode ser definida como roubo, uma vez que o que os utilizadores fazem cópias dos produtos em vez de os retirarem fisicamente dos donos legítimos (Aqui parecia-nos que esta situação sempre foi assim, e que esta situação não é uma realidade recente, mas ver a MPAA reconhecer isto é uma novidade completa).



Esta nova postura é interpretada por muitos analistas apenas como uma atitude de relações públicas de lavagem de imagem, acreditando que a associação não irá nunca desistir da sua perseguição fanática a quem for apanhado a piratear.

Mas curiosamente esta postura nova surge depois de os utilizadores terem acusado Hollywood de ter sido criada por “piratas que fugiram da costa Este” onde várias patentes estavam em vigor que impediriam a indústria de ter progredido livremente como aconteceu, uma situação que levou a MPAA a reagir fortemente.

Será que este abrandamento na postura não será porque alguém lhes tocou na ferida?



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