Sony, Nintendo e Microsoft contra a Crytek e o seu modelo de jogo gratuito

warface

Os video jogos são uma forte fonte de receita, e Sony, Nintendo e Microsoft são das empresas que mais arrecadam com essa situação ao serem ambas as empresas as detentoras das consolas que melhor exploram essa tecnologia, a PS3, a Wii e a Xbox 360.

Mas nem apenas o modelo dos jogos a 60 euros é um modelo rentável. A Apple provou-o com as suas aplicações a 79 cêntimos, e chegamos mesmo a ouvir alguns produtores a referir que as aplicações 100% gratuitas se acabavam por revelar as mais rentáveis, com a posterior venda de itens de jogo.

E a Crytek parece querer alinhar nesse esquema de jogo gratuito, tendo essa posição ficado bem clara numa entrevista dada pelo seu CEO, Cevat Yerli ao site Videogamer. A Crytek quer deixar de ser uma companhia de retalho para passar a ser uma empresa de criação de jogos gratuitos, e para isso terá apenas de acabar os actuais contratos existentes que a obrigam a produzir Crysis 3 para a Electronic Arts, Ryse para a Microsoft e Homefront 2 para a THQ.

A ideia da Crytek é o uso do GFACE, uma rede social ainda em construção e associada aos videojogos e onde os jogos gratuitos disponibilizados terão a mesma qualidade dos actualmente produzidos.

Para isso a Crytel está a dar os últimos retoques em Warface, um jogo de tiros na primeira pessoa e que será o seu primeiro passo na área. E na Russia, local onde o jogo está já disponível o mesmo está a ser um tremendo sucesso, bem como a receber diversos prémios.

No entanto Cevat Yerli reforça a ideia que os possuidores das plataformas mais populares (Sony, Nintendo e Microsoft com as suas consolas) não estão dispostos a aceitar esta ideia de jogos disponibilizados apenas digitalmente e gratuitos para serem jogados.

E Cevat Yerli afirma mesmo que este tipo de jogos só não está mais desenvolvido porque estas empresas mostram tremenda relutância em aceita-los. E apesar de a Crytek ver o futuro das consolas intimamente associado a este estilo de jogos gratuitos, essa visão não é partilhada com os construtores das mesmas. E a proposta de trazer Warface para as consolas foi recebida com pouco entusiasmo, sendo que apesar dos contactos as empresas não respondem aos contactos da Crytek.

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