Ryse: Son of Rome – O único jogo que oferece verdadeiramente uma visão sobre o futuro?

Face ao que vemos na Xbox 360 e PS3, hardware já com 8 anos, torna-se difícil dizer que a verdadeira próxima próxima geração já esteja visível. E de tudo o que estará disponível para o lançamento das próximas consolas, apenas Ryse parece dar um pequeno deslumbre daquilo que poderá ser o futuro.

Ryse

Ryse: Son of Rome foi um jogo que começou a ser desenvolvido como sendo um exclusivo Xbox 360, mas que rapidamente foi adaptado para a nova Xbox One de forma a poder tirar partido das potencialidades extras da consola.

Não é que comparativamente ao que existe Ryse seja um portento técnico uma vez que se baseia num motor já existente e usado em outros jogos e ainda está longe daquilo que a nova geração pode vir a oferecer (Quanto ao gameplay, não nos vamos pronunciar uma vez que as análises são muito divididas).

Mas o certo é que, no que toca ao grafismo, a orientação artística dos programadores é efectivamente louvável, e este é talvez o primeiro jogo actualmente existente nas novas consolas que nos mostra verdadeiramente o que o futuro nos reserva.



É certo, os fans da PS4 certamente defenderão Killzone como contra-argumento, mas convenhamos que visualmente Ryse se revela superior, quanto mais por mostrar no ecrã representações bens mais próximas da realidade conhecida do que Killzone.

Quando muito, poderíamos comparar Ryse a NBA 2K14 pela qualidade de iluminação e texturas, mas o certo é que a complexidade do mundo 3D não tem nada a ver.

Seja como for, como a própria Crytek refere, Ryse tem tudo a ver com uma excelente orientação de arte e pouco a ver com especificações. Quer assim a empresa mostrar que, mais do que estar desde já a extrair tudo aquilo que a XBox pode dar, Ryse usa, e bem, aquilo que obteve.



E efectivamente a arte é fabulosa, mostrando as potencialidades da nova consola da Microsoft.

No entanto convêm que fique claro que uma placa gráfica apenas consegue debitar polígonos e pixels, sendo que para a sua capacidade ou performance apenas conta o número de polígonos e pixels debitados. Se isso se traduz em bons ou maus gráficos, isso apenas depende da arte dos programadores. Para uma placa gráfica bom ou mau grafismo é algo que não existe!

Isso quer dizer que a próxima geração terá de passar também, não só pelo hardware, mas a forma como ele se usa. E se é verdade a beleza dos gráficos é algo que, a nível de medição de capacidades de um sistema vale ZERO, também é verdade que visualmente a beleza VALE MUITO, e os olhos também comem. Uma equipa que consegue pegar no que tem e converter em beleza visual é de louvar, e a equipa de Ryse excedeu-se nesse aspecto

E é por aí que Ryse é um portento. Visualmente o jogo é realmente assombroso, e a nosso ver o jogo que melhor consegue mostrar um pouco do que será o futuro das novas consolas. Falta agora ver como tal se traduz na jogabilidade, pois se a arte enche o olho é a jogabilidade que enche a alma. E grafismos sem jogos acaba por ser bem pior do que jogo sem grafismos (algo que a Nintendo já provou vezes e vezes sem conta).

seja como for, no que toca a jogos de encher o olho, sem dúvida que a Microsoft tem vantagem neste lançamento. Fosse a decisão exclusiva dessa situação, e apenas pelo grafismo de encher o olho, a Xbox, mesmo com as suas dificuldades técnicas seria a consola a escolher.

Mas acima de tudo Ryse comprova que a Xbox One é uma consola bem capaz e potente, e que desde que devidamente aproveitada, nada tem a temer da concorrência. Compete agora à Microsoft fazer valer as sua capacidades.




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