Recorde de velocidade de transferência de dados: 100 Terabits/segundo

Lembra-me de um dia, um primo meu ter comprado um modem em segunda mão. Uma coisa estupidamente cara que se ligava à linha telefónica para aceder a umas coisas chamadas BBS e que transferia à velocidade maravilhosa de 1200 bauds, algo como 0,12 Kbytes/segundo.

Mesmo uns anos mais tarde, com modems de 54K a transferência que tinha aumentado quase 47 vezes de velocidade ainda se limitava a uns valores máximos de 5,6 KBytes/s.

Entrar no cabo foi um sonho. A minha primeira ligação com 512 Kbits era capaz de transferir algo como 64 Kbytes/segundo… WOW.



Mas o que são 64 KB/s hoje em dia? Esquecendo os traffics shaping e más ligações que nos levam a obter valores inferiores a isso, hoje em dia estamos na era dos Megabits.

4, 8, 12, 20, 50, 100 e mesmo 1 Gigabit são valores ouvimos falar regularmente. Mas para o público em geral os valores terminam por aí.

Mas a fibra óptica trouxe milagres à tecnologia das comunicações, e os últimos avanços tem permitido bater recordes de velocidades. O último foi nada mais nada menos do que 100 Terabits/segundo. Isto foi conseguido graças à introdução de um novo tipo de fibra que em vez de um núcleo orientador de luz possuía sete, mas a verdade é que na mesma altura outros métodos alternativos apareceram, e as alternativas para estes valores são agora várias.

Pensem bem… 100 Terabits… 1 Terabit =  1024 Gigabits, logo 100 Terabits = 102400 Gigabits.

Quer isto dizer que com uma única linha de fibra óptica se podem servir 102 mil e 400 utilizadores com pacotes de 1 Gigabit. Mas se considerarmos que o mais normal actualmente é, realisticamente 20 Mbits, então termos que uma única linha de fibra destas poderia servir 5 milhões, 242 mil e 800 clientes… Metade da população de Portugal com um pacote de 20 Megabits.

Quer isto dizer que com uma infraestrutura mais complexa à base destes novos cabos, a realidade dos pacotes generalizados e económicos de 100 ou mais Megabits e com uma qualidade de serviço decente está aí à porta. Falta só saber quando tempo teremos ainda de esperar, e se os fabricantes de DVD’s e BluRays (e derivados), bem como outros (como a ACAPOR 😉 ) aceitarão isto sem criar limitações que tornem todas estas evoluções inúteis.

Fonte: Newscientist



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