Take Two: Grand Theft Auto nunca terá lançamentos anuais

Os motivos são uma gestão de custos, lucros, qualidade do produto e gestão de expectativas.

Dentro do mercado dos videojogos há empresas… e há empresas!

A Take Two é uma das grandes empresas, criando jogos com mundos complexos e com uma qualidade extrema, sem grandes bugs de maior. Mas os lançamentos demoram alguns anos o que leva a questionar os motivos pelos quais a empresa não lança os jogos mais cedo.

Olhando para empresas como a EA, vemos que grande parte dos seus lucros advêm de franchisings anuais, sendo que havendo essa repetição à mais de uma década o que vemos todos os anos é basicamente a mesma coisa com uma história nova, novos cenários, ou apenas uma cara lavada e actualização de planteis (casos dos jogos de desporto). Resumidamente, independentemente da quantidade de cara lavada, o que temos é basicamente mais do mesmo, com a ligeira alteração aqui e ali.

Mas para a Take Two a maneira de ver o mercado é em diferente. Se lançamentos anuais está bom para títulos de desporto, para eles há a consciência que títulos como Grand Theft Auto, Max Payne e outros são extremamente populares, mas no entanto a empresa nem sequer pondera a hipótese de os tornar lançamentos anuais.



Os motivos são claros para a empresa, sendo que esta cita os dois principais, a antecipação e a procura!

Ora todos sabemos a quantidade de ruido que surge sempre que um novo GTA é anunciado e esse ruido vai crescendo durante um ano ou mais graças a um marketing estudado e um lançamento controlado de novos detalhes. Mas se mudar-mos os lançamentos para algo anual a antecipação desaparece, e o tempo entre lançamentos vai igualmente limitar tremendamente os criadores naquilo que podem entregar. E isso resulta em situações novas, muitas vezes inovadoras e até arriscadas, serem postas de lado por não compensarem ser sequer estudadas no tempo limitado que há.

Ora vendo-se a qualidade dos produtos da Take Two e a quantidade tremenda de bugs que acompanham os jogos com lançamentos anuais é difícil argumentar contra esta linha de pensamento. A empresa pensou no que faz e os resultados financeiros e aceitação dos seus produtos mostra claramente que sabe o que está a fazer.



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