Sony fechou a Evolution Studios

Uma notícia de fecho de um estúdio nunca é bom, mas o histórico da Evolution colocava a empresa com a cabeça na forca!

Aparentemente a Microsoft não está sozinha no que toca ao fecho de estúdios. Apesar de no presente caso estarmos a falar apenas de um estúdio e não de 7, a Sony acaba de anunciar oficialmente que fechou a Evolution Studios.

Este estúdio era o responsável pelo jogo World Rally Championship na PS2, e por vários títulos da série WRC, pela série Motorstorm, e mais recentemente por Driveclub. E terá sido tudo o que rodeou este último jogo que terá causado o atual fecho do estúdio.

Recorda-me em 2013 de ver os trailers para Driveclub. Eram bastante impressionantes, e um dos jogos prometidos para o lançamento da consola, pelo que se tornou num dos títulos apetecíveis que inclusive tinha na minha lista de jogos a adquirir junto com a consola. Era igualmente prometido como titulo gratuito a ser oferecido com a consola e na adesão ao PSN+, mas numa versão mais limitada que a versão de retalho.

Mas pouco antes do lançamento da consola a notícia aparece. Driveclub seria adiado!

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Apesar de ninguem saber exactamente o que se passou, esta notícia criou um certo impacto. A oferta de jogos de lançamento não era verdadeiramente assim tão atractiva, e Driveclub era um dos grandes nomes ali presentes. Mas pior ainda, o grande atractivo que a Sony tinha para chamar pessoas para a PSN+ logo no lançamento da consola perdia-se. É que sem o lançamento da versão retalho… também não haveria versão gratuita.

A situação não era agradável e custava dinheiro à Sony. Perdia lucros de um First Party, e perdia potenciais adesões à PSN. Basicamente perdia um dos atractivos da consola.

E o jogo foi adiado de Novembro de 2013 para Março de 2014… e depois para Abril de 2014… e adiado novamente para Outubro de 2014. Acabando por ficar quase mais um ano em produção!

Até aqui nada de novo. Esta é uma situação que por vezes acontece! Mas ter uma equipa que se esperava estar nesta altura a desenvolver outra coisa ainda empenhada em acabar um jogo que já devia ter acabado é algo pouco desejado. Daí que nestes casos, é bom que o produto final saia em condições!

Mas não saiu… Apesar de a equipa estar quase um ano adicional a trabalhar no jogo, este sai com sérios problemas. O código de rede, a parte fundamental de um jogo criado para funcionar apoiado numa vertente social, não funciona correctamente! Mais ainda, o jogo está longe do potencial que poderia atingir, e o resultado é que o jogo é esmagado pela crítica.

O ano de trabalho revela-se perdido, e aquele que deveria ser um jogo de sucesso, falha em atingir os objectivos.

Curiosamente, durante o ano adicional em que o jogo está em produção surgem rumores que o jogo está a demorar pois está a implementar um suporte para o Playstation VR. E mais ainda, surgem imagem de efeitos de tempo que são visualmente impressionantes… mas que não estão disponíveis na altura em que o jogo é lançado.

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O adiamento custou um ano de salários e produção adicional à Sony e o jogo não é bem aceite. E o jogo que sai não só tem problemas com o código de rede, como está incompleto.

Felizmente não demorou muito para que os efeitos de tempo fossem disponibilizados, e em Dezembro de 2014 estes são lançados. Mas o problema com o código de rede, esse é mais moroso, e tal força a adiar o lançamento da versão gratuita para a PSN, e força à oferta de um DLC, o Ignition Expansion que era suposto ser pago de forma a se pedir desculpas pela ausência da parte social, perdendo-se assim uma esperada fonte de receita.

Em Março de 2015, devido á incapacidade da equipa em corrigir os problemas e em lançar a versão da PSN, a Sony procede ao despedimento de 55 membros da equipa. Posteriormente em finais de Junho do mesmo ano, e já com os problemas de rede totalmente resolvidos, a edição gratuita da PSN é então lançada. Numa altura onde o jogo já não era verdadeiramente novidade, e o seu preço de retalho estava já extremamente baixo, e quando basicamente já poucos se interessavam pelo mesmo.

Basicamente a Evolution enterrara-se ao estar quase dois anos a colocar o jogo no estado que deveria estar no seu lançamento em 2013.

Desde a altura dos anunciados despedimentos, a Sony nunca mais repôs os membros retirados da equipa e desde essa altura que a Evolution estava apenas dedicada à criação de conteúdo e criação de patches para o jogo, bem como a dar o suporte Playstation VR já falado em inícios de 2014.

O que podemos dizer é que actualmente, e após todas as correcções e acréscimos, Driveclub é um grande jogo de carros. Talvez mesmo dos mais divertidos no mercado e em qualquer plataforma atual. Mas no entanto foi preciso chegarmos a 2016 para que o jogo tivesse os problemas com as texturas de baixa resolução corrigidas, que o código de rede funcionasse sem problemas, que a componente social fosse completa e total, que a variedade de veículos oferecidos fosse verdadeiramente interessante, que o suporte Playstation VR estivesse completo, etc, etc.

A consequência está agora à vista. Driveclub foi entregue a outra equipa, e a Evolution… foi dispensada!

É pena… é uma grande pena. Havia ali talentos que a Sony poderia ter aproveitado para outros estúdios, não mostrando por eles a mesma consideração que mostrou quando criou festinhas para tentar contratar talentos da concorrência. No fundo a Sony fez ali uma grande jogada de Marketing, apenas para borrar a pintura dias depois.

Mas o mundo dos negócios é assim…

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