Psicólogos revelam que 80% de todos os “pistoleiros” das escolas Norte Americanas, não ligam a videojogos

Recentemente a violência nos videojogos foi debatida nos EUA numa reunião promovida por Donald Trump. Segundo este, a violência nos jogos está a passar dos limites e há que se por cobro a isso.

Antes de começar com este artigo, deixem que diga que concordo com o facto que a violência explicita e gratuita está a passar dos limites aceitáveis! Seja ela capaz de afectar a mente das pessoas ou não, creio ser irrelevante. A questão é que determinas cenas não deveriam estar acessíveis e tudo e todos, e se o estiverem, deveriam estar devidamente identificadas quando à faixa etária a alcançar e rodeado de medidas que impeçam a venda efectiva a quem não cumpra com essa faixa etária.

Esta situação foi abordada aqui por mim não faz muito tempo, num polémico artigo sobre a violência gráfica mostrada em The last of us 2, sendo que nesse caso a situação foi criticada pela falta de aviso sobre o conteúdo que seria visualizado, e mostrado no meio de outros jogos acessíveis a todas as idades.

Mas independentemente de achar que deve existir uma protecção dos jovens face à violência gráfica, a realidade é que o que nos é dado a entender no dia a dia é que não é pelos jogos que as pessoas sentem a necessidade de praticar actos violentos, ou que se sentem susceptíveis de o fazer mais facilmente.

A provar isso está um estudo de diversos psicólogos que analisam a psicologia dos vários criminosos que entraram em escolas norte americanas armados com armas, praticando assassinatos em massa.



É nossa clara opinião que o grande problema do que se passa nos Estados Unidos e em outros paises nada tem a ver com os videojogos, mas sim com o acesso às armas, algo que acontece com facilidade excessiva.

Mas curiosamente, Donald Trump não se propõem exercer um maior controlo no acesso às armas, mas sim tomar medidas relativas aos videojogos. Eis um dos seis

Patrick Markey é um Psicólogo, professor na universidade de Villanova e tem estudado o fenómeno dos “pistoleiros” nas escolas, tentando-o ligar não só aos videojogos, mas igualmente aos filmes.

No seu estudo sobre a relação entre a violência no mundo e os filmes, o seu estudo conclui que entre 10 a 30% da violência mundial pode ser ligada de alguma forma a estes.

Mas já no que toca ao seu estudo relativo aos videojogos (Violent Video Games and Real-World Violence: Rhetoric Versus Data), as conclusões de Patrick Markey são de que há uma clara falta de provas que estes contribuam para atos de violência, sendo que curiosamente, as datas de lançamento de jogos violentos, até coincidem com as datas onde esse tipo de crimes decresce.

Eis as frases usadas no estudo:

Ao contrário das afirmações que os videojogos violentos estão ligados a assaltos agressivos e homicídios, não se encontraram evidências que sugiram que este media seja um factor maior (ou menor) de contribuição para as causas de violência nos Estados Unidos.
Os picos de vendas de videojogos nos últimos 33 anos,  não possuem qualquer relação com este tipo de crimes violentos, nem na data, nem num período de 4 anos após os lançamentos. Curiosamente, e de forma inesperada, os lançamentos de videojogos são facilmente ligados a descidas de crimes agravados e homicidios quer nas datas, quer até 2 meses após os lançamentos. Mesmo as pesquisas por guias e “walkthroughs” destes jogos conseguem ser ligados a descidas nos crimes agravados na data e até 2 meses depois. E os homicidios tendem a decrescer nos meses após o lançamento de jogos violentos com a marcação M-Rated.

Faz agora cerca de um ano, o Dr Markey lançou um livro denominado : Moral Combat: Why the War on Violent Video Games Is Wrong, que refere exactamente todos os fundamentos encontrados no seu estudo.

O livro, que tem como co- autor um segundo Psicólogo, Chris Ferguson, inclui vários dados que apontam exactamente na direcção oposta da narrativa de que os jogos violentos possuem ligação com estas tragédias. Eis alguns dos trechos relevantes que o Dr. Markey, perante esta situação recente do Presidente Trump, publicou no seu Twitter.

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Um dos dados mais relevantes do estudo é que o mesmo mostra claramente que quem perpetrou os crimes nas escolas, pouco ou nenhum interesse possuía em videojogos. Por outro lado, mais de metade dos atacantes possuia interesse em violência, e gostava de a ver, fosse em filmes, videojogos, ou de a ler em livros. Mas interesse em particular nos videojogos, não era um dos pontos comuns.
Resumidamente, as pessoas em causa não foram afectadas pelos videojogos, apesar de gostarem de ver a violência neles existentes. Mas a preferência estava claramente nos filmes, face aos videojogos.
O livro inclui ainda outros dados de um terceiro Psicólogo, o Dr. Peter Langman, um dos mais reconhecidos peritos na análise da psicologia destes homicidas das escolas, e que tendo feito um estudo analisando o período de 2005 a 2012, tirou as mesmíssimas conclusões.
Curiosamente, se dos “pistoleiros” apenas 12% de todos eles tinha interesse em videojogos (20% se considerarmos apenas os mais mortíferos), mas curiosamente, da pacata população estudantil, 70% tinha interesse neles!

A apoiar estes dados temos um recente estudo  conduzido por um grupo de pesquisadores Alemães da fMRI (functional magnetic resonance imaging), e que num grupo de 15 jogadores de videojogos violentos, que tenham forçosamente jogado Counter-Strike, Call of Duty e Battlefield por pelo menos 4 anos numa média de duas a 3 horas por dia, todos os dias. E as imagens de ressonância magnética obtida dos seus cérebros permitiram as seguintes conclusões:

Os efeitos da exposição a longo termo foi o foco do presente estudo, que mediu as respostas neurológicas e os estímulos de reações empáticas. Para eliminar os efeitos de curta duração os jogadores estiveram afastados dos videojogos num periodo de pelo menos 3 horas antes de cada medição

A contrário da hipotese inicial de uma redução da empatia nas devidas regiões do cérebro nestes jogadores, os dados do fMRI, não mostraram qualquer aumento no prcesso emocional ou qualquer alteração aos estímulos. Na realidade as respostas dos diversos grupos (gamers e não gamers) foram bastante semelhantes e não foram notadas alterações mesmo em picos estatisticos de relaxamento. Esta falta de um efeito principal no grupo e de efeitos de interacção envolvendo o factor grupo não é devido a falta de reação emocional dos participantes. Na realidade encontramos activações robustas em conteúdos emocionais em tudo semelhantes aos de estudos prévios em outros grupos, usando o mesmo material.

Como tal, a falta de diferenças entre grupos nos dados fMRI não sugere que o uso intenso de Videojogos leva a alterações da sensibilidade e a diminuições das respostas neurológicas relacionadas com a empatia.. Isto é corroborado pelos dados do questionário que não revelou diferentes entre os usuários dos videojogos no que toca ao control e empatia por medidas de agressão, apesar de algumas diferenças terem surgido no que toca à toca à procura de novidades e personalidade anti social.

Neste último ponto, os pesquisadores postularam que jogar videojogos será um efeito da personalidade anti social, mais do que a causa.

Os utilizadores de videojogos no nosso estudo também mostraram elevados valores anti sociais na escala de personalidade clínica. Isto pode ser a a base para o comportamento , e nesse sentido os Videojogos poderão ser o sintoma e não a causa do problema do grupo.



Resumidamente, os estudos ao cérebro não mostram alterações às tendências agressivas de quem joga.

Mostram porém que as pessoas presentes naquele estudo e que jogam são por norma menos socializáveis do que as restantes, mas que tal poderá ser a causa pelo qual estas pessoas se refugiam nos videojogos e não uma consequência deles.

Curiosamente, nenhum destes estudos foi abordado por Donald Trump.

 



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bruno
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bruno

Sobretudo porque não convém. Há tiroteios nos Estados Unidos há decadas, ainda antes dos videojogos serem sequer uma coisa.

Mas é preferível atirar as culpas para isto do que enfrentar a industria do armamento.

José Galvão
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José Galvão

Bruno…

Tenho andado na minha pesquisa sobre que tv irei comprar e fiquei de olho na que tu querias, a LG 55B7V, uma oled, adoro a tv, pretos perfeitos, cores lindas e toda a tech para ficar descansado por uns bons anos, o problema é que tenho visto imensos relatos acerca de burn-in e retenção de imagem que parece ter facilmente, o que me deixou preocupado, ainda não comprei porque vou esperar por uma promoção mas confesso que agora estou de pé atrás com este modelo e a tecnologia em geral.

Que dizes?

Mário desculpa o off-topic.

bruno
Visitante
bruno

Pois, é esse o motivo pelo qual o OLED é o ecrã (quase) ideal… excelente qualidade de imagem… mas a degradação com o uso, com a queimadura da tela de que falei no artigo. (Nunca mais chega o Microled, caramba!)

O risco de burn-in é real sim senhor. E ele é derivado de ter sempre a mesma imagem no ecrã por longos períodos de tempo.

Há dois tipos: retenção temporária e retenção permanente. A retenção temporária é resolvida e as TVs já têm implementados sistemas que permitem remover isso. A permanente não tem solução e pode evoluir da temporária. E se te acontece após a garantia.. ui-ui.

O rtings fez um teste em que as TVs eram apresentadas com os mesmos elementos da imagem ligados 20 horas por dia, 7 dias por semana e após 5 semanas (700h) o OLED começou a ter burn-in. O modelo era o B6.

Para esclarecer, o burn in resulta de longos períodos tempo ligados quando há elementos da imagem que não variam. Isso pode ocorrer com os símbolos dos canais nos cantos superiores da imagem, ou em jogos com a UI do utilizador, jogos de futebol quando tens os pontos (os pontos de cada equipa) na imagem. Isto quando se passa longos períodos de tempo com isso.

Não sei dizer quanto tempo demora com uma utilização normal da TV.

A B7, por ser OLED, pode sofrer disso. Por outro lado, a TV tem incutido sistemas para evitar que isso corra como o limitador de brilho e o refrescamento da imagem (bem como o descanso da TV com um screen saver em movimento após algum tempo de pausa). Mas pode não ser eficaz a 100%, dependendo do uso. E mais uma vez, o efeito com o uso a longo prazo é difícil de prever.

Por isso, o que te posso dizer, é que há esse risco sim senhor, e que tudo vai depender do uso que lhe des, mas se passar muito tempo num ecrã generalista, onde os elementos da imagem sejam os mesmos há esse risco de burn-in.

Por outro lado penso que quanto mais variares a imagem (jogos sem UI, alternar entre ecrã inteiro, canais, etc), isso deve ser diminuido. Mas eu nunca tive OLED, e já por isso disse que se trata de uma escolha pessoal. Sobretudo porque TV, no meu caso, é só ao final do dia e como passo ao lado de jogos de futebol e FPS não tenho muito esse risco. Em boa fé, contudo, não te posso recomendar com segurança de que não terás esse problema.

A TV tem uma excelente qualidade de imagem, sem dúvida, mas esse risco existe e é real.

Os modelos que o Mário te recomendou são os melhores no que diz respeito ao HDR. São as unicas TVs no mercado que conseguem ir aos 1000 nits (estando dentro da norma) e o VA é o tipo de ecrã mais resistente ao Burn-IN. Ultrapassam até a série Q da Samsung e tens a vantagem de ter os processadores de movimento da Sony, que são os melhores do mercado. O modelo xe93 até tem o X1 extreme que é o mais recente e estará presente em toda a gama deste ano, mas atenção que o input lag é mais elevado nesse modelo para os 1080p (para os 4k é mais baixo).
O problema é que o ecrã é VA e por isso, só se vires diretamente de frente. E esse é um problema que tens em toda a gama xe90 e todas as Tvs Samsung.

Se ainda quiseres melhor tens o imbatível Sony ZD9.

Se tiveres uma sala espaçosa, em que as pessoas vêm de lado tens a Sj da LG com resultados muito bons ou a XE80 da Sony, que é muito boa e tem um HDR razoável (baixo input lag até com a interpolação de movimento ativada). Nenhum destes modelos tem o infame RGBW. Mas lá está, são IPS e por isso mau constrate e maus níveis de preto. Eu tenho um LG de 2014, que até nem é grande coisa de acordo com o Rtings, mas tenho-o relativamente bem calibrado e a imagem é cristalina (o problema é o mau contraste nas cenas escuras), e tem-me enchido as medidas. Por isso, levando IPS não é perfeito, mas não ficarás muito mal.

Sinceramente, se ainda estiveres com uma TV funcional não compraria (não sei exactamente qual o teu motivo de troca, porque é que a tua Samsung te levou a querer trocar), e esperava até ao final de 2019.

Primeiro porque a norma HDMI 2.1 foi fechada em Novembro de 2017, e de certeza que esses novos modelos a vão suportar. (não foi a tempo dos modelos deste ano) e esse será o futuro com as novas consolas e possivelmente melhorias no input lag.

Segundo, porque foram anuciados vários novos chips de processamento de imagem quer da LG quer da Samsung (e claro da Sony também) na CES deste ano. E gostaria de ver o que é que eles trazem de novo. Resumid95amente usarão algoritmos de inteligência artificial para tratamento de imagem.

Terceiro, porque a Samsung vai investir no OLED no próximo ano (a Samsung foi a responsável pelo AMOLED nos telemóveis que se tem portado bem) e o QLED pelos rumores, melhorou muito.

Por isso a minha opinião é a segunite, resumindo:

Se a tua TV atual ainda está boa, aguenta com ela pelo menos até ao HDMI 2.1 fazer parte das TVs e depois compra.

Se não aguentares mais com ela, ou tens o aparelho avariado e tens mesmo que comprar:

– Escolhe OLED assumindo o risco de brun-in (que é real!) e que não te posso dizer em quanto tempo aparece ou sequer se mais cedo ou mais tarde te aparece.

– Escolhe os modelos do Mário para o melhor HDR possível até hoje, mas só se vires diretamente de frente. De lado já tens cores deslavadas embora o brilho se mantenha.

– Tendo uma sala espaçosa com sofás laterais em que as pessoas se sentam e vêm, vai com um IPS. Nesse caso o melhor no Rtings tanto quanto sei é a Sj95, mas não ficas mal servido com a Sj85 ou mesmo a Sony XE80 (vê qual deles o mais barato, mas tendo em atenção que as Sj sao superiores porque têm melhor contraste).

bruno
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bruno

E as Sj também têm local diming o que melhora a uniformidade do preto face até à Xe80.

José Galvão
Membro

A TV que tenho agora está boa, o problema é que a minha mãe tem uma TV de 32″ e já tem uma certa idade e tem dificuldade em ver, logo vai ficar com a minha de 49″, que é mais do que suficiente, o que me deixa a porta aberta para comprar algo mais actual.

Entretanto andei a ver a Sony 55XE9305 que o Mário recomendou e é só elogios, mas há sempre um mas, a TV está a ser descontinuada pois estão prestes a ser introduzidos os modelos de 2018 que serão naturalmente mais caros, pelo que eu ando a ver se consigo ir buscar esta, com uns truques e malabarismos mas ainda não é certo até porque 1500€ para mim ainda é muita fruta.

Entretanto hoje passei pela Mediamarkt de Setúbal, eles estão com uma campanha sem juros mas não têm a TV nem encomendam, aproveitei e falei com o funcionário acerca dos OLED e da sua retenção de imagem e burn-in, o que ele confirmou não só como sendo verdade como a LG não cobrir esse problema na garantia.
Até aqui já eu sabia, o que ele me disse a seguir é que me deixou espantado, ele disse que a LG não cobria, mas a Mediamarkt sim, e por um periodo de 5 anos, pensei ter ouvido mal mas sim, ele disse 5 anos, e para ser sincero não acredito.

Entretanto vi este tipo que é da minha zona:
https://www.olx.pt/anuncio/tv-led-sony-65-polegadas-novos-e-embalados-com-2-anos-de-garantia-IDBhKd4.html#5b61173c1b;promoted

Parece bom demais para ser verdade, é só mais um artista, entretanto vou estudar hipoteses, queria mesmo esta TV.

Andrio
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Andrio

Sempre assim, vão por a culpa nos jogos. Pode aparecer mil casos de pessoas que não jogam, mas quando aparecer um que jogue jogos de tiro vão associar tragedias aos jogos.

OFF: A sony liberou um video de 16 minutos do novo God Of War

Achei muito legal a IA do filho do Kratos, pelo visto não nos atrapalhar 😀
Outro ponto é a jogabilidade, por mais que tenha mudado continua brutal e frenética. Acho que o jogo ficará bom mesmo com todas as mudanças. Fiquei Ansioso pelo jogo.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=913&v=2e-yAATMjBI

Vitor PG
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Vitor PG

Esse Trumph é burro que só ele,assim como existem filmes para criança e filmes só pra adultos,existem games para crianças e games para adultos!E na caixa do jogo fala até as inadequações do jogo( por exemplo + 18 tem extrema violência realista,lesão corporal grave,conteúdo sexual pesado etc)nos cartazes dos filmes só diz +16 e não falam mais nada,se as crianças estão jogando games violentos a culpa é dos pais que não se importam de ler a caixa.Acho legal tbm que nas novelas da noite passa sexo explícito,mãe querendo matar a filha etc e as pessoas só comentam “novela pesada,Ainda bem q só passa a noite” agora um jogo + 18 não pode ter tiro q eh errado