Software pode danificar o hardware? Sim… e neste caso o custo foi de 268 milhões!

Um satélite Japonês, após uma atualização de software teve um problema que literalmente o desfez no espaço.

Atualizações de software que trouxeram problemas não são novidade, com os sistemas a ficaram mais lentos a serem a queixa mais comum. Mas o que não é tão comum, apesar de possível, e de acontecer, é o dano no hardware, especialmente quando este ascende aos 286 milhões, e acontece nas condições que vamos descrever de seguida.

Esse prejuízo aconteceu com a agencia espacial Japonesa que tinha lançado em Fevereiro um telescópio de 2,4 toneladas chamado Hitomi e que deveria ficar em órbita por 3 anos. Mas na realidade apenas ficou no espaço por três meses após se ter auto destruído.

Após uma atualização do software o satélite foi movido para observar uma galáxia. Mas o software possuía um problema que relatou uma rotação que na realidade não estava a acontecer.

O mesmo sistema iniciou então um acionamento dos motores de forma a corrigir a rotação. Mas a rotação continuava a ser reportada, o que fez aumentar a força dos motores cada vez mais. O resultado? O satélite começou a rodopiar descontroladamente ao ponto de as partes mais frágeis como os paineis solares e outras peças, serem arrancadas pela força centrífuga gerada. No final o satélite parou, mas já partido em 6 ou 7 partes.



No global a situação durou 7 horas, levando o satélite de 268 milhões a transforma-se em lixo espacial.



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