Rise of The Tomb Raider – Xbox One vs Xbox 360

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Verificando as diferenças entre ambas as consolas a decepção é a palavra do dia. Afinal o que vemos é uma versão de nova geração que apenas é melhor nos pormenores gráficos.

Rise of Tomb Raider

Nota: A realidade na diferença entre as duas consolas alterou-se graças a um patch na Xbox 360 que lhe oferece uma melhoria significativa no grafismo. Ver este artigo.

O nosso artigo de hoje de manhã aborda a problemática da falta de optimizações que está a ocorrer na atual geração de consolas!

E infelizmente, o fato de esta ser uma era x86 está a levar a que hábitos de programação usados nos PCs passem para as consolas, não tomando em consideração que a arquitetura é diferente, e que as performances são limitadas.

Basicamente, na atual programação as consolas são vistas como meros PCs para os quais se usa um determinado nível de detalhe. E depois há apenas meros retoques para se conseguir um pouco mais de performance! E isso precisa de ser mudado! As consolas terão de ser a plataforma base de desenvolvimento, depois o que o PC der a mais… dá. Mas a base necessita de ser as consolas.

Mas porque dizemos isto? Porque se torna notório que a optimização das atuais consolas é reduzida! Seria de esperar que com 5,5 vezes mais potência gráfica bruta, e com 16 vezes mais memória, os jogos de nova geração fossem incomparáveis aos criados por hardware com 8 anos de idade.


Mas o que vemos sempre que um jogo é previsto sair para a anterior geração? Muitas vezes resultados fantásticos em hardware mais antigo. Rise of The Tomb Raider é um exemplo, um jogo que aparentemente mostra que se prendeu aos limites da geração anterior, usando a nova geração apenas para melhorias gráficas. De certa forma uma opção que se revela bem mais generosa para a atual geração do que quando o PC é metido à mistura.

Vejamos a comparação entre a versão 360 do jogo e a versão da One.

Por incrível que possa parecer, apesar das claras melhorias que a Xbox One oferece, o jogo está basicamente igualmente interessante na Xbox 360. Há melhorias nas texturas, nos efeitos de luz, neblina e fumo, no cabelo de Lara (Tress FX), no Ambient Oclusion (Self shadows), e na resolução e fps.

Tal não é motivo para se desmerecer Tomb Raider e a sua qualidade (é um jogo que tem arrecadado notas de 9 e 9.5 em 10), mas visualizar este tipo de comparações acaba por mostrar várias realidades:

  • A optimização extrema que se consegue nas consolas da geração passada e que não se atinge ainda nas atuais.
  • A capacidade de performances da atual geração quando a base é pensada para um hardware igual ou inferior e não para um hardware superior (PC).

Resumindo, a arquitetura x86 foi vista inicialmente como uma benesse, mas o que vemos não está a ser exatamente isso. E exemplos como este comprovam-no pois demonstram que um bom jogo é um bom jogo, e que as consolas conseguem faze-los sem se andarem a arrastar, apesar de se perceber que quando o domínio deste hardware atingir a mestria da anterior geração, poderemos esperar ainda mais!

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