Jul 232012
 

Gravar os ficheiros no disco pode não ser tão produtivo como gravar na Cloud onde a sincronização remota entre máquinas e muitos outros serviços online são um atractivo grande. Mas quando os serviços na Cloud falham, então percebemos que colocamos nas mãos de terceiros ficheiros importantes, e que estamos mais do que nunca dependentes de regras pouco precisas e que por sua vez dependem das regras de outros serviços do mesmo fornecedor.

Os serviços na Cloud como a Dropbox tornaram-se muito populares, e sem dúvida uma ferramenta extremamente útil. Manter ficheiros online que podem ser acedidos por qualquer aparelho com acesso à internet é algo de extremamente útil e que o mundo aderiu em massa. E estes serviços são cada vez mais populares.

O problema é que cada serviço tem as suas regras, e se forem violadas, a conta é suspensa e acesso aos ficheiros é negado. E o caso Megaupload é o exemplo máximo com milhares de empresas e indivíduos a ficarem privados dos seus ficheiros.

Mas pior é quando os serviços se interligam. É o caso dos serviços da Google e da Microsoft. Aqui temos vários serviços interligados e cada um deles com as suas regras. No caso da Microsoft é por exemplo o Hotmail, o Messenger e o Xbox Live. E se a conta for suspensa perde-se o acesso a todos esses serviços, sendo que a violação pode acontecer em qualquer um deles.

Quer isso dizer que uma violação no Xbox Live cortará o acesso ao Skydrive, e vice versa, isto apesar de serem serviços completamente distintos e diferentes, que podem ser usados por entidades diferentes (por exemplo o pai no Skydrive, e o filho no Xbox Live, partilhando a mesma conta de e-mail)

Ora quem pensa que a Cloud é um sitio seguro para armazenar os seus ficheiros, então pense de novo. É que, no Skydrive, muitos utilizadores viram conteúdo que consideravam pessoal e inócuo a servir de pretexto para serem banidos. E só se apercebem de tal quando tentam fazer um login e o servidor os rejeita, avisando que estão suspensos.

É fácil colocar conteúdo inapropriado? Isso só a Microsoft poderá responder, mas uma coisa é certa, tudo é monitorizado, e eventualmente a privacidade até pode ser colocada em causa. Mas seja como for há uma série de regras que definem o que é o conteúdo proibido.

Mas eis um exemplo perfeitamente banal. Vocês vão de férias e colocam umas fotos da vossa família na praia, em calções e bikini. Um conteúdo inofensivo, certo?

Pois bem, não é bem assim! Dado que o Skydrive não permite “nudez humana parcial”, existe a possibilidade desse conteúdo vos banir. Não queremos dizer que vos vai banir, mas que a possibilidade existe.

E depois há o conteúdo protegido. Quer isso dizer que material protegido com direitos de autor, mesmo que adquirido legalmente, não pode ser ali colocado. Quer isso dizer que os vossos MP3 ou os E-books vos podem igualmente banir.

Onde queremos chegar é ao facto de o risco de suspensão ser uma realidade, mesmo por situações que não levariam ninguém a pensar que poderiam levar a esse extremo. Como vai a Microsoft avaliar se as fotos da praia é nudez parcial? Vai ver as fotos? Mas isso é ilegal, são ficheiros privados e pessoais. Ou seja, ou a privacidade é colocada em causa, ou então a análise é feita por um software automatizado, caso em que a probabilidade de serem banidos é ainda maior.

E estas situações são reais. Um fotógrafo perdeu acesso à sua conta por nudez parcial no início do ano, e em Maio um utilizador escocês perdeu o acesso a 12 Gb de ficheiros devido a um único ficheiro que foi detectado como contendo conteúdo proibido. E claro que a Microsoft não lhe disse qual era o ficheiro em causa e qual o conteúdo que violava as regras. É que isso implicaria visualizar conteúdo privado e a Microsoft não quer ser processada por tal, daí que bloqueia o acesso aos serviços sem explicar os motivos.

Esta situação não é correcta. O acesso deveria apenas ser bloqueado ao serviço, ou idealmente ao ficheiro prevaricador, mas nunca bloquear completamente o utilizador de todos os serviços. E daí que fica o aviso para terem muito cuidado com os serviços na Cloud.

Nota: Baseado em artigo de .
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