Revista EDGE é esmagadora para a Xbox One

A Edge é vista mundialmente como a maior referência a nível de entretenimento interactivo. E se esta revista já tinha em um artigo anterior referido que a PS4 era a única escolha possível, agora vai mais longe e revela dados que indiciam que a superioridade da PS4 é realmente esmagadora.

 

edge

A revista EDGE que por várias vezes já aqui citamos é vista a nível mundial como uma referência. E os motivos são simples, desde sempre a revista se destacou pelos seus contactos na industria do entretenimento interactivo, postura editorial e acima de tudo pelos prémios que atribui anualmente à já vários anos. Diga-se mesmo que dentro desta indústria nenhuma publicação online ou em papel possui a credibilidade desta revista.

E se bem se recordam esta em tempos publicou um artigo que explicava o motivo pelo qual a PS4 era a única consola que realmente interessava nesta nova geração, algo que noticiamos aqui.

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Retomando o nosso artigo

Mas agora eis que a revista acaba de avançar com um novo artigo bombástico onde revela dados esmagadores para a Xbox One.

Vamos citar algumas partes:

A PlayStation 4 é actualmente cerca de 50% mais rápida que a sua rival Xbox One. Multiplos criadores de software ao mais alto nível descreveram a diferença como “significativa” e “Óbvia”.

Naturalmente um dos factores que não podiam deixar de ser referidos é a diferença entre a DDR3 e a GDDR5. Afinal não é em vão que a GDDR5 é mais cara e a usada nas placas gráficas topo de gama:

Os nossos contactos disseram-nos que as leituras de memória são 40-50% mais rápidas do que na Xbox One, mas que o ALU da PS4 é também cerca de 50% mais rápido.

Mas a revista aprofunda ainda mais a coisa:

Um exemplo básico que nos foi dado seria que sem qualquer optimização para qualquer das consolas, um desenvolvimento de algo compatível entre as duas correria a 30 fps a 1920*1080 na PS4, mas a pouco mais de 20 fps a 1600*900 na Xbox One.

Naturalmente este é apenas um exemplo teórico para mostrar a diferença de performances, e o certo é que ambas as consolas possuem optimizações. Seja como for, dá para perceber que com maior ou menor diferença as diferenças são efectivamente grandes.

Mas realmente as optimizações são possíveis, só que, tal como acontecia na actual geração onde a dificuldade de programação estava do lado da PS3, aqui está do lado da Xbox One. E cito novamente:

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Retomando o nosso artigo

“A Box One é mais fraca e é um problema usar a sua ESRAM” concluiu um criador.

Relativamente aos overclocks efectuados, a revista refere as palavras de um outro criador que lhes confidenciou:

“A actualização da velocidade de relógio não é significativa, não muda assim muito as coisas” afirmou. “mas claro, algo é melhor que nada.”

Relativamente à questão gráfica e dos APIs, a informação que a revista fornece é que tanto a Sony como a Microsoft ainda estão a trabalhar nas mesmas, mas a Xbox One está a ficar para trás. Segundo a informação a Microsoft atrasou-se com as suas drivers e isso está a prejudica-los. Mas curiosamente um outro criador descreveu à revista as drivers da Xbox de uma forma menos simpática, chamando-as mesmo de “horríveis”.

A revista fala ainda dos campos onde a Xbox One é superior à PS4. O facto de as DDR3 possuírem ciclos de escrita maiores do que as GDDR5. Falamos de casos específicos, mas mesmo assim, realistas:

A Xbox One, no entanto, mostra-se superior à PS4 em outras formas. “Vamos dizer que estamos a usar geração processual ou raytracing por meios de superfícies paramétricas – Ou seja, usando uma quantidade grande de escritas de memória e poucas texturas ou a unidade de aritmética lógica – Aqui a Xbox será provavelmente mais rápida” referiu um criador.

Relativamente aos títulos de lançamento a revista diz o seguinte:

No entanto, apesar do fosso na velocidade, as diferenças entre jogos multiplataforma na janela de lançamento serão pouco significativas; com prazos apertados para cumprir, é mais fácil e rápido para os criadores criarem versões quase idênticas.

Curiosamente uma fonte refere um dos receios relativos à eventual pressão da Microsoft no que toca aos títulos multi-formato:

Uma fonte até sugeriu que forçar algum equilíbrio entre as consolas pode-se tornar numa política problemática entre os criadores das plataformas, os criadores e os distribuidores. Eles referem que se poderá danificar a percepção da realidade, principalmente da Xbox One se a versão PS4 saisse com uma resolução e framerate obviamente superior; será melhor “castrar” a versão PS4 para lançar versões quase idênticas para evitar ferir susceptibilidades.

Mas felizmente nem todos pensam assim, apesar de a sua frase deixar igualmente o que pensar:

A afirmação foi posteriormente contrariada por outro estúdio. “Não teríamos qualquer problema em fazer uma versão mais bonita que a outra sem qualquer problema de ferir susceptibilidades, mas normalmente tal não faz grande sentido financeiramente, a não ser que sejam alterações simples.”

Estas frases, infelizmente, deixam o que pensar. Mas o certo é que mesmo que esses receios se confirmem tal só será uma realidade nos primeiros anos e a verdade, tal como o azeite, virá ao de cima.

 

O artigo completo da EDGE está aqui.

 

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