Perspectivas para o futuro das consolas diferem muito entre Sony e Microsoft

Consolas lançadas como telemóveis ou PCs? A Sony diz que não… A Microsoft diz que sim! Mas na prática onde estamos?

Sony

Já faz agora dois meses, durante uma reunião com investidores, em Tokyo, que o Presidente da Sony Interactive Entertainment President, Andrew House falou sobre o que se esperar da futura Playstation Neo.

Nessa reunião House deixou bem claro que com este lançamento a Sony não planeia começar a oferta de upgrades regulares ao Hardware, tal como acontece com os PCs e os Smartphones.

Da mesma forma, House deixou bem claro que o lançamento da Neo não significa para a Sony o término do conceito de gerações de consolas, reafirmando que a Playstation 4 terá um ciclo global de vida de 5 a 6 anos.

House ainda aproveitou para deixar bem claro que ao contrário do mercado de PCs ou Smartphones, a empresa entende que as as expectativas dos clientes de consolas são bem diferentes das dos restantes mercados, esperando a existência de ciclos de vida alargados.

Para a Sony a Neo é apenas uma PS4 melhorada, não destinada a substituir a mesma. Mas criada e lançada com restrições em mente que mantenham a consola apenas isso, não substituindo a PS4 original.

Basicamente o conceito da Sony passa pela manutenção da ideologia do que é uma consola, mas sem deixar de aproveitar e evolução do mercado e o potencial de vendas de versões algo mais potentes que co-existem lado a lado com o produto original.

O que acaba por ser um contrassenso e uma negação de todo o conceito!

Microsoft

A posição da Microsoft foi esclarecida agora por Aaron Greenber em entrevista ao Engadget.

E a visão da Microsoft tem semelhanças, mas igualmente diferenças da visão da Sony.

Ao contrário da visão da Sony, Greenberg relata que a Microsoft vê um futuro sem gerações. É um conceito de criação de uma comunidade com hardwares de potências diferentes, mas onde todos correm o mesmo software. Basicamente o conceito é o de uma família de aparelhos que funcionam com capacidades diferentes, mas todos correm a mesma coisa.


Neste aspecto há claras semelhanças com a visão da Sony com a Neo. A diferença fica-se pelo facto que a Sony limita a Neo à atual geração, referindo que as gerações continuarão, como sempre aconteceu com as consolas, a existir. A visão da Microsoft acaba com as gerações, aproximando o conceito do existente no PC e nos smartphones.

Curiosamente, já no início de 2016, Phil Spencer, em entrevista ao mesmo Engadget tinha referido o mercado de smartphones como inspiração para o modelo de funcionamento da Xbox.

 

Conclusões

Basicamente ambas as marcas apresentam semelhanças e diferenças nas visões. Mas a questão é se na prática tal será realmente significativo.

E isto porque?

A grande diferença entre as visões prende-se com a continuação ou não da existência de gerações, e nesse aspecto a Sony parece mais realista do que a Microsoft.

É que quer a Microsoft queira quer não queira, as gerações irão continuar a existir. E isto porque demore um ano, demore dois, demore três ou demore mais, a Xbox One a certa altura será incapaz de acompanhar. E isso implica que ela será abandonada!

Poderá continuar a correr jogos mais leves, mas não todos… e isso implica que há uma quebra. O que para todos os efeitos implica uma mudança geracional.

Já na parte do hardware mais potente que é lançado para co-existir com as consolas existentes, a visão da Microsoft parece mais “honesta”. Porque na prática, pinte a manta como pintar, aquilo que a Sony está a fazer não se distingue do que a Microsoft está a fazer.

Parece-nos assim que na prática as visões acabam por ser iguais, apenas mudando a nível de semântica, mas com consequências que não se distanciam assim tanto como isso.

Resumidamente, não parece que seja por aqui que haverá diferenças dignas de registo, e em ambos os casos a aproximação ao modelo

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Readers Comments (23)

  1. Para mim, nada mais é do que conversa fiada de House, pois se fosse diferente não pensariam na neo… Sinceramente, creio que vieram com um discurso diferente, pois entenderam que não conseguirão competir com esta proposta por muito tempo com a MS, pois a Sony hoje não tem, creio eu, saúde financeira para bancar este novo conceito, e com as possíveis especificações do Scorpio da MS, chegaram a conclusão que poderiam estar dando “soco em ponta de faca” e estão a recuar com este discurso hipócrita! Fizeram um console bastante atrativo a massas, ganharam e ainda ganham muito dinheiro, mas deixaram a ganância os dominar. Não estou defendendo a prática da MS, e tb não sou o dono da verdade, dando apenas a minha opinião, mas eu como consumidor do ps4, não entendi este Neo, pois nem 4k provavelmente rodará! Abraços, Mário e pessoal! Bom FDS pra todos vcs!!!

    • E puxando um pouco mais a Microsoft é a única que está a ser sincera.

      “As pessoas gastam muito dinheiro em PCs de topo com um vasto leque de especificações…….Centenas de dólares em muitos casos podem conseguir jogos a 4K, mas não existia no mercado das consolas.”
      😉

  2. “Acabar com as gerações”? Isso não é uma visão… isso é treta pura e simples!

    Porque é necessário perguntar: O que define uma geração?

    É hardware completamente diferente do que já se viu antes, ou é um novo hardware capaz de correr algo que o anterior não conseguia?

    Basta ver o caso da PS2, que tinha hardware que de raíz podia correr os jogos da PS1 e tinha hardware que novo e mais potente que fazia o que a PS1 não conseguia.

    As declarações que o artigo refere de representantes da Microsoft demonstram apenas a capacidade do Marketing Americano (porque os americanos são especialistas em conceptualizar e privatizar o que é do domínio comum, incluindo ideias globalmente aceites) em vender a reinvenção da Roda como algo como nunca se viu antes – quando já se viu e não é nada de novo.

    A Microsoft anuncia o fim das gerações, quando na realidade quer é lançar novas consolas em menos tempo, com a mesma arquitetura mas mais potente. O facto de ter a mesma arquitetura faz com que a retrocompatibilidade seja de raíz, e a novidade agora, é que com estas upgrades a meio da geração o que vão fazer é já preparar os jogos que saem na atual, para correr com melhor resolução e framerate, pois já serão feitos de raíz para isso. Isto não é o fim das gerações, isto é pensar os jogos da atual geração e fazê-los preparando-os para as gerações futuras. Não deixa de ser retrocompatibilidade, mas desta vez pensada para correr nas máquinas e specs do futuro!

    Mas as gerações, com isto acabam? Claro que não! Porque a Scorpio, já foi admitido publicamente, conseguirá fazer coisas que a ONE não conseguirá, logo representa por isso uma nova geração!

    Para os que discordam disto pergunto:

    Se isto que a Microsoft quer implementar acaba efectivamente com as gerações, então tecnicamente não há qualquer diferença entre a Xbox original e a Xbox ONE, ambas pertencem à mesma geração!

    Sinceramente só espero que tanto a Scorpio como a Neo sejam um flop!

  3. Desde que toda esta novela mexicana de pura albrabice começou, ainda não vi uma única pessoa apontar um facto muito importante, quiçá, o cerne da questão sobre o fim das gerações e a adopção do ciclo PC.
    Quem tem um PC basicamente está por sua conta, a nível de optimização quando comparada ao de uma consola, é quase inexistente, mas consegue compensar isso largamente ao recorrer a força bruta para projectar a sua performance para níveis que a consola nunca conseguirá alcançar, o problema é que depende da nossa carteira para o nível que se quer atingir, tens um bom PC jogas os jogos sem problemas nos próximos anos, tens um PC fraco, tens que reduzir detalhe ou nem sequer jogas certos jogos, basicamente, ou te chegas à frente ou estás por tua conta.

    Nas consolas o cenário é bem diferente, compras a caixa, ligas a caixa e durante pelo menos 5 anos estás descansado em termos de performance, é certo que nunca terás os visuais de um bom PC, mas o nível de optimização numa consola é tão profundo que é recorrente usar a palavra ”milagre” em relação aos resultados obtidos por um hardware que supostamente, não deveria conseguir fazer ”aquilo”, mas consegue!

    O que é que vai acontecer a partir de agora?
    Bem, a partir de agora bem podes dizer adeus à optimização tipica das consolas, porque com consolas a sair ao ritmo de actualizações de PC, é isso mesmo que vai acontecer, e aqui chegamos ao cerne da questão, os futuros modelos de consolas de curta duração, não servem para dar uma experiência visualmente mais rica ao jogador mais exigente ( e endinheirado), nem por sombras, não senhor, serve sim para transferir o custo elevado que a optimização acarreta no desenvolvimento de videojogos para consolas, para o consumidor, não é para enriquecer a experiência ou de dar opções (outro argumento cinico muito usado no meio), eles basicamente estão a aliviar o fardo deles, para sobrecarregar o nosso, e o mais caricato disto tudo é ver muitos de vocês a cair no conto do vigário, absolutamente convencidos de que isto é a melhor coisa que podia ter acontecido, enquanto caminham alegremente para o abismo.

    Eu até podia aceitar isto se por exemplo, deixa-se de pagar pelo online, e os jogos de consola fossem mais baratos, ao nível de um PC, mas aposto o meu testiculo esquerdo em como isso não vai acontecer, e é se não aumentar ainda mais, é que não é por nada, mas no PC, enquanto estamos por ”nossa conta” como disse previamente, o online é gratuito e mais importante ainda, os jogos são significativamente mais baratos, com o dinheiro de 2 jogos de consola, compro 3 (ou 4) jogos de PC, o que ao fim de umas quantas vezes, faz a diferença no investimento que tenho que fazer para acompanhar a evolução gráfica dos jogos, já nas consolas, a partir de agora temos que acompanhar a evolução gráfica dos nossos jogos ao dobro da velocidade a que estava-mos habituados, com o dobro do investimento, enquanto continua-mos a pagar o online e os mesmos 70 ”paus” por cada jogo, é dose…mas há quem acredite que isto é que é bom, que assim é que deve ser, que o que sai da boca destes mentirosos que já nos mentiram uma e outra vez, é absolutamente sincera, em suma, é uma comédia total…

    Quanto a mim, pelo rumo que a industria está a tomar, só lhe desejo uma coisa, um crash, como aconteceu nos anos 80, precisamente pelas mesmas razões, quiseram ser mais papões que o Papa, e o público fartou-se, foi pastar para outras paragens, mas até lá, vou apreciando no camarote VIP, à vossa fé inabalável nestes tipos, até porque quem vende fé, são os padres, e mesmo esses…

    • Ver as declarações de responsáveis da EA, da Epic, da Ubisoft e da Microsoft (e só não coloco aqui Sony porque tem estado calada e do que disse tende a ser em sentido contrário), dá-me náuseas.

      Nunca vi tanto disparate, tanta mentira, tanta areia para os olhos atirado assim desta forma!

      “Melhor para o consumidor”? “Fim das gerações”?

      Isto é o maior esquema de sacar dinheiro que estão a preparar e o objetivo de todas essas empresas é simples: levar todos para o PC. As third party porque deixam de necessitar de realizar a optimização – logo menos custos e a Microsoft por razões óbvias.

      Por isso é que toda esta atitude da Sony me desconcerta. Porque vai alegremente matar a galinha dos ovos de ouro.

      Talvez sinta que não tenha escolha, talvez seja só ganancia.

      Mas no mundo de hoje, onde esquemas pay-to-win, o multijogador online e os free-to-play são os melhores sucessos nos videojogos sinceramente não vejo futuro nenhum.

      • Sabes o que é que conseguiram com tudo isto?
        Que eu, um tipo que compra consolas no dia de lançamento desde o tempo da Saturn e PS, que nunca mais compra uma consola acabada de sair, foi isso que conseguiram.
        O PSVR, que eu próprio testei na Lisboa Games Week, e que adorei, é algo pelo qual perdi o interesse por completo, pois não sei até que ponto a minha PS4 aguentará os futuros jogos, pode até aguentar perfeitamente, mas a dúvida já ninguém ma tira, está mais que instalada.
        Até a compra de jogos abrandou significativamente para níveis históricos, isto a titulo pessoal, tal não é o desânimo, não é por nada que voltei a jogar retro, esses não falham, voltei a ligar a minha Saturn e se o futuro for isto, esta coisa, então vou ligar muitas mais consolas, felizmente ainda tenho mais 22 consolas, e muito, mas mesmo muito jogo para jogar, portanto, quem perde são eles.

        • Até eu estou a voltar para a PS3!

          O pior disto tudo é que esta geração estava a ser excelente até agora – excelentes jogos, excelentes gráficos logo desde o inicio e um ressurgir do interesse pelos jogos singleplayer e experiências originais.

          Basta ver o sucesso de Ratchet e Clank na PS4.

          E esta E3 revelava um futuro promissor: God of War IV (no qual estava de pé atrás, mas basicamente é um reboot e com muito boas ideias), Days Gone, Horizon, Detroit, falando somente nos que foram apresentados na conferência da Sony, mas não esquecendo Recore entre outros.

          Títulos que já mostram esta geração em todo o seu poder. E que, pelo menos a mim, me faziam aguardar com muita expectativa pelo futuro!

      • As últimas declarações dos cabeças da Mic são fim dos ciclos geracionais, produto premium e hj 4K/60fps com alta fidelidade gráfica.
        Isso me diz coisas como, muitos pcs customizados a disposição fazendo com que o cliente compre aquilo que cabe no seu bolso, produto com alto valor praticado principalmente para nós brasileiros e está última do 4K60fps com alta qualidade gráfica.
        De bom de tudo isso na minha visão é que isso vire um eco-sistema no qual eu possa jogar meus jogos daqui a 10 numa outra plataforma da família, isso será interessante do ponto de vista dos consumidores.

        • Familia…ecossistema…mais um peixe no anzol.

          • Ué, vc desdém agora mas logo logo aceita pois é isso que virá de agora em diante, como gamer eu fico triste mas não vou parar de jogar por isso, é o que citei foi apenas uma coisa favorável que esse eco-sistema pode trazer.
            Não tem está de peixe fisgado pois todos somos diferentes e pensamos diferentes e também temos direito de fazer o que bem entendermos com o nosso suado dindin, é até falta de respeito esse seu comentário.

          • Netto, essa vantagem que referes… isso é algo que já poderia ter sido implementado há muito tempo e que se o futuro for sempre x86, irá ser implementado independentemente de a geração ser ou não a mesma.

            Até 2006, podias jogar os jogos de PS1 na PS2. E na PS3 podias rodar os jogos de PS1 do disco! Logo pelo menos os jogos que compraste antes de 2000 podias jogar na plataforma lançada em 2006 até hoje!

            Isso sempre existiu e chama-se retrocompatibilidade. Mas por razões de custo ou de negócio nem sempre foi implementada.

            O que agora se está a passar é vergonhoso.

            O futuro é x86. Por várias razões – menor custo de R&D (a AMD/nVidia/Intel e muitas outras tratam disso), mais fácil de programar e de manter.

            E só isso já te irá garantir retrocompatibilidade.

            O que essas cabeças estão a fazer é transformar isso em uma vantagem desta nova estratágia (lançar consolas mais poderosas em ciclos mais curtos) como se fosse isso que garantisse essa retrocompatibilidade, quando não tem nada a haver!

            É como digo – é o reinventar de conceitos que na realidade não foram inventados, sobre uma nova capa. A Microsoft apresenta isto como a 8ª maravilha, quando não o é!

        • Só para que fique claro. Com 6 Tflops não corres jogos com a qualidade que a One oferece a 4K 60 fps. Podes correr jogos nessa resolução e fotogramas, mas com qualidade reduzida.
          E claro… Na Neo muito menos.
          Só se for com reprojeccao como em Quantum Break e Killzone.

          • A Microsoft opina o contrário. O Major Nelson já o prometeu.

          • http://www.eurogamer.pt/articles/2016-08-20-xbox-scorpio-conseguira-4k60-sem-compromissos

            Albert Penello diz que o Scorpio correrá o mesmo jogo do Xone sem quaisquer compromissos gráficos, também diz que a intenção será a de entregar os mesmos jogos a 4K 60fps.

            Esse sujeito ai já se envolveu em muita polêmica no lançamento do One quando falando sobra as diferenças de hardware entre PS4 e One, agora me vem com isso.

            Mas a mim ele não engana não, a frase dele pra mim chega assim “4K sem compromissos com a verdade”

          • Tretas… Mesmo com um PC com um i7 uma placa de 6 Tflops não corre 4K 60 fps… Isso é uma realidade que não vale a pena aldrabar.
            Agora há a questão das reprojecções e das metodologias de reconstrução que não calculam a resolução total e obtem-na depois por iteração.
            Mas isso não são 4K. São aldrabices! E aldrabice por aldrabices… O re-escalamento da S seria suficiente.

  4. O motivo pelo qual a Sony está quieta quanto ao ciclo de gerações é o mesmo motivo pelo qual ela não se manifestou sobre DRM no começo dessa geração quando haviam rumores de todos os lados de que ela já tinha até combinado o modelo de negócios com os desenvolvedores.
    A Sony está tomando a atitude cautelosa e covarde de mais uma vez esperar a Microsoft apresentar as cartas e caso a repercussão seja ruim ela muda a programação, de novo. Ou seja, eles não tem certeza do novo rumo do mercado que eles mesmos vão iniciar.
    De qualquer forma, a existência do Scorpio não parece ter afetado as vendas do Xbox One S, que foram acima da quantidade esperada pelo fabricante, mas o PS4 está prestes a perder dois meses consecutivos de vendas para o One nos Estados Unidos. Não seria isso um reflexo da falta de transparencia da Sony quanto o que eles pretendem fazer? O mercado Europeu pode ser um mercado de apaixonados fieis à uma marca, o mercado Japonês pode ser um mercado patriota que valoriza empresas japonesas, mas o mercado americano é composto na maioria de pessoas que compram com a razão em primeiro lugar.
    Caso o Neo seja apenas um console PS4 melhorado e mais caro que vai acabar daqui a 3 anos para dar lugar a um PS5, haverá consumidores decepcionados e eu tenho certeza que a ideia não é essa, e sim daqui a 3 anos descontinuar o PS4 e manter o Neo e mais outro console e assim sucessivamente.
    Acho extremamente pejorativo insinuar que a Microsoft pensa em lançar consoles como Smartphones e a Sony não quando quem vai trazer o Neo primeiro é a Sony e a Microsoft fará com um ano de diferença. O fato de citarem o modelo de smartphones é para mostrar que esses aparelhos são lançados em um familia com mais de um produto e as aplicações funcionam em todos eles limitadas pela capacidade de cada um. Não creio que o que eles querem dizer é que farão consoles de ano a ano. Ninguém é burro o bastante pra achar que terá sucesso em um modelo de negócio desses, consoles vendem infinitamente menos que smartphones.
    O que eu penso é que eles estão assumindo que podem adicionar novos SKUs no meio de vida de um produto e manter a compatibilidade. Vai ter muito retrógrado se revirando de raiva, mas o mundo anda pra frente. Com a tecnologia melhorando exponencialmente e curto prazo, não há espaço para consoles engessados por muitos anos.
    Esses tipos de decisões não são tomadas do dia pra noite e envolvem estudos. Olhem para os próximos jogos que serão lançados, não existe nenhum que parece muito acima de jogos de dois anos atrás, por mais bonito que sejam artisticamente. Os limites chegam muito mais rápido agora. Os melhores jogos de 2016 são plenamente comparáveis aos visuais de jogos de 2013 e 2014 com apenas um pouco mais de refinamento. Na geração passada, os jogos de 2009 eram incomparáveis aos jogos de 2006, muitas vezes parecendo de gerações diferentes. A tecnologia evoluiu, e as mumias tecnológicas que não se adptarem serão deixadas para tras.

    • Sim… coitadinha da Microsoft que pensou um modelo de negócio para lixar os clientes, e a culpa de tudo é da Sony, a malvada que o tinha pensado, planeado, mas não o implementou à última. Coitada da Microsoft que pensou que estava a fazer o mesmo que a rival e que demorou meses a perceber a borrada que fez quando as vendas foram pelo cano abaixo. Malvada da Sony que em poucas horas percebeu que a coisa não ia dar certo e não se solidarizou e seguiu o mesmo modelo que a Microsoft.

      E malvada da Sony que não tem interesse nenhum em que o PC seja a plataforma de eleição do futuro, mas se lembrou deste esquema de todo de novas consolas e gerações mais curtas e coitada da Microsoft que tem todo o interesse em ver o PC como a plataforma de eleição, tenta unificar as plataformas usando o DX12 e no entanto apenas, mais uma vez, está a reagir à rival que tem todas as ideias.

      Eu diria que o sucesso da S é mais o resultado de um design (muito) atrativo e da retrocompatibilidade (não esquecer que Read Dead Redemption foi à pouco tempo retrocompatível e bastou ver o efeito que isso teve nas vendas do jogo), bem como da descida de preço (299$) e grande tamanho do disco rígido, que falta de transparência por parte da Sony. Independentemente de tudo, a Xbox ONE é uma consola que vale à pena ter – juntou um belo catálogo, tem grandes exclusivos a caminho e conta com os jogos da 360! Afinal que tipo de maluco compra uma consola quando sabe que a sucessora já foi anunciada e a data em que chega? Pois. Avaliemos a razão das pessoas ao comprar consolas quando têm à disposição duas marcas a preços equivalentes e compettitivos e não um preço incrivelmente inflaccionado deixando como escolha óbvia apenas uma.

      Sabes porque é que se pensa que a Microsoft tem em vista o modelo de smartphones? Porque os próprios responsáveis que dão a cara pela companhia o referiram nas inúmeras declarações que têm feito sobre os próximos tempos. Para o justificarem. Os da Sony também. E sim, aqui toda a gente sabe que isso é tóxico para o modelo de consolas. A diferença é que também não se ignora que a Microsoft tem mais interesse no PC como plataforma de jogos que na Xbox consola propriamente dita.

      É óbvio que eles vão adicionar novos SKUs e manter a compatibilidade isso não está em questão. E até te digo mais, vão fazê-lo contando com os benefícios do DX12 – assim conseguem melhorar o paralelismo do desenvolvimento Xbox/PC facilitando o desenvolvimento em várias configurações – cada vez mais haverá uma proximidade entre a consola e o PC. A questão é que também não ignoram a falta de vontade de grandes thirds em continuarem presas a uma plataforma e serem obrigados a optimizar. E estão-se nas tintas para isso. Querem é acelerar a transição para o PC, e com isto iniciar o modelo Xbox Machine.

      A sério? Uncharted 4 está ao mesmo nível que quê exatamente? Nunca viste nenhum jogo atingir o mesmo nível de proeza técnica, até agora. Só tens razão numa coisa – o salto gráfico foi mais evidente no inicio desta geração que na anterior. Mas isso nada tem a haver com estas máquinas, mas com o facto de os motores de jogo já terem sido aprimorados muito antes desta geração se iniciar. Mas houve uma evolução. E é notória. Além disso, basta ver a fornada de jogos que temos para este ano para se perceber que vem aí mais um upgrade gráfico, como seria de esperar.

      Desculpa lá ser retrógado, mas se tivesse gastos 499$ numa consola que veio com uma câmara em 2013, e depois de ter colocado a câmara a ganhar pó e ter passado 10 maravilhosos anos com a 360 e estar mortinho pelo mesmo com a ONE, ficaria fulo da vida ao saber que não vou ter direito a isso. Mas enfim sou um retrógado. Espertos os que olham para isto que cá vem e aplaudem de pé o retirar de mais um direito aos jogadores. Grandes inovadores. Venha o futuro mesmo que isso seja uma valente treta.

      • E tu ainda ligas?
        Eu já nem leio, prefiro gastar o meu tempo a ler coisas menos parciais.

      • Quando se escrevem artigos na perspectiva meramente de cliente e de gamer, e onde vemos que o ecossistema que tento gostavamos está a ser destruido, mas alguem vem e tenta pintar a manta dessa forma, está tudo dito não só quanto à parcialidade, mas igualmente quanto ao amor pelas consolas.
        Eu compreendo que haja quem olhe para as consolas e gostasse que elas fossem mais como o PC. No tempo da PS2, especialmente nos últimos anos, tantas vezes olhei para a consola e para o Pc e pensei que era uma pena que a consola não pudesse mudar uma peça e melhorar um pouco.
        Mas na altura era mais inconsciente. Apesar da consciencia das vantagens de um sistema fechado, queria era jogos melhores, e não pensava nas consequencias do que uma peça como a desejada criaria no universo das consolas.
        Mas tentar agora passar uma imagem de que, apesar de ambos os fabricantes estarem a fazer o mesmo, há um mau da fita e um coitadinho, isso torna-se caricato.
        Sem estar a tomar posições questiono só para provar que o lado supostamente coitadinho e virtuoso não o é:
        Afinal quem falou de atualizações primeiro?
        Quem apresentou primeiro?
        Acima de tudo, quem perde menos caso o novo modelo de consolas, por qualquer motivo, falhe?
        Não há aqui coitadinhos. Ambas as empresas, apesar de em escalas diferentes, e interesses diferentes, tentam parar a hemorragia de gamers que só veem potência, e saem para o PC. E ambas estão com isso a destruir um modelo que existia à 40 anos.
        Os produtores agradecem, os fabricantes agradecem, certos gamers sem consciência do que se está a passar, agradecem. Mas outros que se apercebem das alterações, e no fundo retrocesso que está a acontecer, não.

        Quanto ao sucesso da S, não fales sem dados. Vender mais do que a One standard não a torna um sucesso, especialmente na altura do lançamento (e os dados existentes não referem vendas da S, mas de ambas, e recorde-se que a Xbox Standard está a 250 euros com 4 jogos). Mas mesmo que seja um sucesso e venda só por si muito bem, é claro que as suas vendas poderiam ainda ser melhores não fosse a Scorpio já estar anunciada.
        Eu seria um dos que trocaria e não o faço pois compre ou não a scorpio sei que a S desvalorizará tremendamente em apenas um ano. E como eu haverão muitos! Daí que perder dinheiro na troca para daqui a um ano a consola valer outra vez uma miséria… Não… Ele ainda não me nasce!

    • Li todo o comentário do Fernando e a única certeza que tenho sobre o que ele pensa disso tudo é Microsoft a certa e Sony a errada, sendo que as propostas nem tem tanta diferença.
      Não entendo como alguém aceita de boa e ainda diz que o futuro é o que a Microsoft está a fazer, e reclama da proposta da Sony.
      Sobre as vendas de julho o Xone venceu por 10.000 de diferença em um território que dificilmente o X360 perdia pro PS3, sem falar nas promoções do console a $250 com 4 jogos, ou seja, foi mais desova que outra coisa.

      • Por norma as vendas da One em território norte americando andavam perto do 1:1 com a PS4. Mesmo apenas tendo ganho por 3 ou 4 vezes desde o seu lançamento, a realidade é que as vendas lá são o que mantêm a One. Daí que vencer nesta fase é normal. E diria mesmo que com essas promoções e a S ganhará ainda este Agosto.
        Mas curiosamente venceu… Mas por uma diferença até pequena.

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