O que define uma obra prima

A discussão instalou-se há dias nos comentários da PCManias. The Last Guardian é ou não uma obra prima? A crítica em geral acha que sim, mas algumas pessoas acham que não! Infelizmente, para alguns a definição de Obra Prima não é algo aberto à discussão e há parâmetros universais que as definem, parâmetros esses, que The Last Guardian cumpre na integra.

Antes de pensar em escrever este artigo consultei dois amigos, um deles é artistas (pintor e escultor) e o outro designer. E dadas as suas formações nestas áreas pedi aos dois uma definição daquilo que consideram como parâmetros essenciais para se definir uma obra prima.

O primeiro, o meu amigo pintor/escultor enumerou os seguintes pontos:

  • É um retrato da personalidade do artista e de toda a sua obra
  • É um esforço notório e claro de sair para além da mediania
  • Tem algo “extra”
  • Transporta as pessoas de alguma forma
  • Tem um efeito psicológico nas pessoas
  • É fundamental para a história e ficará marcado nela

O meu amigo designer acrescentou ainda uns pontos que considerei igualmente válidos

  • Apresenta algo único que a distingue
  • Toca as pessoas
  • É a melhor ou das melhores obras do seu autor
  • Não é necessariamente perfeita, mas é algo primoroso e inovador

Naturalmente que há a necessidade da humanidade de definir uma série de padrões para a definição de algo. Não podemos nas coisas cair no erro de julgar baseando as coisas na mera opinião. Porque o comercial e o popular é aquilo que vende, mas não necessariamente aquilo que se distingue! E com a banalização do termo na nossa linguagem, a dificuldade

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Na altura em comentários dei o exemplo do filme “Os Vingadores” que retrata a história de vários super herois da Marvel. E não tenham dúvidas que colocar esse mesmo filme em exibição paralela com uma das grandes obras primas do cinema, “o Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, levaria a que a sala com este último filme tivesse uma percentagem mínima de pessoas a ver o filme durante a sua exibição. Já “Os vingadores” teriam certamente semanas e semanas de exibição com a sala cheia.

Esta realidade é notória todos os dias quando olhamos para a TV. Os programas de grande audiência são os reality shows, e programas como o “Você na TV” ou outros similares. Programas que apesar de populares e de entreterem são autêntico lixo televisivo.

E quando em Portugal vemos cantoras como a Maria Leal,com uma agenda de espectáculos cheia, percebemos que caso entregássemos a avaliação da qualidade de algo ao gosto popular, estávamos bem desgraçados.

Se virem o video presente no link anterior cima percebem que a presença e quantidade de acertos criado pelo software “AutoTune” para dar harmonia à voz é absolutamente gigantesco. Caso não tenham noção do que este software faz, eis algumas cantores com grande voz, mas com e sem o “AutoTune” e perceberão depois do que estou a falar.

Aliás, se fossemos pelo gosto popular a Torre Eiffel tinha ido abaixo. Após a exposição universal de 1889 para a qual foi construida, a torre Eiffel era vista pela população como um autêntico “mamarracho” e estava previsto ser demolida. Não fosse a primeira guerra mundial e o facto de a torre se ter relevado fulcral para a colocação de pratos que interrompiam as comunicações rádio alemãs, ela tinha mesmo sido demolida.

Actualmente é um, se não mesmo o monumento mais famoso de todo o mundo e agora, aceite de forma quase universal, como sendo uma obra prima!

Mas temos outros exemplo. Já viram a Mona Lisa? Eis uma imagem:

Cremos que ninguém irá agora aqui discutir se este quadro é ou não uma obra de arte. É-o, e tal é aceite globalmente! Mas já viram vem o que temos ali?

A imagem tem um link para uma versão em alta resolução da foto para que a possam ver em mais detalhe.

Para começar o cabelo. Encaracolado ou liso?

Temos zonas onde ele é claramente encaracolado como nas frentes. Mas reparem nas traseiras e na testa, e o mesmo é liso. Afinal em que ficamos?

Agora olhem 30 segundos para uma nova janela vazia do browser com um fundo branco e depois olhem para a imagem. A personagem está a sorrir ou esta séria? Esta é uma das mestrias deste quadro e esta dupla sensação é transmitida pelos olhos, em que cada um deles possui um contexto diferente, e nesse sentido é possível vermos as duas coisas. É no fundo uma imperfeição, mas que ajuda a definir a mestria do quadro.

Reparem igualmente no cenário à esquerda e à direita da cabeça. Ele nem sequer se encaixa numa única imagem. Há ali dois cenários completamente distintos.

Naturalmente não vou agora abordar os mistérios deste quadro, mas a verdade é só uma. Ele possui imperfeições face à realidade! E isso só prova uma situação, a de que uma obra prima não tem necessariamente de ser algo perfeito, mas sim algo primoroso! Um dos pontos referidos pelo meu amigo.

Vamos então enquadrar The Last Guardian nos vários pontos acima referidos:

  • É um retrato da personalidade do artista e de toda a sua obra

Cremos que aqui ninguém tem dúvidas quanto a isso. Fumito Ueda caracteriza-se por este estilo de jogo, e The Last Guardian não foge minimamente a essa realidade. É um jogo que, como poucos, reflecte claramente a personalidade do seu autor. Aliás jogos deste género só mesmo vindos de Fumito Ueda!

Diz-se que a personalidade de uma pessoa é o somatório das suas vivências, e daí que podemos perceber pelo historial de Fumito Ueda que realmente a sua personalidade e aquilo que ele nos transmite nos seus jogos é fruto das suas vivências!

Fumito Ueda é um criador de videojogos que deve ter agora perto de 40 anos, e formado em 1993 pela universidade de Osaka. É uma personalidade fechada e reservada, dando poucas entrevistas. Como adolescente era um grande fan do Commodore Amiga, e tremendo fan de Flashback e Another World, dois jogos baseados em mundos ficcionais e misteriosos, onde já neles o diálogo não existia, e as mensagens eram passadas por gestos e atitudes. Acredita-se até que a forma de contar as suas histórias tenham sido tremendamente influenciada por estes dois jogos.

Diz quem o entrevistou que Ueda é brincalhão, mas com uma presença algo frustrante. Pondera as questões com cuidado, sendo educado e focado, sendo que recusa as interpretações ao seu trabalho e recusa partilhar as suas influências, fornecendo um ar de improviso constante.

Curiosamente Ueda teve uma intervista biográfica realizada à 10 anos pela revista Japonesa Continue, onde revelou que apesar de ter estudar arte na Universidade, ele especificamente decidiu especializar-se em arte conceptual como a sua componente prática principal. Esta componente de arte associada à sua maneira de ser são o motivo pelo qual Ueda cria os seus mundos num tom melancólico e misterioso, mas de grande beleza. Ueda é quase mitificado  pelo seu trabalho, mas mantêm uma postura auto depreciativa, não definindo os seus jogos de uma maneira fixa, e rejeitando interpretações fixas, dizendo apenas que as pessoas devem jogar, e no fim concluir por si mesmos aquilo que melhor se lhes aprouver.

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Parece-nos claro que o estilo de Ueda é claramente fruto da sua maneira de encarar a vida e das suas vivências, definindo-se assim como um retrato da sua personalidade. Pelo menos a parte que dá a conhecer ao público!

  • É um esforço notório e claro de sair para além da mediania

Não só The Last Guardian sai da mediania, como inova. É um jogo único na sua abrangência, e vive da dualidade de personalidades de duas criaturas que são inimigas mas que necessitam de unir esforços para sobreviver, criando pela necessidade da interdependência uma amizade enorme. Em todos os meus anos de videojogos nunca joguei nenhum jogo que conseguisse tal como The Last Guardian consegue.

  • Tem algo “extra”
  • Apresenta algo único que a distingue

Podem parecer a mesma coisa. Mas não são! Se o segundo inclui o primeiro, o primeiro não inclui necessariamente o segundo!

Já foi dito em cima. Nunca nenhum jogo abordou esta temática. É inovador e mesmo único, tendo  por isso algo “extra” e simultâneamente algo único que o distingue! Não há nenhum jogo que se lhe compare e sabe tocar o coração com a sua história. É um jogo onde a história faz parte integrante do mesmo.

Mas quanto a este ponto deixo-vos com uma descrição feita pelo nosso leitor Bruno Ribeiro, que explica isto muito bem:

Tu controlas um rapaz, entre 10 a 13 anos que acorda, sem saber como, numa gruta ao lado de um monstro enorme e muito mal humorado.
Problema: tens que voltar para casa, mas depressa descobres que, para além da gruta, a tua prisão é uma fortaleza gigantesca, à qual não consegues ver o fundo, ou o cimo, e que precisarás da ajuda daquele monstro para sair dali. Não só isso, mas não estás sozinho.
Há guardas tenebrosos e inumanos a guardar o local, que não te deixarão sair dali e contra os quais não poderás fazer nada, contando apenas com a criatura para te defender
(Sim porque a tua personagem infelizmente não veio com o último modelo de fato de combate, nem com a última metralhadora com motoserra embutida ou tecnologia alienígena de última geração– facto que muita gente considera uma falha imperdoável).
Por isso, o jogo convida-te a criar uma relação com aquela criatura, ganhar-lhe a confiança, e não é nada fácil, porque o bicho está ferido, e vai te deixar várias vezes inconsciente quando te aproximas.

Conseguido isto, é aqui que entra a mecânica do jogo (que muita gente, habituada a ver ordens cumpridas com precisão militar em vários shooters, falhou em entender):
o jogo desafia-te a usares toda a tua astúcia e intelecto de modo a conseguir entender o cenário que te rodeia para progredires (chamam-se puzzles) e para isso terás que aprender a comunicar com aquela criatura.
O problema é que a criatura tem uma personalidade muito vincada: ora amua, ora quer brincar, ora te ignora. Há quem diga que isto é má IA.
Não podiam estar mais enganados, porque quando a criatura faz isso tu depressa vais aprender, porque o jogo te obriga a isso, a escutá-la. É que o bicho tens uns instintos do caraças e o sítio onde te encontras não é nenhum parque infantil. Várias foram as vezes em que foi a criatura indicar-me o próximo passo a dar, ou a avisar-me de uma armadilha.
É este o objetivo e a mecânica do jogo, aprenderes a comunicar com um ser virtual mas inteligente e vivo, para progredires num ambiente que tem tanto de belo como de hostil.”

Não há absolutamente mais nenhum jogo que seja como The Last Guardian em diversos aspectos, e poucos são os que tocam o jogador da mesma maneira, especialmente usando as mesmas ferramentas. Logo é claramente único! E é na forma como este jogo transmite as emoções e sentimentos que ele se destaca como nenhum!

  • Transporta as pessoas de alguma forma

Este é um ponto que a maior parte dos jogos felizmente consegue, o transportar-nos para um mundo de fantasia e fazer-nos vier o mesmo. Neste ponto, talvez pelo tipo de arte interactiva que são os videojogos e que conseguem ir mais longe que outras formas de arte, este ponto seja o mais fácil de ser atingido. Nem todos o fazem com a mesma mestria e mistério, ou num mundo tão belo e hostil como este, trazendo à tona sentimentos tão puros como a amizade, mas em termos gerais fazem-no.

  • Tem um efeito psicológico nas pessoas
  • Toca as pessoas

Mais uma vez podem parecer a mesma coisa, mas não são!

Quem não fica tocado com o final deste jogo, será certamente insensível. Não estamos a dizer que será necessário verter uma lágrima, mas o jogo toca nos sentimentos mais profundos do jogador ao deixar que se consiga sentir ao longo do jogo uma grande empatia com ambas as personagens. No fundo ter uma história sentimental não chega, é preciso que as pessoas se consigam ligar às personagens. E este jogo, não sendo jogado como mero jogo de plataformas, mas vivendo-o e sentindo a mensagem que nos transmite, nos toca no ámago da alma. O jogo permite viver os sentimentos destas personagens. Inicialmente algo de interesse, mas que ao longo do jogo passa a amizade pura e sincera. é por isso que este jogo não só nos toca, como nos mexe com o nosso psicológico e com os sentimentos, sendo que no fim deixa-nos a meditar sobre a amizade e tudo o que envolvia o jogo e a sua história.

É a mestria numa história contada com apenas algumas palavras, e onde os sentimentos não são descritos, não são transmitidos por beijos e abraços, mas se sentem e se vêem em pequenos gestos, atitudes e mesmo sacrificios.

  • É fundamental para a história e ficará marcado nela

Ico ficou, Shadow of the Colossus ficou, e The Last Guardian tambem já lá está! São jogos únicos e sem paralelo no mercado. São basicamente diferentes! Os dois primeiros ficaram na história, e este ficará igualmente! A aceitação da qualidade do jogo foi tal que, mesmo não tendo sido um campeão de vendas, e de ter saído apenas a 6 de Dezembro, o jogo mesmo assim foi um dos que mais votações de jogo do ano venceu! E tal só pode ser considerado um feito, uma vez que comprova que marcou mesmo quem o jogou!

  • É a melhor ou das melhores obras do seu autor

Fumito Ueda tem apenas três jogos em que assumiu a direcção. E todas eles são excelentes por si, sendo difícil escolher um como o melhor. Mas neste caso, com apenas três, a questão sobre se será “das melhores obras”, nem sequer se coloca.

  • Não é necessariamente perfeita, mas é algo primoroso e inovador

Nunca The Last Guardian foi considerado perfeito. O jogo tem inúmeros defeitos e inclusive bugs. Mas é sem dúvida inovador e foi criado com primazia e amor. Não é um jogo para as massas, é um jogo para quem sabe apreciar! Como aliás todas as obras primas são!

Neste aspecto de sentimentos e emoções, comparo The Last Guardian apenas a um outro jogo, The Last of us. Ambos tocam no âmago dos nossos sentimentos de forma profunda. Naturalmente que quem está habituado a jogar shooters, e a  entrar por ali a torto e a direito, passando a experiência sem a sentir, pensando apenas na diversão, terá dificuldades em apreciar um jogo destes, onde mais do que o jogar pela diversão, se o tem de viver e sentir, absorvendo a mensagem que nos é passada.

Se alguém quiser depois disto apresentar argumentos palpáveis sobre o facto pelo qual The Last Guardian não deve ser considerado uma obra prima… faça o favor. Os comentários agora permitem isso mesmo e podemos, educadamente, discutir o assunto!

 

 

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Readers Comments (42)

  1. Cada pessoa recebe determinada obra de uma forma. Alguns veem de um jeito diferente o que outros veem como comum. Acredito que essa definição de obra prima é uma coisa muito pessoal de quem jogou.
    A crítica em geral acha que é um jogo de 82 no metacritic. É claro que notas representam apenas a opinião de um analista e estamos em dias em que análises são cada vez mais duvidosas. Mas ninguém que costuma comentar no PC Manias que acha The Last Guardian uma obra prima tem moral para concordar com o que eu acabei de falar sobre as análises, por que todos sem exceção se gabaram do 93 do Uncharted 4 e alguns usam a média do Metacritic para criticar jogos do qual não jogaram ou justificar que Halo e Gears of War estão cansados, ambos com notas iguais ou maiores do que The Last Guardian.

    Agora de uma forma pessoal eu sei que tem algo a mais em The Last Guardian que sai da zona de conforto e merece elogios, mas veja, eu também acho isso de Quantum Break. Um jogo que sai da zona de conforto do que dá certo no mundo atual dos games, conta uma história que te prende e tem personagens complexos mas, QB tem falhas na parte técnica, nada que influencie o game e sua experiência na verdade, mas elas existem merecem ser lembradas, e foram colocadas acima das qualidades do game, principalmente por pessoas que muitas vezes nem jogaram.
    The Last Guardian também tem falhas na parte técnica, e suas falhas não o colocam na galeria de obras primas do mundo dos games, e esse é o ponto onde machuca aqueles emocionalmente envolvidos com um jogo ou que precisam afirmar que os artistas mais talentosos do universo estão reunidos trabalhando para a Sony.
    De fato, existem artistas criativos e muito talentosos nos estúdios da Sony, novas franquias bem sucedidas e candidatos a sucesso instantâneo nos últimos anos tem saído de estúdios da Sony. Horizon Zero Dawn tem uma temática genial. The Last of Us aproveitou de uma temática que estava na moda para criar um game no nível de excelência que é, Uncharted pra mim é bobo e tem clima de filme de sessão da tarde classificação 12 anos, mas tem vários predicados que o colocam em um nível acima da média.
    Todos eles são apoiados por um forte componente técnico, algo que falta em The Last Guardian, e no mundo dos games a melhor das boas intenções por si só não fazem uma obra prima. Jogos foram feitos para jogar, boas histórias se contam em livros, jogos podem ter boas histórias, mas eles também precisam ter todo o resto.

    * Certamente logo virão as mesmas figurinhas de sempre me falar o quanto eu estou errado, sou parcial, to vestindo a camisa verde ou qualquer blá blá blá do tipo. As mesmas figuras que vão tentar invalidar qualquer argumento sobre a qualidade de Quantum Break com base em resolução, gráficos, número de vendas ou mecânicas de gameplay. Curiosamente as mesmas falhas de The Last Guardian.

    Obs: Dificilmente eu volto para ler respostas em comentários que criam polêmicas, primeiro por que eu geralmente sei quem responde, segundo por que eu geralmente não me importo com quem responde.

    • Não serei alguém que te vai criticar Fernando… Expuseste argumentos, e fizeste-o muito bem…

      Agora a questão que insisto é que as falhas não impedem uma obra prima de o ser. Tens o exemplo das imperfeições da Mona Lisa, e vê o Noite Estrelada do Van Gogh por exemplo (http://3.bp.blogspot.com/-HUCcCdGinpQ/VlbqiI6lyRI/AAAAAAAAB1c/FCjGt6VoM-E/s1600/imagen-starry-night-by-van-gogh-1ori.jpg), ou o Guernica do Pablo Picasso (http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/guernica.jpg), ou o Grito do Edvard Munch (http://images.mentalfloss.com/sites/default/files/styles/article_640x430/public/ahh.png).

      Consegues verdadeiramente comparar isso com as pinturas da capela sistina (http://www.ucityguides.com/images/top10/sistine-chapel.jpg), com a escultura de David (http://www.ucityguides.com/images/top10/david.jpg). ambas do Miguel Angelo?

      Se fosses a ver, as duas últimas retratam fielmente a realidade, as outras são, comparativamente trabalhos que, face à realidade, não são perfeitos. Mas não deixam de ser obras primas.
      Uma obra não tem, e nunca teve de ser perfeita para ser Obra Prima.
      Quanto aos 82%, deves reler a questão da torre eiffel, ou o caso dos vingadores. No primeiro caso a população não gostava, e queria-a deitar abaixo, no segundo certamente os críticos cascariam bem no 7º selo ao acharem-no parado, lento, e a preto e branco. Ou seja, estás aqui a atirar para a opinião comum a definição de algo. E isso é o que o artigo refere… que não funciona assim, havendo parâmetros que avaliam as coisas.
      Gostes de caviar ou não, ele é uma especialidade… e não é porque há muitas pessoas que não gostam que deixa de ser…

      PS: Quantum Break de obra prima tem muito pouco… Queres ver os pontos que refiro em cima?

      – É um retrato da personalidade do artista e de toda a sua obra

      Não é… Quanto muito poderiamos dizer que a empresa lida com este estilo de jogos em time lapse à uns tempos. Mas não há sequer continuidade dos directores e produtores nos jogos da Remedy!

      – É um esforço notório e claro de sair para além da mediania

      Quantum Break tem elementos originais, e como todos os produtos faz um esforço, mas o resultado não é em nada diferente do que outros já fizeram. Não há nada de verdadeiramente inovador no jogo!

      – Apresenta algo único que a distingue
      – Tem algo “extra”

      Tem… a TV… 100 GB dela!

      – Transporta as pessoas de alguma forma

      Volto a dizer que os jogos quase todos fazem isto. É um parâmetro que se adapta mal aos videojogos. Por isso aqui a coisa poderia ser discutível e nem vou entrar por aqui!

      – Toca as pessoas
      – Tem um efeito psicológico nas pessoas

      Não estou bem a ver que o faça de uma forma profunda! Mas a história é bastante interessante e profunda e da o que pensar.

      – É fundamental para a história e ficará marcado nela

      Vê a listas com grandes jogos e verás ICO e Shadow of the Colossus lá! E irás igualmente no futuro ver lá o The Last Guardian. Já quantum Break…
      Relembro que the Last Guardian vendeu mal… e saiu quase no final do ano… e mesmo assim foi dos jogos que mais votações de jogo do ano venceu!

      – É a melhor ou das melhores obras do seu autor

      Quando muito poderia ser da Remedy… mas está longe disso!

      – Não é necessariamente perfeita, mas é algo primoroso e inovador

      Achas que no seu global é?

      • Levando para o lado artístico, eu concordo com você, são jogos que não devem ser comparados. Acho que não existe discussão sobre isso. Mas é uma forma muito romântica de analisar um jogo.
        Se eu esquecer que The Last Guardian é um game, eu posso concordar com essa visão. Mas fazer isso, é como negar a função básica e número um desse produto, ser um jogo de Vídeo Game.

        • Não deixo de concordar com o que dizes, pois estás a articular bem os argumentos. Mas a questão é que há obras primas em todas as áreas. Eu não estou a comparar The Last Guardian com as pinturas da Capela Sistina, até porque seria ridículo fazer isso.
          Mas em todas as artes há situações que se distinguem. Não é por serem melhores, não é por serem perfeitas. É pelos pontos que refiro em cima, pelo distinguirem-se, pelo marcarem, pelo ficaram na história, pelo inovar, pelo trazerem algo de novo e diferente. Basicamente porque surgindo do nada… ficam na história como referências.
          Isto acaba por ser transversal a todas as épocas. Pode parecer ridículo face aos jogos atuais considerar que, para a época, determinados jogos do Spectrum foram obras primas, mas isso não tem nada a ver. E podem ou podiam ter sido! Porque a definição de obra prima transcende isso tudo.
          The Last Guardian apenas se destaca no seu universo… porque de resto, nunca o verás a ser citado como algo que um dia constará na lista das grandes obras. Aliás nesse aspecto, Ico e Shadow of the Colossus estarão primeiros na lista por serem do mesmo autor e, apesar de tocaram por aspectos diferentes, se terem igualmente destacado.
          The Last Guardian não é o melhor jogo do mundo… longe disso. Não é o jogo que mais diverte, não é o estilo que mais agrade, e está longe de ser perfeito, com bugs e diversos problemas associados ao facto de ser um produto dinâmico.
          E esse creio que é o “medo” que as pessoas teem em assumir que o jogo é uma obra prima, o confundir isso com um jogo que é perfeito ou que consegue o objectivo dos videojogos, entreter, mais do que os outros.
          Não é!
          Mas distingue-se neste universo de uma forma que é clara, e daí o termo obra prima ter aparecido em quase todas as análises que o jogo teve, bem como ele ter tido as vitórias de jogo do ano que teve.
          Não porque era melhor que outros, mas porque marcou quem o apreciou, mais que os outros.

        • Não Fernando,… não é bem assim. Não te deves prender em comparações, ou em tentar arranjar paridades.É necessário ver o jogo pelo que é e pelo que tem.

          O que o Mário está a tentar dizer é que uma obra prima não tem que ser perfeita, aliás às vezes é a própria imperfeição que a torna no que torna.

          Não que isso seja o caso de The Last Guardian.

          O jogo tem Bugs, mas Bugs como qualquer outro jogo tem. Incluíndo Uncharted 4. Nada que o torne injogável.

          Relativamente à parte técnica que referes, a única coisa a apontar ao jogo são mesmos as quedas de fps, mas que em nada acabam por prejudicar a experiência. De resto, o jogo atinge um nível de excelência nunca antes visto.

          Chamo a atenção para a cena da figura. É um momento que dá um choque ao jogador e uma das melhores cenas do jogo (quem o jogou sabe do que falo). Mas para teres uma noção, quando entras neste bosque estás a sair pela primeira vez do interior está tudo a abanar ao vento – as àrvores, a erva no solo, é tão calmo é tão pacífico que só te apetece ficar ali.

          Mas aquilo a nível técnico é um primor: a paleta de cores, a vegetação, o som, e depois o próprio Trico que em nenhum momento perde o detalhe – deve ser uma das cenas intensas no processamento.

          Outra coisa – a AI do trico. Está muitíssimo bem conseguida, em todo o jogo.

          E em teceiro as animações. Eu nunca vi tamanho realismo em nenhum jogo.

          O que quero dizer é: The Last Guardian não é tecnicamente limitado – ele aliás é bem avançado e em diversos pontos.

          Seja como for, o ponto não é esse.

          The Last Guardian é considerado uma obra prima por muitos devido à forma como transmite uma mensagem ao mesmo tempo que é um jogo. Digamos apenas que se alguém quiser provar que jogos são obras de arte, não tem melhor exemplo que este.

          Eu sempre considerei que arte é sobre a transmissão do abstracto, do que não podemos descrever numa palavra, no que precisamos de retratar para descrever, seja usando palavras, seja usando cores, ou capurando imagens ou expressões. Mas isto é apenas uma definição.

          The Last Guardian é isso mesmo. Como disse na outra vez, é um jogo sobre amizade, não porque a história é sobre amizade mas porque a gameplay é sobre amizade – é o único jogo que eu vi que te orbiga a estabelecer e a comunicar com outro ser. Esse é o cerne do jogo, e a mecânica básica.

          Ueda conseguiu criar um jogo sobre um sentimento, sobre o desenvolver e construir de uma relação. Tudo o resto que ali está – a história, o cenário, tudo isso apenas ajuda ao processo. Imagina que te metiam numa sala com outra pessoa e a pintavam de modo a manipular a forma como interagias com ela.

          Mas não é por isso que deixa de ser um jogo. É um jogo, um videojogo.

    • @Fernando muito boa sua resposta e realmente esta de parabéns.
      Concordo com uma boa base que voce disse. abracos

    • Está descansado que eu não te venho rebentar a bolha rapaz, tenho mais que fazer, só te vou fazer um reparo:

      A culinária em si é uma arte, um bife com batatas fritas nunca se pode comparar a um Tournedos Rossini, um é vulgar, o outro é uma autêntica obra de arte, uma obra-prima da alta cozinha francesa, assim como Quantum Break e The Last Guardian, no entanto são o mesmo, um produto cuja principal função é ser comida, é inegável, mas olhar para um Rossini como mera comida e pior, comparar com um simples ”bitoque” é no minimo digno de chacota tal a falta de bagagem cultural.

  2. É realmente Fumito Ueda deixou mais um legado de sua percepção de artista nos games.Lembro-me de ICO jogo com características únicas que o fizeram um grande jogo(mesmo não tendo vendas satisfatórias)ou Shadow of the Colossus que com ideologia nos transportou para algo além de um simples galope(Arom éra como se fosse um amigo inseparável)que por muitas vezes me fez pensar(aquele pequeno galope no final do jogo onde Arom colocou sua vida no lugar de seu mentor)uma sensação de isolamento momentâneo que fez perceber que naquele momento estava sozinho.Não joguei Last Guardian,mas pelo fato somente das demonstrações da Sony ao longo dos anos se percebe a majestura deste game.Pelo menos ao meu ver é uma obra prima que te faz olhar para ela e admirar o trabalho do seu autor a tamanha dedicação.

  3. Para mim a maioria dos jogos são obras de arte,os jogos que eu não considero arte são jogos como Leisure Suit Larry ou quase qualquer um q tenha zumbis e/ou terror Dying light é um jogo bem legal,divertido mas eu não vejo beleza ou sentimento em destroçar zumbis,por isso não o considero arte,as poucas exceções de terror e zumbi que coloco como arte eh tlous que mostra um sentimento,e de terror posso citar Bioshock que envolve filosofias e o design da cidade,mas tem jogos que se destacam quando se define arte são o caso de Heavy Rain,Beyond two souls,legend of Zelda etc e nesse etc eu incluo qualquer jogo do Fumito Ueda,que passa sentimentos nos seus jogos com o mínimo de informação possível que nem os quadros dos pintores famosos

  4. The las Guardian, obra prima lol
    As pessoas comparam ele com quadro, comida, deleite para os olhos, sendo gráfico de PS3..

    Isso é um jogo e para um jogo é bem mediano, os argumentos dos Sony Boys Jogo vende bastante é sucesso, vende pouco, obra prima que somente os grandes players jogam, precisa ter sensibilidade..

    Não comentar mais nada, onde um joguinho é comparado com o quadro Mona Lisa..

    Quadro o mundo inteiro conhece, o jogo é fraco, gráfico ultrapassado, e vira uma obra prima!!

    Sony boys as vezes pegam pesado!

    • Já deu para perceber onde chega a tua cultura geral e sensibilidade para a arte.
      Porque se visses “o grito” certamente o teu comentário é que tu mesmo conseguirias pintar melhor!
      Os teus argumentos não colam… Para ti uma obra prima seria um grande jogo, que agrada a todos (como os filmes dos vingadores). Mas uma obra de arte transcende tudo isso, não ficando necessariamente presa ao ser popular. Pode ser a preto e branco a cores, a 3D, com gráficos de PS3, com gráficos de PS1, e a qualidade do jogo, tal como da pintura, é irrelevante, o que interessa é a mensagem que passa, a forma como o passa, como toca, como é inovador, e como reflete o artista.
      Mas como explicar isto a alguém incapaz de perceber? Há quem confunda obra prima do mestre com a prima do mestre de obras, e quanto a isso não se pode dizer muito.
      O quadro que se segue é uma obra prima de Joan Miró, denominada Mujer e Pajaro, em exposição na Fundação Serralves no Porto.
      http://mediaserver4.rr.pt/newrr/serralves_2016_joan_miro_1959_mujer_y_pajaro1028a6d4.jpg
      Mas certamente não é uma obra prima… melhor é a “obra do teu primo” onde os seus graffitis são bem melhores que isto, não?
      Mas sabes o que mais choca aqui? É que não consegues reconhecer uma obra prima quando a vês, mas se o jogo fosse de outra consola se calhar até já vias.

      • Uma observação, edite o comentário informando que “o grito” refere-se a uma pintura em um quadro e não um filme disponibilizado no Brasil com o mesmo nome.

    • HueHueHue, olha o comentário do @Igor, putz depois sou eu o lixo desse site, o cara não tem argumento algum para criticar The Last Guardian que por sinal deve ter jogado 2 min pelo youtube, sinceramente não vejo motivo algum pra continuar aturando o rapaz tamanho é a quantidade de falhas que o mesmo comete aqui.

      • Nossa netinho você manda mesmo no site hein para definir quem fica aqui ou quem é excluído está podendo hein!!

        Mas relaxa isso não vai demorar pra acontecer, o site também ama a Sony como você, e porque o Site acha que o jogo é uma obra prima colocando no mesmo patamar do quadro Mona Lisa, e me acusar que eu gosto dos filmes de vingadores sem saber se eu realmente gosto!!
        Tenho que achar prima esse jogo porque os Sony Boys acham lol, esses mesmo que se fazem de vitima sempre estão acusando e metendo o dedo na cara, mas claro sendo moderador é fácil, e com usuários decidindo quem fica quem sai!!

        A única obra prima que eu vejo é o monopólio que um lugar pode chegar para defender uma marca parabéns a todos!!

        The last Guardian acima de tudo é um jogo, e obra prima pra mim tem que ser perfeito no que principalmente ele é, the last guardian falha miseravelmente como jogo…

        • Mas que mesmo patamar? Tu sabes o que dizes? Obras primas há em todas as artes e não se comparam umas às outras. The Last Guardian é um mero jogo, longe de ser uma das obras primas da humanidade, mas dentro do jogo é uma obra prima.
          Aposto que se jogares Journey, tambem não gostas… mas ok.

          Insisto que confundes a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras. Uma obra prima não precisa de ser perfeita… Nunca precisou.
          E o jogo não falha miseravelmente… o jogo é extraordinário e foi um dos mais votados como jogo do ano! Tu é que não gostas… Mas também nunca ninguém disse que era um jogo para as massas!

          • Tá dificil Mário, infelizmente uma má interpretação levam pessoas a ter um julgamento contrário.

            No texto não vi que o jogo é um quadro da Monalisa ou uma torre Eiffel, mas vi que o que caracteriza estes exemplos como arte, pelo menos no modo mais simples, TLG também tem. Já alguns interpretam como o jogo sendo uma Monalisa.

            No artigo vi que não foi atribuído o gosto do filme Vingadores para algum leitor ou grupo de leitores do site. Mas teve gente que achou que isso foi uma atribuição.

            Torcendo para que consigam hackear o PS4 e façam um mod no TLG incluindo armas e que os Tricos(quem jogou sabe que existem mais de 1) sejam inimigos a serem abatidos.

            Quem saiba assim ele vire um “jogo”…

            PS: Não precisam hackear o PS4, só basta a Sony, com seu deficit financeiro de década, disponibilizar o jogo para PC

          • O problema lívio é a interpretação à letra das palavras OBRA PRIMA!
            O termo em Inglês nesse aspecto é melhor, Masterpiece, que se traduz como obra de mestre.
            Uma OBRA PRIMA não significa nem nunca significou um trabalho perfeito. Não significa que é melhor que outros!
            Significa isso sim que possui uma série de caracteristicas que o destacam. Algo único, pelo menos para a época em que foi criado pois depois as cópias fazem-se sentir.
            Uma pintura foto realista (e há artistas que conseguem isso) não é mais obra prima que o quadro “o grito”. Eventualmente ambos podem ser obras primas por diversos motivos, mas não é a qualidade final do produto que define isso. Se fosse assim, as obras primas apenas seriam realizadas pelos melhores… e isso não acontece!
            Uma obra prima é algo que se distingue, algo que… herr… espera! Tenho um artigo em cima sobre isso. 😉

            As pessoas acham que ao se dizer que o jogo é uma obra prima, se está a dizer que está ali um jogo melhor do que todos os outros. Uma elite! Na realidade não é nada disso! Mas o receio das pessoas em admitir é esse, o medo que se possa estar a dizer que o jogo tem um nível que outros de outras consolas não tem!

            Mas não é nada disso! The Last Guardian está longe de perfeito! Tem um ritmo de jogo pausado que a maior parte das pessoas não apreciam, tem bugs de câmara que no fundo são quase impossíveis de se evitar dado o confinamento propositado dos cenários, e tem um grafismo muito próprio, adequado ao universo e estilo de Ueda.
            The Last Guardian é uma obra prima pela forma como inova, como nos transmite sentimentos na própria jogabilidade, como conta uma história de grande profundidade sem ser dita uma única palavra pelas personagens. Enfim, não valea pena referir o que é obvio!

            O Neil Druckman, curiosamente o produtor do jogo mais perfeito até hoje lançado em consolas a nível gráfico, o Uncharted, considerou o jogo uma Obra prima e pediu um modo câmara poris queria tirar fotos e mais fotos. Mas quem é ele para perceber disto?
            O Del Toro tambem não percebe nada certamente, pois ele tambem veio dizer que considera que Ueda só produz obras primas! E certamente a imprensa tambem não percebe nada, apesar de serem poucas as análises que não possuem o termo obra prima metido lá no meio. Mas ok…

            Por exemplo, felizmente para todos que há padrões para se avaliar o que é uma obra prima, senão coitados de certos pintores.
            Por exemplo, compara este Van Gogh com este trabalho de Kyle Lambert.

            Um ao lado do outro, parece que o Van Gogh foi pintado por um miúdo de 15 anos, e que o outro é que é o “artista”, mas analisando com cuidado não vemos isso.
            Dos pontos de cima referidos no artigo (e que não serão únicos na avaliação de uma obra prima), o quadro de Van Gogh distingue-se por vários aspectos, mas acima de tudo por ter marcado uma era e ter ficado na história. Era na altura inovador! E por isso está na história da arte e nos museus.

            Esse é o principal ponto de The Last Guardian. Não há nenhum jogo como ele… É único, toca as pessoas, é primoroso e inovador e marca a história dos videojogos. Daí que sim, considero-o uma obra prima!

            PS: Sabias que aquilo que as pessoas dizem que é uma bug na IA, com o Trico a não responder é. segundo Ueda, algo propositado? A criatura não tem só IA, ela tem personalidade própria.

          • @Lívio
            Você acha como muitos aqui acham que jogo obra prima precisa ser um filminho para chorar se emocionar, tocar o coração, e ser sensível para sentir tudo isso, tendo esses quesitos ele vira um jogo obra prima!

            Jogo de tiro não pode ser obra prima, porque é um jogo bruto não é sensível e não toca o coração dos menininhos apaixonado, somente historia de superação amor,vira obra prima!!

            Nos cinemas isso nada mais é do que filminho de sessão da tarde!!

            Batlefield 1 como jogo é uma obra prima, nenhum jogo faz o que ele faz em um console, multiplayer com 64 jogadores, gráfico perfeito som perfeito, guerra larga escala, mas não é obra prima, porque não é historinha para mocinhos chorarem e se emocionarem, como jogo de vídeo game Batlefield 1 está muito acima!
            The Witcher 3 também, esses sim são obras, mas infelizmente não toca os corações dos apaixonados, por historinhas e amor!

          • Um jogo de tiros ou qualquer outro pode ser uma obra prima se cumprir com os requisitos de uma obra prima.
            E tocar o coração não tem nada a ver. Tem de tocar as pessoas, mas não necessáriamente no coração.
            Quanto os 64 jogadores online vê-se que desconheces MAG (pudera… é exclusivo da concorrência), que em consola, sendo igualmente um shooter, tinha 256 jogadores online, igualmente com tanques e helicopteros.

            https://youtu.be/zJQ_1kpI99Q

            Já The Witcher consideraria um épico… mas não o encaixaria em obra prima pois isso implicaria que o jogo definisse um estilo do seu director. E todos os Witchers tiveram directores diferentes (a não ser que falemos de cada jogo individualmente).

            Nota-se a dificuldade em compreenderes o que é o conceito de obra prima aqui usado, sendo que queres à viva força que o termo seja associado aos jogos mais vendidos e populares. Mas isso não é forçosamente assim.
            E assim sendo, não te responderei mais sobre este assunto.

            Leva lá a bicicleta.

          • Tudo bem Mário The Witcher 3, BF1 não é obra prima porque você que decide e sabe o que obra prima ou não, The Last Guardian é obra prima, porque você acha que é ok!!

            The last Guardian é o melhor jogos de todos os tempos a partir de hoje acho isso também!!

          • Igor… eu não me chamo Igor… e como tal não decido nada!
            Mas vamos fazer uma coisa.
            Vais procurar análises a BF1 ou a Witcher, e vais-me dizer quantas delas definem o jogo como Obra Prima… e depois vais fazer o mesmo a The Last Guardian, ok! E vamos comparar.

            Sabes que os malucos acham que o mundo é que está doido, e não reconhecem que são eles que estão errados. Tu aqui estás a ir contra o mundo porque o que ele diz não te agrada. E então o que fazes?
            Defines todos como fanboys porque o jogo em causa é da consola concorrente.
            O que me choca é que se e fosse um jogo da outra consola, aposto que estarias aqui a dizer que eram todos muito cultos.

            Ao menos eu no que digo defino e avalio por parâmetros que me foram passados por duas pessoas com estudos superiores na área das artes, e que refiro no artigo. Mas tu continuas na base do “eu acho que”!

            Queres uma obra prima que gostas? GTA! Não é pelos mesmos motivos clássicos, mas porque é uma obra prima em muitos outros parâmetros, quer técnicos, quer de programação. E ao menos aqui tens o Leslie Benzies como alguem na direção do primeiro, terceiro, quarto e quinto jogo, pelo que podes associar o título a um trabalho seu, e como tal a uma obra prima sua.

          • Desculpa Mário mas quem fica atrás de notas, listinha é Sonysta, eu não preciso ver analise para perceber como jogo de vídeo game The Witcher 3 está em um patamar muito acima do the last guardian, não tem nem como comparar!!

            E falando em analise, você vai aderir a petição que já começou a ter porque Horizon zero dawn está com 88 no metacritic, só uma curiosidade.

            Alguns aqui tenho quase certeza que já assinaram a petição de cancelamento de notas menores que 90!

            Horizon zero dawn mais uma obra prima Sony ta monstra mesmo só obra prima, esqueci de mencionar outra obra prima gravity rush 2 jogaço, obra prima!

          • Vês…estás mesmo a avaliar as coisas pela qualidade geral.
            Mas quem disse que Witcher não é melhor do que TLG?
            Claro que é! Há muitos jogos melhores do que TLG!
            Mas ser melhor não significa que algo não seja uma obra prima.
            Qualquer pintor de rua te faz uma caricatura tua de elevada qualidade. Bem superior do que o que vez num quadro de Miró ou mesmo de Van Gogh. Mas isso não os transforma em obras primas. Podem quando muito ser as obras primas daquele pintor, mas mais nada.
            Uma obra prima não é nem nunca foi necessáriamente o melhor alguma vez feito, mas sim algo que se distingue da média, que é diferente, que é marcante, e que reflete o trabalho e a personalidade de um artista. The witcher não faz isso, apesar de superior. Mas não vale a pena repetir-me.

            A tua noção de obra prima não é errada, mas é a popular, e não a artistica. E volto a insistir nos vingadores ou transformers, ou outros filmes do género face a um Citizen Kane ou um septimo selo, que por esses padroes seriam apenas filmes secantes e ultrapassados.

            E nesta discussão fico-me definitivamente por aqui!

            Quanto ao que referes sobre Horizon, isso é ridículo, e se está a acontecer, é de rir.
            Já o caso de Uncharted foi diferente! Aí um jornal fez uma avaliação sarcástica usando argumentos ridiculos (como o facto de o jogo possuir excesso de detalhe) para cortar a nota e o Metacritic aceitou-a e usou-a, o que abria um precedente. Fosse como fosse, tambem foi algo ridícula, mas o certo é que o Washinton Post fez duas análises ao jogo, uma boa e uma má, tendo removido a boa após a polémica para defender o seu jornalista.
            A má está aqui na secção Comic Riffs.
            https://www.washingtonpost.com/news/comic-riffs/wp/2016/05/12/uncharted-4-a-thiefs-end-review-this-four-part-series-should-have-ended-after-part-one/?utm_term=.88cc1f1d7825
            A boa estava aqui na secção Entretetenimento:
            https://www.washingtonpost.com/entertainment/review-uncharted-4-finds-brotherly-love-amid-spectacle/2016/05/11/f76beb2a-1773-11e6-971a-dadf9ab18869_story.html?utm_term=.9d45c4aa5512
            Como disse foi apagada, mas prova-se que existiu ao visitar um cache do url aqui:
            https://web.archive.org/web/20160512110640/https://www.washingtonpost.com/entertainment/review-uncharted-4-finds-brotherly-love-amid-spectacle/2016/05/11/f76beb2a-1773-11e6-971a-dadf9ab18869_story.html
            Pode-se ver a análise completa se carregares no simbolo da impressora do lado esquerdo. E não se casca no jogo.
            Ah sim… nenhuma das duas análises tem nota. Mas a má foi traduzida em 40/100.

          • Que belo filme TLG é, da próxima vez que eu for jogá-lo vou inserir o disco e esperar que o jogo…ops o filme vá até o final, pois já que é um filme só aperto o play e ele segue sozinho.

            Assim como The Order…

            Assim como The Last of Us…

            Assim como Uncharted 4…

            Tudo que citei são filmes que queriam se passar por jogos, por coincidência são todos da Sony.

            Só não lembra que Quantum Break também é um filminho, tem até série dentro dele que você fica 30 minutos assistindo….

            Mas tem Gears cujo lado emotivo também foi comentado por aqui.

            Só não se toca que em todo jogo você começa e já espera um determinado final, mas filmes são só os da Sony.

          • Igor, jogaste o jogo? Porque ainda não vimos prova nenhuma de que o tenhas jogado. E agora, depois de tudo o que te sentes no direito de dizer, cada vez mais provas que a única opinião que tens é de ver vídeos e ler insultos em fóruns.

            “the last guardian falha miseravelmente como jogo”

            Ai sim? E posso saber como? Pois, já sabemos, as metralhadoras não estão lá por isso falha.

            Para mim há muitos jogos que falham como jogos e que por acaso até têm metralhadoras.

            “sendo grafico de PS3”

            Pelo menos já evoluiu da PS2, mas não nem isso…

            https://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/t_original/imihnmeslnqe1f5k5yjn.gif

            https://aww.moe/v5l5jw.gif

            https://media.giphy.com/media/l2SqgsXd64x2a9LAQ/giphy.gif

            O aspeto é Last Gen, sim, mas tendo em conta a física aplicada à àgua, às folhas e penas do Trico, não há consola da anterior geração que te rodaste isto e a 1080p.

            “para um jogo é bem mediano”

            Fala quem ainda não provou se jogou ou não. Isto é a tua opinião, a minha é a de que o jogo está muitíssimo bem conseguido, e a mediania deixa-a para os CoD e afins, que muito provavelmente constituem o teu Top.

            “tenho que achar obra prima esse jogo porque os Sony Boys acham ”

            Não. Deves é respeitar a opinião de quem o jogou e falar com fundamento como exiges aos outros que o façam. Mas já percebemos que as outras pessoas têm que seguir regras que tu não te achas no direito de seguir.

            “The Last Guardian acima de tudo é um jogo, e obra prima para mim tem que ser perfeita no que ele é”

            A única coisa em que concordo contido. The Last Guardian no que é, é perfeito. E o que ele é, é um jogo em terceira pessoa, com um estilo visual distinto, com uma história envolvente e que ganha muitos pontos no departamento técnico com uma IA inovadora, animações excelentes e um estilo visual único.

          • Sobre essa dos gráficos de The Last Guardian ainda vamos ter muito que discutir 😉
            E nesta fase não digo mais nada 😉

            Já agora, o Fumito Ueda fopi premiado pela DICE com o prémio “Outstanding Achievement in Character” pela criação que é o Trico…

      • Sobre o Igor? Ainda espero uma resposta sensata ao comentário do Galvão e do questionamento do Bruno ainda referente aquele artigo de dias atrás.

      • Desde que ele comente com educação, tem tanto direito como qualquer outro de exprimir a sua opinião.

  5. Artigo caprichado, parabéns. Com certeza que The Last Guardian é uma grande criação artística, só é uma pena que esse notável projetista Fumito Ueda e sua equipe, demorem tanto para lançar uma novo trabalho.

    • O grande problema de se ser diferente e se poder criar algo que marque e seja inovador é que tens de fugir aos estereotipos de mercado. E isso leva a que, por norma, não tenhas produtos para as massas, mas sim jogos de nicho.
      O resultado são jogos como The Last Guardian, que apaixonam aqueles que possuem a sensibilidade para apreciar algo assim, mas são criticados pelo “povo”. São jogos com volumes de vendas baixos, cujo desenvolvimento é problemático. Jogos que, diga-se, nunca seriam lançados por outras empresas. A nível de inovação e aposta, a Sony destaca-se claramente, e é um dos seus fatores de sucesso. Oferece de tudo para todos, e não aposta apenas no comercial.
      Só este ano a Sony lançou Yakuza 0 que teve enorme aceitação a nível de notas e vendas, Nioh que repetiu a situação, Resident Evil 7 VR que revoluciona o VR, Gravity Rush 2 que teve elevadas notas, Horizon Zero Dawn que será outro sucesso, e Nier Automata será a seguir. Passaram-se menos de dois meses no ano, e neste periodo mais morto a nível de jogos, temos já estilos e variedades para uma larguissima plataforma que só podem ser jogados no hardware da Sony. Tenho imensa pena que no pico de vida destas consolas, a entrada para o seu quarto ano, a Microsoft não esteja a acompanhar com um suporte idêntico para a One, não tendo verdadeiramente nada de renome apontado para este ano (apesar que aposto que Forza 7, o quinto jogo do Franchising Forza na One, vai ainda ser anunciado) estando mais preocupada em falar da Scorpio e dos exclusivos que vai lançar para o PC!
      Eu como cliente e apoiante Xbox desde o início preocupa-me isto. Já os mais utópicos (para não lhes chamar outra coisa) acham que está tudo muito bem e optam antes por criticar os jogos da concorrência.
      Estou mesmo a ponderar uma carta aberta ao Phil Spencer sobre que raio andam lá a fazer e porque motivo as coisas estão neste ponto.

      • Acho que a possibilidade de carta aberta só após a E3. Foi como falei ou nesse artigo ou em outro, é de se chatear toda semana o Phil falar sobre um assunto, antes toda semana era sobre o Scorpio ser o hardware mais potente já feito, agora toda semana é a declaração de que está feliz com o alinhamento de jogos(e no meio do texto fala do Scorpio), até brincam que a semana só volta a normalidade quando surge a declaração semanal do Phil Spencer.

        Então acredito que coisas irão acontecer, novas IPs irão surgir e continuações de franquias serão anunciadas, esse ano não terá Gears ou Halo, mas nada impede de que sejam anunciados para 2018. E o Phil tem que cumprir com essas declarações do alinhamento, senão será taxado de mentiroso.

        Só fico triste que com certeza esses novos jogos serão desenvolvidos com o Scorpio sendo o hardware alvo, o que forçará em curto prazo de tempo a troca do One/Slim para Scorpio. Estejam cientes que o novo hardware deve ser vendido, pois é contraditório a MS gastar dinheiro em hardware, mas não em jogos.

        Então Mário, espere mais uns 4 meses, deixe acontecer as conferências MS e Sony, para só aí decidir sobre a carta aberta. Só após a E3 veremos quem estava certo, quem estava errado nos achismos.

        Calma, os jogos irão aparecer, não sei se ainda em 2017. Phil já declarou que irá anunciar os jogos que estão perto de ser finalizados, uma franquia conhecida consegue se vender 6 meses antes do lançamento, já uma nova IP não tenho tanta certeza.

        • Não Livio… esperaria 4 meses se não me interessasse pela Xbox ou pela indústria.
          Mas qual a lógica de ver uma supremacia de 4 meses da Sony sem dizer nada?
          As coisas estão mal já! E na E3 já se terá passado meio ano, com os jogos que ali sejam anunciados a sairem quando muito perto do final do ano.

          Não é este cenário que quero para a Xbox, tanto como possuidor e apoiante da marca desde sempre, como por ser um amante de videojogos. A concorrência viva e sadia é essencial, e a Microsoft não pode acreditar que se vendem consolas com hardware. O software é essencial!
          Este ano é a entrada no quarto ano de vida da consola (mais de 3), e a consola devia estar num pico de suporte pelo menos igual ao da PS4…
          Eu tenho um textozinho já alinhavado que irei usar como base para daqui a uns dias!

          • Não é questão de não se importar com a outra marca é assumir a realidade de que praticamente ela não tem algo de interessante até a E3.

            “Ver a supremacia da Sony por x meses” Isso sempre ocorreu, nos anos anteriores a janela de lançamentos Sony é mais frequente no primeiro semestre. Já a Sony vê a supremacia da MS no segundo semestre. Bem como a Sony irá ver a supremacia em hardware da MS por alguns meses e ficará/deverá fazer nada visto a má impressão de lançamento do Pro.

            Você pode até entrar em contato com a MS e certamente irá receber como resposta :

            “Agradecemos seu contato e apoio ao Xbox. Temos um ótima lineup para os nossos consumidores. Espere pela a E3 para maiores novidades”

            A diferença nesse ano é que o foco da MS é o Scorpio e poucos perceberam que após o lançamento do Gears 4 as únicas notícias positivas do One são no quesito retrocompatibilidade.

          • Eu sei Livio…
            Mas uma coisa é a Sony ter mais… Outra é a Microsoft não ter nada!
            O lineup até agora conhecido para a One é uma vergonha… não tem lá nada que me interesse, e não tem um único título que venda consolas. Crackdown 3 poderá ser o melhor, mas é demasiadamente dependente do online para eu considerar a sua compra. Não compro muitos jogos que sejam dependentes do online para funcionar pois como já dei a conhecer, gosto imenso de revisitar os jogos que mais gostei alguns anos depois.

            Uma carta aberta nunca chega ao destinatário, mas chega aos utilizadores… e se eles veem os argumentos e concordam, em vez de ser um a queixar-se, passam a ser muitos.

            O meu receio no meio de tudo isto são os fanboys… que são tão fanáticos que preferem não reconhecer que algo está mal, do que aceitar a realidade, e lutar por a melhorar. E cada vez mais me convenço que neste mundo, os fanboys são em um número acima do normal.

            Mas quanto a esses… da mesma forma que opto por não encher o website de publicidade intrusiva para que ele dê dinheiro, tambem não me preocupa se eles vão ou veem. Faço isto desde 2000 por mero gosto, para quem quer um website capaz de dizer as coisas pelas coisas e não ser mais um website politicamente correcto. E sei que quem aqui está, está cá por isso mesmo. Porque gostem ou desgostem do que é dito, sabem que nunca lhes menti na informação que lhes passei.

      • Quando PS4 ficou dois anos só lançando remaster e o Xbox One vários jogos, a mídia não falou nada porque sera..

  6. “Uma carta aberta nunca chega ao destinatário, mas chega aos utilizadores… e se eles veem os argumentos e concordam, em vez de ser um a queixar-se, passam a ser muitos.”

    Sim concordo, mas não vimos uma resposta concreta principalmente após o cancelamento de Scalebound e do rebuliço que foi, até agora só tivemos promessas, quem saiba “sonhos”, palavra que tanto falam para aqueles que optaram pelo PS4.

    Mas é uma decisão da MS, é aceitar e esperar até o meio do ano ou na pior das hipóteses até o último trimestre. Ela não vai apresentar algo nos próximos 4 meses e lançamentos possivelmente a partir de 2 meses após a E3. Então é ver e esperar esses 6 meses passarem.

    MS está ciente da insatisfação de uma parcela de consumidores, mas o foco agora é Scorpio com objetivo de vender o hardware, então ela dificilmente irá mover algo antes da E3.

    • Lívio… eu não vou resolver os problemas da Microsoft. Uma carta aberta apenas mostra a insatisfação pelo que se passa, apontando aquilo que se considera estar mal!

      • A insatisfação foi o que citei acima nos trechos:

        “…após o cancelamento de Scalebound e do rebuliço que foi…”

        “…MS está ciente da insatisfação de uma parcela de consumidores…”

        E o que considera estar mal por lá eu, você, a torcida do Flamengo e a própria MS sabe há tempos.

        Ela teve as escolhas dela, se ouviu/ouvirá a opinião de seus consumidores só saberemos no começo do ano que vem.

  7. Como um amigo de Forum definiu bem os jogos de Fumito Ueda:

    “Ele tenta passar uma experiência/sentimento com seus jogos, não se importando em desrespeitar conceitos pré estabelecidos de gameplay para chegar nisso.

    Mas, infelizmente, outros jogos (geralmente ocidentais) são apenas um amontoado de coisas q os consumidores querem. A essência se perde a fim de tornar o jogo no mais palatável possível para o consumidor.Em suma são apenas produtos.”

    Ao pensar nos jogos do Ueda fica claro que um jogo pode sim ser ‘arte” e ser considerado uma obra-prima.Algo que vai além da diversão superficial..

    • Exatamente! Aí está o ponto que as pessoas teimam em não perceber.

      Em poucas palavras resumes bem o porquê do jogo ser considerado uma Obra-Prima dos videojogos.

      É por ser algo completamente inovador e diferente, ser do formato geral, do produto de massas, ao mesmo tempo que é um jogo perfeitamente funcional,isto é, um videojogo de pleno direito.

      Além disso e mais importante: precisamente por o jogo ser arte. Nem todos os jogos, da mesma forma que nem todos os filmes podem ser considerados obras de arte.

      Mas enquanto o cinema é aceite comumente como a 7ª arte, os videojogos nem por isso.

      The Last Guardian prova que é possível um videojogo ser uma obra de arte.

      É por isso que é diferente e se destaca.

  8. Realmente é difícil para alguns entenderem que The Last Guardian se enquadra como obra prima. O jogo em si não é perfeito, mas depois que você joga algumas horas vc passa a entender porque dizem isso sobre o jogo.

    Eu simplesmente tenho que agradecer a sony por ter resgatado esse jogo e te-lo lançado.

    Essa geração shooter, multipplayer…..

  9. E Trico acaba de ser o melhor personagem de 2016 segundo a DICE.

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