Os vários tipos de Gamer

A maior parte das pessoas não tem noção, mas não há exactamente uma definição para o que é um Gamer. Há isso sim uma série delas, sendo que umas são mais tóxicas do que outras!

O que é um Gamer?

É complicado de se dizer!

Gamer é a abreviatura de Game Player, ou jogador de jogos, e quando apareceu estava associado originalmente aos jogadores de jogos Role-Playing. Mas o termo cresceu e agora associa-se e inclui basicamente todo aquele que é um jogador de videojogos.

E sim, isso quer dizer que o termo acaba por incluir todo o tipo de pessoas que jogam, incluindo os casuais. Mas no entanto, a sua designação não é entendida nesses termos e na realidade só se aplica a todos aqueles que passam a maior parte dos seus tempos livres a jogar jogos.



Dentro dos Gamers há depois algumas categorias diferentes dependente das plataformas usadas:

Por exemplo, o PC Gamer é um tipo específico de gamer. Um jogador que tem como plataforma preferencial o PC e tal como ele há o Gamer de consola, que é aquele que prefere jogar na consola. Basicamente esta é uma categoria que separa os jogadores pela plataforma de jogo escolhida.
Mas depois também temos o Gamer generalista. Alguem não preso a sistemas, e que admira o jogo por si. Não é uma pessoa preocupada com as performances ou com um sistema em particular, mas sim com os jogos e a sua qualidade, e apesar de se possível, procurar as melhores versões entre os sistemas que possui, maioritariamente preocupa-se verdadeiramente é em ter acesso ao jogo. E havendo exclusivos imperdíveis com elevada qualidade em várias plataformas, este tipo de gamer tenta abranger a maior quantidade possível delas.

Estes são as categorias de gamers mais comuns… mas que infelizmente, e muitas vezes, ao separar por plataformas, dão origem a um outro tipo de gamers… O Fanboy.

O Fanboy é um gamer como qualquer outro. A questão é que ele prende-se de tal forma à plataforma ou marca em que joga que só consegue ver virtudes em tudo o que rodeia o produto que se enquadra na sua preferência. E quer essas virtudes existam ou não existam na proporção desejada, a realidade é subvertida para fazer valer os seus argumentos, só se vendo virtudes e negando tudo o resto. É o tipo de pessoas que critica características de outros produtos que o seu não possui, mas que depois as enaltece quando elas chegam ao seu lado. É o tipo de pessoas que ataca um website quando o que ele refere não é favorável à plataforma de que  gosta, mas que depois aparece nos comentários a ressaltar e realçar o que é dito, quando este mesmo website escreve algo favorável ao que gosta.

É enfim, um tipo de jogadores mais doentios, e aos quais a razão lhes escapa desde que a marca ou plataforma de que gostam esteja envolvida.

Mas todos estas categorias de Gamers podem ser enquadrados noutro tipo de definição. E aqui temos alguns dos principais tipos de gamers:

Gamer casual: É um jogador que joga moderadamente e sem interesse em completar grandes metas de um jogo ou explorar todas as suas mecânicas ou conteúdos. Por definição esta pessoa é Gamer, mas dado que não dedica verdadeiramente o seu tempo aos videojogos, jogando apenas casualmente, ele não é considerado pelos outros Gamers como sendo um.

Temos tambem o Hardcore gamer: Este é alquem que  passa a maior parte do seu tempo de lazer a jogar, e como consequência do grande tempo passado com os jogos, muitas vezes no nível difícil ou mais difícil, esses tipos de gamers são muito bons nos jogos a que se dedicam. Aqui temos muitos sub-tipos de harcores gamers, dependendo do estilo do jogo, tipo de jogo preferido, plataforma de hardware, tempo despendido e outras, mas todos são hardcore gamers

O Retrogamer é um gamer quem gosta de jogar e/ou reunir jogos vídeo de eras mais antigas. São uns dos principais causadores da popularidade dos emuladores e reúnem ou coleccionam máquinas ou sistemas antigos que usam depois para re-jogar esses jogos.

Cyber atleta: É um Gamer que se dedica a jogar profissionalmente e por dinheiro em e-sports. Trata-se forçosamente de um subtipo do hardcore gamer mas que escolhe os jogos de acordo com os ganhos que pode ter. E dado que depende financeiramente do jogo, o tempo que lhe dedica deixa de poder ser considerado de Lazer.

Depois temos o tipo de Gamer onde atualmente me incluo, o chamado Gamer regular! Basicamente este é um gamer que possui um pedacinho de tudo menos do Cyber Atleta. É uma pessoa que atinge algumas componentes hardcore nos jogos que mais aprecia, mas atuando de uma forma muito mais despreocupada, e incluindo igualmente bastante da componente retro.

No global este tipo de Gamer é aquela que mais tem interesse nos videojogos por si, sendo que, perde a maior parte dos seus tempos livres a jogar, mas sem ter verdadeiramente um estilo ou um jogo preferencial. Não é um expert a nenhum jogo, não é daqueles que procura atingir Gamerscores elevados ou alcançar trofeus platina, mas é uma pessoa dedicada aos videojogos e mais do que se preocupar em fazer “grind” em jogos para arranjar pontos ou trofeus, procura jogar a maior parte de jogos possível.

Finalmente temos uma categoria por norma não referida, mas que se está a tornar demasiadamente comum no mundo dos hardcores e que achamos por bem começar a distinguir:

Sem um nome definido, vamos chamar-lhe o Viciado. Este é um tipo de jogador que é tão doentio por jogos e tudo o que os rodeia que a coisa já é um caso patológico, e que, infelizmente, cada vez mais existe. Tendo eventualmente passado por diversas etapas, passou a ser hardcore, e finalmente entrou em regimes de Cyber atleta. A diferença é que ele não se dedica a um jogo específico mas a vários, e ganha pouco ou nenhum com isso. Basicamente possuem grandes Gamerscores, ou inúmeros trofeus Platina e só se preocupam com esse tipo de situações, medindo os outros como jogadores pelos seus valores nesses campos. E na realidade, apesar de não serem melhores que os outros, acham que o vício lhes oferece algo mais. É uma questão de acharem que possuem um “cyber-penis” maior!



Infelizmente a combinação das três categorias de Gamers baseada nas plataformas com as categorias mais genéricas de Gamers mais resultam por vezes em combinações que são demasiadamente perigosas e dão mau nome aos Gamers em geral.

A situação começa a ser problemática quando por exemplo o Hardcore Gamer se revela um fanboy, piorando quando o jogador já se demonstra como sendo um Viciado. Aí as partes más do Fanboy é ressaltada, e de uma forma mais exacerbada para eles só a plataforma em que jogam é que presta, não aceitando sequer qualquer a critica! Mais do que no simples Fanboy, para estes, tal como quando o Titanic afundou e a orquestra continuava a tocar, tudo o que venha da plataforma que defendem está sempre bem, mesmo que não esteja. São incapazes de analisar a situação friamente, de ver o mercado como um todo, e são dos maiores responsáveis pelo mau clima de diálogo e acusações que existem nos foruns e comentários de diversos websites! Esta combinação resulta num grupo tóxico e que está a destruir o bem estar da comunidade. Atacam, insultam, e são mesmo capazes de jogadas baixas para tentar destruir a credibilidade de terceiros que falem mal dos seus produtos. Tornam-se um grupo de seres ignóbeis, sendo maioritariamente dotados de pouca cultura e educação.

Infelizmente o Fanboy pode aparecer em qualquer dos tipos de Gamer, sendo que no entanto os menos afectos a esse tipo de situações são os Gamers Generalistas que são simultâneamente Gamers Regulares, e como tal menos viciados. Esta combinação cria um tipo de jogador mais despreocupado com as marcas que vê o mercado dos videojogos como um todo e que, mais do que ninguem, está habilitado a comparar as ofertas das diversas marcas, uma vez que as experimenta todas.  Este é o tipo de Gamer que abrange um grande número de plataformas, e que joga de forma despreocupada tirando o total prazer dos jogos em si, e por si.

Por exemplo, vamos mostrar a realidade aqui da PCManias, e o motivo porque nos consideramos Gamers Generalistas e regulares:

Estas duas fotos são tiradas da sala onde jogamos e não mostram outros sistemas mais antigos como a PS2, PSX, Xbox, Wii ou Gamecube, que estão neste momento guardadas por falta de espaço e ligações na TV.



Mas aqui podemos ver uma Nintendo Switch, uma 3ds, uma PS Vita, uma PS4, uma Xbox One, uma Xbox 360 e uma PS3. Vemos ainda dois PCs (um de trabalho, outro de jogos) e uma unidade de controlo para o PSVR! Os PCs estão ambos ligados a um monitor com um KVM Switch, e o de jogos está ligado igualmente à TV.

Naturalmente que perante esta realidade só nos podíamos enquadrar como sendo um Gamer generalista. Algo que tem como consequência que o tempo dedicado ao jogo se divide por todas as plataformas, sendo que umas sofrem mais com isso que outras. Por exemplo, a Xbox One, dado que os jogos são partilhados com o PC e PS4, basicamente só jogo nela os exclusivos e ofertas do Live. E mesmo esses, apenas aqueles que não jogo no PC! Por exemplo Ryse: Son of Rome foi aquirido para Xbox e trocado para PC dadas as fracas prestações do jogo na consola. Outros como Ori and the Blind Forest foram adquiridos para PC e jogados exclusivamente no PC.

Tal tem como consequência, por exemplo, um Gamerscore relativamente baixo quando comparado com pessoas que só tenham essa consola. Mas aqui não se trata sequer de não jogar, trata-se de ter variedade onde jogar os mesmos jogos e de ter outros sistemas que oferecem melhor pelo mesmo preço.

Mas mesmo que sendo um Gamer regular, aquele que, segundo um estudo da rede social de videojogos Pixwoo, gasta pelo menos 11 horas por semana a jogar, ao ser igualmente um Gamer generalista, se analisado consola a consola, este tipo de jogador pode ser sempre visto em comunidades específicas como Gamer casual. Uma das consequências de se ter vários sistemas é que o tempo livre, e consequentemente essas tais de 11 horas, serão divididas entre todos eles, e como tal não conseguirá nunca ser equiparado a nível de Gamerscore ou trofeus a outros jogadores regulares mas que não são generalistas, ou seja que se prendem a plataformas especificas.

E a situação é ainda mais problemática quando a consola partilha os seus jogos com outras (mesmos jogos multiplataforma). Por exemplo, a PS3 foi secundária para mim na geração passada no que toca a jogos multi pois a Xbox 360 oferecia as melhores versões. Agora a situação passa-se ao contrário, com a PS4 a ter primazia sobre a Xbox One, mas aqui com a agravante de os exclusivos Xbox poderem igualmente ser jogados no PC com melhores resultados.



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Carlos Zidane
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Carlos Zidane

Me encaixo nessa dos generalistas acredito.
Gosto de bons jogos, e onde estiverem, é onde jogarei.
Não sou retrô de forma alguma, sou até o contrário disso, só tenho olhos pro atual e futuro, pro inédito. Apesar de alguns jogos se estenderem um pouco como GTA 5.

Gosto de jogar as campanhas dos jogos, vejo pouca ou nenhuma graça em multiplayer. Gosto de bons enredos, personagens carismáticos, coisas pra se evoluir, customizar.

Gosto de PC e de console.
Gosto de hardware, de ler sobre hardware. Não importa se são as specs do Switch ou do One X ou de uma nova GTX.

Não gasto tantas horas jogando mas, as que gasto são muito bem aproveitadas. Acho que já fui bem mais empolgado com os games. Creio que decaiu nos últimos 2 anos, um pouco.

Espero nunca perder totalmente o ânimo. Gasto o tempo em casa com eles e filmes, séries – esses dois continuam intactos com ânimo total, são minha maior paixão no entretenimento – livros.
HQ’s abandonei.

Vitor Calado
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Vitor Calado

No tempo da xbox360 estava viciado nas conquistas, cheguei a ser 3º de portugal e 7º no Brasil, não vejo isso como uma necessidade de ser melhor com os outros, mas mais uma necessidade de me superar a mim próprio como jogador. o valor do gamescore em si não diz nada, mas os jogos que o constituem já podem dizer alguma coisa, terminar jogos como os COD ou os HALO em modo lendário exigem determinação e skills, outros achivements como os colecionáveis exigem de ti organização e disciplina, e é uma boa sensação zerar um jogo de dificuldade 10/10, é esse tipo de sensação que alguns querem sentir que transforma o lazer num vicio.

Neste momento gosto de zerar os jogos que jogo, mas não jogo compulsivamente 8 a 10 horas por dia para aumentar o Gamescore, que nesta geração aumentou bem pouco

Vitor Calado
Visitante
Vitor Calado

E tenho muitas recordações do tempo em que era viciado

terminar o nível do avião em modo lendário no COD4, tens 1 minuto para subir ao nível superior do avião e dar um headshot no terrorista, pelo caminho tens que fazer speedrun e matar duas dúzias de inimigos, e quem já jogou as campanhas do COD em modo lendário sabe que speedrun = morte é uma constante

No Forza2 conseguir 100.000 numa volta á pista com o carro sempre de lado para os pontos multiplicarem cada vez mais e sem puderes tocar em nada para o contador não voltar ao zero, e chegares ao fim da volta com 99.800 pontos era de arrancar os cabelos…lol

Ou no Dead rising jogares durante 14 horas seguidas sem puderes morrer nem salvar o jogo nem fazer pausa (o jogo continuava em segundo plano) e procurares comida constantemente pois a tua barra de vida estava sempre a descer (esta conquista nem o stallion 89, o que entrou para o guiness têm), eu tirei á segunda tentativa, na primeira vez morri depois de 7h a jogar e fui surpreendido por um dos boss no parque de estacionamento e matou-me (também arranquei alguns cabelos aqui)

Ou os coleccionáveis de jogos enormes como o Lost Odyssey ou infinite undiscovery que te levavam quase á loucura quando chegavas ao fim e o achivement não saia…lol…mais uma volta, mais 100 horas a jogar para procurar não perder nenhum dos coleccionáveis

São recordações que estão gravadas na minha memória até á morte…

Vitor Calado
Visitante
Vitor Calado

é a angustia e o desespero que te levam a superar a ti próprio numa luta, tu sózinho contra a máquina, joguei 4x o infinite undiscovery para conseguir os 1000 pontos, a dificuldade é que depois de 350 ou 400 horas de jogo, terminas mais uma vez e a conquista não cai e tu pensas: vou desistir é apenas um jogo, mas é um jogo em que já invetiste tanto tempo, tantas noites a dormir apenas 3 ou 4 horas antes de ires trabalhar, que tens que vencer o teu desalento e procurares força de vontade para começar tudo de novo até atingires o teu objectivo….parece ser uma coisa má, mas quando finalmente consegues é como a droga…lol..uma sensação maravilhosa de mais um desafio superado…pode parecer um exagero, mas era o que me fazia querer zerar os jogos e quanto mais difícil melhor

Edson Nill
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Edson Nill

Não tenho como não estar entre os generalistas com ps3/ps4/psvita/3ds/Wiiu e Nintendo switch em casa, fora o happychick no meu celular para jogar emuladores.rsrsrs

Reinaldo
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Reinaldo

Jogar eu gosto, de me divertir gosto, de apostar num desafio mais difícil de vez em quando e quando tenho tempo, sim.
Considero-me, tal como o Mário, um jogador regular.

Entrar em domínios de não dormir ou poder prejudicar o trabalho por causa de um jogo, isso não faço.

Segundo um estudo que li, isso são claros indícios que demonstram uma psicose social contemporânea. Ou seja, vício puro nos jogos!

E isso é uma doença.

O Dr Steven Miller da Sociedade Americana de Medicina do Vício (ASAM) referiu num artigo que li que “Na sua essência, o vício não é apenas um problema social, ou moral ou criminal. É um problema cerebral cujos comportamentos se manifestam em todas essas outras áreas”

A ASAM descreveu o vício como uma doença primária, o que significa que não é o resultado de outras causas, como problemas emocionais ou psiquiátricos. E, como doenças cardiovasculares e diabetes, o vício é reconhecido como uma doença crônica.

Quem entra neste tipo de vicio cai cada vez mais no mesmo pois como o estudo refere, ele possui uma enorme satisfação na recompensa, e isso é referido pela ASAM quando diz “pesquisas mostraram que o vício afeta os circuitos de recompensa do cérebro”. refere ainda que “Circuitos do cérebro que governam o controle do impulso e o julgamento também são alterados nos cérebros de viciados, o que resulta na busca sem sentido de “recompensas”

“Passar horas no computador libera dopamina (um neurotransmissor) e ativa os mesmos circuitos cerebrais que as drogas. Esse neuro-hormônio que integra o sistema de recompensa estimula a repetição de ações vitais”

“Certos casos acabam em dependência, segundo esta explicação: a dopamina faz com que se associe o estímulo externo (usar drogas, apostar em jogos, atacar a geladeira) a um bem-estar extremo”

Jogar mais do que um par de horas por dia não é ser gamer… é ser viciado e exceptuando quem faça disso emprego, é basicamente ser um inútil da sociedade. Seja menor ou adulto, uma pessoa que gaste mais tempo do que isso não faz nada de produtivo, prejudica as suas actividades normais quer na escola, quer no trabalho, e exclui-se socialmente.

Desculpem lá se o de cima pode parecer ofensivo para alguem (particularmente os viciados), mas não estou a insultar, até porque não estou a dirigir a mensagem a ninguém,e estou apenas a citar factos e estudos médicos.

O vicio, goste-se ou não é uma doença! Eu gosto muitos de jogos, passo a maior parte do tempo livre com eles, mas apenas numa média de um par de horas por dia. Mais do que isso implicaria deixar de estar com a familia, de sair com os amigos, de me dedicar aos trabalho… isso nunca!

Isso é doença. Não é ser Gamer!

Netto
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Netto

Eu sou generalista também, tenho Ps4 One e Wii U, além de já ter tido até pouco tempo vita, ps3 e X360 estes últimos vendi a pouco tempo e ainda jogo os emuladores de Cube e Dreamcast no momento.

PS: tenho pouquíssimo tempo pra jogar, entre estudo, trabalho e família me sobra algo como 1:30 min por dia as vezes nem isso

Livio
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Livio

Considere sortudo porque nem 10 minutos sobram para mim!! Até nos finais de semana!

Ansioso pelo fim do semestre na graduação(daqui a 2 semanas) aí terei por 1 mês a família(ficar mais tempo com o pequeno), o trabalho e uns minutinhos nos games!