Jul 102012
 

Já falamos aqui várias vezes de Botnet’s, mas para quem não sabe do que se trata falamos de redes de sistemas informáticos, ligados entre si, e que se encontram preparados para realizar ataques de negação de serviço (DDoS) contra sistemas informáticos de terceiros, bem como enviar mensagens de spam. E tudo isto sem que o dono do sistema em causa se aperceba de tal.

Apesar de normalmente estas redes estarem associadas a computadores de mesa que foram infectados, os pesquisadores apontam agora o dedo aos smartphones Android como uma nova componente dessas redes. E o teu aparentemente inocente smartphone pode estar ligado a uma dessas redes.

Quem revela esta situação é um pesquisador da Microsoft de nome Terry Zink, que afirma que os telefones equipados com o sistema operativo Android estão a ser usados para o envio de spam a partir de servidores de correio do Yahoo!. Não foi ainda possível determinar quem controla a botnet, mas os endereços de IP captados mostram telefones envolvidos provenientes dos mais diversos cantos do mundo, maioritariamente do Chile, Indonésia, Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Tailândia, Ucrânia e Venezuela.

Mas para quem pensar que isto não passa de uma manobra da Microsoft para atacar o sistema operativo da Google, desengane-se. O mesmo pesquisador refere que a plataforma Windows Phone é a segunda preferência após o Android. No entanto o volume de telefones equipados com o sistema Android tornam-no na fonte preferencial para estas situações.

A pesquisa deste senhor foi entretanto revista pela empresa Sophos Security, e esta concorda que efectivamente os dados parecem claros ao revelar que há uma nova botnet instalada nos aparelhos Android. No entanto, e até que o agente causador da infecção seja identificado, a empresa refugia-se na palavra “parecem”, preferindo não fazer a afirmação perentória.

Mas a realidade é que os smartphones são efectivamente um sistema perfeito para estas redes. Estão quase sempre ligados, possuem ligação internet, possuem poder de processamento, e as pessoas não estão bem conscientes da facilidade de infecção dos mesmos e nem usam grandes medidas de protecção.

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