Perspectivas para o futuro das consolas diferem muito entre Sony e Microsoft

Consolas lançadas como telemóveis ou PCs? A Sony diz que não… A Microsoft diz que sim! Mas na prática onde estamos?

Sony

Já faz agora dois meses, durante uma reunião com investidores, em Tokyo, que o Presidente da Sony Interactive Entertainment President, Andrew House falou sobre o que se esperar da futura Playstation Neo.

Nessa reunião House deixou bem claro que com este lançamento a Sony não planeia começar a oferta de upgrades regulares ao Hardware, tal como acontece com os PCs e os Smartphones.

Da mesma forma, House deixou bem claro que o lançamento da Neo não significa para a Sony o término do conceito de gerações de consolas, reafirmando que a Playstation 4 terá um ciclo global de vida de 5 a 6 anos.

House ainda aproveitou para deixar bem claro que ao contrário do mercado de PCs ou Smartphones, a empresa entende que as as expectativas dos clientes de consolas são bem diferentes das dos restantes mercados, esperando a existência de ciclos de vida alargados.



Para a Sony a Neo é apenas uma PS4 melhorada, não destinada a substituir a mesma. Mas criada e lançada com restrições em mente que mantenham a consola apenas isso, não substituindo a PS4 original.

Basicamente o conceito da Sony passa pela manutenção da ideologia do que é uma consola, mas sem deixar de aproveitar e evolução do mercado e o potencial de vendas de versões algo mais potentes que co-existem lado a lado com o produto original.

O que acaba por ser um contrassenso e uma negação de todo o conceito!

Microsoft

A posição da Microsoft foi esclarecida agora por Aaron Greenber em entrevista ao Engadget.

E a visão da Microsoft tem semelhanças, mas igualmente diferenças da visão da Sony.

Ao contrário da visão da Sony, Greenberg relata que a Microsoft vê um futuro sem gerações. É um conceito de criação de uma comunidade com hardwares de potências diferentes, mas onde todos correm o mesmo software. Basicamente o conceito é o de uma família de aparelhos que funcionam com capacidades diferentes, mas todos correm a mesma coisa.



Neste aspecto há claras semelhanças com a visão da Sony com a Neo. A diferença fica-se pelo facto que a Sony limita a Neo à atual geração, referindo que as gerações continuarão, como sempre aconteceu com as consolas, a existir. A visão da Microsoft acaba com as gerações, aproximando o conceito do existente no PC e nos smartphones.

Curiosamente, já no início de 2016, Phil Spencer, em entrevista ao mesmo Engadget tinha referido o mercado de smartphones como inspiração para o modelo de funcionamento da Xbox.

 

Conclusões

Basicamente ambas as marcas apresentam semelhanças e diferenças nas visões. Mas a questão é se na prática tal será realmente significativo.

E isto porque?

A grande diferença entre as visões prende-se com a continuação ou não da existência de gerações, e nesse aspecto a Sony parece mais realista do que a Microsoft.

É que quer a Microsoft queira quer não queira, as gerações irão continuar a existir. E isto porque demore um ano, demore dois, demore três ou demore mais, a Xbox One a certa altura será incapaz de acompanhar. E isso implica que ela será abandonada!

Poderá continuar a correr jogos mais leves, mas não todos… e isso implica que há uma quebra. O que para todos os efeitos implica uma mudança geracional.

Já na parte do hardware mais potente que é lançado para co-existir com as consolas existentes, a visão da Microsoft parece mais “honesta”. Porque na prática, pinte a manta como pintar, aquilo que a Sony está a fazer não se distingue do que a Microsoft está a fazer.

Parece-nos assim que na prática as visões acabam por ser iguais, apenas mudando a nível de semântica, mas com consequências que não se distanciam assim tanto como isso.

Resumidamente, não parece que seja por aqui que haverá diferenças dignas de registo, e em ambos os casos a aproximação ao modelo



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