Sony lança 4 topos de gama em 2 anos. Será isto boa gestão?

A Sony tem vindo a acumular prejuízos. E a divisão de smartphones é uma das responsáveis. E como se perceberá facilmente a sua gestão é algo duvidosa.

Sony-Xperia-Z1

A ânsia do mercado por produtos cada vez melhores, e a necessidade de inovar para não se ser ultrapassado pela concorrência, tem levado as marcas a renovar os seus smartphones a cada ano.

Tomando como exemplo a Samsung e a sua gama de smartphones Note, podemos actualmente ver que a mesma já teve 4 smartphones. O Note, Note 2, Note 3 e Note 4!

Ora estes quatro smartphones foram, em todas as suas versões, aparelhos inovadores e de grande sucesso, todos lançados com intervalos anuais. Algo perfeitamente normal no actual mercado e para uma marca cujos smartphones vendem bem e possuem grande procura no mercado.

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Infelizmente a facilidade de se ter compradores no mercado não é uma realidade para todas as marcas, e nesse aspecto apenas a Apple e a Samsung se destacam.

Seria por isso de pensar que as restantes marcas, no mínimo, jogassem um pouco pelo seguro. Mas vamos ver o caso da Sony.

O seu telefone de maior sucesso, e mesmo assim incomparável aos topo de gama Apple ou Samsung é o Xperia Z.

E desse telefone temos o Xperia Z, o Xperia Z1, o Xperia Z2 e o Xperia Z4.

Ora olhando para esta lista e comparando-a com a que colocamos da Samsung, nada parece anormal. Não fora o facto que a Samsung lançou os seus 4 telefones no espaço de 4 anos, e a Sony fez o mesmo com estes quatro em menos de 24 meses (ciclos inferiores a 6 meses). E o Xperia Z5 já está preparado para ser apresentado na MWC 2015.

Naturalmente, por muito bons que os smartphones Sony sejam, este tipo de lançamentos são pouco inteligentes.

1º – Porque não bastando as ofertas da concorrência, a Sony coloca os seus smartphones a serem competidores entre si.

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2º – Porque um comprador de um produto Sony não pode esperar grande coisa do seu telefone, vendo-o ser ultrapassado em apenas meio ano. Porque motivo comprar um smartphone que se sabe será à partida obsoleto tão rapidamente? Quantas pessoas pagarão um telefone pelo preço de lançamento quando 6 meses depois está bastante mais barato?

Naturalmente este tipo de situação poderia ocorrer com qualquer marca. É uma opção de gestão! Mas curiosamente vindo e uma divisão de uma empresa que acumula prejuízos, a gestão parece estar longe de ser a melhor.

Nesta perspectiva torna-se algo chocante é ouvir as frases de Pierre Perron que explica a situação desta forma:

É um desafio mas o retorno em investimento – no que toca a posicionamento da marca e visibilidade – que se obtém é mais importante que o desafio interno de nos movermos de um produto para outro.

E sempre garantimos que o outro produto, o telefone antigo, se mantêm à venda num segmento de preço diferente. O resto é um desafio interno com o qual podemos lidar.

A questão no meio disto tudo é até que ponto, sendo um facto que a divisão dá prejuízo, este tipo de investimento e de projecção de marca realmente interessa uma vez que tal não sai barato.

É certo que isso garante que a Sony está sempre na “crista da onda” a nível tecnológico, mas a que custos reais?

Para além do mais, fica a questão. Será que com lançamentos a cada 6 meses conseguem cativar um ex-cliente para voltar a comprar um novo produto como acontece com os iPhones, os Galaxys ou os Notes?

Concordem ou não concordem com esta análise, a realidade é só uma: Tal como está a ser gerida, a divisão de aparelhos móveis é um peso para a Sony, e tal não passa despercebido, com os títulos das notícias relativas aos relatórios e contas da empresa a fazerem menções específicas a essa divisão.

Segundo o último relatório de contas, o aumento de vendas da divisão foi apenas de 1,2%, com prejuízos recordes de 1,6 mil milhões. E face a estes valores não parece que haja posicionamento de marca ou visibilidade que justifique estas políticas!

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