Polaroid anuncia TVs 4K a 1000 dólares.

A Polaroid promete revolucionar o mercado com ecrãs de 50 polegadas a 4k.

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O 4K é problemático, especialmente quando os actuais cabos HDMI não possuem largura de banda para mais do que 25 fps nessa resolução. Se associarmos isso à falta de conteúdo, menos atractivos são. Mas eis que a Polaroid promete TVs 4K a 1000 dólares e pode mudar radicalmente a forma como vemos o 4K.

Seja como for, o formato 4K é algo confuso. Criado para a resolução nativa de 4096 x 2160 (17:9), outras resoluções são igualmente aceites como sendo 4K, nomeadamente os 3840 x 2160 para o formato mais tradicional 16:9. No entanto ainda aparecem aqui as resoluções de 3996 x 2160, 4096 x 1714 (Cinema Scope) e 5136 x 2160 (Ultra wide).

Ou seja, ao contrário do Full HD que é uma resolução standarizada de 1920*1080 em formato 16:9, os 4K são ainda aquilo que se considera uma grande confusão.



Mais ainda, o formato não possui verdadeiramente conteúdo. Existem efectivamente algumas coisas em 4K nativo, mas pouco, sendo a maior parte é obtida a partir de FullHD.

Apesar da confusão e da grande largura de banda necessária para uma transmissão deste género, que tornam o formato incompatível com as emissões TV que nesta fase ainda preferem o 720p, a Polaroid pretende lançar televisores 4K a menos de 1000 euros.

A gama de preços, apesar de tentadora, nem é verdadeiramente novidade. Fabricantes como a Konka (50X9600UE) e Hisense (50XT880G3DU) fabricam televisores 4K a, 1500 euros, a ChimeiCorp possui o modelo TL-50UD a 1150 dólares, e temos mesmo a TCL com o modelo 7E504D a 999 dólares.

O lider em preços é a Seiki digital que fornece uma TV de 39 polegadas 4K por 699 dólares. Todos os restantes televisores mencionados são 50 polegadas, e todos possuem 3840×2160 pixeis de resolução.

A proposta da Polaroid no fundo só se distingue por possuir preços ainda mais baixos para ecrã de 50 polegadas, e por um nome mais sonante, apesar de no mundo da tecnologia Polaroid não ser verdadeiramente nada. A empresa dedicava-se à fotografia, foi à falência em 2001 e quer agora re-entrar no mercado em outras áreas.

No entanto resolução não é tudo! Qualidade da cor, brilhos, contrastes, tempo de resposta, ângulo de visão e muitas outras caracteristicas acabam por ser muito mais importantes do que a resolução. Tendo já visualizado jogos a 4K em ecrãs de 55 polegadas, bem como  a 1080p reconheço a diferença, mas sinceramente não é algo extraordinário como isso. E jogando regularmente em 110 polegadas, 1080p, posso dizer que estou satisfeito com a resolução.

Mas aguardemos pela saída destes ecrãs e pelas análises aos mesmos.



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