Split – A aplicação anti social… que pode ser usada para o mal

Estás cansado da interacção Social? A Split é uma aplicação que te vai manter afastado de qualquer tipo de interacção… mas que pode ser usada para o mal.

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És daquelas pessoas que não quer interagir com ningem? Que quer evitar as pessoas que passam contigo na rua? Se é o caso, eis a aplicação SPLIT.

A aplicação foi criada por Udi Dagan, e o que este senhor se lembrou de criar? Uma aplicação que entra em vários serviços sociais que analisam a localização de pessoas, incluindo o Facebook, Twitter, Instagram, e o Foursquare, e te avisa da localização de pessoas que possas querer evitar.

Para isso a aplicação dá-te alertas em tempo real, avisando-te se alguém está próximo de ti. E até usa o GPS para te fornecer uma “rota de fuga” face à pessoa em questão.

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Mas a aplicação ainda faz mais e caso pretendas participar de algum evento a aplicação diz-te se as pessoas que queres evitar estão interessadas em estar igualmente presentes. Por isso se não te queres encontrar com alguém, por exemplo a tua ex-namorada, este programa permite-te saber se ela vai estar presente para que possas cancelar.

Mas ainda há mais!. A aplicação marca as chamadas “Zonas de perigo” no teu GPS, que são as zonas onde as pessoas que queres evitar normalmente andam. E a aplicação ainda faz mais, não só te diz onde essas pessoas andam, mas igualmente com quem andam para que as possas igualmente evitar.

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Esta aplicação estranha é “um pouco” intrusiva. É que ela não rastreia os teus dados, mas rastreia os dados de terceiros, e sinceramente este tipo de controlo parece-me verdadeiramente ilegal e mesmo inconstitucional. Pode parecer que na realidade não há diferença entre esta realidade e quando verificamos a posição cedida por um amigo, mas há! É uma questão do uso que é dado às situações. Quando fornecemos o numero de telefone a alguém para nos contactar não o fornecemos com outro intuito que não esse, e quando as pessoas fornecem os dados de localização é para os “amigos” saberem onde andam, não para que estes tenham as ferramentas para as controlar.

Recorda-me por exemplo que nas estradas Portuguesas, apesar de o controle pontual em pórticos ser legal, foi considerado inconstitucional verificar-se o tempo que se demora a passar entre dois pórticos numa auto-estrada por se considerar que esse tipo de controlo sobre as pessoas não é legal face à Constituição Portuguesa. As pessoas aceitaram o controlo no pórtico, mas não que se obtenha dados sobre o que se passa entre eles. E assim sendo custa a perceber que haja uma aplicação, seja disponibilizada em Portugal, ou em qualquer outro país democrático do mundo, que permita controlar a vida de terceiros da forma que aparentemente esta aplicação faz ao obter dados de várias fontes para um controlo mais perfeito.

Acima de tudo esta aplicação parece mostrar a facilidade com que uma aplicação poder aparecer que, acedendo aod dados de várias fontes, controle a vida de terceiros e sem o conhecimento destes. Uma ferramenta de espionagem sofisticada criada a partir da boa fé das pessoas, e imaginem um predador sexual, ou até pior, a controlar a vida de crianças ou terceiros que conseguiu aliciar como amigos nas redes sociais… nem quero imaginar!

Esta aplicação recebeu 1 milhão de dólares de alguns investidores, incluindo o bilionário Christopher Burch, mas certamente estes senhores só pensaram nos seus interesses quando quiseram criar tal aplicação e não nas consequências reais da mesma.

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