PSnow foi relançado e é o contraste total com o Gamepass

Apesar de enormes semelhanças entre os serviços o contraste com o Gamepass acaba por ser gigante. E o motivo é passa pela diferença entre eles, uma vez que o PSnow elimina todas as questões sobre o serviço ser sustentável, ao não colocar os exclusivos Playstation disponibilizados no dia de lançamento!

Nota: Este é um artigo comparativo sobre o serviço Gamepass e o PSnow, nos novos moldes anunciados pela Sony.

O Gamepass, tal como está… é lucrativo? Na nossa opinião… não! Já o dissemos em inúmeros artigos que, tal como está, o gamepass é um risco para a qualidade futura dos jogos! E se lerem este artigo perceberão novamente o porque!

Na perspectiva do cliente, o Gamepass só pode soar como um serviço fantástico, com uma grande oferta de jogos a excelentes preços. A sua concorrência passa pelo PSNow, com o qual o compararemos, pelo EA access, e outros ainda por abrir como o Stadia, o Uplay+, e muitos outros que ainda irão aparecer.

Daí que quem não leu os nossos artigos anteriores pode pensar, e de forma lógica, mas porque raio porque se fala tanto sobre este serviço serviço e não dos restantes?



Bem, o motivo acaba por ser simples, porque o Gamepass é o único que se propõem ter um serviço por 10 euros por mês (oficialmente este é o único preço), e onde esse valor inclui todos os jogos AAA first Party, disponibilizados imediatamente no dia do lançamento, juntamente com mais de 200 jogos diversos presentes no serviço.

No Stadia os jogos custam tanto como no mercado clássico.

O EA Access é um serviço de baixo custo e com fraca oferta, comparativamente aos restantes.

Já no PSNow, o concorrente mais directo do Gamepass, o custo mensal é semelhante (9.99), sendo no entanto mais barato no trimestre (24.99) e na assinatura anual (59.99). O PSNow revela-se ainda mais barato, ao não obrigar ao PSN Plus para os acessos online, algo que o Gamepass requer com pagamento adicional.

O PSNow oferece mais de 800 jogos.

Apesar de, olhando só para os preços e oferta, o serviço da Sony poder aparentar ser ainda mais problemático que o da Microsoft, há uma grande diferença entre eles, e essa passa pelo disponibilizado e quando é disponibilizado. A grande diferença é que o Gamepass conta com jogos first party disponibilizados no dia do seu lançamento, ao passo que no PSNow, os jogos disponibilizados já tem algum tempo de mercado. A consequência de tal, é que ao contrário dos exclusivos do gamepass, estes jogos já obtiveram as receitas que podiam das vendas físicas, e como tal não entram neste serviço com a necessidade de obterem receitas para se pagarem, mas apenas para obter receitas adicionais.

Isso não impede que o serviço da Sony tenha, mesmo assim, grandes nomes. Por exemplo, neste relançamento do PSNow, a Sony anunciou a presença de alguns jogos first party de maior renome, que se manterão por três meses tais como:

  • God of War – Lançado em 2018 conta já com mais de 10 milhões de cópias vendidas
  • inFAMOUS Second Son – Lançado em 2014, vendeu um milhão em 9 dias, desconhecendo-se vendas posteriores. Dada a sua idade o seu potencial de vendas está completamente esgotado
  • Uncharted 4: A Thief’s End – Lançado em 2016, conta com mais de 15 milhões de cópias vendidas.

Naturalmente que esta situação de diferença do Gamepass, com a oferta dos exclusivos no serviço, revela-se uma enorme mais valia do serviço da Microsoft face aos restantes, tornando-o imbatível para o cliente, mas há que se ter a consciência que perante esta disponibilização de jogos cujo custo de produção pode rondar as largas dezenas de milhões, no seu lançamento, canibalizando as receitas de vendas, a sustentabilidade do serviço e da criação de jogos AAA aparenta ficar em causa. E a Microsoft não ajuda a destruir  esta ideia, caso ela seja errada, ao esconder dados de adesão e receitas do serviço.

Note-se que aqui na PCManias não nos importa e nem nunca nos importou o que as empresas fazem. Se elas tem lucros ou prejuízos para nós é irrelevante. São decisões que nos ultrapassam e como tal só podemos viver com elas. Mas procupamos-nos com o cliente e com o mercado, e aqui, esta situação em que os jogos são ofertados no seu lançamento revela-se preocupante perante a possibilidade da insustentabilidade do modelo, o que a acontecer levará a descida de qualidade do ofertado ou, como alternativa a monetização forte, ou subida dos preços do serviço, depois do cliente cativado (uma possibilidade que agora parece arredada perante a concorrência do PSNow).

Se pensarmos que, por exemplo, em 2018 a Sony lançou os seguintes jogos, todos eles best sellers:

  • Detroit: Become Human
  • God of War
  • MLB The Show 18
  • Shadow of the Colossus
  • Spider-Man

Percebemos que quem os comprou todos terá gasto 350 euros em jogos. Ora perante este custo, uma adesão a 59.99€ por ano, seria tremendamente compensadora. Mas claro… as vendas sofreriam, e consequentemente a receita que paga estes jogos, e os sustenta, também.

Ora apesar de a Microsoft não estar, presentemente, a lançar tantos exclusivos, a realidade é que os tem… e alguns excelentes, como Gears 5. Daí que para o cliente pagar 120 euros por ano com uma oferta de todos os exclusivos no dia de lançamento e mais 200 jogos que vão rodando, ou pagar 70 euros por cada jogo da Microsoft que compra, são coisas bem diferentes. E o modelo da Microsoft acaba por ser super compensador. Nesse aspecto, qualquer desvantagem que possa ter face ao PSNow até podemos considerar que se desvanece. É super compensador para o cliente!

Mas essa atracção que este modelo traz é questionável a nível de sustentabilidade pela canibalização da fonte de receita principal dos jogos, as vendas fisicas e digitais. Daí que uma adesão em massa a este modelo, pelo facto de ser super atractivo, coloca em causa não só o ecossistema de exclusivos da Microsoft, mas também toda a industria dos videojogos uma vez que perante a oferta de 200 jogos rotativos, há menor necessidade de compra (um problema que, infelizmente, tambem pode existir no PSNow, e em qualquer outro serviço deste tipo, fornecido a baixos preços).

A grande questão é quando dizemos que esta situação, tal como está, não aparenta ser sustentável, não o dizemos apenas da boca para fora, ou como mera opinião. Dizes isso de forma sustentada e apresentando dados de outros serviços de subscrição, com os quais comparamos lucros, custos e receitas: Nomeadamente, e como exemplo, citamos aquele que é referido como sendo o modelo que todos querem seguir, o Netflix.

Ora como podem ver neste outro artigo, comparamos receitas, lucros, custos, fontes de receitas, base de clientes, e concluímos. Daí que com ou sem razão, não nos podem acusar de falar da boca para fora, mas sim de forma devidamente sustentada. E a conclusão parece clara! O Gamepass, no modelo actual, com a oferta dos exclusivos, só pode estar a subsistir como um investimento para o futuro da Microsoft. Mas o certo é que tudo aparenta que este é um modelo que não conseguirá manter-se neste formato por muito tempo.

Nesse sentido, caso esta ideia seja errada, seria bom que a Microsoft mostrasse números em contrário, mas isso ela não faz. Esconde-se debaixo de secretismo, e cada vez mais esconde dados, tendo mesmo anunciado já que futuramente nem as receitas irá divulgar. Daí que dessa forma, o que nos sobra são dados de terceiros com que temos de lidar… e infelizmente eles não são animadores e não nos permitem pensar de outra forma.



Gears 5 foi um exemplo bem recente. O jogo, disponibilizado no Gamepass, vendeu 4.5x menos que o Gears 4, e mesmo as vendas digitais não se mostraram nada de espectacular. Isso deu mesmo origem a um artigo da Eurogamer sobre esse assunto, e que nós também exploramos.

Mas apesar de vendas baixas, o jogo foi um enorme sucesso a nível de adesão, com mais de 3 milhões de jogadores na primeira semana, e que vieram, naturalmente, do Gamepass!

E isto mostra que realmente o Gamepass está a crescer, mas que as receitas da Microsoft estão a descer. E se é verdade que a longo prazo elas podem ser igualadas, com o lançamento entretanto de novos jogos, sem se ter pago os já existentes, irá existir uma clara acumulação de prejuizo.

Ora toda esta conversa surge graças ao re-lançamento do PSNow, um serviço de subscrição da Sony, que possui as devidas semelhanças com o Gamepass, mas igualmente diferenças. Daí que vamos compara-lo com o modelo do Gamepass que tantas dúvidas nos suscita.

O mercado e a exigência do cliente

Tanto o Gamepass como o PSNow existem num mercado em que o cliente espera dos seus jogos algo com qualidade e livre de custos adicionais como monetização ou pay to win (algo que algumas empresas estão a tentar impor). Estamos a falar de jogos de 60 a 70 euros, um valor que pesa em qualquer agregado familiar.
O mercado das consolas é, desde à muito tempo o mercado que define a qualidade global dos videojogos, um mercado onde o cliente procura qualidade de jogo, grafismo e animações de topo. Um mercado virado para a exploração das resoluções das TVs, qualidade gráfica, de imagem, e de exploração máxima das performances das máquinas. É um mercado exigente onde a qualidade se associa à simplicidade de uso.

Vamos então ver as semelhanças e as diferenças entre os serviços, e o que os distingue:

Funcionamento

Gamepass – Acessível na versão PC e Xbox, funciona através de descarga dos videojogos

PSNow – Acessível para PS4 e PC, funciona através de streaming. Os jogos PS4 podem no entanto ser descarregados para a consola e jogados localmente.

O facto de o gamepass ser sempre jogo local dá-lhe vantagem aqui, algo que apenas é eliminado no caso PSNow para os possuidores de consolas PS4, e nos jogos PS4 presentes no serviço.

Oferta

Gamepass – Mais de 200 jogos

PSNow – Mais de 800 jogos

Apesar de o serviço PSNow contar com mais jogos, quantidade nunca definiu qualidade, pelo que se é certo que no parâmetro numérico o PSNow leva vantagem, tal pode acabar, para alguns e dependendo de gostos, por significar muito pouco.

Mensalidade

Gamepass – 9.99 euros por mês. Os jogos presentes no serviço que requeiram online necessitam ainda da adesão ao Live Gold, o que implica um pagamento extra de 5 euros/mês ou 60 euros por ano.

PSNow – 9.99 euros por mês. O valor fica por 24.99 por três meses, e 59.99 numa adesão anual. Não há outras despesas.

Basicamente, o custo do PSNow é bem inferior numa adesão anual, algo que ainda se revela mais díspar pelo facto de o PSNOW não requerer pagamentos adicionais para o online.

Custo máximo do ofertado – Note-se que se toma em conta estes valores pelo facto de o Gamepass incluir jogos no lançamento

Gamepass – 79.99 (Gears 5 Ultimate).

PSNow – 39.99 (God of War)

Apesar de os valores poderem variar, e muitos dos produtos serem já antigos e com pouco valor comercial, a realidade é que pela disponibilização dos jogos AAA First Party no seu lançamento, o potencial de canibalização de receitas imediatas de venda no Gamepass é enorme.

Os valores do lado da Sony são menores, mas mesmo assim tornam-se irrelevantes uma vez que os jogos já esgotaram o seu grande potencial de vendas no mercado fisico e digital, e já venderam em quantidade para se pagarem.

Interferência com as vendas físicas/digitais

Gamepass – O facto que o serviço possui jogos acabados de lançar canibaliza vendas e chama clientes. Os clientes presentes no serviço poderão, teoricamente, comprar menos jogos também a terceiros, por terem já o que jogar. A canibalização de vendas físicas corta a receita, e como tal pode causar corte de qualidade nos lançamentos futuros, ou a inclusão de métodos de monetização adicional.

PSNow – Tal como no gamepass, um cliente do serviço poderá, teoricamente, comprar menos jogos (neste caso a terceiros e à Sony), ao já ter o que jogar. O serviço é no entanto menos atractivo por não ter jogos acabados de lançar, mas por outro lado, o serviço não canibaliza as vendas, garantindo que os jogos continuam a vender sem interferência no mercado clássico, capaz de gerar receita suficiente para os pagar, e assim garantir que estes continuam a ser lançados com a mesma qualidade e quantidade.



Basicamente por aqui se percebe a grande diferença entre os dois serviços. O conceito é semelhante, mas a diferença na oferta separa-os claramente.  O Gamepass é mais apetecível, apesar do preço, pelo que oferece, mas por outro lado coloca em causa toda a sustentabilidade do serviço e levanta sérias questões sobre a capacidade de os jogos disponibilizados serem lucrativos.

Conclusões e resumo

PSNow e Gamepass são serviços que, quer queiramos ou não, serão cada vez mais comuns, e um dia, o standard do mercado. São ambos serviços de extremo valor para o cliente e que justificam a adesão.

A grande diferença passa pelo que é ofertado e quando é ofertado. Sendo que a metodologia de oferta de jogos de elevado custo no seu lançamento, levanta duvidas quanto à capacidade destes serviços em gerar receitas para os pagar, e mesmo da viabilidade do serviço em si. Sinceramente, por muitas voltas que demos, não conseguimos ver que o Gamepass, neste modelo, seja rentável, e só conseguimos ver o mesmo como um investimento da Microsoft para tentar aumentar o seu mercado.

Estes serviços, Gamepass e PSnow, apenas fazem sentido como alternativas ao mercado clássico de vendas. E quando um Netflix com 190 milhões de clientes dá menos lucro que a divisão de jogos da Sony, e apenas mais 50% que a divisão Xbox, tendo acumulado prejuízos ao longo de vários anos (valores obtidos dos relatórios oficiais das empresas Netflix, Sony e Microsoft), e sabendo-se os jogos AAA apresentam custos de produção semelhantes às de muitos filmes (que se rentabilizam no cinema e não nos serviços de aluguer), percebemos que estes modelos só podem existir como fonte adicional de receitas, mas nunca como alternativa às existentes

E esse é para nós o problema do modelo actual do Gamepass. O disponibilizar de jogos recentes atrai clientes ao mesmo tempo que canibaliza assim as suas vendas físicas/digitais e as receitas possíveis de se obterem com eles. Uma situação que no PSNow, não existe!

No global, e apesar do maior custo, pelo que oferece o Gamepass revela-se a melhor oferta. Mas o PSNow é dos dois o que aparenta ser sustentável ao ponto de poder permitir que os jogos continuem a dar lucro e a ter elevada qualidade. É uma fonte de receita adicional, e não uma ameaça ao modelo de negócio clássico.

 

 

 

 

 

 

 

 



newest oldest
Notify of
bruno
Visitante
bruno

Bem, aqui esta a resposta da Sony, apesar de eu achar que e demasiado permaturo.

Para mim, o unico louvor que faco a Sony e mesmo o facto de ter tentado atrasar as coisas enquanto pode. O PS Now esta presente desde 2013, e no entanto a empresa tentou por todas as formas mante-lo secundario o maximo de tempo possivel.

Ele representa o GamePass e XCloud tudo junto, funcionando de forma semelhante ao Netflix com streaming e permitindo o download local.

O objectivo disto e simples: levar os clientes para o so digital e destruir o mercado fisico e de usados.

O que prevejo no futuro e termos estes servicos inundados de titulos com microtransaccoes e multijogador online. E muito possivelmente ambas as empresas irao acabar por fazer o que o Stadia faz, vender versoes full price online de jogos singleplayer.

Ate la irao oferecer o que for necessario para acabar com a concorrencia. E muito provavelmente iremos ter publicidade metida no meio dos jogos a determinada altura – afinal ja havia patentes sobre isso ha uns anos atras e sera a proxima forma de monetizacao que irao colocar la no meio para as coisas se pagarem.

E ficarei muito espantado que nao haja um crash na industria com imensas falencias no meio: a questao e que as empresas que sobrarem estao mesmo a contar com isso para conseguirem monipolizar as coisas.

Eu mantenho a minha posicao: o fisico nao deve morrer porque quando desaparecer, as coisas ficarao piores para os consumidores. Deixar tudo nas maos das empresas e um erro enorme.

Mário Armão Ferreira
Visitante

Sinceramente, e apesar de estes serviços todos serem, claramente, uma ameaça ao físico, temos de perceber que, quer queiramos, quer não, há uma necessidade de evolução, e que o digital será, inevitavelmente, quer queiramos ou não, o futuro. Espero apenas que a transição seja gradual e não imposta de repente.

Mas um serviço como o PSNow não o vejo como uma ameaça.
Lembraste antigamente dos jogos “Platinium”? Eram jogos de topo que já tinham gerado lucros e vendas, e que como tal, eram despachados a menores preços.
Ora o PSnow pode muito bem substituir o Platinium… os jogos lá colocados não serão os recentes, e os recentes só entrarão em um de três casos:

– O serem um flop de vendas.
– O terem esgotado o seu potencial de vendas.

God of War é um bom exemplo. Um título super apetecível, mas que já vendeu mais de 10 milhões, já se pagou, já foi um sucesso, e é agora usado como promoção do serviço.

Ao contrário do que pensam eu não sou contra as subscrições! Entendo-as como uma mais valia para certos tipos de clientes que não podem gastar muito e que assim pode usufruir de muito, pagando pouco.

Agora o que estes serviços não podem ser é um chamariz que chama para si os clientes do mercado full price. Porque se o for vai prejudicar as vendas e as receitas. E isso é relevante se queremos preservar o mercado de jogos como o conhecemos e não tornar o mercado das consolas num mercado de smartphones, cheio de pay to win, microtransações quase obrigatórias, passes, publicidade e outros esquemas.

O mercado full price, seja ele fisico ou digital é que sustenta o mercado. É a maior fonte de receita. Não é com subscrições a 10 euros mês (Gamepass) ou 4.99 euros mês (PSnow numa adesão anual) que sustentas um mercado desses. E o serviço tem de ser encarado como uma fonte de receitas adicional e não concorrencial.

E é isso que me preocupa no Gamepass… porque o que ele oferece chama tudo e todos… e tu tendo jogos AAA de “borla”, porque raio os haverias de pagar a 70 ou mais euros?

bruno
Visitante
bruno

Eu sou abertamente contra as subscricoes. Vai alterar completamente o mercado como conhecemos e para muito pior!

A partir do momento em que existe, e uma ameaca. O PS Now so tem a benesse de disponibilizar os titulos apos estes estarem no mercado pelo menos um ano.

Mas a consequencia logica disto e as pessoas esperarem pelo lancamento no servico de subscricao e so jogarem nessa altura.

A necessidade de evolucao e questionavel.

O digital so se impoe por conforto – dado que nao e necessario ir a uma loja e comprar o fisico e deixa de ser necessario ter varias caixas em casa e mesmo trocar de CD e iniciar uma novo jogo. Sao estes os chamativos do digital.

Sobre os descontos eles sempre existiram, o que nao precisa de existir e o modelo de subscricao. Isso e uma add on que foi inventado para criar um novo modelo de negocio. E o que estamos a ver e que e algo embrionario que ainda ninguem sabe se e sustentavel. Mas dado que tem potencial para angariar clientes, as empresas estao todas a apostar nele, mesmo que nesta fase perdam imenso capital. Por isso o crash sera inevitavel. mas e algo com que todas as empresas estao a contar – porque a que se safa sera a sobrevivente e angariara imenso mercado, adquirindo as outras. E esta a conclusao inevitavel disto. E por isto tb que estas a ver aquisicoes.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Excelente comentário Bruno, penso exatamente o mesmo. E quando se vê a Microsoft torrando dinheiro como atualmente na sua plataforma, certamente eles só podem estar contando com a quebra dos outros menores, pra que futuramente eles possam ter domínio desse mercado, é um cavalo de Tróia muito bem pensado, a questão é se vai funcionar, já que mesmo a Microsoft com tanto dinheiro já experimentou muitos fracassos.
Essas empresas serem chacais é da sua natureza, mas o problema é que o bom senso das pessoas está cada dia menor pra se opor a coisas que no longo prazo podem ser uma realidade feia, jogos muito monetizados, quem sabe até com propagandas, despesas com rede, problemas com a rede, qualidade dos jogos inferior ao que estamos acostumados, com a tentativa sempre de se superar o trabalho anterior e por aí vai.

Gamepass me parece um grande anzol, e vejo muitos peixes sendo puxados.

Vitor Calado
Visitante
Vitor Calado

Vamos a factos:

O PSnow dos 800 jogos a maioria é da PS3 e não podem ser descarregados na PS4 pois não existe retro compatibilidade pelo que só podem ser jogados por streaming o que obriga a ter uma NET boa e muito estável para uma experiência aceitável, os jogos são disponibilizados no máximo a 720p30 o que com a próxima geração a chegar não é são de todo aliciante essas características, mas enfim.

Segundo o Gears 5 foi considerado unanimemente o melhor gears dos últimos anos, o que parece contrariar que os jogos feitos para saírem dia um no gamepass irão perder qualidade (até agora só tem aumentado).

Já disse isto aqui tantas vezes, mas é como chover no molhado, vamos lá: o modelo de negócios da MS é diferente do da Sony e cada vez mais se afastam, a Sony aposta nos seus jogos exclusivos singleplayer que vai obrigar os jogadores a comprar as consolas da Sony a assim fidelizarem os clientes ás suas plataformas, a MS está a apostar mais em jogos multiplayer como serviços com actualizações frequentes e com microtransações para rentabilizarem o custo do jogo e obrigarem os seus clientes a comprar o jogo ou a pagar a mensalidade por vários anos, são modelos diferentes e na minha opinião a MS não está cheia de economistas e gestores topo de gama e formados nas melhores universidades do mundo para não saberem o que estão a fazer…digo eu

bruno
Visitante
bruno

Economistas e gestores topo de gama formados nas melhores universidades, a fazerem asneira e darem cabo de empresas sao aos magotes. E na industria dos videojogos nao faltam imensos que se celebrizaram por darem cabo de marcas e empresas completas. Alias, o Steve Jobs conseguiu tornar a Apple no que e hoje porque despedia constantemente pessoas desse calibre – tamanha era a sua incompetencia em conseguir entender o atractivo do produto.

E hilariante estares a referir que o PS NOw, que roda a 720p 30 fps precisa de uma boa qualidade de rede, quando referes nao teres problemas com Stadia que tem pior exigencia para maior resolucao. Esta e uma perola vindo da tua parte.

Sobre Gears 5 a grande questao e: o jogo pagou-se? Tiveste pelo menos 2.8 milhoes de jogadores a contribuirem com 1 dolar/euro para o jogo e o resto full price. Isto garante-te uma faturacao de 3 milhoes e poucos. Os orcamentos para producao andam em dez vezes mais que isso! Onde se vai buscar o resto?

E tendo em conta que se passou de State of Decay ou Crackdown 3 para Gears 5, melhorar nao e dificil.

O que e dificil e acreditar que o servico e lucrativo quando mesmo com titulos desse calibre a MS continuava a esconder os numeros.

Como, EXPLICITAMENTE, o artigo indica ha 0 indicios de que o gamepass seja lucrativo. Pelo contrario, com a MS cada vez mais a esconder os numeros ha fortes suspeitas que a empresa esta a PERDER imenso dinheiro com ele.

So por curiosidade a MS e a unica empresa do mercado a pagar milhoes de ante-mao para ter jogos no gamepass – foi este o estratagema que eles conseguiram para ter titulos AAA no servico passados meses do lancamento. Mas e a unica no mercado que o esta a fazer. Onde vai buscar esses milhoes com subcricoes ao ano a 1 dolar?

Sobre o modelo de negocio… tretas! Tens na PS fortnite, world of thanks, destiny, e muitos muitos outros carregados de microtransaccoes. Que a Sony internamente continua a apostar em singleplayer isso e um facto, mas sobre o modelo de negocio isso nao e uma regra e muito menos uma lei e pode ser mudada a qualquer momento. Sobretudo porque skins e armas a pagar ja acontecia em modos multijador de titulos da era PS3 made in Sony.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Vitor, mas onde estavam esses gênios que você refere quando a MS criou o Xbox One, o Kinect, o Zune, o Windows Phone?
Estavam de férias ou só agora eles chegaram?

Ah tem a possibilidade de terem estado na Sony e na Nintendo não é, pois esses quem parecem ser os que são dirigidos por profissionais de alto gabarito.

By-mission
Visitante
By-mission

Podias fazer uma New sobre a croosplay que saiu da fase Beta e agora está habilitado em qualquer jogo desde que haja interesse dos produtores..

Ennio Rafael
Visitante
Ennio Rafael

Concordo que esse tipo de serviço inviabiliza jogos single AAA. Mas o grande fato para mim é: PC Wins. Praticamente consoles não são mais necessários. Estou com dinheiro guardado para o PS 5, pois já tinha me decidido a não comprar mais X-box, devido os jogos saírem para pc, mas agora já estou olhando modelos e preços de monitores, pois vou passar de vez para o pc. Triste, 30 anos jogando consoles, mas…

bruno
Visitante
bruno

Nada do que disseste faz sentido…

PC wins?? Mas como? Quem e que vai ser o genio que vai estourar mundos e fundos em PC se pode ter a mesma ou melhor performance por streaming e jogar confortavelmente no sofa via TV num ecra de 55 ou mais polegadas??

Ennio Rafael
Visitante
Ennio Rafael

Esse tipo de serviço já esta disponível? Estou falando dos próximos 02 meses, não daqui 05 anos, se já se pode jogar 4k no ultra via streaming hoje, não to sabendo, me ajuda ai?

bruno
Visitante
bruno

Vamos la a ver… Agora e antes do streaming e ainda tens as consolas.. depois do streaming tens o streaming. Mais uma vez, como e que com o streaming e ‘PC wins’?

Porque foi isto que disseste… com esses servicos, ‘PC wins’.

Brunoab
Visitante
Brunoab

Então se eu ligar o xbox na minha TV Sony, eu posso dizer “Sony wins, exclusivos do xbox rodam na Sony” ?

sim, pq no PS Now o PC vai exibir o VÍDEO do jogo, igual TV Sony.

Sephirot
Visitante
Sephirot

Mario,

Conheço bem sua opnião a respeito do Gamepass, e inclusive já concordei diversas vezes com o seu ponto de vista aqui nos comentários, mas temos que pensar por um outro lado, o GamePass não vai ficar dessa forma por muito pouco tempo, digo isso por que trabalho com TI em ambientes Microsoft e vejo que tem um padrão de como ela trabalha, sempre quando ela lança esses “novos serviços” ela quase que paga para que vc apenas os experimente, ela faz exatamente isso com o Microsoft Azure onde ela simplesmente te dá um crédito de 750 reais dentro do Microsoft Azure apenas para vc experimentar o serviço, ela faz isso por que sabe que tem qualidade no serviço que oferece, então eu sinceramente não sei como vai ser o GamePass no futuro mas esse modelo de negócio é óbvio que tem hora e data para mudar,
A Microsoft sabe bem ganhar dinheiro com serviços, para isso basta olhar o que ela fez com o Office 365, onde ela abriu mão de vendar licensas do office porém ela o vende agora como um serviço onde vc tbm pode testar grátis, e ela vende muito.
Então apenas para concluir sem me extender muito, fica claro para mim que a Microsoft já decidiu alguns anos atrás que não daria para continuar concorrendo com a Sony nessa atual geração, então ela esta usando o Xbox one para popularizar ao máximo o serviço do GamePass que vai ter sua plena ultilização e rentabilidade na próxima geração.

Essa é minha visão e gostaria de ver o que vc tem a dizer a respeito das minhas teorias.

Abraços.

bruno
Visitante
bruno

Spehirot… mas isso e o que andamos a dizer desde o inicio – que o servico atualmente e insustentavel e que esta qualidade nao pode continuar com este preco (e que isto vai levar a novas formas de rentabilizacao como MTXs, multiplayer e MMOs baratos).

Essa estrategia esta bem visivel ate em cada geracao de consolas, em que no inicio a MS farta-se de comprar e entregar titulos exclusivos e depois vai cortando.

Livio
Visitante
Livio

[OFF] @Mário lembro de um artigo sobre as futuras APUs em que se dizia que as APUs desenvolvidas para o PS5 continham nomes de um livro.

O sitio brasileiro MeuPS4 colocou uma notícia em que o codinome do devkit do PS5 é “Prospero”, que é o nome de um personagem de Shakespeare.

https://www.meups4.com.br/noticias/site-revela-codinome-do-ps5-e-prospero/

Prospero é uma referência ao protagonista da obra teatral “A Tempestade”, de William Shakespeare. Na trama do inglês, o personagem – um duque – aprendeu habilidades mágicas para invocar uma enorme tempestade, mas foi usurpado do seu título por seu próprio irmão.

O mago ainda contava com apoio de dois espíritos: Ariel e Gonzalo (ambos são codinomes de produtos da AMD).

PS: Agora o que acho um erro, trazer uma câmera embutida. A Sony não lembra o que aconteceu com o One com o seu Kinect “inseparável”?

bruno
Visitante
bruno

O rumor foi desmentido, pela MS, no que diz respeito as camaras. A empresa negou peremptoriamente ter incluido na consola qualquer camera.

Seja como for, noticas muito promissoras chegaram hoje com a apresentacao dos surface…

A 7 nm, a MS e AMD conseguiram criar chips com 8 nucleos Ryzen e 2.1 Tflops com um consumo de 7 watts!

Nao so isto e excelente para uma possivel portatil ao nivel da PS4 atual… como, poderia possivel, ter chip a 21 Tflops a 70 watts… mantendo o CPU (considerando pelo menos que o aumento do hardware tem um aumento linear no consumo – sem alterar velocidades de relogio).

Brunoab
Visitante
Brunoab

quanto tempo em média demora um filme para ir do cinema para os serviços de streaming?

Pega o dobro desse tempo e fixa “para nossos jogos saírem no PS Now, no minimo X anos depois de lançado”. Tem que deixar mais transparente esse tipo de coisa, e combater ao máximo a possíbilidade do sujeito não comprar o jogo e esperar FLOPAR para comprar por 1 real nas “assinaturas pró consumidor”

e não vejo problema em virar tudo mídia digital, para mim tudo sendo mídia digital só fortalece os jogos AAA Single Player, afinal acaba a revenda de mídia física usada.

Hennan Santos Carvalho
Visitante
Hennan Santos Carvalho

Uma dúvida. É possível utilizar a psnow morando fora dos países disponíveis, tendo uma conta dos mesmo?

Felipe Leite
Visitante
Felipe Leite

Mário,há muito tempo que não comento, mas sempre acompanho o pcmanias.com diariamente.
Mais uma vez, comento para enaltecer a total imparcialidade do site.
Essa informação sobre os serviços e a sua directa consequência no mercado dos videojogos, é concisa e extremamente clara.
Parabéns por mais um artigo de referência.
Sei que a famigerada guerra entre fanboys existe no site, mas vejo a forma como lidas com esses assuntos e mais do que uma vez,dou-me por incrivelmente satisfeito por ver a forma com que lida com isto.
Este artigo é um exemplo do porquê eu ser um leitor assíduo do pcmanias.com.
Creio que seria uma mais valia para o site, se fosse implementado um sistema de apoio monetário.
Uma assinatura, em que os assinantes teriam benefícios com artigos exclusivos, dando a si um retorno pelo tempo gasto com esses artigos.
Há vários sites de apoio, acredito que como eu, vários leitores estarão disponíveis para ajudar o site.
Um grande abraço e parabéns pela qualidade exemplar do do site.

Edson
Visitante
Edson

Tomara que a turma do PlayStation não deixe de comprar jogos, esperando que cheguem no ps now.

bruno
Visitante
bruno

E por isso que a simples existencia do Now a 70 euros ano e um risco enorme.

Anteriormente, a 240 euros, nem valia a pena face ao fisico… ms 800 titulos diponiveis por apenas 60 euros?? Ja e outra historia.

A Sony nao tem escolha, tem que permanecer competitiva… mas acho que fazer isto agora e algo demasiado permaturo.

Ennio Rafael
Visitante
Ennio Rafael

Eu devo ter me expressado mal lá em cima. A questão não é só o streaming, mas estes serviço. Um exemplo, Death Stranding, esse eu tenho quase certeza que não é exclusivo do PS 4, devido o preço aqui no Brasil. Então porque eu iria reservá-lo na pré-venda, se eu posso esperar um a dois anos e jogar no pc em qualidade ultra, o porquê de comprar um console. Daqui uns 03 anos se o streaming pegar de vez ai já deu RIP mesmo. Mas essa noticia de GOW na ps now praticamente eliminaram minha vontade de comprar o PS 5. No momento eu estou mais preocupado com o fim dos exclusivos.

bruno
Visitante
bruno

Alguns pontos: GoW estara disponivel apenas por 3 meses (por agora). E o jogo ja tem mais de um ano no mercado.

Sobre DS a situacao ainda esta em aberto, mas cada vez mais indicios suportam a sua exclusividade. Normalmente tens e barulho de PC master racers que querem os exclusivos no PC a espalharem rumores.

Mas DS e um, num ano em que tiveste muitos mais… O que vais fazer FF Remake ou Ghosts of Tsushima? O que vais fazer com TLoU part II?

O streaming e uma questao em aberto, mas para o streaming nao precisas de PC… podes usar a TV. E se o streaming pegar, para que raio gastaras imenso dinheiro num PC topo de gama?

Dai nao entender a tua posicao… e que falas de exclusivos, mas os exclusivos nao serao os unicos titulos por streaming – tb teras os thirds.

Edson
Visitante
Edson

Sinceramente, penso que a Sony deu um tiro no pé! Entendo que não precisavam disso, até pq, tanto Stadia e Xcloud são ainda incógnitas e se voarem, não será por hj e pior… Além da Sony ter uma saúde financeira muito menor que dessas empresas, não podendo entrar no msm jogo, os exclusivos da Sony são games que por serem single players, coisa que curto muitooo, são ainda mais prejudiciais a Sony, por não terem multiplayer que segura pessoas em uma assinatura por mais tempo. Para mim, foi uma jogada infeliz que poderá sair caro para a Sony, já prejudicando o ps5.

bruno
Visitante
bruno

Exactamente.

Carlos Zidane
Visitante
Carlos Zidane

Se eu sou um manda chuva na Sony essas horas estariam no forno um monte de multiplayer (pra combater em todas as frentes)… Até porquê nem precisa de muita criatividade pra isso, olha Fortnite, Apex, The Division 2 por exemplo… tendo profissionais como eles tem, é só lançar qualquer coisa genérica e ganhar dinheiro.

daniel
Visitante
daniel

Cara, tendo em vista o capricho e zelo que os japas conseguem impor na maioria de seus jogos first, não duvido em nada a sony mandar bem em jogos multiplayer com orçamento de AAA. Uma produtora que eu gostaria de ver arriscar algo é a Naughty Dog, pois é uma super empresa de + de 500 funcionários que conseguiria manter tanto um single player quanto um multi de maneira paralela, seja em um mesmo jogo (algo do nível de GTA 5 ou RDR2) ou em 2 jogos.

Fernando
Visitante
Fernando

O mercado de games vai convergir para as subscrições, isso é um fato, mas como muitos pensam, não é isso que vai matar o AAA single player, ou reduzi-lo muito. É a tecnologia que está fazendo isso. Você percebe isso ao ver que a equipe de the last of us vai terminar essa geração tendo entregado apenas um jogo e ainda cross generation, que a equipe de GTA praticamente pulou essa geração, que a equipe de red dead redemption demorou de 2010 a 2018 para entregar o jogo tecnicamente mais avançado, que a sucjer punch está a 5 anos sem lançar jogos, que a 343i vai completar 5 anos sem jogos no lançamento de halo infinite, 1ue formar estúdios no meio da geração implica em retorno de conteudo no meio da próxima geração. A tecnologia evoluiu a ponto de que jogos são caros de produzir, demorados para produzir, ainda necessitam de um patch day one, e geralmente não trazem retorno esperado.
A melhor frase que me lembro sobre o por que a industria esta virando a chave do AAA é a explicação da epic do por que cederam gears of war à Microsoft. O primeiro gears deles custou 8 milhões de dólares e rendeu 100 milhões. O ultimo que produziram custou 75 milhoes e também rendeu 100 milhões.
Isso diz muito, a complexidade aumentou, osnjogos ficaram maiores, os animadores e artistas gráficos subiram de nível, os motores evoluíram, bem como a competência para gerencia-los, mas o publico consumidor, é o mesmo.
Modelos inteligentes de serviços de subscrição é o que podem fazer que games AAA sobrevivam, mas sivre serem AAA 100% singleplayer, acho que isso vai ficar muito raro, e temhi duvidas se a Sony consegue manter esse modelo se o PS5 não vender o dobro do concorrente de novo.

bruno
Visitante
bruno

O fator tempo nao e problema. O que e problema e o dinheiro gerado: enquanto continuar a dar dinheiro, nao teras fim de AAA nenhum. E e isso que a subscricao vai colocar em causa, pois como este site ja demonstrou com contas concretas e impossivel financiar as producoes AAA que hoje tens com um servico com rendas minimas, a nao ser que esse servico tenha monopolio.

E quanto a tecnologia, depende do projecto e da equipa. Eu nao estou suficientemente familiarizado com a Rockstar para saber se efectivamente possuem duas equipas distintas para RDR e GTA (acho que nao e assim), mas no caso especifico de RDR2, foi a primeira tentativa da equipa na nova geracao e o que demorou nao foi tanto o jogo devido a exigencia tecnica, mas sim o tamanho e a quantidade de elementos que la introduziram. Graphicamente, em nenhuma consola, o jogo e o melhor que ja foi feito. Horizon Zero Dawn ja o suplantou e mesmo os modelos de personagens estao pouco melhores que o remaster de The Last of US versao PS4 (nao estao ao nivel do que tens em Infamous Second Son ou SpiderMan), mas contando com pouco melhores texturas e sobretudo melhor cabelo. Mas em tudo o resto, o jogo impoe um novo standard – tens imensas animacoes contextuais para diferentes accoes das personagens, um mundo enorme cheio de detalhes… Isto e o que demorou mais e consumiu horas e horas. E algo extremamente complexo que necessitou provavelmente de imensas horas de teste.

Alias, basta ver que a ND demorou 3 anos a entregar Uncharted 4 apos TLoU e demorara 4 anos para TLoU part II. Entretanto tiveste Uncharted Lost Legacy. (e nao ha nenhuma equipa de The Last of Us – o jogo havia um pequeno nucleo de trabalhadores concentrados nesse projecto enquanto o resto tratou de uncharted 4) logo a ND nao demorou 5 anos a entregar um jogo, apenas concentrou a producao num titulo, enquanto a base do outro (historia, ideias de mecanicas etc), estava a ser produzida.

De resto depende do projeto. RE 6 contou a certa altura com 100 programadores – e o jogo foi uma treta. RE2 remake penso que nao contou com tanta gente e esta um titulo muito melhor.

Days Gone, por outro lado, teve o seu mundo aberto criado por 6 pessoas. 6!

A Sucher Punch esta a criar um IP completamente novo, criando um mundo aberto completamente novo do zero e pelo que vimos tem potencial para ser enormissimo. 5 anos e aceitavel, sobretudo quando houves historias de jogos que estao em producao a 7 anos (o caso de H ZD).

Relativamente ao patch day one, isto sao decisoes do estudios de modo a cumprir prazos e datas. Seja com for e uma realidade que, apesar de nao ser ideal, e melhor que receberes os titulos com bugs sem possibilidade de melhoria.

Recordo-te apenas que o netflix ainda nao deu lucro – tem mascarado as contas da melhor forma que consegue, mas a crua realidade e que tem tido prejuizos.

E o GamePass, tendo em conta a decisao mais recente da MS de diluir ainda mais a divisao Xbox em contas de outras divisoes muito mais lucrativas, so tem dado prejuizo.

Relativamente a explicacao da Epic… so te vou recordar de um outro alguem que na mesma altura deu a mesma explicacao… Cliff Blezinsky. E depois formou o novo estudio e entregou o MMO dele que foi um falhancao epico. E sabes a pior? Ha tempos envolveu-se num escandalo por falta de pagamento a um extrabalhador e chegou a mostrar-se ofendido com a acusacao porque lhe tinha oferecido uma viagem num jacto privado. Era para ter viagens em jactos privados que este senhor estava a queixar-se da falta de lucros nas redes sociais (alias acho ate que os numeros que apontas e atribuis a Epic, nao foram palavras da Epic mas deste senhor quando saiu da Epic).

Que a complexidade aumentou isso e verdade, mas tambem e verdade que cada vez mais tens melhores ferramentas. A chave para se ter lucro e melhorar a tecnologia sao geracoes duradouras que permitam aproveitar o que foi feito antes em novos titulos e ganhar mais com menos. Nada disto e novo, sempre que ha um salto as empresas demoram mais a entregar porque teem que evoluir a tecnologia. Mas isso sao os primeiros titulos.