Pela primeira vez Valve remove um jogo das listas, mesmo que tenha sido pago.

O Steam da Valve foi obrigado, pela primeira vez na sua história, a eliminar um jogo das suas listas. O motivo? O DRM sempre online como o desejado pela Microsoft na Xbox One.

Steam

Recentemente numa notícia sobre fecho de servidores de jogos, e onde referimos a questão da inevitabilidade dessa situação e como a mesma afectaria a Xbox One caso a política inicial da Microsoft se tivesse mantido, vários fans Xbox One resolveram defender a política que, felizmente, foi abandonada.

Mas eis que, num timming que não podia ser mais propício, surge a notícia de um jogo que teve de ser, pela primeira vez na história do steam, eliminado das listas de todos os clientes, e isto apesar de o jogo ter sido pago. E o motivo foi exactamente o DRM sempre online.

Já todos sabem que os servidores não duram para sempre. E a compra de um jogo exclusivamente multi-jogador é certo e sabido que, mais cedo ou mais tarde, tornará o jogo num pisa papeis.



No entanto até hoje a Valve nunca removeu nenhum jogo das suas listas, mesmo que abandonados. O motivo é que normalmente os jogos possuem uma componente de jogador único que se mantêm activa. E neste caso o jogo Order of War: Challenge tambem a tinha.

Então o que levou a esta remoção? Bem, é que com o fecho dos servidores a componente multi-jogador foi ao ar, mas infelizmente este jogo possuía um DRM que obrigava a verificação constantes online junto dos servidores, mesmo para a componente de jogador único. Uma verificação de DRM always On, em tudo semelhante à que a Microsoft pretendia implementar em todos os jogos da sua Xbox One, e mesmo para a consola em si. E com o fecho dos servidores o jogo tornou-se assim completamente inutilizável motivo pelo qual manter o mesmo nas listas da Steam não era justificável.



Desta forma, não havia qualquer justificação para manter o jogo: Sem servidores (uma inevitabilidade temporal), o jogo não era funcional

A questão é que quem se queixa agora não tem motivos para o fazer. Nunca foi escondido que o jogo era assim, e esta situação é apenas uma inevitabilidade que já se sabia viria a acontecer. O que poderia ter acontecido era a Square Enix ter lançado um patch que removesse a necessidade do sempre online, mas essas situações não são normais, e dedicar equipas a mexer em código de jogos já antigos para remover um DRM em jogos que já não fornecem lucro à empresa não é algo que os programadores desejem fazer, particularmente quando a situação está bem enraizada no código e é parte intrínseca dele.

Daí que convém usar estes casos para relembrar o caos inevitável caso a Microsoft mantivesse as suas políticas, agora aparentemente esquecidas e enterradas, e implementasse na sua consola jogos dependentes de validação na internet, fosse por DRM ou por questões de Cloud Computing, e onde os vários jogos e mesmo a consola em si, estariam condenados a se tornar, mais cedo ou mais tarde, em pisa papeis… e caros.

Mas claro haverá sempre quem poderá acreditar que a Microsoft seria diferente de todas as outras empresas e que 10 anos depois convenceria centenas de empresas a alterar milhares de jogos assim que a Xbox One visse os servidores fechados.