Rumor: Rise of the Tomb Raider terá sido um flop de vendas. E a culpa… foi do timing!

Quando a Sony adiou Uncharted para Março muitos comentaram que tinha sido uma má jogada. Mas os primeiros números de vendas de Rise of The Tomb Raider apontam no sentido que o jogo foi um flop total de vendas, dando razão ao adiamento da Sony.

Apesar de os números não serem oficiais uma vez que o Chart Track não os disponibilizou, alguns insiders com historial comprovado neste tipo de situações avançaram com os números de vendas para Rise of The Tomb Raider. E os valores para o mercado do Reino Unido, o segundo maior do mundo, apontam no sentido de que o jogo terá sido um flop colossal, com as vendas da primeira semana no Reino Unido a ficarem-se abaixo das 63 mil unidades.

De acordo com esses números não oficiais inicialmente avançados, o jogo teria vendido na primeira semana um total de 62900 unidades, mas uma correcção efectuada posteriormente aponta para um número ainda mais baixo de 56700 unidades. Este segundo número é acompanhado de mais detalhe, indicando que dessas 56700 unidades a Xbox One terá 48200 e a Xbox 360 terá as restantes 8500.

Naturalmente estes são números nos quais não podemos confiar (daí o uso da palavra rumor no título da noticia), e que nem sequer recomendamos que tomem como exactos, mas que a terem algum tipo de fundamento, os valores anormalmente baixos tornarão o lançamento do jogo num enorme flop (O jogo anterior da série vendeu 183 mil cópias no mesmo mercado em igual período, valores que para a produção em causa são igualmente muito baixos).

No entanto convêm referir que estes números já existem à mais de 10 dias, não tendo sido desmentidos e foram ja referidos em vários websites de renome e comentados por personalidades da área. E a confirmarem-se, o que importa aqui referir e perceber é o porque de tal acontecer!

Se bem se recordam, escrevemos em tempos um artigo onde comparávamos a estratégia de espalhar os seus exclusivos ao longo do ano evitando o saturado mercado de Natal (e que ditou o afastamento de Uncharted da data inicialmente prevista adiando-o para o mês de Março), com a estratégia de colocação maciça de títulos no período de Natal que a Microsoft estava a usar, e onde referíamos que apenas a necessidade imperativa de se vender consolas poderia ditar escolha de se ter vários exclusivos lançados no mesmo período de tempo, particularmente na altura do Natal onde a competição é mais cerrada. E o motivo é que ao serem lançados numa janela temporal curta os jogos acabam por concorrer uns contra os outros e mais ainda na altura do Natal onde apesar da maior procura, a oferta é mais do que nunca variada e cheia de títulos de qualidade.

Ora pelos valores revelados, os exclusivos Microsoft sofreram exactamente por isso. A consola andou muito tempo sem qualquer exclusivo e subitamente são lançados vários num curto espaço de tempo, canibalizando-se entre si, mas ainda enfrentaram títulos como Metal Gear Solid V, Call of Duty, Star Wars Battlefront, Assassins Creed Syndicate, Need for Speed, Fifa (sempre presente nesta altura do Natal apesar de não ter sido lançado  agora) e muitos mais.


Os resultados parecem estar à vista. De acordo com várias fontes Halo 5 ficou abaixo dos números de vendas dos títulos anteriores, e Rise of The Tomb Raider, a acreditarmos nestes números, foi um total flop.

Para a história ficam os valores de lançamento, e no caso de Rise of The Tomb Raider tudo aponta que é bom que o jogo aumente em breve as suas vendas (e a black friday e o periodo de Natal certamente ajudarão) e que venda igualmente no PC e futuramente na PS4, sob pena de podermos não voltar a ver mais nenhum jogo da série. E isso seria certamente uma má notícia para os fans.

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Nota adicional:

Curiosamente, como poderão perceber se lerem este artigo de Agosto, especulamos que esta situação de fracas vendas era já algo previsível para a Square Enix! Não só a empresa tinha a obrigação de ter a plena consciência que a saturação do período era algo de mau para garantir vendas, com a Microsoft a inundar o mesmo ainda mais, como os valores alcançados na Xbox One pelo primeiro jogo foram bastante baixos para garantir vendas daquilo que é uma continuação, e a Xbox 360 encontra-se em final de vida já não garantindo vendas. No entanto, perante o que alguns analistas acreditam ter sido um pagamento de 10 milhões de dólares pela exclusividade de um ano para a marca Xbox, as vendas nessas consolas seriam a parte menos relevante uma vez que o lucro nessa plataforma estava assegurado.
Havia no entanto uma preocupação… os restantes formatos! Apesar de durante muito tempo o tipo de exclusividade existente ter sido algo “top secret”, sabe-se agora que o jogo sairá para PC e PS4 durante o ano de 2016. Ora perante esta possibilidade de fracas vendas, as mesmas poderiam passar ao consumidor uma imagem de um jogo fraco e a evitar , condicionando as futuras vendas nos restantes formatos.
Por esse mesmo notivo, no artigo que linkamos no início deste parágrafo, citamos a possibilidade da consciência pela Square Enyx deste cenário que considerávamos previsível, como o único motivo plausível (e as explicações estão no artigo) que encontrávamos para, após quase meio ano de silêncio, mesmo quando questionada directamente e insistentemente sobre se o jogo alguma vez sairia em outros formatos, subitamente, e sem que alguém esperasse, ou algo de novo surgisse que a tal revelação obrigasse, a Square Enix ter vindo a público revelar que o jogo sairia para PC e PS4!

Tal situação continua a ser especulação nossa (apesar de nunca imaginarmos valores de vendas tão baixos), mas o certo é que ela foi escrita sem sabermos o que esperar, prevendo exactamente que este seria um cenário bastante plausível. E quem diria… parece que aconteceu mesmo!

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