Presidente Francês alerta para a dimensão de empresas como o Facebook e a Google, alertando que elas poderão ter de ser desmanteladas.

O Facebook e a Google são exemplos de empresas que cresceram demais e possuem demasiado poder, podendo ter de vir a ser divididas em pequenas empresas menores. Este ´o aviso do Presidente Francês, Emmanuel Macron.

Os gigantes da tecnologoa estão cada vez mais sob escrutínio dos Estados Unidos e da Europa, dado que cresceram de tal forma, e se tornaram tão grandes, que se tornaram monopólios que possuem o poder de abafar outros competidores nas mesmas áreas. Este é o aviso do Presidente Francês, Macron durante uma intervenção num evento sobre inteligência artificial realizado em Paris a 28 de Março deste ano.

Primeiramente eles estão no caso clássico de empresas monopolistas; são jogadores gigantes. A um ponto onde o governo, as pessoas podem dizer: Acordem. Eles são grandes demais.

Não só são grandes demais para falharem, mas tambem grandes demais para serem governados. O que é uma novidade. Pelo que a este ponto poderemos escolher desmantelá-los. Isso foi o que aconteceu com o sector do petróleo na sua fase inicial, onde também tinhas estes gigantes. É um problema de competição.

Esta situação aconteceu efectivamente. Nos finais do século 19, a Standard Oil detinha 90% do mercado Norte Americano , e acabou por ser desmantelada em mais de duas dezenas de entidades mais pequenas como a Chevron e a ExxonMobil, que ainda existem actualmente.  Isso aconteceu após uma sentença de tribunal datada de 1911 onde se considerou que estas empresas não permitiam a competição funcionar.



Atualmente, como é conhecido, o Facebook está a ser acusado de ter permitido que os dados de 50 milhões de pessoas caíssem nas mãos de empresas de análises e recolhas de dados associadas à campanha do atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como foi o caso da Cambridge Analytica, bem como tendo permitido a fuga de um memorando interno que pinta uma imagem horrível da sua estratégia de crescimento, e que agora incorre na perspectiva de ser totalmente regulamentado perante o futuro testemunho do seu CEO Mark Zuckerberg perante os advogados responsáveis pelas leis dos EUA.



Eis o memorando onde o Facebook refere que o que faz é bom, mesmo que isso possa matar pessoas em ataques terroristas coordenados com as suas ferramentas:

Já quando ao escândalo da fuga de informação dos 50 milhões de utilizadores, o Facebook chegou a ter anúncios de página inteira em 9 jornais dos EUA e Reino Unido, pedido desculpas públicas pela sua participação pela fuga de dados da Cambridge Analytica. Mas de que adianta se as questões de privacidade do Facebook são uma queixa desde sempre, e o Facebook não faz nada para melhorar a situação.

Voltando a Makron, este refere que os impostos pagos por estas empresas na Europa não permitem sequer balancear sequer tudo o que trazem de negativo, e que necessitam de ser mais cobrados por isso.

Eles não contribuem o suficiente para a criação de meios para se lidar com as situações externas negativas que criam. E ainda pedem aos sectores que perturbam que paguem, pois esses sim, esses pagam todas as taxas. Isto não é sustentável.

Apesar de não se deixar de reconhecer que estas empresas trouxeram investimento e postos de trabalho para os paises, o certo é que eles tem de operar num plano regulamentado ao mesmo nível dos outros.

Não posso, a longo prazo, garantir aos meus cidadãos que as suas preferências colectivas ou as minhas regras podem ser totalmente implementadas por estes jogadores, porque eles não possuem a mesma regulamentação do lados dos Estados Unidos. Se não tiver, a certa altura, esta discussão, e os regulamentar aí, ponho-me numa situação onde a soberania está em causa.

Estas empresas poderão ser multadas em 24.6 milhões ou até 4% dos seus lucros totais (o que for maior), caso estas empresas não cumpram integralmente com as novas e exigentes regras de privacidade que entrarão em efeito na Europa a 25 de Maio.



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