Russia quer-se proteger do PRISM. E investe em máquinas de escrever.

As revelações de Edward Snowden acerca da extensão da espionagem da NSA assustou muita genete. E os russos parecem ter optado por não confiar mais nos sistemas informáticos para informação confidencial.

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A Russian Federal Protective Service (FSO), a agência que se encarrega da segurança do Kremlin e do presidente Russo, parece ter achado por bem que, face às revelações sobre o escândalo PRISM, deixar de confiar em sistemas informáticos para informação confidencial. E assim, resolveu voltar ao velho papel batido em máquinas de escrever.

Apesar de não terem sido dadas explicações oficiais para o assunto, tudo aponta no sentido de o Kremlin querer garantir a segurança das suas informações mais confidenciais, e só isso justifica a encomenda de 15 mil dólares em máquinas de escrever eléctricas que foi colocada esta semana.

A decisão da FSO face a esta notícias não surpreende. Existe já a prática corrente no Kremlin de certos relatórios para o Presidente Vladimir Putin serem escritas à máquina e existentes apenas em papel. Da mesma forma notas mais secretas são passadas internamente por papel e não por e-mail ou outro serviços electrónico.



Fazendo registos de quem tem acesso aos papeis, a quem usa as máquinas e conseguindo associar-se cada documento à máquina em que foi criado, torna-se possível a criação de um sistema de vigilância muito mais apertado. E o roubo da informação terá de ser realizado pelo velho método da espionagem e fotografia em detrimento de hacking/acesso informático.

E apesar do custo mais elevado, este é certamente um método muito mais seguro.



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