O que podemos esperar de Horizon Zero Dawn?

É o primeiro RPG da Guerrilha Games. É a grande aposta da Sony para o inicio de 2017. Quem o jogou é unânime: o jogo está impressionante.

Atenção: este artigo contém imagens e algumas informações sobre o jogo que podem ser considerados spoilers. Se não queres descobrir nada a não ser quando estiveres finalmente a jogar Horizon Zero Dawn, então não leias este artigo.

Artigo do nosso leitor/colaborador Bruno Ribeiro

Muitos duvidaram que a Guerrilha Games o pudesse fazer. Dedicado a Killzone durante mais de 10 anos, série com muitos altos e baixos nas suas entradas, o estúdio holandês não era nenhum favorito no que toca a construir um RPG de acção, num mundo aberto que fosse ao mesmo tempo apaixonante e envolvente. E acima de tudo, de o conseguir fazer com uma jogabilidade que fosse à altura do que de melhor se faz hoje em dia. Ainda assim, tanto a Sony como a Guerrilha tomaram em mãos esta tarefa bastante difícil e o resultado, depois de 6 anos de muita dedicação, promete superar as expectativas de todos a todos os níveis.

O que se segue são um agregar de pontos retirados de previews de diversos jornalistas, que tiveram acesso a uma versão do jogo na fase final de desenvolvimento, e que  partilharam as suas impressões (e informações) recentemente, após o levantamento do NDA no final do mês de Janeiro.



História

1000 anos após um evento apocalíptico que ocorreu em meados do século XXI, o homem já não é a espécie dominante no planeta. Gigantescos robôs bio-orgânicos vagueiam pelo mundo recolhendo e transformando recursos naturais, desde plantas a minerais, com um propósito desconhecido. A sua origem é um mistério. Tudo o que se sabe é que estas máquinas pouco se interessam com os humanos a não ser que se metam no seu caminho. São ferozes e letais e podem arrasar, com determinada convicção, povoações inteiras.

A sociedade como a conhecemos desapareceu. A humanidade vive agora como vivia na Idade da Pedra,  em sociedades tribais com pouco ou nenhum conhecimento de tecnologia. Algumas tribos porém, são mais desenvolvidas que outras tendo um maior domínio sobre técnicas de manufactura, e uma sociedade mais organizada e hierarquizada. Entre as diferentes tribos desenvolvem-se por isso relações de trocas comerciais ou de disputa: tudo vai depender do que cada tribo tem a ganhar ou a perder. Este mundo não está, contudo, totalmente desprovido de tecnologia. Para além das criaturas robóticas, erguem-se imponentes, na paisagem selvagem, as ruínas do mundo antigo nas quais ainda existem artefactos tecnológicos que estes  povos encontram e aprendem a utilizar sem, contudo, perceber como e de que forma funcionam.

As ruínas do mundo antigo erguem-se, imponentes, no meio da paisagem selvagem dominada agora por criaturas robóticas.

O jogador controlará Aloy, uma jovem caçadora, que caça máquinas tentando obter delas as suas  peças e as matérias-primas, elementos necessários para contruir criar ferramentas e estruturas essenciais à sobrevivência das tribos. Aloy e o padrasto, Rost, vivem à margem dos outros elementos da tribo à qual pertencem, a tribo Nora. A nenhum outro elemento é permitido falar ou interagir com eles. Os motivos prendem-se com as origens da protagonista que desde cedo revela ser capaz de habilidades que a tribo vê com desconfiança (Aloy apresenta uma grande afinidade com os equipamentos tecnológicos do mundo antigo, algo que nessa tribo é tabu). A tribo Nora é baseada numa sociedade matriarcal: são as mulheres, as mães e as avós, que governam e tomam decisões e por isso a descendência e a ascendência de cada um tem um grande significado (isso é um dos motivos por trás da ostracização da protagonista, dado que é orfã e os  pais são desconhecidos). Será a sua jornada de crescimento, enquanto tenta provar o seu valor à sua tribo ao mesmo tempo que procura desvendar os mistérios deste novo mundo, que seremos convidados a vivenciar.

Aloy e Rost. O padrasto desempenha um papel importante na vida de Aloy.

Os jornalistas tiveram acesso entre 4 a 7 horas de jogo e no fim soube-lhes a pouco. A história é envolvente e o título consegue apresentar o mundo, as personagens e os seus mistérios de maneira a prender o jogador logo no primeiro momento. De forma unânime em todas as previews, a vontade de jogar mais e de saber mais foi uma constante. A história define toda a a gameplay e as próprias paisagens deslumbrantes que nos rodeiam e que encerram muitos segredos. Não haverão finais ou caminhos alternativos. Contudo, a forma como interpelámos as diversas personagens com que encontramos, algo que podemos decidir, terá um peso na maneira como reagem a nós e ditarão a forma como progredimos, o que não só dá liberdade ao jogador, como coloca, também, um certo grau de desafio.

Jogabilidade

Para primeira tentativa no género RPG, a Guerrilla parece ter acertado em cheio. O jogo inspira-se em referências como The Witcher, Assassins Creed, FarCry e The Elder Scrolls e promete não desapontar nenhum fã dessas franquias. O estúdio soube combinar com mestria os elementos de RPG, acção e plataformas. O jogo conta com muitas e variadas missões secundárias, que não parecem alheadas da história central, e com um sistema de progressão baseado na nossa experiência, algo a que já estamos habituados, e que é bastante completo, como se pode ver em baixo.

O sistema de melhorias é variado e muito bem organizado. As necessidade de desbloquear e usar as novas habilidades será notória no jogo.

O combate está bem equilibrado e desenhado. Os nossos inimigos, que tanto podem ser humanos de tribos rivais como as criaturas robóticas, são muito distintos entre si. Ao jogador será exigido ter uma mentalidade de caçador: primeiro aprender o que pode sobre as criaturas e depois delinear uma estratégia, seja isolando a presa, seja conduzi-la para uma armadilha, para a caçar. As criaturas robóticas andam geralmente em manadas e podem ora fugir, ora encurralar o jogador com os elementos mais perigosos que guardam as manadas (como o ThunderJaw em baixo) ou podem formar uma massa perigosa e correr na direcção do jogador esmagando-o. Cada criatura tem os seus pontos fracos e fortes e, por isso, cada confronto promete ser desafiante e não repetitivo. O jogador será obrigado  a delinear uma estratégia,  a aprender usar o ambiente em redor em seu proveito, seja para se esconder entre as ervas altas para apanhar a presa isolada do grupo e desprevenida, seja estudar o terreno para saber onde montar  armadilhas, para apanhar alvos específicos.



Os inimigos são grandes, rápidos, resistentes e estão, literalmente, armados até aos dentes. O confronto direto é quase sempre a pior opção.

O jogo promete ser bastante dificil. Alguns jogadores já tiveram acesso a cópias do jogo (algumas lojas venderam-nos antes da data oficial de lançamento), e equiparam-no a um jogo da série DarkSouls, mesmo em dificuldade normal. O próprio Herman Hulst da Guerrilla Games desejou boa sorte a quem quisesse acabar o jogo a 100%.

Gráficos

Desde os primeiros vídeos que o jogo impressiona graficamente mas, apanhado no meio da revelação da PS4 Pro, chegou-se ao fim sem se saber se os vídeos revelados eram representativos do hardware mais poderoso da consola Pro, ou do poder bem aproveitado do modelo base. Agora que vários jornalistas tiveram a oportunidade de o jogar em primeira mão, chega a confirmação: tudo o que vemos até agora rodará a 1080p a 30 fps na PS4 base com a PS4 Pro a receber apenas uma melhoria na resolução (estima-se 1600p).

Eis imagens da versão Standard:



Vegetação luxuriante, personagens detalhadas e um grande Draw Distance – estamos perante um jogo que representa um novo standard gráfico.

Nota-se que o jogo é rico em detalhes e impressiona o que a Guerrilha Games conseguiu extrair do hardware da PS4. O mundo é efectivamente aberto: o estúdio garante que os jogadores poderão deslocar-se para onde quiseram logo no inicio (excepto na sequência introdutória), ou seja, não estamos perante um sistema de hubs que vimos no reboot de Tomb Raider. E é, também, extenso, como se pode ver no mapa em baixo (embora não seja o maior a que já tivemos acesso nesta geração) contando com regiões variadas, desde cânions no deserto, a tundras, a planícies de montanha, a florestas tropicais, a montanhas geladas. A vegetação é luxuriante, abanando individualmente ao vento e reagindo realisticamente às personagens que por elas passam, o que é notório nas ervas mais altas. O Draw Distance é excelente – a paisagem parece ir até onde a vista alcança e as montanhas no horizonte estão bem detalhadas, como é possível ver nas imagens anteriores (em cima).

O mundo de Horizon. O que mais impressiona é a variedade de ambientes.

Os modelos das personagens são incrivelmente detalhados. Olhos vivos e realistas, pele, roupas e cabelos bem texturizados e animados por físicas, e uma animação excelente. O impressionante de tudo é que este nível de detalhe foi aplicado a todas as personagens quer principais quer os vários NPCs espalhados pelo mundo, com um sistema de animação facial que, apesar de não ser captado por movimentos, consegue passar muito bem como se assim o fosse. As diversas cutscenes são pré-rendidas mas, diz quem o viu, que a diferença para a personagem em plena gameplay é muito pequena. O grande ponto negativo que foi apontado, foi uma espécie de dessincronização nas animações com o som, sendo tanto a intrepretação do ator, como a sincronização com os lábios das personagens muito mau. Esperemos que seja algo que venha corrigido na versão final, até porque, haverão várias dobragens, conforme a região e é algo que aí é fácil de corrigir.

O  HDR é um elemento fundamental e o jogo faz bom uso dele. Graças ao HDR, houve quem estivesse a jogar o jogo na PS4 normal e pensasse que o estava a fazer na versão Pro. A paleta de cores é tão variada que esta característica ajuda a acentuar e a revelar cada detalhe, cada variação de cor, ajudando a criar um mundo vivo e vibrante. O jogo definitivamente tira todo o proveito dele e apesar de já ser impressionante na PS4 normal, beneficia completamente da maior resolução do modelo Pro (ou seja, há diferença e é notória, mas quem tem a PS4 base não sairá defraudado).

O video em baixo foi capturado no evento que ocorreu no estúdio em Amesterdão, pelo que se sabe, directamente da versão normal da PS4. Podem julgar os gráficos por vocês mesmos:

Conclusão

Horizon Zero Dawn promete ser a grande nova IP que definirá esta geração, tal como Uncharted ou Gears of War o foram na geração passada e Halo na anterior.  Irá certamente definir um novo standard gráfico mas isso já sabia desde a primeira revelação e das muitas imagens e vídeos já revelados, tendo tudo para ultrapassar Uncharted 4 como expoente máximo desta geração nesse aspecto. No entanto, a grande questão era o mais importante, isto é, a história e gameplay. Pelas reacções dos vários jornalistas,  a Guerrilla cumpriu magistralmente nestes dois requesitos e entrega  ao nível do melhor que se faz hoje. Horizon Zero Dawn aparenta ser, por isso, um excelente trabalho da Guerrilla Games, um estúdio sempre tecnicamente competente, mas que nunca conseguiu construir jogos que apaixonassem o público como outras grandes franquias o fizeram. Com este título, isso pode estar prestes a mudar.

Horizon Zero Dawn chegará à PS4 em Portugal no próximo dia 1 de Março.

Nota por Mário Armão Ferreira – Atualmente algumas pessoas jogam já o jogo dando imensos elogios ao mesmo, particularmente às missões secundárias, que estã a ser definidas como “significativas” e “diferentes”. Ao que tudo aponta a Sony possui um grande vencedor em mãos.

Fontes: Eurogamer, The Verge, GameReactor, CNET, IGN, Ars Technica, WccfTech, Polygon, SegmentNext, TechRadar, The Guardian

 



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Readers Comments (32)

  1. Sem duvida um dos melhores de 2017, ontem tive a oportunidade de ver um screenshot do jogo de um user que pegou o jogo vazado, incrivel como nas arvores é possivel se perceber as formigas a subir e descer nas mesmas com folhas, incrivel esse nivel de detalhes para um open world, não sei se chega ao nível de Uncharted mas certamente a Guerrilha está de parabens pois sai da mesmice de Killzone para nos entregar uma experiencia sem duvida fantastica.

    Abaixo o link das imagens que o user postou no twiter:
    https://twitter.com/user/status/832346398473359361
    https://pbs.twimg.com/media/C40WjlgUYAA-rlr.jpg:large
    https://pbs.twimg.com/media/C40TSrHUkAAKrfk.jpg:large

  2. Bom texto, parabéns. Comprei um Ps4 Mário com Uncharted 4 então, quero tirar uma dúvida: minha TV é 4 k com Hdr, modelo LG uhd 6150, quando nas opções do jogo tento habilitar o Hdr não funciona… No console já está habitado a opção hdr automático.. É um Ps4 base. Desde já agradeço a atenção.

  3. Off topic:

    Já a algum tempo temos ouvido inúmeras vezes que a Microsoft está comprometida com os jogos de PC. E enquanto realmente houve alguns esforços para ganhar novamente os jogadores da plataforma, também cometeram vários erros estúpidos (UWP e Win10).
    Em sua última entrevista com o Major Nelson, Phil Spencer, responsável pelo setor Xbox afirmou que a Microsoft lançará alguns jogos exclusivos para o PC no futuro:

    “Eu sei que várias pessoas olharam para os nossos primeiros lançamentos de PC e disseram . E sabemos que os jogos de hoje levarão de dois a três anos para realmente se construir um bom jogo.

    Eu olho para Halo Wars 2, eu acho que é um bom jogo para PC. Mas você sabe, vamos ser honestos; Um gênero que começou no PC como RTS, que em Halo Wars 1 se levou ao console, e agora com Halo Wars 2 estamos enviando em ambas as plataformas.

    E as pessoas vêem isso como . E nós vamos dizer sim. Mas eu direi que, a longo prazo, o Windows é incrivelmente importante para a Microsoft, e o jogo é uma das atividades mais vibrantes que acontecem na plataforma Windows, e a equipe do Xbox agora executa jogos para a Microsoft.

    Gaming no PC é algo que estamos comprometidos, vamos ter mais coisas para falar. Nós vamos ter jogos apenas lançados no PC e vamos ter jogos apenas lançados nos consoles. E jogos de PC são criticamente importantes para a empresa.”

    Com isso, Phil Spencer afirmou que haverá exclusivos para PC e exclusivos para o console da Microsoft. Portanto, será interessante ver se os jogos triple A da Microsoft permanecerão em seus consoles ou se o PC realmente receberá um título exclusivo triple A.

    http://www.dsogaming.com/news/xboxs-phil-spencer-there-will-be-more-pc-exclusives-games-more-details-coming-in-the-future/

    • Seria uma má ideia se eles decidissem por exemplo lançar um game AAA com muito potencial no PC e não no console. Seria uma má idéia por que o público do console se sentiria traído e no PC não gera a mesma receita.
      Os jogos que realmente fazem um sucesso no PC ainda hoje são League of legends, World of Warcraft, DOTA, Counter Strike. Esses são os games imbatíveis. Pode ser que a Microsoft queira ter o seu “League of Legends”, um tipo de game que se da bem no PC mas não faria muito sentido no console. Ou de repente eles podem voltar forte com Age of Empires.
      Apostar em jogos típicos de PC m consoles não é o melhor caminho. Veja Halo Wars, um RTS. Muitos jogadores de console nem sabem o que é um RTS. Para que o game seja jogável no Joystick, várias adaptações e simplificações foram feitas, resultado, jogadores experintes de RTS sentem que Halo Wars é um jogo muito simples para o gênero.
      Esse é um tipo de game, candidato a não existir em consoles.
      Já exclusivos apenas de console, hoje em dia eu não vejo motivos para existir, a não ser que seja um projeto que não vale o investimento extra no PC, mas com Diectx 12 no Windows 10, a portabilidade se torna muito fácil. Então não faz sentido, seria só para dizerem, veja existe um único exclusivo que só quem tem o console pode jogar. É tipo agora, só no console existe Sunset Overdrive, Forza 5, Forza Horizon 2 e as versões completas de Halo 5 e Forza 6. O PC tem só um Forza 6 reduzido, batizado de Apex, e o modo forge do Multiplayer do Halo 5.
      Qualquer coisa jogada em consoles podem ser jogadas em PC, já o contrário não é exatamente verdade. O PC é uma plataforma muito mais versátil. Então tudo seria uma questão comercial, e eu não duvido que possa vir a ocorrer.
      Tenho total convicção de que a Microsoft tem jogos a revelar que pretende fazer junto ao Scorpio. Não tem segredo nenhum nisso, é estratégia de marketing. Todo mundo dá o ano da Microsoft como morto após o cancelamento de Scalebound. No momento em que fizerem a revelação completa do scorpio, ela precisará mostrar jogos, e certamente não será com jogos já vistos como Sea of Thieves e Crackdown, ou a versão 4K de Gears of War 4 que ela vai vender o console. Então certamente, eles tem algo novo para anunciar com a tarja “Real Time on Xbox Scorpio System” e a revelação de que chega já em 2017 e outras coisas para 2018 como o inevitável Halo 6.
      Aí entra a jogada do meu palpite. Certamente o Scorpio não tem exclusivos, e nem tem por que ter pelos próximos 2 anos no mínimo. Fazer isso é ignorar uma base de 30 milhões de xbox one em uma geração que ainda não atingiu a estagnação de vendas e jogar milhões dólares numa fogueira. Ninguém é idiota a tal ponto.
      Porém, faz sentido os jogos terem apenas as versões Xbox One e Scorpio. Comercialmente, impedindo que exista uma versão PC que poderá rodar o jogo em 4K com 60fps e maior fidelidade gráfica, o Scorpio se torna um produto mais valorizado e com maior atenção de mídia.

    • Tecnicamente, já tens exclusivos na Scorpio… Os jogos VR! Agora o resto é aguardar. Eu concordo com a perspetiva de que a consola é uma consola para os 4k nativos (acho que com otimização extremas se pode chegar lá ou então a resoluções superiores à Pro usando o checkerboard redendering). E isso faz sentido na medida em que permite ter esse acréscimo de resolução e trazê-lo para o PC diminuindo ainda mais o custo do PC gaming. Disso não tenho duvidas.

      Porque a mim não me restam dúvidas que a Scorpio tem essa objetivo: permitir diminuir os custos de hardware para rodar jogos a 4k (ou próximo) no PC. Depois de tudo o que a Micrsoft tem feito, e do tanto que tem aproximado a Xbox do Windows 10 acharia muito estranho que a Scorpio tivesse jogos optimizados para ela e que a Microsoft não proveite isso para o PC, no DX12.

      Na perspetiva de negócio da Microsoft, sim não faz sentido existirem exclusivos XBox. E isso já aqui foi discutido se é bom ou mau. Agora na perspetiva da consola Xbox isso é péssimo. Porque mais uma vez a consola torna-se o mínimo denominador comum, e no meio de tanto cancelamento de jogos a questão fica sobre qual o compromisso da Microsoft com a consola. Mesmo mais dois anos de suporte é uma valente treta para uma consola pela qual pagaste 500$ em 2013!

      Isto sem falar sobre a célebre questão do online partilhado, que é uma espada de dois gumes.

      Não podes negar esta realidade. E é essa a grande questão,não tanto se irão haver ou não jogos exclusivos para o final do ano, que serão anunciados na E3 (disso não tenho duvidas, a MS já conseguiu uma E3 cheia de exclusivos em 2014 e pode repetí-lo este ano, aliás Phil Spencer já se comprometeu a revelar somente jogos que irão ser lançados até à próxima conferência e estaria apenas a cumprir a promessa). Aliás esse é um tópico que se vê dos dois lados: uns dizem que a PS4 não tem exclusivos porque deixa o período Setembro a Dezembro vazio, e agora a MS é criticada porque deixou o período de Janeiro a Julho (ou Setembro-Novembro), vazio.

      Mas a questão do morto não tem muito a haver com isso mas mais com os cancelamentos, o lançamento iminente da Scorpio, o facto de se saber que os jogos VR só rodarão nele, e claro, a sombra do DX12 e dos exclusivos que a Microsoft cada vez mais partilha entre consola e PC e vai partilhar de futuro.

      Estas são as atitudes que levam as pessoas a pensar se a Xbox ONE está morta ou não. Porque os cancelamentos, no meio disto tudo deixam dúvidas sobre o compromisso com a consola.

      • Bruno… há coisas que se me escapam.
        Quando a Microsoft vem dizer que pretende unificar a consola com o PC, criando uma plataforma em vez de uma consola, e dá passos nesse sentido ao criar o UWP, vir agora dizer que vai ter exclusivos consola e exclusivos PC é um contrasenso total.
        Ainda por cima a Microsoft não tem grandes recursos a nível de firsts e ainda vai dividir o pouco que tem por duas plataformas.
        Mas a ideia é que elas sejam uma só, ou que sejam separadas? Porque as duas coisas em simultâneo não se pode ter. Ou a Microsoft acha mesmo que as pessoas vão comprar as duas plataformas por um ou dois jogos exclusivos por ano?
        A Microsoft continua sem saber o que quer… e anda como sempre andou, ao sabor do vento! Pensei que isso tinha mudado com Phil Spencer, mas vejo que não.
        A one tem agora 4 anos. Deveria estar no pico do seu suporte. Mas para 2017 a Microsoft de pálpável tem muito pouco (apesar que certamente teremos mais um forza para este ano anunciado na E3). Com excepção do Indie Cuphead, não há um único exclusivo Xbox este ano que eu diga “este tenho de ter”.
        Em dois meses a Microsoft tem um único jogo exclusivo com algum nome, o Halo Wars, mas que de Halo só tem mesmo o nome. É um RTS e se for como o primeiro nem sequer era grande coisa, com grandes desiquilibrios entre as unidades e raças. Não é um título que venda consolas.
        Nestes mesmos 2 meses, e sendo esta uma época baixa, a Sony teve ou terá sucessos como Nioh, Yakuza 0, Automata e Horizon: Zero Dawn.
        O mercado está completamente partido. A Microsoft este ano não está cá verdadeiramente. E o que tem para combater isso? Novo hardware!
        Ora bolas… mas se não suporta convenientemente o que tem, como vai convencer as pessoas a irem para o próximo? Especialmente vindo dizer que tambem vai suportar o PC com exclusivos?
        Como disse, há coisas que me escapam…

        • Eu sei Mário e concordo contigo! Mas temos que ver também no que é que a empresa tem apostado. Eu duvido que a Xbox esteja a ser um sucesso na Microsoft. Basta ver que já nem referem números de vendas, ou unidades enviadas para as lojas, mas apenas números de horas online de utilizadores que pelas contas nem estão todos na ONE.

          Depois, todos estes cancelamentos… Não estamos a falar de uns projetos quaisquer! Estamos a falar de jogos já anunciados e alguns em fase beta. Isto é muito grave!

          Há quem prefira acusar os developers de incompetência, de dizer que estão ultrapassados e que são overrated, ou justificar que os custos eram muito altos (para depois se vir dizer que à Microsof não lhe falta dinheiro para suportar a divisão – curiosamente isso impede-a de financiar jogos).

          Eu olho para isto como aquilo que já se começa a adivinhar, falta de compromisso para com a consola. Aposta forte no PC. Mas é apenas uma suspeita minha, posso estar errado.

          Depois de todo o trabalho que a empresa teve em unificar as plataformas, em cria o DX12, coloca o Windows 10 na consola, está prestes a colocar um modo especial para rodar jogos no SO, e agora desistiria de todos este conceito para suportar as plataformas individualmente? A Microsoft está a construir algo, e a aposta que ela tem é no PC.

          Eu não duvido nada que consigamos ter grandes anuncios na E3. A Microsoft já surpreendeu antes pela positiva na E3 de 2014, e uma associação com a Crytek e a THQ Nordic, duas companhias que precisam urgentemente de dinheiro, pode resultar em exclusivos interessantes. Além disso, duvido que Phil Spencer andasse a repetir vezes sem conta que está muito contente com os exclusivos para este ano se não tivesse nada na manga.

          Essa história de separar as àguas, não me parece… no caso da Microsoft não faz sentido. Pelo menos essa história de exclusivos consola.

          • Bolas… continuas moderado… e não estás… não sei o que se passa

            PS: A remasterização do Phantom Dust… deve ser… senta-te… 480p! Re-escala para 1080, como todos os jogos, mas a resolução nativa deve ser ser a mesma do jogo original.

            https://pbs.twimg.com/media/C3dYW0ZXUAAId7f.jpg

          • OMG! Isso nem remastirização é… Pelo amor de Deus!

            Eles basicamente estão a pegar no jogo original, reescalam a resolução e entregam-no assim.

            Provavelmente entrará no programa de retrocompatibilidade, ou algo.

            Mais um anuncio da E3 de 2014 que foi pelo cano abaixo!

          • Não… nada de retrocompatibilidade… é nativo!
            PS: Desculpa a moderação.. não consigo perceber o que se passa! Mas os teus dados não estão lá!

          • A coisa tem dado o que falar. Aparentemente o jogo usa a geometria e as texturas originais, mas poderá correr nativamente a mais de 480p.
            Seja como for, o resultado não será muito diferente do jogo original.

          • Estou muito curioso no que vai rolar na E3 desse ano. Já é de se chatear toda semana vem Phil Spencer dizer que está confiante no alinhamento dos jogos no Xbox(plataforma, não console).

            Com certeza trará boas notícias, pois tem que vender o novo hardware a ser lançado. Assim como coloquei em um comentário na Eurogamer creio que a MS apostará em anunciar os jogos que muitos pedem no Xbox, por exemplo o Alan Wake 2 e um novo Conker, seguindo assim o modelo das últimas conferências da Sony na qual foram anunciados jogos que tantos pediam , por exemplo um novo The Last of Us, um Crash… Teve uma conferẽncia que vi Phil com uma camisa do Battletoads, quem saiba esse jogo sairá também.

            Mas estou mais ansioso por essa E3 devido a MS ter antecipado em 1 dia a sua conferência. Se antes ocorria no mesmo dia que a da Sony e mesmo assim dava tempo da Sony em sua conferência responder ao que a MS oferecia, imagine agora com um dia de diferença entre as duas.

            Finalizando lembro que por muitas vezes via leitores tanto aqui quanto em outros sites perguntando sobre a demora do lançamento de certos exclusivos Sony, por exemplo GT e GoW. Esse ano começarão a vê-los pois a Sony tem que ter algo que tente abalar a venda do novo hardware da concorrência e nesse caso deverá ser com suas franquias mais conhecidas, se antes eu achava desleixo da Sony em atrasar seus jogos por ser a que mais vende na geração, agora já começo a achar que ela também já sabia sobre o provável novo hardware da MS e para isso segurou seus jogos para assegurar as suas vendas já a partir do final desse ano.

          • Eu diria que já começaram a vê-los.

            Por acaso não se tem dito nada, mas reparaste no inicio deste ano? Tiveste em Dezembro The Last Guardian um jogo que até há bem pouco tempo muita gente pensou que nunca iria ver a luz do dia, e que ano após ano estava nas previsões. Depois só em 2017 tiveste Gravity Rush 2, muito bem recebido pela crítica, Yakusa 0, igualmente muitíssimo bem recebido. Isto em 2 meses. Na próxima semana chega Nier Automata e depois Horizon.

            Além disso, temos Spiderman, The Last Of Us 2, God of War, Days Gone, Death Stranding, Final Fantasy VII remake, e isto só em exclusivos anunciados e dos quais podemos ouvir falar na E3.

            A Sony tem anunciado jogos com anos de antecedência, mas é algo que descreve o que é que as pessoas podem esperar. E tem entregue! Tarde, mas tem. O único jogo por entregar, creio eu, foi The Agent, para a PS3.

            Acho que isto deve calar quem dizia que a consola não tinha exclusivos.

      • “…o facto de se saber que os jogos VR só rodarão nele..”

        E se analisares verá que a MS foi a única nessa geração que forçou/forçará ao usuário a troca de equipamento caso queira desfrutar de alguma característica em game. Veja o HDR, quem tem o XOne base e queria desfrutar desse recurso(tendo uma tv HDR é claro) tem que realizar a troca de modelo para Slim ou Scorpio. Para jogos VR(que por enquanto não faz a mínima diferença para alguns jogadores) quem tem o One/Slim deverá comprar o Scorpio. E isso pesa mais para aqueles que compraram na época de lançamento.

        Sei que irão comparar¹: “E o upscaling 4K do PS4? Quem quiser usar tem que comprar o Pro.”. Nesse caso pergunto, ambos os hardwares de modelos base tem capacidade de rodar esta resolução?

        Sei que irão comparar²: “Para rodar o VR no PS4 é necessário comprar o adaptador.”. Mas nesse é mais vantajoso comprar o adaptador incluindo o capacete e usar no equipamento que você já tem ou comprar um novo console e ainda o capacete fora algo que possa ser necessário para o VR?

        São coisas a se pensar.

        • São sim senhor.

          Por muitas críticas que se façam à Pro, por muito que se critique a Sony por abandonar os jogadores da PS4 normal, é necessário ponderar o seguinte:

          Quem deu 399$ por uma PS4 em 2013, tem hoje uma consola que suporta HDR, e suporta o VR.

          Quem deu 499$ por uma Xbox ONE em 2013, tem hoje um pisa papeis chamado kinect, e uma consola que não tem VR nem HDR(mas que tem retrocompatibilidade).

          • Eu fico aqui me perguntando.Um fã incondicional de uma marca consegue de alguma forma apreciar a arte de um concorrente.Até quando teremos que nos orientar somente por um único algoritimo.O tema seria sobre o debate de ideias sobre um jogo e users começam a direcionar o debate para um campo de batalha onde não haverá fim. É como você exemplificou Bruno no seu comentário sobre o jogo Last Guardian rebatendo um outro user,direcionando que certos jogos te trazem a tona decisões de caráter,amizade e lealdade,mas parece que preferimos ter como obstáculos guerras de consoles,guerra de gente que gosta das mesmas coisas(jogos eletrônicos)em um ambiente que a cada momento aparecem novas armas e o debate vira uma guerra mundial.as vezes temos oportunidades de redirecionar-mos nossos costumes e infelizmente ficamos no mesmo lugar em uma trincheira levando chumbo e mandando outro.Dificil entender esta geração que nasceu após PS1.Fica aqui meu comentário que acho eu que HZD será um grande jogo e quem ganha somos nós jogadores de jogos,independente de plataforma.

          • Ewertom… tens razão no off-topic, embora não seja tanto assim, porque o que aqui estamos a falar é no que é que poderemos esperar de futuro e no estado atual das coisas, em termos de exclusivos.

            Sobre a terceira guerra mundial. Não se disse nenhuma mentira e liberdade de expressão, desde que com respeito, e fundamento, ainda me cabe e a ela tenho direito.

          • Bruno… continuas moderado! E não sei porque! Há qualquer bug no software!
            Tenta fazer login na PCManias… e depois comenta. Os campos aparecem preenchidos e não deve ficar moderado.
            Experimenta!

  4. Só sei que espero que o jogo não me decepcione, irei realizar a pré-venda em uma loja local para garantir que pegue pelo menos com o menor preço e se possível pegar no dia 01/03, já que nem esse dia é garantido devido o carnaval. (28/02 é feriado de carnaval no Brasil 🙁 ) Torcendo para que chegue na loja no dia 27/02, é difícil acontecer, mas não é impossível.

  5. Bruno, parabéns pelo artigo ficou muito bom 🙂

    • As primeiras reviews estão aí… a maioria é 90 ou 100!

      • Ótimas noticias, mais um grande game para o inicio de 2017. Esse ano começou com tudo e vai ser difícil acompanhar esse ritmo de bons lançamentos até o fim do ano a carteira vai sofrer demais.

        • Pois é, não dá para comprar tudo, tive que escolher entre ele (horizon) ou nioh. Grana ta curta, mas depois pego o nioh. Ainda quero pegar o RE7, chash e o Spider man que ainda não tem data de lançamento, mas acho que deve sair no lançamento do filme.

          E para fechar o ano bem que a sony poderia lançar o God of War em novembro. :O

          • God of War em Novembro?

            Ainda por cima este ano em que teremos Red Dead Redemption 2, Prey, Mass Effect Adromeda etc.?

            Não acho boa ideia. Ainda por cima a Sony no espaço de 2 meses lança 4 exclusivos, algo que eu já acho muito errado.

            A minha aposta passa pelo lançamento de Detroit em Dezembro e talvez GT Sport entre Setembro-Novembro. E fecha o ano, que já está muito bom. É preciso dar espaço ao mercado para respirar, senão os jogos canibalizam-se entre si e a coisa não dá lucro!

            Por mim God of War chegará em Março de 2018, seguido de KNack 2 lá para o verão e nesse ano teremos lá para o final Days Gone. Em 2019 Spiderman e TLoU2 e em 2020 Death Stranding.

            Acho que este devia ser o calendário da Sony para o que já sabemos.

    • Não tive oportunidade de o dizer antes.. obrigado, Andrio.

  6. Muito bom o artigo. Quando uma grande produtora tem tempo e dinheiro a disposição, facilita desenvolver um grandioso título, mas é claro que o talento da equipe conta muito.

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