Retro-compatibilidade – Todos a querem… ninguém a usa!

A última semana deu o que falar quando Jim Ryan da Sony veio referir que a retro-compatibilidade, uma das características que mais se fala da Xbox One,  é uma característica muito pedida, mas que ninguém usa.

Não haja dúvidas que a retro-compatibilidade é algo que muito se elogia, e que tem sido uma bandeira da Microsoft com a sua Xbox One e a retro-compatibilidade com a Xbox 360.

Mas Jim Ryan da Sony veio referir que essa característica, apesar de ser muito solicitada… é algo que poucos usam, e como tal não justifica o investimento na mesma!

Será que Ryan tem razão?

Aproveitando o timming da Sony, a arstechnica revelou um estudo realizado dentro da própria Xbox Live e usando ferramentas de análise que a Microsoft disponibilizava até à bem pouco tempo, e que envolveu um total de 930 mil consolas que se registaram na rede desde o dia 26 de Setembro de 2016 a 12 de Fevereiro de 2017. E os resultados de uso das consolas foram os seguintes:



Como se vê claramente, apenas uma pequena fatia de 1,5% do tempo usado em jogo por todos os utilizadores registados utilizaram a retro-compatibilidade, mostrando assim que, por muito interesse que haja na mesma, depois na prática, o seu uso é extremamente limitado.

Dado que para a Sony a retro-compatibilidade com as suas anteriores consolas é algo bastante mais complexo do que acontece com as consolas da Microsoft, esta situação fica assim fora dos planos da Sony pelo pouco interesse demonstrado pelos utilizadores da Xbox na característica.

Naturalmente a internet fez-se ouvir. O volume de interessados na característica, mesmo não a usando, falou e questionou não só as palavras de Jim Ryan, mas igualmente o timming deste estudo e os resultados, fazendo lembrar que Call of Duty: Black Ops para a Xbox 360 registou uma re-entrada nos tops de vendas  da X360 devido ao facto de o jogo ter entrado em retro-compatibilidade (um aumento de vendas de 13600%), o que demonstrava o claro interesse dos jogadores.

Mais recentemente, Mike Ibarra, vice president da plataforma de gaming Xbox e Windows veio referir que “raspar dados de um servidor pode dar uma representação errada do que as pessoas fazem com as suas máquinas“.

E esta frase, apesar de não ser assertiva ao dizer o que está mal ou se algo efectivamente está mal, levanta ainda mais questões. Será que o estudo, apesar de ter sido efectuado com dados da própria Xbox Live, não é válido, ou que há algum erro nele?

Infelizmente perante contradições não há como se saber a realidade. Ou será que há?

Dizem as más linguas que o estudo logo a seguir às frases de Jim Ryan não passa de um esquema orquestrado para queimar um atuais dos porta estandartes da Xbox, a retro compatibilidade. Mas será? Haverá alguma maneira de saber se Jim Ryan tem razão e se o estudo é ou não fiável.

Na realidade sim!

Felizmente é possível fazer-se um pequeno cálculo de verificaçã para termos uma ideia da proximidade com a realidade deste estudo, e para isso, de forma a garantirmos fiabilidade, nada como usarmos uns números oficiais fornecidos pelas próprias marcas, colocando-os dentro das mesmas unidades.

Será perante os valores que obtivermos que saberemos se o estudo em causa estará efectivamente enganado ou não! Vamos lá então ver!

Em Novembro de 2016 (mais ou menos a meio do estudo), o conhecido Major Nelson da Microsoft dava a conhecer que a utilização dos utilizadores da retro-compatibilidade tinha atingido um valor recorde que tinha ultrapassado os 210 milhões de horas jogadas no espaço de um ano!

Na altura este foi um valor muito à Microsoft… 210 milhões de horas jogadas num ano… Um daqueles números grandes que a Microsoft gosta de referir! É como 1 000 000 milimetros (1 milhão de milímetros)… que na realidade é apenas 1 Km… Daí que sem uma escala comparativa, a questão é… Isto é muito… ou pouco?

Bem, para podermos ter uma ideia foi preciso que a Sony tivesse revelado uns dados semelhantes sobre a sua rede, e onde numa notícia recente, dá a conhecer que os jogadores da PS4 jogam em média 50 mil anos por semana.



Ora temos então do lado da Microsoft um número oficial de 210 000 000 de horas por ano em retro-compatibilidade.

E do lado da Sony temos um número oficial de 50 000 anos por semana na totalidade dos jogos!

Colocando isto nas mesmas unidades, em horas por semana, temos:

210 000 000 horas por ano, com um ano a ter 52.177457 semanas, corresponde a 4 024 726, 617 090 595 horas por semana, ou arredondando, cerca de 4 milhões de horas por semana.

Ou seja, os utilizadores Xbox jogam acima de 4 milhões de horas por semana jogos retro-compatíveis.

Passemos agora aos números da Sony.

50 000 anos por semana, tendo um ano 24*365 horas, corresponde a 438 000 000 de horas por semana, ou 438 milhões de horas por semana!

Um número que, como seria de esperar, até porque abrange a totalidade do uso da consola, é esmagadormente maior que na Xbox que apenas engloba o uso da retro-compatibilidade!

Ora sabendo-se que o número de consolas PS4 no mercado é cerca do dobro do número de consolas Xbox One, poderíamos extrapolar que os possuidores desta consola, jogando na mesma medida, jogam metade destas horas (e não temos dados para acreditar que joguem menos ou que joguem mais). Isso corresponderia, considerando a base de utilizadores Xbox One metade da da PS4, a 219 milhões de horas usadas na totalidade dos jogos!

Ora verificando quanto seriam os referidos 1,5% dessas horas, teríamos um valor de 3,285 milhões de horas.

Por esta estimativa, as 4 024 726  horas corresponderiam a 1,8% do uso da consola, um valor que não está longe do apresentado pelo estudo, e que leva a acreditar que o mesmo estará, dentro de uma margem de erro aceitável, correcto.

E nesse sentido teremos de considerar as afirmações de Jim Ryan como fundamentadas.

Naturalmente isto não quer dizer que não haja quem use a característica de forma mais intensiva que outros, afinal haverão igualmente aqueles que nem sequer a usam.

Mas sinceramente, estes resultados nem deveriam, no fundo, surpreender ninguém. O PC é dos melhores exemplos de máquinas que mais mantiveram a retro-compatibilidade, e quantas pessoas conhecem, com máquinas atuais, que continuem a jogar, de forma regular, os velhos títulos? Elas existem… eu próprio sou uma delas, mas nunca, eu caso algum, dou primazia a esses títulos face a novidades.

O certo é que, como Jim Ryan refere, com o passar dos anos, o grafismo dos jogos fica ultrapassado, e jogabilidade mostra a idade perante as novas implementações, e há novas e melhores versões para se jogar. O avanço da tecnologia tambem não ajuda e as TVs digitais com grandes ecrãs e uma imagem quase perfeita e elevadas resoluções, ajudam muito a mostrar lacunas gráficas que antes passavam despercebidas. Daí que acima de tudo, apesar do valor dos jogos se manter inalterado, é mais a nostalgia que nos move do que realmente outra coisa.

A retro-compatibilidade é algo que se agradece, algo que certamente todos gostariam de ter (e eu sei que gosto), mas cujo uso posterior, pelos motivos de cima, acaba por ser esporádico. Basta dizer que possuindo ainda uma PS2, uma PS3, uma Xbox e uma Xbox One (e não falo das Nintendo), ainda ligadas a TVs e com a sua livraria de jogos, raramente as ligo excepto no periodo das férias de Natal onde é costume matar a nostalgia.

Basicamente o que se conclui deste estudo que felizmente conseguimos comprovar como válido, é que uma coisa é o interesse na característica, outra é o uso efectivo da mesma, e estes estudos mostram que o uso real existe, mas é muito, muito pequeno. E ele seria manor na PS4 onde os jogos exclusivos de qualidade abundam, ao passo que a realidade de 2017 da Xbox One a nível de exclusivos tem sido, até ao momento, um vazio, o que levará as pessoas a refugiarem-se mais na retro-compatibilidade e antigos jogos e exclusivos.

O estudo total pode ser encontrado aqui, e dele podemos retirar alguns dados extra bastante interessantes que deixamos de seguida:

Jogos onde os possuidores da Xbox One jogam mais tempo:

Jogos Xbox 360 onde os utilizadores jogam mais tempo:



Jogos mais possuídos pelos utilizadores Xbox One:

Jogos mais possuidos pelos utilizadores da Xbox 360:



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Readers Comments (37)

  1. Não sei quais números esperavam, mas para mim não passa de choro Sonysta. Retrocompatibilidade é sim algo de muito interesse e com o passar o tempo, o ar nostálgico fica ainda mais aflorado, msm a tecnologia evoluindo a olhos vistos. Se olhares o quanto são jogados games em emuladores, principalmente de PS1, PSP, SNES, nes, mega, mame, entendemos a grandeza dos games antigos e como muitos deles são atemporais. Os games do 360 ainda são incríveis e com o passar do tempo, msm ficando dia pós dia desatualizados em tecnologia, vão ser sempre bons! Olhemos para os jogos antigos na steam como half life e half life 2, Max Payne, call of duty, etc e temos a real noção da qualidade dos games e como ainda se fazem presentes na vida das pessoas.

  2. Para mim isso é treta.

    São palavras tristes e injustificáveis por parte do representante da mesma companhia que se decidiu a cobrar pelos jogos da PS2 na PS4 e que lançou vários remasters bem sucedidos na nova consola. Uncharted, GoW3 e TloU foram bem sucedidos e são um sinal de que pelo menos no caso da Sony, o resultado até poderia ter sido muito diferente. Aliás basta ver que a própria Capcom considera que os remasters são importantes para o seu futuro, e que ainda bem recentemente tivemos remasters por parte da Ubisoft, SEnix, 2k e WB. Se a retrocompatibilidade não tivesse interesse, os remasters não teriam interesse.

    Não só, mas esse mesmo estudo é retirado com base no acesso dos jogadores ao live. Considerando que a maioria das pessoas que está logada provavelmente passa o seu tempo a jogar multijogador, é óbvio que para esse público a retrocompatibilidade não tem muito interesse sobretudo quando neste momento já estão com os shooters mais recentes na mão.

    Depois é preciso ter em atenção que a realidade da ONE não é a da Sony, o que torna estas declarações ainda piores. O público da ONE claramente comprou a consola para jogar shooters, online e competitivo. Basta ver que tudo quanto foi jogo singleplayer na consola fracassou completamente. RoTR por exemplo, foi um desastre na ONE e um sucesso na PS4.

    Para um público desses a retrocompatibilidade não tem muito interesse.

    No entanto, para o caso dos possuidores da PS4, que a própria Sony admite valorizarem a história e a campanha singleplayer, especialmente os utilizadores europeus, já olhariam a retrocompatibilidade com outros olhos.

    Eu recentemente readquiri uma PS3 (superslim, 50€, 500 gb) e andei a mexer com as definições da TV e a opção de cores profundas (graças ao artigo aqui na PC Manias). Estou neste momento a tentar completar a 100% os troféus de alguns jogos (Hitman Absolution, Uncharted 3, Batman Arkham Knight e Tomb Raider) e tem sido uma redescoberta completa, porque a imagem melhorou bastante e entre a minha experiência anterior e agora, parece que estou a jogar um jogo completamente diferente noutra plataforma mais poderosa. E isto numa TV que nem é grande coisa, e que já deve ter mais de 6 anos. E ainda tenho imensos jogos no catálogo da 3 para jogar, e que nunca joguei, como a trilogia Dead Space, ou Assassins Creed Rogue.

    Basicamente a verdade é “Até podíamos ter retrocompatibilidade na consola, mas não queremos tornar grátis algo pelo que estamos a cobrar”.

    E dizer isto quando se anda a fazer publicidade a Crash bandicoot N’Sane trilogy, é muito, mas muito mau.

    • Falou tudo, Bruno! Eu tb adquiri um PS3 recentemente msm tendo um switch e um ps4 e não me arrependi!

    • Uma coisa é uma coisa… outra coisa é outra coisa.

      Basicamente não há que se tirar o interesse que há na retrocompatibilidade. É algo que eu realmente aprecio (apesar de não precisar pois possuo as consolas antigas activas)!

      Mas como digo no artigo, uma coisa é o interesse na coisa, outra é o uso efectivo.

      Para uma Sony, investir numa retro-compatibilidade com a PS3 ou PS2 é algo complexo… e nesse sentido, juntam o útil ao agradável (para eles claro… não para nós clientes) ao vender os jogos da PS2 e PS3 remasterizados.

      Pessoalmente o que eu acho é que a retro compatibilidade é não só algo que deveria existir, mas que, nos casos onde isso não é possível, a existência do jogo na plataforma anterior deveria dar direito ao jogo de graça ou com grande desconto. Mesmo que remasterizado!

      Mas daí a existir grande uso da mesma… há uma diferença. E o artigo aborda o uso dado à caracteristica mais do que o interesse da mesma..

      • Pois, mas é disso que falo.

        Quão representativo poderá ser a análise do Ars?

        Para obterem estes dados as pessoas tinham que estar logadas no live?

        E é necessário as pessoas estarem logadas no live para se poder usufruir da retrocompatbilidade?

        Ou será que a consola Xbox guarda um registo de jogos que foram rodados?

        Depois… a retrocompatbilidade não terá interesse para jogadores auto-intitulados de jogadores sérios que só usufruem de jogos multijogador competitivo. Esses passam-na ao lado e estamos ver aqui que muitos usuários da Xbox correspondem a este tipo.

        Digo isto com base nos comentários aqui e números de vendas de jogos como RoTR ou Sunsett Overdrive ou QB. Se fosse no caso da Sony queria ver se os valores seriam tão baixos…

        Especialmente tendo em conta que remasters de Uncharted e TLoU entre outros, vendem tão bem. O que contraria esses resultados do Ars Technica.

        • A análise do ARS foi feita recolhendo dados dos servidores da Microsoft usando um API da própria Microsoft. É tão representativa como qualquer análise uma vez que se baseia em dados reais retirados dos servidores. É nesses mesmos servidores que a Microsoft arranja os dados para as suas estatisticas!

          Para se jogar com retro-compatibilidade tens de ter o jogo… E isso obriga apenas a estar online da primeira vez que é quando o descarregas.
          Para se jogar os jogos retro oferecidos com o Live Gold é necessário estar online sempre pois é necessário confirmar-se que o utilizador é Gold.

          Seja como for, tal como na PS4, as consolas usam uma conta, seja ela gratuita ou paga, e por norma, 99% delas ligam-se ao live quando arrancam, ficando assim os registos feitos.

          Supostamente, por questões de privacidade, a consola não guarda registos do que se jogou offline.

          Mas é um contra senso dizer-se que os “jogadores sérios” (o que é isso? é um tipo fiel à consola? Parece-me que estamos aqui a falar de algo que não existe) não estão interessados na BC. Até porque como sabemos Black Ops da Xbox 360 subiu 13000% nas vendas. E quem joga COD joga-o pelo online!

          De resto as vendas de remasters não contrariam nada… basta veres que aqui analisa-se quantidade de uso em largos periodos de tempo.
          Por exemplo, já descarreguei jogos BC ofertados que os joguei bastante durante algum tempo… mas depois parei. Ou seja, no periodo de 6 meses, altura deste estudo, o tempo dedicado a esse jogo dilui-se.
          O que este estudo mostra não é o interesse colocado pontualmente num jogo BC, é a continuidade do uso. As pessoas até podem usar bastante o BC, mas não o fazem de forma tão regular como isso, e espalhado no tempo, face aos restantes usos da consola essa ocupação de tempo é reduzida.

          Quanto às remasterizações… não me pronuncio muito mais… porque elas não são exactamente o mesmo jogo (possuem melhorias), e ainda por cima, não havendo BC gratuita o interesse é diferente. Para além do mais, tal como na BC, há jogos e jogos, uns que interessam mais, outros que interessam menos. Os remasterizados são os best sellers. Na BC, aparece de tudo!

  3. Gabriela Pacheco 8 de Junho de 2017 @ 10:09

    Procurem o Twiter do Larry HRYb la ele fala em dados “oficiais” divulgados”

    • 1,69 % de jogadores da base a pesquisa deixa de pegar 98% dos demais, outro ponto dados oficias de MS revela sobre o tema, enfim a pesquisa noa deve ser desmerecida porem pegar como verdade uma porcentagem tao baixa ai realmente e de se lamentar.

      • Gabriela… alguma vez estudaste estatística?
        Os dados estatísticos são baseados em amostras… e desde que estas sejam representativas da população global, o estudo, com uma determinada margem de erro (não referida) é verdadeira.
        Seja como for, os números dados pelo Larry Hryb em Novembro confirmam que o estudo estava relativamente certo.

        • Mario

          Ao invés de usar de uma certa ironia e ate grosseria com um usuário, deveria primeiramente me perguntar da onde tirei a informação.
          Respondendo sua pergunta e ate mesmo me desculpando pelo erro de não ter colocado a fonte, hoje pela manha vi um vídeo que falou sobre isso baseado nas informações que o mesmo teve assim como a imprensa em geral.
          Enfim sem me prolongar esta o vídeo sobre tal tema, agora se esta certo ou errado não sei porem assim como colhemos informações através do seu blog também buscamos informações de outros, so por favor seja menos acido pois não uso de formas agressivas ou expressivas quando me trato a há sua pessoa.Beijos
          https://www.youtube.com/watch?v=q5AMFVwrHVQ&t=270s

          • Cara Gabriela… Ironia e Grosseria não! Porque estatística não é uma cadeira obrigatória, e ninguém é obrigado a saber mais do que o básico da mesma.
            Eu naturalmente tive estatistica na Universidade do Porto, mas a minha esposa, igualmente licenciada pela Universidade de Coimbra, não a teve porque seguiu letras.
            Daí que não percebo o motivo porque entendeste ironia ou rudeza quando me limitei a fazer uma pergunta sobre os teus reais conhecimentos sobre algo que não é, forçosamente, do conhecimento de todos.

          • Bem… depois de ver a tua fonte… nem sei o que dizer.

            As pessoas do video caem num erro do mais disparatado que já vi.
            Eles alegam que o estudo só verificou 930 mil consolas de um total de 55 milhões de usuários ativos, e que como tal o estudo não corresponde à realidade pois trata de apenas 1,69% dos utilizadores do Live, negligenciando mais de 98%. E isto é das maiores faltas de cultura que já vi na vida!

            Para quem não percebe, o que é a amostra?

            Amostra (estatística)
            Em estatística, amostra é uma pequena parte de uma população, que pode ser muito grande, dificultando a pesquisa.

            Ou seja, o estudo, como qualquer estudo estatistico, baseia-se no tratamento de dados recolhidos numa amostra. Neste caso, segundo estes senhores, a amostra seria de 1,69% da população pois o live tem 55 milhões de utilizadores.

            Uma pergunta. Alguem acha que no Brasil, com quase 208 milhões de habitantes, quando há estudos estatisticos, se usa mais de 1,69% da população. Ou seja que os inquéritos são feitos a mais de 3.51 milhões de pessoas?

            1,69% do mercado até seria uma amostra muito boa… mas curiosamente… ela está errada!

            É que ao contrário do que os entendidos do video que até alertam para não andarem a ler os disparates escritos noutro lado referem, o estudo é claro.
            Ele refere-se ao uso da retro-compatibilidade… e isso implica o uso de uma consola Xbox One e jogos da Xbox 360.
            O estudo refere ainda que o estudo não recolheu dados de consolas com mais do que uma conta (ver 1m05s do video no artigo ali presente), levando a população total em estudo para um valor idêntico ao número de consolas existente.

            Nesse sentido, ao contrário do que os senhores referem, a população não é de 55 milhões de utilizadores. Ela é de 29 milhões de consolas existentes.

            E assim sendo, 930 mil consolas não representam 1,69% da população, representam 3.2069%, uma amostra super significativa em qualquer estudo que se faça.

            PS: O arstechnica é um website de tecnologia Generalista. E os valores de uso do seu estudo batem mais ou menos certo com os valores de uso dados pela Microsoft na altura (210 milhões de horas)

          • Desculpe Gabriela, mas não vi grosseria na resposta dele.

            E o que ele falou é verdade, para ter uma estatística não é necessário ter 80% da população global.

            Uma pergunta, sempre nas eleições presidenciais do Brasil surgem várias pesquisas, temos em torno de 142.822.046 pessoas aptas a votar, mas quantas pessoas são pesquisadas nesse período? Geralmente menos de 1%. Eu mesmo nunca vi um grupo de pesquisas na capital onde moro.

            Então se ele perguntou se já estudaste estatística(que pelo que lembro nem é obrigatório no ensino médio e nem todos os cursos superiores o oferecem) é porque percebeu que a sua indagação não corresponde a realidade. Não é porque mais de 98% dos usuários não foram pesquisados que invalida o resultado, aliás se a amostra fosse maior o resultado tanto poderia ser melhor, quanto pior.

  4. Mario falto essa informaçao no seu artigo.

    https://mobile.twitter.com/majornelson/status/872576662851919872

    E realmente tudo indica que o site que fez a pesquisa tava esperando o momento certo. Pois eles mesmos disseram que a microsoft bloqueou o acesso da ferramenta XboxAPI em fevereiro desse ano, mas só agora em junho um dia após a sony falar que eles resolveram publicar os dados.

    Hum………

    • Não… A pesquisa refere os valores obtidos entre 26 de Setembro de 2015 a 12 de Fevereiro. E os valores estão mais ou menos correctos!

      Neste momento a utilização subiu (e nem interessa agora discutir o porquê).

      Mas mesmo 508 milhões de horas representam apenas 3,6% do uso total da consola… O que mesmo assim é muito pouco!

      O Major Nelson ainda refere que 50% dos utilizadores usaram a caracteristica, mas depois não explicita como nem quando… Mas no pior dos cenários, se foram 50% dos utilizadores a gerar os 3,6%, isso é algo como 0.072% do tempo de cada um… Muito pouco!

      Seja como for, como já disse a outros, estamos a discutir apenas a utilização, não a relevância do serviço.
      A retro compatibilidade é uma boa coisa que todos deveriam ter e apenas a Microsoft tem.
      A Sony argumenta que é pouco usada… e tem razão, os números demonstram! Mas isso não pode deixar de ser considerado como algo hipócrita para uma empresa que faz remasterizações de jogos PS3 e PS2 para revender.

      A Sony deu-nos o DLNA na consola. Quantos usam??
      O PSVR vendeu 1 milhão, o que em 60 milhões de consolas é 1,66% da base de utilizadores.

      E desses utilizadores nem todos usam o PSVR de forma regular. Daí que a sua utilização é certamente inferior ao da retro-compatibilidade.
      E a Sony veio dizer algo? Não! Hipocrisia!

      Que é pouco é! O artigo é disso que fala… Mas que é hipócrita… tambem o é!

  5. Apenas para constar o Major Nelson divulgou números oficiais na conta do Twiiter conforme link abaixo caso possa postar, primeiro ele falou que 50% dos jogadores utilizam a Retro ou seja pelo menos mentade a utiliza, em horas foram 508 milhões de horas , e por menor que seja essa quantidade de horas jogando é um recurso valioso para quem utiliza , eu mesmo o aprovo, mas dadas as devidas proporções eu tenho mais de 200 horas de halo 5 mais de 200 horas de overwatch e pelo menos umas 100 horas de Forza fora outros jogos, porém recentemente terminei Mass Effect 1 e 2 e estou jogando o terceiro devo ter pelo menos umas 50 horas ainda que seja poucos comparativamente aos jogos de Xbox One o valor que me passa a ideia de que posso jogar a grande maioria da minha biblioteca é um conforto mesmo para mim que tenho o 360 guardado.

    https://twitter.com/majornelson/status/872576662851919872

    • Eu tambem uso a retro… afinal há bons jogos Xbox 360 a serem dados. Mas no meu caso até maioritáriamente os descarrego directamente na 360 e não na One por uma questão de gestão de espaço
      .
      Como já disse não está em causa a retro ou o seu interesse. Acho-o um ponto forte e super interessante que deveria preferencialmente existir em todas as consolas, mas que só a Microsoft a tem.

      Mas a fraca adesão é uma realidade, e nem estes números do Nelson mudam nada, pois se 210 milhões davam 1.5% estes 510 dão 3,6%. Continua a ser uma utilização muito pontual.

      E nota que isso não invalida o estudo, pois os valores do Nelson são de ontem e o estudo (e os meus cálculos) usam os valores obtidos e existentes no período até Fevereiro,

      Mas o Major Nelson agora deu um dado que é ainda mais preocupante. É que se 50% dos utilizadores a usam, isso ainda torna este número menos interessante. Se metade dos utilizadores usam algo que gera 3,6% do uso, cada um em média usa-a 0,072% do tempo… Ou seja… algo que nem é verdadeiramente contabilizável.

      Seja como for, a Sony tambem deu o DLNA aos utilizadores… e quantos usam isso? Certamente menos que os que usam a retro compatibilidade. E nesse aspecto o que a Sony refere tem razão no aspecto económico (que não nos interessa nada), mas fica-se por aí.

      Como diz o Bruno, a partir do momento que vende jogos PS2 e PS3, mesmo sendo os seus argumentos verdadeiros, isto acaba por ser desonesto para os seus clientes.

      • Eu mesmo uso pouco mas o fato de ter perdido a serie mass effect e poder jogar um game que foi tão elogiado hoje em dia achei muito bom, vejo mais da seguinte forma eu tenho a opção e cabe a mim escolher se devo utilizar, eu comprei RDR assim que saiu na retro outro jogo que não pude jogar na 360 mas não me apeguei ao jogo, não porque seja ruim longe disso , mas eu tenho predileção por sci-fi logo tenho a opção de jogar os dois (RDR e ME) e me apeguei apenas a ME então logicamente vou ter pouquíssimas horas em RDR mas quem gosta dele deve ter se divertido muito em revisita-lo.

  6. Na verdade não importa a porcentagem de horas jogadas de jogos antigos em relação aos novos… O que importa é q essa é uma característica esperada pelos consumidores. Sendo que a sony hoje em dia na pode oferecer. O que é triste, pois sou fã dos jogos sony

    • Como já referi, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

      Mesmo não sendo algo muito usado, é algo que os utilizadores querem, e nesse aspecto a Microsoft foi a única que deu isso aos seus utilizadores.

      Se formos a ver, quantos usam a consola para ver DVD’s? Quantos a usam para ouvir MP3? Quantos usam o DLNA? quantos usam o PSVR? Quantos usam os Move?

      Como disse, o artigo aborda apenas a questão de a retro compatibilidade ser pouco usada… nada mais!
      E se isso não for claro, agradeço que o digam para que altere o artigo uma vez que não há outra intenção.

      • Acredito que o artigo ficou claro só ajustaria a parte que fala que apenas 1,5% dos utilizadores registrados utilizam a retro mesmo porque o próprio gráfico aponta para horas de jogo e não para quantidade de jogadores que utilizam, além do que conforme dados oficiais divulgados depois o valor de usuários é maior mesmo o tempo não sendo tão maior.

        Como vc disse uma coisa é uma coisa e percentagem de jogadores ≠ percentagem de horas jogas.

      • ahh sim, não estou a discordar do seu texto, estou a discordar da sony =p

  7. Pra mim console PlayStation não precisa ter retrocompatibilidad,afinal eu tenho ps1,ps2,PS3 e PS4 então se eu quero jogar um jogo antigo jogo no console original mesmo

    • Para mim precisa.

      A PS2 era retrocompatível e serviu-me bem. A PS3 originalmente também o era.

      Dado que não tenho espaço nem tempo, e muito menos meios de andar a colecionar consolas, teria sido fantástico para mim poder usufruir do catálogo da PS3 na PS4.

      É uma mais valia enorme e não há como negar isso. Tanto que houve remasters de jogos da PS3 que venderam muito bem.

  8. Este estudo mostra acima de tudo que afinal a ONE não está assim tão mal com a falta de jogos, se os jogos da 360 são tão pouco jogados, e muitos deles (2 por mês) são oferecidos e geralmente são bons jogos é porque o pessoal anda entretido a jogar jogos xbox ONE.
    Eu tenho jogado alguns jogos da retro pois apesar de ter comprado mais de 250 jogos na 360 não consegui jogar todos os AAA bons e assim aproveito para jogar jogos como o the witcher2, o Deus EX, etc…que me passaram ao lado na geração passada

  9. Mario
    Novamente venho “Explicar” minha resposta
    Não me refiro a veracidade do artigo o vídeo a qual mandei o link etc, tanto que se você le na minha resposta esta clara e objetiva, e sei que você me entendeu, apenas deve estar levando para o lado do artigo e não discordo.
    Porem ressalto a maneira que você me abordou com a resposta irônica e grosseira (opinião Minha) por isso meu texto e uma criica com a forma que me respondeu.
    Tambem tive estáticas na faculdades e sei observe bem minha resposta e qualquer duvida me pergunte.
    Para ficar clara a resposta nao se trata do estudo e sim sua maneira de falar que nao pareceu eduacada.Abracos

    • Se foi o caso peço desculpas… Mas como terás já percebido, nunca houve essa intenção!
      Agora também tenho de ser sincero que lendo e relendo o que escrevi não percebo onde possa estar a má interpretação… Mas ok… Entre Portugal e Brasil já vi tanta diferença que aceito sem questionar.

  10. Questiono se um dos motivos da Sony não implementar a função de retrocompatibilidade seja o fato do PS4 não conseguir emular adequadamente o PS3?

    • É difícil… talvez até quase impossível… Mas impossível, impossível não sei se será!
      O GPU é emulado directamente… Nvidia e AMD co-existem no PC faz anos. O PPU tambem se pode emular facilmente. Resta o CELL que acredito posa ser emulado mas que obrigaria a muito muito muito trabalho e eventualmente um uso da consola no limite.
      Mas a Sony sabe que isso não é algo que possa vir dizer… porque para a maior parte das pessoas soaria a desculpa!
      Seja como for, porque não dar a retro-compatibilidade com a PS2? A PS3 emulava a maior parte da consola (as primeiras tinham uma PS2 completa, as segundas só parte e emulavam a PS2), e a PS4 certamente consegue perfeitamente emular a mesma!

      • O grande problema acho que nem seria emular as SPUs.

        Quanto mais leio sobre o assunto, mais me convenço que a função que eles desempenhavam é a mesma que agora se introduz nas CUs das placas em GPGPU.

        Aqui o problema seriam a velocidades de relógio.

        Mas lá está para isso usavam um recompilador.

        A solução da Microsoft foi muito inteligente e eficaz.

        E sinceramente, depois da Sony ter conseguido trazer a retrocompatbilidade da PS2 para a PS3 por outra via que náo o chip não acho que não conseguissem.

      • Resolvi o problema do nome, devo ter escrito errado e o sistema deixou publicar com nome diferente. Peço desculpa.

  11. Eu uso a retro,dos 16 jogos instalados em meu Xone 4 são jogos de X360.
    É um Plus agradável, não vejo argumentos para contrariar está funcionalidades, gostaria muito que a Sony fizesse o mesmo com o PS4, mas como o estudo entrega o valor % de utilizadores vai ver eu me enquadro neste pequeno %.

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