Os jogos de 2016 para vários nomes da industria

Independentemente do que as votações mostram, os melhores jogos não são considerados os melhores por todos nós. A lista que se segue inclui os tops 5 de 2016 vindos de vários nomes da industria dos videojogos.

As listas dos top 5 melhores jogos de muitas das personalidades da indústria nem sempre batem certo com as nossas preferências. Eis aqui o top de algumas pessoas ligadas à industria e que resolveram partilhar os seus conceitos de melhores jogos do ano. E acreditem que ficarão surpreendidos com muitos deles!

Ian Dallas

Director criativo e artista da Giant Sparrow, sediada em Santa Mónica, na Califórnia, tendo trabalhado em conjunto com a Sony em jogos como The Unfinished Swan.

  1. Clustertruck
  2. Inside
  3. Superhot
  4. Firewatch
  5. Darkest Dungeon

Este top é peculiar pelo facto de não possuir um único jogo AAA no mesmo. O facto de a personalidade em causa estar igualmente ligada a uma empresa criadora de jogos Indie poderá ter pesado nas suas escolhas.

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Retomando o nosso artigo

Cory Davis

Director criativo, designer e músico da Tangentlemen, trabalhou em conjunto com a Sony para Here They Lie.

  1. Inside
  2. Firewatch
  3. The Witness
  4. Final Fantasy XV
  5. Tilt Brush

Mais uma vez um produtor ligado a jogos de menores valores de produção que escolhe maioritariamente jogos dessa categoria. Final fantasy XV é a excepção aqui!

Mathijs de Jonge

Director de jogo da Guerrilla Games, estando ligado à Sony e a Horizon Zero Dawn

  1. Titanfall 2
  2. The Last Guardian
  3. Uncharted 4: A Thief’s End
  4. Severed
  5. Monster Hunter Generations

Uma escolha bem diferente das anteriores vinda de alguém ligado a jogos AAA.

Rex Dickson

Funcionário da Electronic Arts, é o Director Criativo no franchising Madden.

  1. Oculus Touch (qualquer jogo associado ao oculus)
  2. Far Cry Primal
  3. Adr1ft
  4. Legend of Heroes: Trails in the Sky SC
  5. Madden NFL 17

Curiosamente Madden, o jogo que produz, não falta na sua lista, apesar da última posição. E nem ficava bem, ou ficava?

Neil Druckmann

Director criativo na Naughty Dog envolvido em jogos como Uncharted 4 e The Last of Us

  1. The Last Guardian
  2. Inside
  3. Super Mario Run
  4. Rez Infinite
  5. Dishonored 2

Se calhar, analisando o top de Neil, Madden podia ter ficado de fora no top anterior, não?

Matt Firor

Atualmente na ZeniMax Online Studios foi um dos envolvidos na criação de The Elder Scrolls Online

  1. Firewatch
  2. Fallout 4: Far Harbor
  3. Dishonored 2
  4. FIFA 17
  5. Battlefield 1

Um Fifa??? Enfim… gostos não se discutem!

Nina Freeman

Actualmente na Fullbright , Nina é uma designer de videojogos conhecida por jogos com temas ligados à sexualidade como Cibele

  1. Soft Body
  2. Overwatch
  3. Self Love Hotel
  4. Swap Sword
  5. Makeup Madness

Enfim… Gostos. Mas um jogo de maquilhagem? Convenhamos…

Steve Gaynor

Escritor e designer, igualmente na Fullbright trabalhou em títulos como Gone Home)

  1. Quadrilateral Cowboy
  2. Firewatch
  3. Fitz Packerton
  4. Hitman
  5. The Last Guardian

Apesar de considerar que chamar a The Last Guardian uma obra prima não lhe faz justiça, uma frase com a qual concordamos, as suas primeiras escolhas fazem-nos questionar o seu conceito de bom. Mas ok, gostos são gostos!

Kazuyuki Hoshino

Trabalha na Sega na Sonic Team e esteve envolvido nos jogos de Sonic the Hedgehog

  1. Clash Royale
  2. Pokémon Go
  3. Titanfall 2
  4. Lego Dimensions
  5. Final Fantasy XV

Clash Royale? É sem dúvida um excelente jogo. Adorei-o até perceber que é apenas um sorvedouro de dinheiro! E por isso, vê-lo aqui… não me deixa de chocar um pouco!

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Retomando o nosso artigo

Kazutoki Kono

Ligado à Project Aces e aos jogos Ace Combat é produtor de videojogos

  1. Dark Souls III
  2. Life Is Strange
  3. Rez Infinite
  4. Pokémon Go
  5. The Last Guardian

Drew McCoy

Produtor da Respawn Entertainment e ligado a jogos como Titanfall)

  1. Devil Daggers
  2. Doom
  3. Pokémon Go
  4. Hyper Light Drifter
  5. Ori and The Blind Forest: Definitive Edition

Mais uma vez gostos são gostos! Mas as primeiras escolhas destes senhores estão-me a dar o que pensar!

Arthur Parsons

Ligado à TT Games e a Lego Star Wars: The Force Awakens)

  1. Inside
  2. Uncharted 4: A Thief’s End
  3. Pokémon Go
  4. Ratchet & Clank
  5. Doom

Eis uma lista com a qual poderia concordar. Mas mudaria algumas coisas!

Arthur Parsons

Mais um funcionário da TT Games  e ligado a Lego Star Wars: The Force Awakens

  1. Inside
  2. Uncharted 4: A Thief’s End
  3. Pokémon Go
  4. Ratchet & Clank
  5. Doom

Tommy Refenes

Video game designer da Team Meat ligado a Super Meat Boy

  1. Doom
  2. Civilization VI
  3. The Witness
  4. Pokémon Go
  5. The Lab

Ramone Russell

Gestor de comunidade e designer de videojogos na Sony estando ligado a MLB The Show

  1. Uncharted 4: A Thief’s End
  2. Overwatch
  3. Titanfall 2
  4. XCOM 2
  5. The Witcher 3: Wild Hunt

Mais uma lista com jogos que me agradam mais… mas cada qual gosta do que gosta!

Harvey Smith

Trabalha na Arkane Studios em jogos como Dishonored

  1. XCOM 2
  2. Dark Souls III
  3. Inside
  4. Pokémon Go
  5. Adr1ft

Bruce Straley

Mais um director de videojogos que é um peso pesado, trabalhando na Naughty Dog e ligado a títulos como The Last of Us

  1. Inside
  2. Budget Cuts
  3. Thumper
  4. The Lab
  5. Grow Up

O primeiro é muito bom. O quarto até nem desgosto. Mas o resto… são os seus gostos!

Hajime Tabata

Funcionário da Square Enix, Diretor de videojogo em Final Fantasy XV)

  1. Overwatch
  2. Uncharted 4: A Thief’s End
  3. Pokémon Go
  4. Summer Lesson
  5. Civilization VI

Summer lesson?? OMG…

Tim Willits

Director criativo da id Software ligado a títulos como Doom

  1. Overwatch
  2. Titanfall 2
  3. Dishonored 2
  4. Pokémon Go
  5. Deus Ex Go

Claro gosto por shooters e jogos para telemóvel que se jogam ao andar.

Naoki Yoshida

Produtor, designer e projectista na Square Enix está ligado a títulos como Final Fantasy XIV)

  1. Overwatch
  2. World of Warcraft: Legion
  3. Uncharted 4: A Thief’s End
  4. The Last Guardian
  5. Persona 5
 Agora que viram estas listas, o que acham? Cada um tem direito aos seus gostos, mas dado que são estes senhores que vão produzir muito do que vamos jogar no futuro, acham que a coisa está bem entregue?
Torna-se claro que os títulos AAA não abundam por aqui como se poderia esperar, e que os Indies aparecem em força!
Respondam nos comentários!
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Readers Comments (10)

  1. Inside é um dos títulos que estou pensando em jogar, perdi uma promoção dias atrás.

  2. Pois é, depois falam mau dos indies que enchem as listas de lançamentos anuais, temos ai algumas das principais mentes por tras de grandes jogos lançados e a serem, e para estes os indies tem sua importancia, já para outros que frequentam blogs e foruns só a menosprezo.

  3. Todos deram suas opiniões pessoais e por isso apareceram muitos jogos desconhecidos ou que talvez para a maioria não mereçam estar como melhor do ano. O resultado foi legal para saber o que os grandes profissionais da indústria de games andam jogando.

  4. Pra mim significa apenas Lobby para os desenvolvedores menores pois como podemos ver, várias dessas escolhas são estúpidas.
    Mas eu ainda tenho certeza que no futuro sobrará apenas meia dúzia de franquias AAA no mercado e viveremos apenas de continuação delas pois os custos de produção se tornarão caros ao ponto de todos os jogos precisarem de milhões de unidades para se tornarem lucrativos.
    Todo o resto do catálogo de uma geração será baseado em jogos menores.

    • Podemos ver o exemplo da entrevista mais recente do presidente da Epic. Segundo o mesmo, em 2006 ele fez Gears of War, um título AAA com orçamento de 12 milhões de dólares. Ganhou 100 milhões com o jogo, foi um projeto altamente lucrativo. Em 2013, eles fizeram Gears of War Judgement, outro título AAA mas dessa vez custou 60 milhões e novamente fez 100 milhões de receita. Continuou sendo lucrativo, mas a margem de lucro diminuiu para 1/7 do que foi com o primeiro game.
      Tudo isso chegou à um ponto onde ele tiveram que vender a franquia para a Microsoft pois não conseguem mais financiar o desenvolvimento de um Game AAA. O que provavelmente é o motivo pelo qual a Valve não está mais fazendo games AAA como Half Life e até a Capcom diminuiu o tamanho dos seus títulos e começou a fazer acordos de exclusividade, como Dead Rising 3 e 4 e Street Fighter 5. Um modo de arrecadar dinheiro, mesmo que seja por meia exclusividade, ou exclusividade temporária.
      A Crystal Dynamics disse que se não fosse a exclusividade paga pela Microsfot em Rise of The Tomb Rider, o jogo não teria sido lançado.
      Tem uma cob ertura de um site, acho que foi o Polygon, sobre o Desenvolvimento de Gears 4, e eles questionam o por que de ainda fazerem um jogo AAA que não tem sido rentável como antes.
      Estamos caminhando para um futuro onde as únicas empresas que poderão criar jogos AAA serão Sony, Microsoft, Activision, 2K, EA e talvez a Ubisoft mas serão ainda em menor quantidade.

      • Esqueceu da Rockstar. Afinal GTA V já voltou ao topo de vendas.

      • Vrd, a cada nova geração os jogos AAA tem ficado cada vez mais detalhados, e não falo só de gráficos ou poligonos, mas sim de animações e como vemos o mundo do jogo, tudo parece mais vivo, mas isso traz um custo no final, jogos com orçamento gigantescos que rivalizam as maiores produções de holywood, o que no final acarreta na necessidade de vendas astronomicas para que o investimento tenha retorno, e todos temos visto que estes mesmos jogos não tem o mesmo folego de antigamente, só olharmos para Cod que veremos um descrescimo em suas vendas que pode ameaçar o futuro da série.

        • Infelizmente um dos motivos para o aumento dos custos é o avançar rápido da tecnologia. A criação de um primeiro jogo para uma plataforma tem um custo de desenvolvimento que o segundo já não tem pois utiliza recursos já criados e desenvolvidos.
          Exemplos são os motores de jogo!
          Daí que seja de todo o interesse rentabilizar a produção das firsts. E colocar as mesmas a produzir cada vez mais e de forma mais rentável.
          Aliás esse foi um dos motivos pelos quais a Sony diz ter fechado o ramo da Guerrila de Cambridge. O eles não terem nada para apresentar a curto e médio prazo. Pelos vistos o desenvolvimento que fizeram não tinha muito que pudesse ser re-aproveitado para mais títulos a curto prazo, e tal cria custos de desenvolvimento elevados insuportáveis.

  5. Muitos jogos são bons e nem são conhecidos, neste momento estou a jogar um jogo de 2015 que foi oferecido o ano passado no Gold – As incriveis aventuras de Van Helsing, quando fiz o downloading experimentei e não achei grande piada deizando-o logo de parte, agora dei-lhe uma segunda chance e estou completamente viciado, so ja me falta jogar o jogo em hardcore (em que se morreres e game over) ja fiz duas tentativas e morri das duas vezes…estou a preparar-me para a terceira tentativa, desta vez vou ter mais calma, ja conheço bem os nivies e estou confiante que os 100 pontos que me faltam para os 1000 vão ser meus em breve…se alguem como eu fez o download do jogo deveria experimentar pois estou a gostar bastante

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