Peugeot prepara-se para começar produção de Hibrido que anda a… ar.

Ainda estamos longe de um carro que ande 100% à base de energias alternativas, mas a Peugeot propõem um híbrido que usa ar como auxiliar. E prepara-se para o produzir em massa.

Peugeot-ar

Os actuais automóveis híbridos normalmente misturam combustível com electricidade. A electricidade recarrega-se quando o carro está a usar gasolina e a gasolina entra em acção sempre que o carro atinge maiores velocidades ou a electricidade está baixa.
Mas a proposta da Peugeot é diferente. Basicamente o que a empresa propõem é tão simples como o uso de… ar comprimido.
Trata-se de uma solução que não vai queimar ou danificar o ar, mas apenas comprimi-lo. E basicamente o funcionamento e semelhante aos carros electricos com o combustível a entrar em funcionamento a altas velocidades e quando a pressão do ar é baixa. E pelo que aparenta a Peugeot já desenvolveu o sistema o suficiente e vai começar a produção para comercialização em massa da tecnologia.
As vantagens sobre as baterias passam pela capacidade de se poder controlar a libertação da pressão, obtendo-se mais ou menos potência, algo que nos motores eléctricos não acontece. Da mesma forma não se usam químicos tóxicos como os usados nas baterias e a vida útil do compressor é igualmente superior à das baterias. A desvantagem passa pelo facto que ao contrário das baterias que fornecem energia constante enquanto a possuem, estes sistemas possuem mais ou menos potência de acordo com o nível de carga. E a dificuldade no seu uso é adaptar o carro a isso, algo que a Peugeot poderá ter conseguido.
Fonte: Iflscience
Aqui em vez de electricidade é uma bomba que recarrega o tanque de ar comprimido. E desta forma a Peugeot estima que os seus carros, no lançamento sejam capazes de fazer 2,9l/100km com uma libertação de 69g de CO2/km já no próximo ano. Nada mau se considerarmos que a UE colocou uma meta para que o standard em 2021 seja de 95g CO2/Km, e que a Peugeot se propõem já bater para o ano que vem.
Mas a empresa afirma ainda mais, e acredita que nessa data a performance do veiculo tenha subido 50% e que o consumo seja de apenas 2l/100 km.
 
O grande problema desta tecnologia é que parte um pouco tarde face à tecnologia híbrida em vigor. Mas com as vantagens que parece possuir, e o facto de a Peugeot se propor ser bastante atraente nos preços destes híbridos que afirma serão mais baratos, a adopção poderá mesmo assim acontecer rapidamente.
Estes híbridos usarão as plataformas do Citroên C3 e Peugeot 308.


Posts Relacionados