O que 2017 pode trazer de mau aos jogos

A cada ano que passa novos vícios se instalam na industria dos videojogos. E 2017 poderá cimentar mais alguns deles!

2016 foi um bom ano para os videojogos, mas infelizmente viu muita coisa aparecer que não era desejada.

A nível de hardware vimos a PS4 Pro a aparecer, um hardware mais potente lançado antes do fim de vida da Playstation 4 terminar. Algo que nunca ninguém desejou e que certamente poucos queriam, quebrando com a ideologia de hardware único e imutável que sempre rodeou as consolas.

2017 vai cimentar ainda mais essa quebra com um caso bem mais acentuado, a Scorpio. Se a PS4 Pro é claramente uma PS4, possuindo as mesmas limitações da consola base, mas aplicadas a resoluções superiores, a Scorpio é, na sua génese e pela sua performance, uma nova consola, uma nova geração, e só não o será caso as políticas da Microsoft o impeçam, algo que, dado o passado de mudanças radicais de políticas da empresa, temos sérias dificuldades em antever.

Mas nem é do hardware que queremos falar. Só aí teríamos pano para mangas para artigos diversos, e certamente discussão nos comentários para meses, ressaltando, mais uma vez, alguns severos casos de visão monocular (para ambos os lados). O que queremos falar aqui, é de práticas aplicadas aos videojogos que se instalaram em 2016 e que, infelizmente se deverão cimentar em 2017.

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O Always Online

Em 2016 jogos como Battleborn e Steep obrigaram a ligações à internet mesmo para os modos de jogador único. E mesmo a Nintendo, uma empresa que sempre fugiu a esse tipo de coisas, fez o mesmo com Super Mário Run.

As alegações para tal foram diversas. A Nintendo por exemplo alegou questões de segurança, e no caso da Gearbox com Battleborn a desculpa foi a manutenção da integridade dos dados, e a manutenção dos dados do jogo mesmo em caso de falha do hardware ou de troca de consola.

Na realidade, nos vários casos tudo se traduz em uma realidade bem mais perceptível. Medidas anti pirataria e hack!

Infelizmente estas situações levam a que os jogos não possam ser jogados sem internet, levando a questionar se afinal possuímos ou não os jogos que custaram tanto dinheiro. uma vez que não os podemos jogar como e quando queremos. Mesmo com consolas com um teor de pirataria nulo ou baixo, as empresas continuam a tratar os seus clientes como ladrões e burlões, prejudicando os mesmos na liberdade que podem dar ao seu jogo e nos serviços que forçosamente necessitam de pagar mensalmente para poderem jogar.

Esta situação do Always online foi extremamente criticada em 2013 quando foi apresentada como característica da Xbox One. Mas apesar de tal, e pelo choque que era ver uma consola que obrigava a que isso ocorresse em todos os jogos, os produtores, aos poucos, e lentamente, vão introduzindo a situação no mercado. E um dia, quando formos a ver, estamos com a medida plenamente integrada e nem nos apercebemos ou tivemos tempo de protestar contra ela.

O Always Online é a situação que ninguém quer, e ninguém pediu. Mas que nos está a ser impingida de forma discreta e lenta que não chame tanto à atenção!

Os jogos incompletos, patches e downloads adicionais

Outro dos grandes problemas com os videojogos que vimos em 2016, e que estava já em crescendo desde à alguns anos, é a cultura do patch e do lançamento de jogos incompletos, com problemas ou sem todo o conteúdo!

Quantos jogos conhecemos em 2016 que tiveram patches de dia um que resolviam problemas críticos com o jogo fornecido em disco?

Tal aconteceu, e apenas como mero exemplo pois podíamos citar muitos mais, em Doom e Hitman, que tiveram patches de largos Gigabytes  que resolviam problemas diversos.

Mas a necessidade de downloads adicionais não serve só para resolver erros! Dishonored 2 teve um patch para acrescentar um novo modo de jogo que permite jogar segunda vez usando itens apanhados da primeira, e Quantum Break tinha um download de largas dezenas de Gigas com episódios TV que eram necessários para a completa percepção da narrativa do jogo, e que não eram fornecidos em disco.

Um outro exemplo é o que se está a passar com Final Fantasy XV, onde apesar de o jogo ter apenas cerca de um mês, a Square Enix já fala de um patch que mudará fundamentalmente a história e altera um dos capítulos mais criticados do jogo, mostrando que o jogo não foi devidamente pensado antes de ser lançado.

Naturalmente não será de criticar que quando alguém compra um jogo se espera que o mesmo seja estável, completo e funcional. Mas 2016 mostrou-nos que isso não ocorreu com um grande número de jogos com as empresas a usarem e abusarem da nossa internet para corrigirem situações que nem sequer deveriam ter acontecido.

As políticas monetárias das empresas

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Se a Xbox One atualmente apresenta aquilo que considero ser uma das novidades mais dignas de registo desta geração de consolas, a retrocompatibilidade, isso não impediu que o mercado de ambas as consolas fosse invadido de remasterizações, particularmente do lado da Sony.

As remasterizações, particularmente as bem feitas como a de Ratchet and Clank são bem vindas. É das melhores remasterizações que já tivemos e algo plenamente justificado. E como esta há muitas que marcaram a atual geração ao longo destes anos!

Na realidade nada tenho contra as remasterizações, até porque muitos não puderam jogar os originais. Daí que se a mesma for bem feita, nada há a assinalar!

No entanto, convenhamos que as remasterizações se tem revelado uma forma de obter mais dinheiro pelo mesmo produto, e uma mina de ouro para os produtores. E até hoje nunca nenhum deu a possibilidade a quem já possuía o produto original de obter a remasterização com algum tipo de benesse (já nem se fala da mesma ser gratuita).

Mas no que toca ao explorar as remasterizações, 2016 chama particular atenção pela remasterização do jogo Call Of Duty: Modern Warfare cuja direcção tomada se revela bastante agressiva.

A remasterização era ofertada com a compra da edição especial de Call of Duty: Infinite Warfare, e a mesma entrou por um campo que o original não possuía e que se revela das maiores fontes de dinheiro para os produtores. As microtransações! Uma das maiores pragas dos videojogos.

Ora aqui o jogo original foi lançado numa altura onde as microtransações eram algo que nunca tinha sido sequer pensado para jogos AAA. E isso quer dizer que a remasterização, ao acrescentar este conceito, adultera toda a base do jogo. E isso mostrou claramente onde estavam as prioridades da Activision com este lançamento! Nunca foi agradar aos fans da série, fornecendo-lhes um favorito remasterizado. Foi isso sim, poder usufruir do facto desse jogo ser um favorito, para o lançar de novo e obter mais algum dinheiro com as microtransações.

A quantidade em vez da qualidade, e a não aceitação da opinião

2016 foi igualmente um ano marcado pela má aceitação da opinião.  Tal aconteceu com certas análises onde as vozes discordantes eram criticadas, fosse no que fosse, e sempre que se revelava opiniões com as quais alguns discordavam.

Tal aconteceu em vozes que defendiam jogos com más avaliações, e em vozes que criticavam boas avaliações. Casos que ocorrem passaram-se com Uncharted 4 onde uma crítica negativa levou a um abaixo assinado para que a mesma fosse removida, e com Quantum Break onde as criticas menos boas eram apelidadas de serem feitas por fanboys, acusando-se os media de estarem comprados pela concorrência.

Mas o caso mais chocante ter-se-à passado com o Steam! A plataforma da Valve sempre foi um local onde se pôde comprar de tudo, desde o AAA desenvolvido por equipas de centenas de pessoas até ao jogo Indie desenvolvido por uma única pessoa.

Ora isso não apresentava problemas nenhuns se a qualidade de um jogo, mesmo que dependente apenas do jogo e não dos valores de desenvolvimento, não se reflectisse forçosamente nos custos de desenvolvimento. Ou seja, um jogo Indie, até pode ser muito bom e estar ao nível de qualidade de jogo de um AAA (e há muitos exemplos disso, assim como há de jogos AAA de baixissima qualidade), mas isso são excepções, com a maior parte dos jogos a apresentarem mecânicas, grafismo e jogabilidade, de acordo com os valores de investimento. E isso quer dizer que em termos gerais, a qualidade dos Indie é claramente inferior à dos AAA.

Isso não quer dizer que não haja quem goste, porque há… mas claramente a qualidade é diferente!

Ora nesse aspecto o Steam tem vindo a receber uma enchente de jogos Indie, alguns deles de baixíssima qualidade, e criados com o motor Unity. E como jogos fracos que são, as criticas dos compradores aparecem!

Mas a aceitação dessa realidade, a opinião dos compradores, não tem sido bem encarada pelos criadores dos jogos, e vários processos foram colocados contra utilizadores do Steam pelas más análises que são colocadas nos jogos.

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Infelizmente, este é um problema da sociedade actual, onde ninguém aceita uma crítica, mesmo onde a mesma merece existir.

Apesar de a Valve ter agido em alguns casos e mesmo banido criadores como a Digital Homicide’s games da sua loja por acções no valor de 18 milhões contra 100 utilizadores que deixaram más análises aos seus jogos, há que questionar porque motivo a Valve não coloca um ponto final na aceitação destes jogos de baixíssima qualidade, percebe-se pois a empresa recebe os seus lucros por cada jogo vendido, e assim sendo quer é vender e inundar a loja de produtos.

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Readers Comments (42)

  1. Eu acho que das piores tendências, o foco em Hardware vai ser o mais prejudicial.
    O Always On não é algo que vai impedir alguém de jogar em 2017. A quantidade de patches pós lançamento revela que os desenvolvedores não estão tendo tempo o suficiente para lançar um game, mas pelo menos mostra que eles se importam em trabalhar para melhorar a experiência sem deixar as coisas como estão.
    As micro transações não são algo desejável, mas na minha percepção, isso está ajudando a manter alguns estúdios na cultura de games AAA.
    Já sobre Hardware…
    A cada dia que passa surgem rumores novos.
    O último rumor seria de que a Sony já estaria preparando um teaser do PS5 para ser apresentado antes do lançamento do Scorpio e que a Microsoft por saber e temer isso, estaria trabalhando para que o Scorpio possa ser mais poderoso do que o anunciado e não dar margem à empresa.
    Sabe-se pela imagem do link abaixo, que o PS4 Pro não é o sucesso que a Sony esperava e representou no fim de ano apenas 8% do total de PS4 vendidos nos Estados Unidos.

    https://pbs.twimg.com/media/C2h00VVXAAAsXsD.jpg:large

    Não se sabe porém se essa recepção negativa é por que os clientes não viram uma mudança real no produto ou se é por causa do Scorpio. O que fica claro é que o Xbox One S tem se mostrado suficiente para concorrer mês a mês com as duas versões do PS4, e mesmo que acabe vendendo um pouco menos, está se saindo muito bem ao ponto de que a MS não precisa verdadeiramente de um Xbox melhorado agora.
    Diante de um risco real do Playstation passar a ser o console menos vendido após o Scorpio, faz sentido a Sony querer dar uma resposta logo. E faz sentido também a Microsoft querer que seu próximo console tenha pernas para correr pelo menos perto de um PS5.
    Aí isso é prejudicial para nós, pois onde será que ficam os jogos nessa?

    • Fernando. Se leres o que escreveste vês que no fundo é aquilo que sempre disse.
      Sempre acreditei em 2018 para uma PS5 e sempre disse que consolas de meio de geração eram uma aberração.

      Quanto à PS5, isso, como sempre disse, a acontecer é uma situação lógica e, como diz o ditado, quem com ferros mata, com ferros morre, pelo que seria mais do que certo que a acontecer, a Sony iria pagar com a mesma moeda, um anúncio da PS5 antes da Scorpio. A Sony não pretende ficar por baixo por muito tempo, até porque a sua subsistência depende disso.

      Quanto à Pro, sinceramente tive muito receio da sua adopção, mas a Sony não só soube posicionar a consola, como o mercado, felizmente, não aderiu.

      Agora quanto à Scorpio ser mais poderosa… isso pode acontecer, mas tal tem implicações no preço, e isso é algo que a Sony até agradece pois dessa forma tem margem de manobra para preços da PS5.

      Eu continuo a dizer que vamos passar a ter consolas a cada 2 anos (uma nova geração e uma de meio de geração). Espero estar errado, mas acredito nisso.

      • Consoles a cada 2 anos? Só jesus na causa…

        Saudades do meu SNES e PS1 :'(

      • Eu fico na dúvida é sobre quem estará dando o maior tiro no pé. A Microsoft que vai lançar um console mais caro, ou a Sony que vai lançar um console mais caro ainda para pouquíssima melhora?
        Enquanto isso, não existe um único jogo criado com uma engine 100% focada em todas as tecnologias disponíveis no Directx 12, Vulkan ou GCN e o Xbox One e PS4 podem morrer sem nunca terem sido plenamente aproveitados.

        • Não acredites nisso. Como o Roadmap da AMD mostra 12 e 24 Tflops serão uma realidade no final deste ano.
          6 Tflops basicamente só permite passar os atuais jogos a 4K. 12 já permite melhorar o grafismo trazendo uma nova geração.
          Mas claro, há sempre os 1080p.

          • Agora imagina usar esses 24 Tflops em jogos a 1080P a 2k no máximo?
            Teríamos jogos bem mais trabalhados a 60fps.

          • 12 ou 24 tflops? Como eles iriam conseguir vender isso? O mercado parece nao ser muito aceptivo com preços acima de 400 dolares.

          • O que se pode criar em 2018 é isto
            http://www.pcmanias.com/especulacao-que-consola-seria-possivel-criar-um-finais-de-2018/
            Uma Vega 12 Tflops deverá na altura custar o mesmo que o custo do GPU da Scorpio agora. Até porque a litografia vai descer de 14 para 7nm, permitindo uma consola com o dobro da performance pelo mesmo preço.
            E com cerca de mais algum, que até pode ser absorvido pela empresa, os 24 Tflops seriam possíveis.
            O melhor dessa opção é que dificilmente a Microsoft conseguia responder tão cedo com um hardware que humilhasse este como este faria à Scorpio.
            Nota que isto é especulação, mas como sabemos, ao contrário da Microsoft, a Sony precisa do sucesso da sua consola para sobreviver.

    • Um Scorpio ainda mais poderoso pra combater um futuro Play 5 não acredito, mesmo pq quanto mais poderoso, mais caro, e a Microsoft sabe bem, e se ela não quiser que esse console já entre no mercado morto, vai ter que vende lo a no máximo 399,00 dólares, ela já viu que console a 500,00 não vende.

      • O Console a 500,00 vende se conseguirem colocar valor nele.
        Um console com poder para rodar jogos em 4K semelhante ao High de um PC de 1000,00 seria um bom motivo para pagar 500,00. Ai estará justificado o Scorpio.
        O PS5 se justificaria também rodando jogos semelhante a qualidade ultra.

    • Ainda continuo apostando que o PS5 só chegue em 2019, pois pelo esperar da futura line-up TLoU Part 2 e Death Stranding sejam jogos para PS4…. a não ser se a Sony adotar a ideia de ecossistema que a MS quer/vai adotar para o Scorpio, pois sendo assim não teria impedimento para PS5 em 2018.

      Onde está rolando este boato do PS5? Pois como muita gente diz que a mídia é sonysta então esse boato já deveria estar em um desses portais.

      Sobre recepção negativa não creio que é por causa do Scorpio e sim por 2 coisas: 1- Nem todos sabem que o Pro traz pequenas melhorias em TVs 1080p e acham que é somente para TV 4K, ou seja, não traria benefícios; 2- O preço do Slim que alem de você o adquirir com um jogo(dependendo do bundle) a diferença de preço entre Slim e PS4 dá para comprar um 2° jogo.

      Se fosse devido ao Scorpio creio que até o PS4 base diminuiria as suas vendas e o que vimos até hoje é o contrário.

      • 2019 é uma hipotese. Mas eu não acredito que a Sony fique 2 anos atrás.
        Não podemos olhar para o mercado como aqueles que trocam as consolas quando saem novas. Há muita gente que compra uma e só uma, e aguenta-a o mais que puder. Não ter a liderança pode levar a vendas para o outro lado que se tornam irrecuperáveis.
        Se a Sony nadasse em dinheiro eu acreditava em 2019, mas a Sony precisa disto para subsistir. Daí que, para mim, 2018 será a data.

    • Se oque disses acontecer e em 2018 ja se iniciar uma nova geraçao entao essa geraçao atual entraria pra historia como a pior de todas. Que nao passou de uma geraçao remasterizada da geraçao x360/ps3. Com certeza sera uma geraçao para se esquecer.

      • Porque?
        Em 2018 a PS4 terá 5 anos, a idade média de uma geração. Isto é uma estatistica pura e simples. Daí que esperar uma nova consola 5 anos depois é apenas normal.
        Nota igualmente que uma nova geração não implica a morte da antiga. E ambas sendo x86 muito menos, pois a facilidade de suporte da PS4 seria superior ao que alguma vez aconteceu numa passagem de geração da Sony onde o hardware sempre mudou radicalmente.
        Uma novabgeração apenas implicaria que alguns jogos seriam exclusivos por incapacidade da geração anterior em acompanhar. Mas não a morte da Ps4.

  2. Ao meu ver, a MS estará dando o tiro no pé, pois vem com um console de nova geração pra estancar as vendas do ps4, porém se cobrar um preço competitivo terá que arcar com o custo, tendo ainda a possibilidade da Sony anunciar ou mostrar um teaser como dito por Fernando, diminuindo exponencialmente possíveis compradores do Scorpio, que segurarão mais um pouco com o ps4, ainda mais por conta de games do calibre de GOW e The Last of us parte 2, para depois migrarem para um eventual console da Sony mais rico tecnologicamente, com um preço mais acessível, pois dentro de 1 ano, 1 ano e meio. Provavelmente gpus, cpus ficariam mais baratas, fazendo com que a Sony venha com um console mais em conta no quesito preço e tão ou mais poderoso que o Scorpio. A estratégia da ms é, creio eu, tentar fazer com o Scorpio o que fizera com o xbox 360, tendo 1 ano pra ganhar mercado… Tarefa árdua!

  3. Sinceramente, se sou a ms tentaria enfatizar no mercado da América latina, principalmente no Brasil, Argentina, México e Chile, onde há populações grandes, muitos gamers, fazendo com que diminua o abismo mercadológico que há entre a marca xbox e PlayStation. O xbox já entra na geração sem o grande mercado japonês, com uma fatia ínfima do mercado europeu e com a incógnita do mercado Yanke onde ela ganha ou perde, porém conseguiremos competir com o PlayStation. Entendo que jamais teria penetração no mercado japonês, msm que lançasse rpgs todos os dias, mas a MS precisa de novas franquias, franquias que agradem mais os europeus, com mais narrativa, conteúdo, e precisa deixar de ser um console muito americanizado, diminuindo a quantidade de shooters, etc… O problema é se vc diminui com isso, corre o risco de perder a fatia norte americana. Não consigo entender como um console norte americano não fechou um contrato de exclusividade com a Marvel para a obtenção de jogos com seus personagens como a Sony fez. Para mim, a MS vem trocando os pés pelas mãos por um bom tempo!

    • Se você é da Marvel e tem possibilidade de vender jogos para 50 milhões de pessoas no Playstation no mundo todo, por que iria querer vender para 25 milhões apenas?
      A Sony não está vendendo a rodo nos Estados Unidos por que ela tem jogos exclusivos Single Player. O que vende no Playstation nos Estados Unidos é Call of Duty, Battlefield, GTA e shooters no geral. Para ganhar nos Estados unidos, tudo que eles precisam é ter o console mais bem cotado e continuar suportando esses tipos de jogos. Ir para o caminho que você falou, é tentar ganhar a Europa, e não vai acontecer. O melhor cenário para Microsoft é ter os Estados Unidos na mão de novo de Janeiro a Dezembro como era com o Xbox 360.
      A Europa comprou mais PS3 do que Xbox 360 mesmo nos 3 primeiros anos do PS3, quando ele era um console de poucos atrativos e a Microsoft era cheia de jogos exclusivos de todos os estilos, RPG, FPS, TPS, Corrida, JRPG, Adventure e possuía a melhor versão de todos os multiplataforma.
      O Europeu é fidelizado, apenas mais aberto a ter um segundo console, diferente do Japonês que já se prende mesmo.
      É uma coisa que eu digo, o problema da geração passada ter sido muito longa, é que alguns consumidores só tem a lembrança dos anos 2010 para frente e não do que foi de 2005 à 2010. A partir de 2010, e graças ao Don Mattrick, o Xbox passou a viver apenas de Halo, Forza e Gears.
      O Phil Spencer está mudando isso aos poucos. Tem muitos IPs diferentes no Xbox One, mas a galera fixou um pensamento pejorativo que será difícil tirar.

      • Fernando, quando digo Marvel, refiro-me a cultura norte americana com esses personagens e quão bem caberiam no one. Quanto a base de consoles vendidos…vc sabe que se a MS quisesse, ela teria sim os games da Marvel, pois nesse mercado dinheiro compra tudo. Sobre a Europa, uma coisa é vender mais, outra é ter um abismo de diferença, e não esqueçamos que o xbox 360 bateu várias vezes o ps3 no reino Unido na geração passada, não esqueçamos que por mais que vc diga que o xbox 360 tivera games de todas as formas, na verdade era o mais do mesmo. Sim, muito diferente dos diferentes estilos que o ps3 tivera. A MS sempre pensou no mercado norte americano, e por mais que vc diga que não é verdade, inclusive podendo citar o Brasil, não esqueça que ela não deu suporte a alguns países europeus, e seus jogos sempre foram construídos para o público americano, com exceções aqui ou ali! Vinde Scalebound cancelado, que na verdade, nem entendi o pq do projeto. Ah! Isso vale para o xbox 360 tb e seus velhos exclusivos… Iguais para a massa Yanke. Lembrando que estou falando de exclusivos. Não cito ou crítico a Plataforma, até pq, acho que tb ela tem coisas interessantes e até melhor do que a concorrente em alguns casos. Abraços…

      • Fernando, não percebo o que queres dizer com “A Sony não está vendendo a rodos” nos Estados Unidos, quando a Sony, com excepção de alguns meses nestes 3 anos de vida, sempre vendeu mais o que a One.
        As vendas da One não tem necessáriamente a ver com isso, mas tambem com muito mais. É um país nacionalista e orgulhoso (basta ver o que o slogan Make América Great do Trump conseguiu), que defende os seus produtos. E mais do que isso é um país onde a Xbox está enraizada pois na geração passada batia a Ps3 em vendas de forma clara.

  4. Esse negócio de notas de reviews é um câncer,críticos são pessoas como todo mundo,tendo assim suas preferências de gênero ora se sou um crítico que odeia jogos FPS e sou chamado pra fazer a review de um Halo,eu vou descer o cacete no jogo,falar que o jogo não tem qualidade,que é mais do mesmo,que as mecânicas são datadas etc,só vc ver Beyond 2 Souls(q eh um jogo acima da média) teve umas três notas 10/10quatro notas 9/10,nota 6/10,nota 2/10 e continua!Se os críticos fossem sérios não haveria essa discrepância de notas,ou o jogo só tiraria 6,4,7 no máximo ou o jogo só tiraria 10,8,9!Entao qnt a reviews essa geração será tão cancerígena qnt as anteriores.Qnt ao Pro até agora não entendo por que a SONY fez isso,já tinha a geração ganha com folga,todo mundo saiu perdendo com esses hardware meio de geração inclusive a própria SONY,bem feito!Agora,será que PS4 e xone standards terão a otimização devida?vamos torcer

  5. Excelente texto Mário.
    Como bem disseste ‘ a Sony precisa do PlayStation para existir.. ‘ a MS não do Xbox. Outra, a idéia de levar jogos para o PC é fantástica pq aumenta sua base de consumidores o que permite maior investimentos em jogos, isso não inviabiliza o console, exemplo: quanto custaria um PC pra jogar Forza ou Gears? O Xbox one S custa 300 euros!
    Imagine o tamanho da comunidade Xbox. /PC? Fantástico!
    Outra coisa, não adianta ter hardware sem um excelente software! Apesar do Xbox one está tecnicamente atrás do Ps4 o exemplo software da MS permite otimizações que não permitem que os jogos não sejam tão diferentes. Outro ponto: Xbox live! 47 milhões de usuários, o dobro da Psn! O que explica isso? Qualidade, fidelidade! O dobro da Psn mesmo cobrando mais! Recentemente a Ubisoft declarou que lucra mais com o Xbox! Li aqui que a Marvel fez acordo com a Sony para exclusivos… Quais? Só o homem aranha pq pra quem não sabe, a Sony é proprietárioa da Colúmbia Pictures e é comprou direitos sobre o personagem.. Kkkk é só isso! A idéia de investir em Fisrt Party invés de de acordos com outros estúdios é pouco interessante a longo prazo simplesmente pq vc deixa de investir no que é seu para investir em produtos dos outros.. Será que a Sony vai sustentar isso por muito tempo? Talvez, ela precisa disso pq o PlayStation é vital para ela. Por fim, veja o Scalebound, muitos criticaram eu, contudo, fiquei satisfeito com a MS. Se não é para apresentar um jogo com qualidade é melhor cancelar! Não é mais respeitoso do lançar The Last Guardian dez anos depois e a 10 fps com gráficos toscos? Essa história de que a MS só tem Gears, Halo e Forza.. E a Nintendo? Mário, Zelda e pokemon! E a Sony? Uncharted, Gran Turismo e God of War! Vlw Mário

    • Discordo de ti Carlos.
      A ideia de levar os jogos Xbox para o PC pode ser boa do lado comercial, mas não do lado do utilizador.
      Uma coisa é carne, outra é peixe. Aqui tens as consolas com uma facilidade de uso, optimização, suporte, capacidade e preço, e do outro lado tens o PC com realidades bem distintas.
      O suporte ao PC não implica necessáriamente o ter de diluir as diferenças entre a carne e o peixe, pois isso acaba por ser prejudicial.
      A consola será sempre interessante pelo preço, mas o PC será sempre superior e mais versátil, uma tendência que aumenta a cada dia que passa.
      Esta aproximação constante dos dois lados, com partilha do OS, partilha do API, levar os APIs de baixo nível ao PC, agora com o modo de jogo que vai sair para PC, leva a que cada vez mais tens PCs mais baratos a acompanhar a Xbox.
      E isso pode ser bom para o Pc, é bom para a Microsoft, mas não é bom para o mercado e muito menos para a consola.
      Basta ver a lista de jogos que aqui foi colocada. Em 2017 a Xbox tem um par de exclusivos que só podem ser jogados no seu hardware, nem sequer concorrendo com a PS4. Já o PC tem mais de 50, tendo ainda, com excepção desse par, todos os jogos Xbox, e muitos jogos partilhados com a PS4.
      Por muito que olhes, isto não é promover a Xbox, é promover o PC. Quando digo que a Sony precisa da PS4 para sobreviver, posso dizer o mesmo da Microsoft, mas não no que toca à Xbox, mas no que toca ao Windows. Sem o Windows, a Microsoft desapareceria. E o Windows é o PC, não é a Xbox!
      Quanto aos 47 milhões vs 21 milhões. São fáceis de explicar.
      A Microsoft somando a Xbox 360 com a Xbox One possui um total de 112 milhões de consolas que se quiserem jogar online tem OBRIGATORIAMENTE de pagar o Live e foram aderindo desde 2006.
      A Sony somando a PS3 com a PS4 tem um total de 144 milhões de consolas, das quais 87 milhões jogam gratuitamente e 57 milhões que, dependendo dos títulos que possuem, podem ou não pagar a PSN+ para jogar online, uma vez que a Sony possui uma vasta livraria de jogos que podem jogar online de forma gratuita. De notar ainda que o serviço só apareceu em 2013.
      Como outra diferença, se analisarmos os jogos de ambas as consolas, os jogos Xbox insistem no online, forçando o pagamento, ao passo que a Sony tem uma livraria bem mais variada, incluindo jogos offline, e jogos onde o online é apenas uma opção.
      Quanto ao acordo com a Marvel não falo porque não sei. Mas a Sony é detentora dos direitos sobre o Homem Aranha, e a sua cedencia à Marvel dos mesmos terá com certeza contrapartidas.
      Quanto às tuas linhas sobre as First Party, deves ter-te enganado ao escrever, pois elas parecem não fazer sentido, aparentando uma contradição. Mas seja como for, eis o que penso sobre o assunto.
      As First Party são essenciais. A Sony sabe disso, a Nintendo sabe disso, a Microsoft sabe disso.
      Os fechos que tem existido não tem sido porque se negue o seu interesse, mas sim porque, como qualquer serviço, ele tem de dar lucro para subsistir.
      As empresas de software tem largas despesas, mas só produzem frutos a cada 2 ou mais anos. Daí que, como a Sony explicou e muito bem, seja essencial que a empresa tenha projectos interessantes para curto e médio prazo. Caso não so tenha, com um mercado concorrencial como este, mais vale investir o dinheiro em outros sítios.
      Os fechos da Gerilla Cambridge e da Lionhead passaram por aí. No caso do ramo da Gerilla de Cambrige, eles não tinham absolutamente nada ainda preparado para desenvolver. Tinham feito o Rigs e não tinham trabalhado paralelamente em mais nada. Basicamente a empresa iria demorar largos anos até voltar a entregar, e como tal não justificava manter a despesa na mesma.
      Com a Lionhead poderá ter acontecido algo do género, mas houve aqui algo mais. O Fable Legends estava à vários anos a ser desenvolvido e já tinha custado 75 milhões à Microsoft. Mas pelos vistos, e aqui critico por isso só ter sido visto perto do lançamento do jogo, a qualidade apresentada não auspiciava um volume de vendas capaz de pagar o seu custo. Daí que sem mais projectos para breve e com o atual a não justificar, mais uma vez, preferiu-se fechar.
      Mas a realidade é que entre se pagar a terceiros por uma exclusividade ou gastar esse mesmo dinheiro numa equipa própria, o segundo caso é superior. Não só há mais controlo sobre o produzido, como depois, a nível de vendas, a receita vem toda para o mesmo lado, sendo mais fácil, mesmo com poucas vendas, suprimir os custos.

      Quanto a essas declarações da Ubisoft que referem que ganham mais com a Xbox, ou são falsas, ou possuem um contexto limitado. Porque os gráficos e números da contabilidade da Ubisoft não mostram isso.
      Vê se consegues aceder aqui:
      https://www.statista.com/statistics/269679/breakdown-of-ubisoft-sales-by-platform/
      Mas se não consegues, vê aqui:
      http://www.dsogaming.com/news/pc-is-the-third-most-profitable-platform-for-ubisoft-in-q2-2016/
      E como vês a Xbox aparece em quarto lugar.

      Comento ainda o teu último parágrafo. Corrigindo o mesmo. É que em vez de contabilizares o que é repetido, experimenta contabilizar o que é novo.

      Finalizo com uma pergunta: Tens noção que os jogos PS4 e Xbox One continuam a apresentar diferenças de fps, resolução, nível de qualidade de Anti Aliasing, como sempre apresentaram, certo?
      A situação melhorou muito é certo, mas quando esticas as máquinas os 40% aparecem como sempre.
      Seja como for, a Xbox não está tecnicamente atrás da PS4 pois ambas estão ao mesmo nível. A diferença entre elas está apenas na capacidade máxima de processamento e eventuais gargalos.
      Watch Dogs 2 – 1080p vs 900p
      Deus Ex: Mankind Divided – 1080p vs 900p
      F1 2016 – 1080p vs 900p
      Final Fantasy XV – 1080 a 900p vs 900p vs 765p
      Mafia 3 – 1080p vs 900p
      Dark Souls 3 – 1080p vs 900p
      Attack on Titan – 1080p vs 900p
      Mirrors Edge – 900p vs 720p
      Mass Effect Andromeda (nesta fase) – 1080p vs 900p

    • Carlos, bom dia! Quando citei o acordo da Sony com a Marvel, estava falando disso: https://www.google.com.br/amp/s/omelete.uol.com.br/amp/games/noticia/e3-2016-homem-aranha-do-playstation-4-e-so-o-comeco-da-marvel-nos-games-diz-executivo/ e quanto a jogos exclusivos, não mencionei que a Nintendo tinha somente Mário e Zelda. A Sony tb alguns, falava ao Fernando que ao meu ver falta ao xbox uma biblioteca mais abrangente quanto a públicos distintos e isto Sony e Nintendo estão a sobrar… Olhe, aqui alguns tentam tirar a importância dos games exclusivos, mas foram por conta deles que o wiiu vendeu 13 milhões, pq se não fosse, possivelmente seria um desastre ainda maior, e tb foram por eles que o ps3, depois de um começo lento, deu-nos uma qualidade primorosa com games fantásticos e em todas as frentes com, rpgs, shooters, plataforma, adventures, etc… Uns dizem que exclusivos não vendem consoles… Bem, creio que vende muito mais… Vende a marca! Abraços, Carlos!

      • Bom dia Edson, obrigado pelo retorno.

      • Olá Mário, obrigado pela atenção.
        Sobre um jogador do Xbox ser mais interessante que o de Ps4
        http://m.tecmundo.com.br/video-game-e-jogos/98500-jogador-xbox-one-valioso-um-ps4-aponta-relatorio.htm

        Discordo de ti sobre o PC ser posto como prioritário em relação ao Xbox, entenda, os jogos a serem publicados ou de estúdios parceiros da MS serão todos lançados para o Xone! Os jogos listados por vc são jogos que seriam lançados para o PC de qualquer for pois, há ampla base de utilizadores no computador. O Xone é basicamente um computador não pq uma empresa não lançaria seus jogos tb para o PC, é comercialmente um erro!
        Pq eu iria quer que somente os utilizadores do Xbox tivessem acesso a alguns jogos limitando o tamanho da comunidade, reduzindo lucros da MS…enfim, não é mais divertido ter a possibilidade de conhecer mais e mais pessoas numa comunidade mais e saudável financeiramente para a empresa onde a mesma poderá investir mais? É fantástico! A MS ou até a Nintendo estão provendo uma reviravolta no mercado e isso é positivo!
        Se a MS está deixando o Xbox em detrimento do PC pq ela estaria prestes a lançar outro console? A MS entende, ao meu ver, é que o importante é a base de utilizadores e as pessoas terão opções a escolher e desfrutar os jogos sejam em que plataforma for e isso é positivo para todos. Gostaria muito de jogar com utilizadores de Ps4, Xone, PC, wiiu… As escolheriam a plataforma e pronto… Kkk
        Olhe como as políticas da Sony são ultrapassadas-
        Sem retrocompatibilidade, sem conexão com o PC..
        Sobre o fechamento do Lionhead ou mesmo o cancelamento do Scalebound, enquanto consumidor, sinto me respeitado já a empresa cortou na própria carne, teve prejuízos mas não lançou jogos com defeitos ou vários atrasos..
        Mais uma vez irei utilizar The Last Guardian como exemplo, vc não acha desrespeitoso com seus clientes uma empresa entregar um projeto dez anos depois e na qualidade que foi entregue? 10 fps!
        Não crítico o enredo, mas tecnicamente…
        Por fim, na Xbox live há a possibilidade da formação de comunidades, o que vc acha de criar uma comunidade PC manias lá? Seria fantástico pois teríamos muitos leitores seus é vc jogando. Grande abraço

        • Pois… o que o relatório diz é que em média um jogador Xbox gasta mais dinheiro com a Ubisoft do que um jogador PS4.
          Mas isso vale pouco. Como exemplo, um jogador que gasta 500 euros numa empresa vale mais do que os que gastam 10.
          Mas quando os que gastam 10 todos somados dão valores bem superiores, isso acaba por ser mera estatística.
          De resto ninguem disse que a Microsoft está a abandonar a Xbox. Porra, espero bem que não!
          A Microsoft quer a XBox, e a consola é parte integrante do planeamento da empresa.
          Mas a Xbox deixou de ser uma consola e passou a ser uma plataforma. Uma plataforma que engloba o PC.
          Como eu tentei explicar cada lado tem vantagens e desvantagens. Mas esta aproximação está a levar as vantagens da Xbox ao PC, sem levar as vantagens do PC à Xbox. E isso torna o PC muito apetecível.
          Mas já que tocaste nesse assunto, percebe que para se fazer e vender um jogo para PC basta cria-lo e pô-lo à venda.
          Para as consolas não. Há que obter licenças e pagar parte dos lucros de vendas ao detentor da plataforma. Ou seja, ter o PC nessa posição é algo de bom para os lucros das thirds. Ao ponto de elas passarem a apostar mais no PC, e se neste momento não o fazem mais é porque os lucros nas consolas ainda são elevados.
          Mas por este andar da carruagem isso pode mudar! Se isso acontecesse, a Microsoft perderia a Xbox mas ganharia por outro lado: O ter o windows como plataforma gaming seria um levar da plataforma para lá, um aumento da base de utilizadores ativos, e outros modelos de negócio poderiam ser arranjados. No fundo isso beneficiaria o core bussiness da Microsoft, daí que seja muito dificil de dizer o que a Microsoft quer e o que é bom para ela. Porque se qualquer dos casos lhe interessa, por outro lado, ter o Pc como plataforma primária garantiria que a concorrência das consolas nunca os afetaria por o Pc acompanhar sempre.
          É complexo!
          Quanto ao jogo entre consola e PC. Não obrigado!
          Eu sei bem porque motivo deixei de jogar online no Pc. Sei bem os hacks, cheats e aldrabices que se aplicam por lá. Não ter isso é o motivo pelo qual tenho comprado os jogos online para as consolas em vez do Pc.
          Finalmente, quanto a Last Guardian, eu agradeço ele ter saido. E agradeço ser tão bom, ter sido o segundo jogo mais votado como jogo do ano. E se tivesse de esperar mais 9 anos por outro, agradecia pois era sinal que haveria outro. É que obras primas como aquela há poucas.
          De resto acredito que nunca jogaste o jogo e que te estás a deixar levar pelo que lês em certos sítios.
          A última sugestão é uma ideia que vou ponderar. Mas que a ser feita aplicaria aos grupos da Ps4 tambem.

    • 10fps e gráficos toscos…

      Com essas informações já indicam que você não o jogou nem sequer o viu rodando em alguma loja.

      O jogo sim possui as suas quedas de fps, mas não é constante e esse problema ocorre pouquíssimas vezes no gameplay. Eu mesmo disse que a primeira vez que notei essa queda foi em um local onde há várias árvores e que o vento agia sobre elas e sobre as penas do trico e ambos respondiam de forma diferente.

      Seria bom ter uma experiência antes de sair comentando sobre algo e assim como o Mário disse o jogo demorou a sair e mesmo assim agradou aqueles que estava a sua espera. Já zerei o jogo e vou jogá-lo novamente para pegar os itens.

      • Querido amigo, não é necessário ter acesso direto ao jogo para emitir considerações a ele… Existem diversos vídeos disponíveis sobre e d sites sérios como o digital foundry..
        Não vivi durante o império Romano mas isso não m impede d torcer considerações sobre o mesmo.

        • Carlos… vamos lá a ver.
          Tu efectivamente tens razão, não precisas de ter acesso a algo para emitir uma opinião.
          E mais ainda, descreves o que fatualmente viste!
          E relatar situações que se sabem ser reais, mas que não viveste não é ser imparcial ou outra coisa, é apenas relatar aquilo que viste ou alguem que se considera fiável, contou.
          Por exemplo, o meu artigo sobre os problemas da Switch fazia isso mesmo. Relatava o que terceiros (e as fontes estão lá) referiam.
          Mera compilação e informação. (Nota porém, e muito importante, que a fiabilidade das fontes aqui é tudo)
          Mas apesar de te dar razão, terás de aceitar que há outras realidades e o que te diz não quem viu videos, mas de quem jogou o jogo de início a fim.
          E não te minto se disser que a realidade que vejo descrita em muitos sitios não a experimentei. E alguem está a mentir? Não, não creio, pois este jogo tem uma liberdade de câmera tão grande, e passa-se em espaços por vezes tão abertos e por vezes tão confinados, que a realidade da performance deve ser diferente para todos.
          Falando do que eu experimentei:
          Joguei o jogo todo de ponta a ponta, e perdi o meu tempo a explorar os cenários e a experimentar situações, e o que vi?
          Sim, houve alturas em que claramente os fps cairam.
          Mas não, não afetou a experiência global do jogo. Pelo menos não ao ponto de no final a performance me ter ficado marcada.
          Se os fps caiam mais regularmente do que me parecia, então não eram verdadeiramente notórios, sendo que os casos onde se percebiam de forma clara foram situações pontuais, muitas delas devido ao angulo de câmara, ou seja, eu chamar-lhes-ia específicas (porém recorda-me agora de uma certa sequência que fiz, um mergulho do Trico, onde notei a quebra por largos segundos, mas isso no global do jogo não foi nada)
          Naturalmente não te sei dizer se quando achava que tudo estava bem teria 30 fps constantes. Até podiam ser menos! Mas a realidade é que até aos 25, dada a baixa velocidade da acção do jogo, isso não se pode notar verdadeiramente (fosse um FPS e certamente notaria), pelo que acredito que quando notei certamente o jogo estaria abaixo disso, talvez aí pelos 20 fps (naquilo que vi não apontaria para menos, ou pelo menos muito menos).
          Mas será que o jogo podia não ter estes problemas ? Não sei dizer.
          Aparentemente sim, mas convenhamos que o Trico ocupa uma grande porção do ecrã e todas as suas penas são animadas oscilando ao vento.
          Poderiamos dizer que isso não é nada. Que já vimos florestas inteiras com as folhas a abanar! Mas na realidade não, como o que temos ali nunca vimos nada.
          A questão é que os jogos aplicam os chamados LOD, ou level of detail ao grafismo. Por exemplo, uma caneca de água tem mais polígonos quando está perto do jogador do que quando está longe. E isso aplica-se a tudo, inclusive ao detalhe das folhas nas árvores dessas florestas.
          Mas aqui, o que este jogo tem de fantástico é que o Trico não tem LOD. Ele tem a mesma qualidade qualquer que seja a distancia.
          E isso deve ser um dos motivos (não digo que seja o único) das quebras.
          Mas sim, reconheço que a performance podia ser melhor! Agora repito, na minha experiência, estava longe de ser algo danoso para a jogabilidade, pois quando experimentei quebras notórias elas foram pontuais.

        • Certo não precisa ter acesso ao jogo, mas ele realmente roda a 10fps o tempo inteiro?

          Vai se basear em gráficos vendo vídeos do Youtube onde a qualidade visual não é a mesma do que é exibida na TV?

          Se onde falaram que o jogo roda boa parte do tempo a 10fps infelizmente tenho a dizer que o PS4 dessa pessoa/empresa está com defeito, pois quando falam que roda a esse valor dá a entender que é constante. O meu PS4, que embora eu tenha comprado 8 meses após o lançamento, é do primeiro modelo e notei essa queda de fps no máximo, umas 5 vezes e das vezes que houve a queda meu gameplay não foi afetado.

          Nada impede de você ter comentários, mas que faça de acordo com a realidade e não pegando fatos que ocorrem por poucos segundos e que não são frequentes e considerá-los como sendo sempre assim.

          • Tiveste cenas com 10 fps? Eu terei tido cenas com 20 fps (notava-se que os movimentos não eram fluidos, mas sem saltos de maiot), mas com 10 (saltos)… não me recorda de nenhuma!

          • Eu mesmo nem sei se foram quedas para 10 fps, pois não tenho como medir, mas percebia quando ocorriam as quedas.

            Nesse vídeo do DF o mínimo que chegou foi a 20fps. E foi justamente no local que sempre falo, onde há várias árvores e o vento age sobre as folhas e penas do Trico que reagem de forma diferente uma das outras.

            https://youtu.be/g48ZELS0tyw

          • Deixa-me só esclarecer aqui uma coisa que já ando para falar à imenso tempo.
            Isto não é para desculpar nada, mas é uma coisa que deve ser esclarecida sobre os fps.

            O tempo, como sabemos, é composto de partes Um dia tem 24 horas, uma hora tem 60 minutos, um minuto tem 60 segundos, um segundo tem 100 milésimos de segundo, etc.

            Ora quando dizemos que temos 30 fps, o que queremos dizer é que temos um fotograma a ser produzido a cada 33.33 milésimos de segundo!
            E num filme isso acontece mesmo assim! 30 fps, são 30 imagens reproduzidas com intervalos de 33,33 ms entre elas!

            Mas nos computadores não! Uma placa gráfica não consegue debitar os fotogramas todos com o mesmo tempo de cálculo. E quando temos forçosamente 30 fps, não quer dizer que temos 30 imagens calculadas em 33,33 segundos cada. Na realidade uma pode ter demorado 40, a outra pode ter demorado 20, a outra pode ter demorado 33,33.
            Ou seja, quando falamos em imagens de video de computadores, os fotogramas por segundo são obtidos após o cálculo das médias todas de todos os fotogramas calculados (daí a variação constante de fps que vês quando os mesmos estão desbloqueados)

            Ora a DF explicou muito bem neste artigo (há um link sobre as palavras “neste artigo”), como calcula os fps, e o que eles fazem é basicamente contar os fotogramas.

            Isso quer dizer que a metodologia deles é exacta, ou seja, basicamente isenta de erros, e quando eles te dizem que tiveste 25 fps, eles conseguiram contar 25 fotogramas no espaço de um segundo.

            Infelizmente esta metodologia apresenta um problema pois apesar da contagem exacta, não consegue representar aquilo que visualmente temos!

            Imagina estes dois casos que são radicais para que percebas imediatamente o que se passa:

            Estás com um jogo a 30 fps… mas tens uma cena onde ele cai para os 25 durante 2 segundos.

            Caso 1: Se os 25 fps conseguissem ser todos calculados em periodos de tempo semelhantes a aproximadamente cada 40 ms. E isso quer dizer que durante 2 segundos irias ver a cena a 25 fps.
            Caso 2: A placa gráfica calcula-te 24 desses 24 fps dentro do tempo normal dos 30 fps, ou seja, dentro dos 33,3 ms, prevendo-se que se vá calcular os 30 fps. Mas o último fotograma de cada um desses 2 segundos, engasga e estraga as médias todas, atirando os fps durante os dois segundos para os 25.

            Qual caso achas que se vai notar mais visualmente? Achas que são iguais?

            Não são! Ambos os casos acabaram por calcular 25 fotogramas por segundo, mas o segundo caso teve um engasgo brutal, ao passo que o outro continuou fluido, mas com menos que 30 fotogramas.

            Esse é o problema destas contagens. Elas dão os fotogramas por segundo, mas não se consegue apenas com esse valor definir a real fluidez do jogo.

            Uma coisa é teres os fotogramas a saírem todos dentro de tempos semelhantes, outra é teres uns notóriamente mais rápidos que outros e uma média obtida por grande desequilibro. É que mesmo que a média final seja a mesma, há diferença na percepção da fluidez.

            Ou seja, meramente dizer que se tem x fotogramas não é suficiente para uma percepção da fluidez.

            Como nota final, a DF tem forma de calcular estas disparidades, apesar que isso não nos transparece nos videos, onde nos limitamos a olhar para os números dos fps.
            Mas a DF já detectou timmings de fps com grandes disparidades, como por exemplo em Diablo III, e ajudou mesmo a Blizzard a melhorar os fps e fluidez do jogo graças à informação prestada!

  6. Tenho lido sobre qualidade técnica dos games e fico pensando o porque da visão de algumas pessoas ser unilateral a respeito disso, e falo isso pois é padrão da industria nos dias de hj os jogos virem com problemas diversos sejam de performance ou bugs a rodo, temos centenas de exemplos, raros são os casos que isso não acontece. E partindo desse principio e falando diretamente ao comentário do novo colega de Pcmanias @Carlos filho, sua reclamação sobre The Last Guardian é pertinente, seria melhor os jogos serem lançados perfeitos como eram antigamente não é!, porém assim com disse anteriormente isso hj não é padrão e sim excessão, e se reclamas de The Last Guardian e achas isso uma falta de respeito como da a entender em seus comentários sobre o game, fico eu aqui pensando sobre a sua opinião sobre Halo MCC que saiu com o Online quebrado, talvez devesse ter sido cancelado não é mesmo, ou mesmo sobre os problemas gráficos existentes em Quantum Break, inadimissivel né mesmo, olhe então para Forza 5, jogo de lançamento do One que foi lançado com o menor conteudo da série, puta falta de respeito em, deveria ter sido também cancelado, enfim eu poderia ficar aqui criticando inumeros jogos por seus problemas técnicos, mas não o vou fazer, o que afinal quero passar é que independente dos problemas de desenvolvimento e técnicos que os jogos tenham, há ali uma proposta que pode agradar ao gosto dos mais diversos gamers, como o caso de The Last Guardian que o Mário até agradece pelo seu lançamento, colocar o cancelamento de um jogo como muleta de que esta com problemas e não seria bom não é o mais correto, até mesmo porque temos hj em dia diversos jogos lançados com qualidade duvidoda e com problemas técnicos bizarros.

    • Netto, em questão de exclusivos sempre gostei de duas empresas em especial: Nintendo e Sony, gosto mais da primeira, mas a segunda me fez jogar games deslumbrantes como Uncharted 2, god of war 3, fora games do passado como crash bandicoot, por ex… É óbvio que ficaria até amanhã a falar dos games da Sony aqui e mais ainda dos da Nintendo, mas creio que the Last guardian faz parte dessa lista com certeza. Ainda não o joguei, porém games que priorizem a arte não só na parte gráfica como tb na estória me toma, e com certeza pelo que dizem, guardian faz isso com aquele que o experimenta. Quanto aos problemas técnicos, algo que confesso não dominar, pelos meus olhos de leigo creio que só o fato do game exigir tamanha inteligência artificial deve sim tomar alguns outros recursos ou ter que abdicar de alguns em prol disso. Mas isso fica a cargo de Mário analisar, o que posso dizer é que para mim, a indústria precisaria mais de games como zelda, Mário, the Last guardian, inside, etc…bom fds pra todos!

    • Edson… eu tenho receio que sim! Não amanhã, mas dentro de poucos anos.

      As consolas sempre valeram a pena pelo seu preço e suporte.
      Mas o preço e suporte só eram uma mais valia por um motivo, as extremas optimizações que permitiam que o suporte desse jogos de qualidade e que rivalizava com o hardware de topo, muitas vezes superior.

      Atualmente o panorama mudou.
      A Microsoft levou para os PCs o suporte da consola. E levou igualmente a componente mais importante das optimizações das consolas, os APIs de baixo nível (aqui a verdadeira culpada foi a AMD, mas a realidade é que estas linhas não existem para culpar ninguem).

      Numa altura onde as consolas para terem bons preços sem que os fabricantes tenham de ter prejuizos mas vendas das mesmas, elas tem forçosamente de possuir performances inferiores ao PC, este tipo de situação aumentou ainda mais o fosso entre elas e o PC.

      A consequência é que onde antes precisavas de uma máquina com o dobro da performance, com um API de baixo nível essa fasquia desceu. E para jogos iguais os requisitos do lado do PC desceram.

      Ficaram iguais? Não… ainda há muito que precisa de ser optimizado do lado do PC até isso acontecer, mas a realidade é que os passos nesse sentido estão a ser dados.

      O Game Mode para o Windows 10 é outro dos grandes trunfos que as consolas possuem que será perdido.
      As consolas dedicam os seus recursos na totalidade aos jogos. Mas os PCs não! Eles ficam a correr tarefas do sistema ou de outras aplicações instaladas ao mesmo tempo que correm os jogos.

      O Game Mode vai optimizar isso para os PCs, descendo, mais uma vez, os requisitos para igualarem os jogos na consola Xbox.

      Mesmo com tudo optimizado, a igualdade no hardware nunca vai existir, pois as optimizações são maiores quanto menor for a diversidade do hardware suportado, mas vamos chegar a algo muito perto.

      Com o hardware das consolas a ser fixo, e o dos PCs a evoluir constantemente, diria mesmo que, tendo os PC os jogos da Xbox mais jogos que as consolas não tem, e mais jogos partilhados com a PS4, sendo os seus jogos específicos mais baratos que os da plataforma Xbox devido à ausência de pagamentos de royalties, eu diria que sim. O risco existe!

      • Mário, a Nintendo está a focar no mercado mobile, mas digamos com jogos mais dedicados ou menos casuais comparativamente com os games de celular ( falo do switch, não dos games de celular que ela está a fazer) A MS não necessita do mercado de consoles, pois o Windows é seu maior “ganha pão”, e o pc com o mercado de jogos dedicados crescendo mais, Windows tb cresce mais… E a Sony? Qual o caminho irá tomar a médio ou longo prazo? Será o streaming de games? Ou o mercado mobile tb? Fiquei curioso com o que disse… Abraços…

        • Neste momento Edson, e isto não é uma opinião, é um facto comprovado pelas vendas das consolas, a Sony ainda terá margem para mais algum tempo neste modelo.
          Mas apesar de ser a que poderá passar pelo problema mais tarde, realmente essa realidade é um berbicacho para a Sony. No futuro ou arranja algo ou das três será a que poderá ficar pior.

          Mas a realidade das coisas muda. A tecnologia está sempre em evolução. Quem sabe a coisa não será bem assim!

          Mas se a situação evoluir nesse sentido, a Microsoft será quem tem mais perspectivas de se manter neste mercado.

  7. Remasterizações até são válidas mas os caras querem empurrar em 2014 remasterizações de tlous,b2s que são jogos do final de 2013!Remasterizar jogos de ps2 em resolução HD eh ótimo mas jogos que rodam em 720p30fps receberem remasterizações de 1080p60fps com algumas partículas a mais eh ridículo!

    • Nem por isso.
      Naturalmente o que dizes é real. Se fosse só nessa perspectiva seria ridículo.
      Mas a questão é que a Sony não tem retrocompatibilidade. O hardware radicalmente diferente das suas consolas anteriores não simplifica a vida nesse aspeto.
      A ideia destas remasterizações acaba por isso por ser mais limitada em alcançe. Não é revender o jogo a todos, pois as diferenças não justificam o preço, mas sim fazer chegar o jogo a quem não teve uma PS3.
      No caso dos grandes franchisings, há uma continuidade de histórias, que quem não teve as consolas anteriores perde, ficando os novos jogos desenquadrados.
      Isso esteve na origem de remasterizações da Microsoft, como o Halo MCC.
      Ou seja, há vários motivos para as remasterizações. E nem todas possuem reais argumentos para a compra por parte de quem teve e tem as antigas consolas.

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