Samsung apresentou os seus Galaxy Note Edge, Note 4, Gear VR e Gear S

A Samsung apresentou os seus novos produtos… Mas de certa forma, decepcionaram um pouco.

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É nossa opinião muito franca que o Galaxy Note é actualmente smartphone do mercado. O produto é original, cheio de pequenas subtilezas e caracteristicas que o tornam num Android muito, mas mesmo muito especial e um produto capaz de arrebatar da Apple qualquer amante do iPhone.

Ao longo dos tempos o Note tem vindo a sofrer evoluções, e com o Note 3 tornou-se muito, mas mesmo muito apetecível, especialmente porque esse telefone pode agora ser adquirido abaixo dos 500 euros.

Daí que com um Note 3 tão interessante, esperavamos ansiosamente conhecer as novidades do novo Note 4.



Note 4

O Note 4 mantém as costas em plástico, apesar de o aspecto estético da antiga capa a imitar couro com costuras que lhe dava um ar jovial e jovem se perde para um aspecto mais sóbrio e profissional. Em compensação a borda lateral deixa de ser em plástico a imitar metal para passar a metal efectivo.

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A nível exterior, no global, o novo Note 4 é uma melhoria face ao anterior, mas não o suficiente para parecer mais “premium” que a versão anterior. E visualmente nem se distingue assim tanto.

O ecrã também sofre melhorias. A resolução passa para 2560×1440, uma grande evolução face aos 1920×1080.

Sendo possuidor de um iPad 2 (1024*768) e de um iPad 3 (2560×1440), ambos com ecrã e 10.1″ posso referir que a diferença de resolução se nota. Mas não é chocante face à dimensão do ecrã!

Dai que, reconhecendo não ter feito essa comparação, num ecrã de menores dimensões como o do Note (5,7″), as diferenças visuais face ao Note 3 com 1920*1080 não deverão ser notórias, apesar de esta nova resolução ser bastante mais exigente a nível de processamento gráfico o que demonstra as melhorias gráficas implementadas.

Seja como for, acredita-se que a definição de ecrã, quando analisada ao pormenor,  seja algo de fantástico!

A traseira câmara sofre igualmente melhorias passando de 13 para 16 Megapixels. Mas a sua maior melhoria vem do estabilizador óptico de imagem, não presente no modelo anterior.

A grande melhoria surge na câmara frontal que passa a 3.7 Megapixels (2.1 no Note 3) com uma lente f/1.9 que permite um aumento de 60% na sensibilidade da luz face às lentes f/2.4 da versão anterior. A câmara possui uma visão de 90º por defeito, mas pode aumentar a visão para 120º para selfies de grupos.

Uma outra diferença passa pela inclusão de um terceiro microfone para supressão de ruídos e isolamento de vozes.

Mas é na S Pen que surgem as maiores novidades. Agora o smartphone é sensível à pressão , à velocidade e à rotação da pen. Daí que a pen agora possa ser reconhecida em vários estilos, como uma esferográfica ou uma caneta de tinta permanente. E dizem que o realismo obtido é impressionante.

Há igualmente uma série de opções novas no software que falta agora saber se virão a ser suportadas igualmente nas versões antigas do smartphone, seja de forma oficial, ou não oficial.

A bateria sofreu tambem melhorias, podendo agora carregar até 50% em apenas 30 minutos e dura mais 7% que no Note 3.

Mas nem tudo são aspectos positivos: O note 4 perde a porta USB 3.0 existente no Note 3, passando a USB 2.0.

Naturalmente o novo Note 4 é uma evolução e uma melhoria face ao Note 3. Mas no entanto a realidade da Samsung é bem diferente da Apple. Se os smartphones Apple mantêm preços ao longo dos tempos, os da Samsung não. E dadas as especificações e preço actual do Note 3, face às poucas novidades de peso, torna-se difícil justificar os 300 euros adicionais que este smartphone custará face ao modelo anterior. E isto sem contar com uma eventual descida de preços dessa versão mais antiga.



O Note Edge

O Note Edge é uma novidade absoluta da Samsung. No entanto torna-se difícil perceber em que mercado se enquadra.

A Samsung age um pouco como a Nokia, criando centenas de versões dos seus telefones e que acabam por concorrer entre eles, canibalizando-se. O Note Edge é um pouco isso.

Na realidade este Note Edge não oferece verdadeiramente nada de diferente, com excepção de possuir um canto onde o ecrã acompanha a lateral do telefone e que funciona de forma independente do ecrã principal.

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Diga-se que visualmente o efeito é bastante high-tech, mas a funcionalidade do ecrã curvo é na prática basicamente reduzida.

O ecrã deste Note é mais pequeno (5.6″), e a resolução global é a mesma 2560×1440, o que quer dizer que a samsung reduziu a altura para poder roubar um pedaço de ecrã lateralmente (a parte inclinada), mantendo a proporção de ecrã intacta (apesar que a uma resolução não standard pois parte é roubada pela barra).

A barra é usada para conter atalhos de apps, notificações, e pode ficar activa com o resto do ecrã apagado.

No global a situação parece ser apenas uma curiosidade que poderá vender pela novidade e efeito high-tech. Mas a funcionalidade prática da situação parece reduzida, especialmente porque tal não necessitava verdadeiramente de um ecrã curvo para ser feito, e poderia ser implementado num ecrã normal.

O Gear S

Não, não é redondo. Mas é um smartwatch independente.  É basicamente um smartphone de pulso. O ecrã é curvo e a resolução de 260×480, com CPU dual-Core a 1 Ghz e 512 MB de RAM. Possui 3G e GPS, sendo que o sistema operativo é o Tizen.

Naturalmente a ideia de um smartwatch que dispensa o telemóvel é excelente e este smartwatch da Samsung deverá vender bem só por esse facto, mesmo que esteticamente  deixe muito a desejar fazendo lembrar os antigos, pesados e feios relógios de quartzo.

O Gear VR



A realidade virtual está aí à porta. Mas convenhamos que criar um aparelho de realidade virtual onde o smartphone encaixa no interior para este funcionar, não é a melhor das ideias.

Num mundo onde os smartphones não duram muito mais de 2 anos nas mãos dos seus donos, e onde a tecnologia aplicada aos mesmos evolui a um ritmo fervoroso, com alterações nas estéticas, espessuras, dimensões, normas de conexão, conectividade, formatos de fichas, sistemas operativos, etc, este parece um apetrecho que será caro demais para durar tão pouco tempo.

Para além do mais, com excepção de filmes, não estamos a ver um smartphone a criar um universo 3D minimamente realista a 60 fps para um efeito 3D minimamente credível.

Será assim mais um gadget para fans e apaixonados, mas não um aparelho de compra obrigatória.



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