Todas as consolas de mesa do mercado – Vantagens e desvantagens de cada uma

Com uma variedade de consolas presentes no mercado para escolha, um novo consumidor pode ficar confuso com a escolha. Eis então as atuais realidades de cada uma das consolas no mercado.

Nota: artigo alterado às 15:35 de dia 8 de Julho, com acréscimo de dados sobre serviços online e retro-compatibilidade.

Esta compilação revela-se interessante não só porque agora as consolas são muitas, como as designações não são por vezes as mais simples de serem compreendidas. E nesse sentido a confusão do comprador pode ser pior que nunca.

Neste artigo pretende-se ajudar o possível comprador com informação sucinta e de fácil compreensão, não se pretendendo inundar o artigo de especificações complexas ou números, mas apenas referir de forma genérica o que cada uma das consolas oferece, e a sua posição no mercado.

A real escolha será sempre do leitor, e este artigo deverá apenas dar uma noção do que existe é estado atual das coisas.



Por ordem alfabética:

Microsoft

Xbox One – A consola base da atual geração da Microsoft. É concorrente directa da Playstation 4, sendo no entanto um pouco menos capaz a nível de performances do que esta. No entanto, tal não tem impedido a consola de se ter vindo a superar e de apresentar os mesmíssimos jogos que a consola concorrente, num nível de qualidade em tudo semelhante e, quando muito, apresentando ligeiras diferenças na resolução, sem no entanto alguma vez sair das resoluções HD.

É a consola de nova geração mais barata actualmente à venda vinda de todas as marcas, tendo sido substituída pela Xbox One S.

É uma consola Microsoft, que possui algumas caracteristicas únicas que a interligam ao PC, nomeadamente oferecendo a possibilidade em alguns jogos de estes serem adquiridos para Xbox e PC com uma única compra, partilhando recursos online entre as duas plataformas. Uma situação que tem sido vista por alguns como polémica uma vez que remove à consola os exclusivos levando-os igualmente para a plataforma PC, durante anos vista como algo bem à parte.

A consola tem um excelente suporte de terceiros, mas os jogos exclusivos que a deveriam diferenciar das restantes tem, recentemente, vindo a ser escassos, uma situação que, dado o apresentado na E3 deste ano, não se preve que se altere muito até finais de 2018. É igualmente uma consola bastante dependente da internet e da interacção social com os seus jogos vindos da própria Microsoft a serem basicamente todos virados para a componente online.

É de todas a consola de maiores dimensões e requer um transformador igualmente grande, externo.

1,31 Tflops, 8GB DDR3, 32 MB eSRAM, 1.75 Ghz CPU, 853 Mhz GPU, 12 Compute Unites (768 stream processors), Blu Ray, saida vídeo máxima 1080p

Xbox One S – Aplicam-se basicamente as considerações de cima. O preço é no entanto um pouco mais caro uma vez que esta consola oferece novidades.

A sua designação surge do termo Slim, com o S a significar que a consola é assim uma versão mais compacta da consola original.

Nesse sentido a consola desceu de dimensões para algo bem mais aceitável e de acordo com a atual geração, e o transformador passa a ser incluído no interior da consola. A consola oferece ainda uma saida HDMI 2.0 que permite acrescentar suporte HDR aos jogos, bem como pode re-escalar os jogos da Xbox One para 4K, e um leitor UHD capaz de ler filmes a 4K.

Apesar de esta consola concorrer agora directamente com a PS4 Slim da Sony, os filmes 4K e o re-escalamento para 4K são algo que apenas esta consola é capaz, ficando fora dessa consola da Sony.

A sua performance sobe igualmente um bocadinho face à consola original, algo que não é usado pelos jogos, mas que permite mesmo assim estabilizar FPS face à anterior versão.

O preço, apesar de superior ao da Xbox One original que ainda pode ser encontrada à venda, é por norma inferior aos das consolas da Sony.

A consola, sendo uma XBox One, corre os mesmos jogos da outra, e como tal encontra-se exactamente na mesma posição a nível de software acima indicada para a consola original.

1,31 Tflops, 8GB DDR3, 32 MB eSRAM, 1.75 Ghz CPU, 853 Mhz GPU, 12 Compute Units (768 Stream Processors), Blu Ray UHD, saida vídeo máxima 4K, re-escalamento de jogos 4K.

Xbox One X – Apesar de não sabermos exactamente como apareceu a sigla X, podemos presumir que se trata do X da palavra eXtra.

Trata-se de uma consola de meio de geração, destinada a trazer para 4K os jogos da consola original. Nesse sentido esta é a consola mais potente atualmente no mercado, superando por uma margem significativa a performance da PS4 Pro da Sony, criada com os mesmos objectivos.

A consola oferece tudo que a Xbox One S oferece, sendo porém capaz de 4K nativos.

Diga-se que a nível de performances a consola é realmente impressionante e sem dúvida vale o preço que custa, apesar de este ir disparar para os 500 euros.

A consola ainda não está no mercado só se esperando que apareça lá mais para o final do ano, mas a mesma já é falada no dia a dia como se existisse desde já, motivo pela qual não pode deixar de ser mencionada.

Como único ponto negativo a consola tem a mesma falta de software exclusivo que a distinga verdadeiramente das restantes e que assola atualmente toda a gama Xbox. Não quer isso dizer que a consola, ao ser uma Xbox One, não tenha no entanto uma vasta livraria de jogos que a torne bastante apetecível, até porque a Microsoft, e muitos outros produtores, prometem patches para os jogos existentes que tirem partido das caracteristicas da consola.

Há uma promessa de que a realidade virtual possa vir a aparecer de forma exclusiva neste modelo da consola.

6 Tflops, 12GB GDDR5, 2,3 Ghz CPU, 1163 Mhz GPU, 40 Compute Units (2540 stream processors), Blu Ray UHD, saida vídeo máxima 4K, possibilidade de jogos 4K nativos.

Software Xbox

Numa contagem agora desactualizada, e contabilizando apenas jogos exclusivos, a Xbox tinha em Abril um total de 30 jogos exclusivos à venda no retalho e 163 jogos exclusivos à venda em digital. Estavam nessa mesma data, anunciados para lançamento 9 jogos exclusivos adicionais para o retalho e 23 jogos exclusivos para o digital.

A Xbox conta ainda com uma larga base de jogos Xbox 360 que podem ser jogados em regime de retro-compatibilidade com essa consola, algo que é exclusivo das consolas Microsoft.

Serviços

O Xbox Live Gold é pago custando 60 euros por ano. Sem ele não há acesso aos jogos online tornando-se por isso basicamente obrigatório, curiosamente um aparentemente contra-sendo pois os jogos Xbox no PC não requerem este pagamento, mas em contrapartida a adesão dá direito a jogos Xbox e Xbox 360 retro-compatíveis ofertados mensalmente, algo a que os possuidores de PC não têm acesso. Mesmo os jogos Free 2 Play requerem o Live Gold para serem jogados.

Outros serviços incluem o EA Access que requer igualmente pagamento adicional, oferecendo acesso a uma livraria de cerca de 40 jogos da EA, e o recente Xbox Game Pass da Microsoft que requer igualmente pagamento adicional, que oferece uma outra livraria de cerca de 100 jogos da Xbox e Xbox 360 (maioritariamente desta última).

Nintendo

Nintendo Wii U – A Wii U é uma consola que ainda pode ser encontrada à venda. Basicamente a mesma é uma consola da geração passada e como tal a mais desfasada do que de melhor se faz atualmente. Outro inconveniente que possui é a grande falta de suporte de terceiros, sendo que a consola é basicamente totalmente alimentada por software da Nintendo.



Curiosamente é essa situação que acaba igualmente por ser uma das suas maiores virtudes! Dado que o software da Nintendo é de elevada qualidade e atrai legiões de fans, neste momento esta é a consola de mesa que está no mercado que mais suporte possui a esses jogos.

Infelizmente o seu preço nunca desceu desde o seu lançamento, e agora com a consola já substituída pela Switch, e como tal relegada para segundo plano a nível de suporte futuro, o seu elevado preço torna-a uma consola pouco atraente.

352 Gflops, 2 GB DDR3, 38 MB eDRAM, 2,3 Ghz CPU, 1163 Mhz GPU, 320 Stream Processors, Blu Ray, saida vídeo máxima 1080p.

Nintendo Switch – É a atual consola da Nintendo. Apesar de ser de atual geração a sua performance deixa bastante a desejar face à concorrência, o que não impede que possua capacidades mais do que suficientes para a produção de jogos de qualidade.

Apesar de estar no mercado à muito pouco tempo, esta consola possui o jogo de nova geração melhor avaliado de sempre, Zelda: Breath of the Wild, um jogo exclusivo Nintendo que eleva o patamar de qualidade da marca para níveis nunca antes alcançados. É deveras bom!

A consola tem como ponto negativo o seu elevado preço face à performance oferecida, mas no entanto é a única consola no mercado que dobra como portátil e consola de mesa, um ponto que tem sido um forte argumento de vendas, e que tem permitido à Switch entrar numa onda de vendas de sucesso.

Atualmente o suporte de terceiros é fraco e pouco diferente do da Wii U, estando a consola a ser maioritáriamente alimentada pela Nintendo, mas esta é uma situação que se prevê mudar dado o volume de vendas que a consola está a ter.



É, sem dúvidas, a consola mais versátil actualmente no mercado .

393 Gflops, 4 GB LPDDR4, 1.02 Ghz CPU, 768 Mhz GPU, 256 núcleos cuda, saida vídeo máxima 1080p.

Software Nintendo

Numa contagem agora desactualizada, e contabilizando apenas jogos exclusivos, a Switch tinha em Abril um total de 4 jogos exclusivos à venda no retalho e 10 jogos exclusivos à venda em digital. Estavam nessa mesma data, anunciados para lançamento 15 jogos exclusivos adicionais para o retalho e 11 jogos exclusivos para o digital.

Serviços

A Nintendo vai ainda iniciar um serviço online que se sabe já irá passar a ser obrigatório. O seu custo será de 20 euros anuais, com ofertas de 1 jogo por mês.

Sony

Playstation 4 – A gama PlayStation é atualmente líder de mercado da atual geração com um nível de vendas que bate em mais de 2:1 a segunda consola mais vendida, as Xbox da Microsoft.

É a consola com melhor suporte do mercado a nível de exclusivos, sejam eles derivados da Sony ou de terceiros, batendo por larga margem a concorrência.

A Playstation 4, tal como todas as consolas da Sony nesta geração, suporta HDR!

A nível de preço a PS4 é mais cara que a Xbox One e a Xbox One S, e não possuindo as capacidades de saida 4K e filmes UHD desta última, batendo no entanto ambas a nível de performance bruta.

Toda a gama PlayStation conta ainda com o periférico PSVR (adquirido à parte) que permite acesso à realidade virtual.

1,84 Tflops, 8GB GDDR5, 1.60 Ghz CPU, 800 Mhz GPU, 18 Compute Units, Blu Ray, saida vídeo máxima 1080p.

Playstation 4 Slim – Veio substituir a Playstation base, criando as condições para uma descida de preços, sendo que retirou a saída audio óptica existente na consola original.

E apesar de os preços terem descido a realidade é que a esta consola continua mais cara que a Xbox One S, a sua competidora directa, em parte devido ao seu sucesso de vendas.

A Slim, tal como a consola original, apenas permite output de imagem até 1080p, com HDR, não podendo assim re-escalar para 4K ou reproduzir filmes 4K como a Xbox One S. Em contrapartida as PlayStation possuem melhores performances que essa Xbox e uma livraria de exclusivos incomparavelmente maior.

1,84 Tflops, 8GB GDDR5, 1.60 Ghz CPU, 800 Mhz GPU, 18 Compute Units, Blue Ray, saida vídeo máxima 1080p.

Playstation 4 Pro – Trata-se da consola de meio de geração da Sony, criada com o intuito de colocar os jogos da Playstation a 4K.

O seu preço é mais elevado que as restantes PS4, mas no entanto não ultrapassou o valor de 400 euros, usado no lançamento da PS4 original, o que a torna numa opção apenas 50 euros mais cara que mas restantes consolas da Sony.

A consola apesar de poder atingir os 4K não possui a capacidade da sua rival mais directa, a Xbox One X, recorrendo por isso mais vezes a uma metodologia de reconstrução de imagem chamada checkerboard rendering (não confundir com re-escalamento de imagem), em casos onde a concorrente deverá alcançar a resolução nativa.

Mas infelizmente, mesmo com o checkerboard rendering, as performances da PS4 Pro nem sempre são suficientes, o que por vezes leva a resoluções de 3200×1800, ou até inferiores, re-escalados posteriormente para os 4K nativos.

Basicamente uma salgalhada, mas que, curiosamente, não aparenta ser verdadeiramente escandalosa a nível visual. Dada a elevada densidade de pixels por cm dos 4K, a percepção destes erros são bastante reduzidos, e o efeito 4K está lá. Mas não é, maioritáriamente, nativo… Se a intenção é o nativo, a Xbox One X é, sem sombra de dúvida, a consola melhor equipada para essa oferta, pois mesmo que também não os garanta sempre, será sempre superior.

A PS4 pro, tal como todas as restantes Playstation, não lê filmes UHD 4K, algo que apenas pode ser alcançado nesta versão da consola em filmes 4K obtidos via serviços de Stream.

O seu ponto forte é a base de exclusivos Playstation e os patches que permitem a estes tiraram partido  (uns mais, outros menos), das capacidades extra desta consola.

4,2 Tflops, 8GB GDDR5 + 1 GB DDR 3, 2,1 Ghz CPU, 911 Mhz GPU, 32 Compute Units, BD, saida vídeo máxima 4K, possibilidade de jogos 4K nativos,Blu Ray.

Software Sony

Numa contagem agora desactualizada, e contabilizando apenas jogos exclusivos, a Playstation tinha em Abril um total de 164 jogos exclusivos à venda no retalho e 435 jogos exclusivos à venda em digital. Estavam nessa mesma data, anunciados para lançamento 99 jogos exclusivos adicionais para o retalho e 101 jogos exclusivos para o digital.

Serviços

A PSN Plus é paga custando 50 euros por ano é é igualmente requerido para o online. Existe porém uma diferença para o Live Gold que se aplica aos jogos Free 2 Play, onde o online é gratuito. A adesão dá direito a jogos mensais, sendo que uma única adesão dá acesso a jogos PS Vita, PS3 e PS4 para os possuidores de mais do que uma consola.

A Playstation tem igualmente um serviço de TV exclusivo, por streaming, o Playstation Vue.



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Readers Comments (30)

  1. Texto bem escrito. Se me permite uma sugestão? Seria interessante analisar o entrelaçamento entre Xbox1 e Xbox1x assim como ps4 e ps4pro. Quanto do potencial do mais potente fica limitado pelo irmão mais fraco? E em comparação direta o quanto Xboxx1 pode ir a frente do ps4pro sem abandonar o xbox1. Li na eurogamer que a chegada do Xbox1x dará impulso a optimização dos jogos do ps4pro uma situação no mínimo inusitada.

    • Sem estar a tomar partidos, e sabendo-se de antemão que não apoio o modelo das consolas de meio de geração, e como tal o que vou dizer é apenas uma consideração e não uma qualquer mostra de apoio a qualquer consola desse género, que considero aberrações de mercado, acho que o passo dado pela Sony com a Pro foi muito mais adequado do que o da Microsoft com a X.
      Apesar de ser claro que a X é, para quem procura potência, melhor escolha que a Pro, essa perspectiva termina nesta comparação.
      Analisando na perspectiva mais global, o hiato criato entre consolas é relativamente aceitável na Pro que pouco mais consegue fazer do que criar versões com melhores resoluções dos jogos PS4. Claramente uma PS4 na génese, mas que permite a quem tem TVs 4K tirar mais partido dos jogos.
      Já entre a One e a One X o fosso é gigante. Apesar de o CPU manter as duas na mesma geração, a X é teoricamente capaz de esmagar gráficamente a One. Não só pela performance gráfica bruta, mas pelo facto que a One possui gargalos de performance criados pela eSRAM que aumentam ainda mais essa diferença.
      Repara no caso so Titanfall 2 que corre a 720p na One devido não só à inequabilidade de um motor super antigo, mas igualmente a gargalos de largura de banda internas, e que permite pontualmente supersampling de 6K na X. Isto não é só força bruta pois 6 Tflops não chegariam para passar um jogo que usasse 1.31 Tflops e corresse a 720p para 4K.
      Aqui há remoção de gargalos, e claramente um sub aproveitamento da One (que claro passa à PS4 não houvesse aqui código partilhado).
      A questão é só que o fosso possível entre as consolas é por demais. Na Pro tens o jogo PS4 com mais resolução e apenas pontualmente tens melhorias adicionais. Mas a X permite melhorar resolução, texturas, geometria, etc.
      Basicamente a consola não pode ser vista exactamente como um complemento da One. Ela acaba por concorrer claramente com a One.
      Mas isto são visões distintas das coisas. A Sony mantem a geração na PS4 e quer vender a PS4 (onde tem maior lucro). A Microsoft parece querer de certa forma eclipsar a One, focando a atenção na X (onde as margens são menores e há até quem diga que há prejuizo).
      Mas isso cada qual sabe da sua vida. Estaremos cá é depois para julgar os resultados, pois a aposta da Microsoft para mim faria todo o sentido se houvesse, jogos exclusivos. Mas sem eles… terei de aguardar para ver.

  2. Interessante descrição de cada uma só senti em falta menção aos serviços de cada uma, que hoje em dia também são um diferencial a se colocar em conta, serviços como EA Access e o Xbox game pass são muito interessantes para que for adquirir os consoles hoje em dia podendo pegar dezenas de jogos por um valor bem reduzido, outra característica que apesar de algumas empresas desprezarem tem um apelo junto a alguns jogadores é a retrocompatibilidade que de momento apenas a Xbox ONE possui e poderia ajudar alguém a escolher vender sua consola antiga para adquirir uma mais recente.

  3. Mario, desculpa o off tipo mas uma coisa me deixou muito intrigado, no novo artigo da digital Gondry sobre o xbox one x, demonstra alguns jogos e o gears of war 4 usa apenas 85% da gpu do one base, forza usa apenas 70%, será que a Microsoft tá liberando a gpu aos poucos? Será que ela não libera nem 90% pros devs?

    • Terei de ver o artigo antes de te responder pois preciso de contexto . Onde estão esses números?

      Agora deixa-me já deixar umas coisas bem claras:
      1 – Nenhum jogo usa um GPU a 100%. Usar um GPU a 100% implicaria usar todas as componentes do GPU a 100% e isso não acontece. Um GPU atinge o seu máximo quando um dos seus componentes é maximizado. E isso pode acontecer sem o GPU estar a 100%
      2 – Um GPU é sempre usado ao máximo nas componentes utilizadas. Repete-se que isso pode não ser 100% do GPU, mas é 100% da componente que primeiro chega ao limite do GPU.
      3 – A ocupação de um GPU não é fixa e muda constantemente. O que é estes 85%? Minimo? Média? Máximo?
      4 – Os jogos não usam todos o mesmo GPU, mesmo que a fazer o mesmo. Depende da qualidade do motor, da optimização, e da metodologia de render usada.
      5 – O gargalo não tem de existir a tempo inteiro, podendo variar e mudar para outro em momentos diferentes.

      Nesse sentido estes números podem não significar muito. Depende de qual é o componente maximizado e se os restantes podem ou não vir a ser usados paralelamente sem intervenção da parte no limite para calcular algo adicional.

      Para que percebas que isso realmente acontece, Gears of War 4 não atinge 4K nativos no multi. Se a One base estivesse realmente a apenas 85% de uso não estando já limitada num componente crítico, que piora na X porque motivo isto havia de acontecer?

      E sim, sei qual é. E sei porque Forza ocupa menos. Tudo é lógico, coerente e normal. E tenho um artigo que toca mais ou menos nisso.

      • O vídeo a digitalfoundry fala sobre o one x mas em um certo momento do vídeo ela demonstra que no one base, gears of war 4 usa 85% da gpu e forza 75% (isso no one base, no one x é ainda menos)

        • Reve a minha resposta anterior. Acrescentei muitos dados.

        • Vi o vídeo. Será uma ocupação média do total do GPU. Mas no fundo isso não quer dizer nada. Por exemplo em Forza o timming já vai em 13 ms, o máximo que podes ter a 60 fps. Daí que mesmo com GPU livre não podes acrescentar mais nada se queres manter os 60 fps.
          Seja como for, o GPU atingiu um limite. Ou seja ele não está todo a uso, mas isso é irrelevante se o limite for hardware. Já se for software rotinas mais rápidas podem permitir melhorias.

  4. Uma coisa que você poderia mencionar no artigo é que o xbox one é muito superior em questão de serviços, tem muito mais aplicativos, é multitarefa e etc…

    • A questão de os serviços serem superiores é meramente opinativo. A dicussão sobre isso é eterna, e sabes disso.
      E por aí não entro!

      • Mário e demais leitores

        Estou com uma dúvida imensa nesse momento, fiz todos os cálculos e estou muito em dúvida se o Scorpio realmente é melhor negócio que um PC.
        Aqui no Brasil o PC é absurdamente caro, não ligo tanto de jogar 4k nesse momento onde ele ainda está longe de ser um standart da indústria. 1080p ou 1440p com alto fps já está ótimo pra mim, porém as otimizações de jogos são um sofrimento. Acredito que apesar de eu ter que pagar mais caro num PC e demorar mais pra tê-lo funcionando em toda sua glória, o Scorpio por outro lado por um preço menor pode oferecer um desempenho excepcional, mas a longo prazo acho que o PC é melhor… Realmente não sei o que fazer, impossível ter os dois, pois tenho outras responsabilidades.
        O que acha que seria melhor fazer nessa altura?
        Eu realmente não sei.

        • Eu sei que o que vou dizer pode deixar em choque muitas pessoas sensíveis, mas a Scorpio/X não bate um PC.
          A Scorpio é uma consola destinada a levar a 4K os jogos Xbox. E isso quer dizer que ela tem a potência gráfica para 4K.
          Mas o CPU é apenas um CPU jaguar modificado. Continua a ser, usando uma analogia que muitos diziam aqui no início, “um CPU de tablet”.
          Isso quer dizer que mesmo tendo um bom GPU a consola nasceu já ultrapassada no quesito CPU. E os jogos evoluindo no sentido de mais CPU com uma nova geração, a Scorpio, tal como todas as atuais consolas, ficam para trás. Quer se queira reconhecer isto, quer não, o que temos são consolas de 2013 que receberam uma arualização de performance para poderem ter grafismos 4K. Mas só isso. Não temos aqui consolas de 2017!
          Já nos PCs, um PC com 6 Tflops possuirá certamente um CPU capaz de muito mais, e não sendo nos PCs sequer uma obrigatoriedade o processamento a 4K como acontece na consola, os recursos são muito melhor geridos.
          Outra coisa que a Scorpio falha é no numero de Rops. 32 Rops é considerado muito pouco para 4K. É o ideal para 1440p, mas em caso de shaders complexos 32 Rops é limitativo. Mas aqui convem não esquecer novamente a realidade, a Scorpio apenas quer levar os jogos da One para 4K e não realmente entrar numa nova geração.
          Infelizmente as 32 Rops podem mesmo ser muito limitativas, mesmo na conversão de jogos da One para 4K. Nativos.
          Mas sobre isso para já não quero falar muito. Deixai os jogos aparecer e, caso a situação aconteça com alguma frequência, ver os outros websites começarem a falar disso, senão já sei que a chuva de fanboy vai começar e não estou para aí virado até porque entro de férias em breve e preciso de descanso pois foi um ano muito puxado.

          • Mário, muito obrigado pela resposta.
            O que disse me deu um enorme peso para o PC.
            A frase: “não temos aqui consolas de 2017” e o que se segue me fez pensar. O CPU realmente é um ponto fraquíssimo. Quanto aos ROPs não conheço bem essa parte. O que me faz ainda pensar nele é sempre sobre a otimização. Que nenhum PC do mesmo valor faria algo igual, mas o PC só é problema na primeira montagem.
            Mais uma vez agradeço a ajuda.

          • Mesmo no PC tens esse problema de ROPs. A RX 480 está mais adaptada aos 1440p do que aos 2160p (4K). Para 4K sem qualquer limites precisas de mais de 32 ROPs

          • Mario neste ponto penso que caso os jogadores se mostrem mais amigáveis a receber jogos usando técnicas como CBR e resolução dinâmica será vem mais util para nós jogadores mesmo porque independente de limitações do console ou não eu acredito que a potencia extra seria bem melhor aproveitarem em assets e efeitos gráficos de maior qualidade do que em resolução extra, como o próprio carlos mencionou ele tem interesse em montar um PC semelhante ao XoneX porém para jogar a 1080p e pessoalmente faria a mesma coisa, porém prefiro consoles e em especial Xbox, e acredito que se os jogadores ficarem reclamando que jogos X ou Y não são 4 k nativos os desenvolvedores podem se sentir de alguma forma pressionados a entregar uma experiência gráfica inferior apenas focando em 4k nativos de forma um tanto quanto desnecessária.

          • O problema não é só dos jogadores que querem jogos 4K nativos. Deve culpar também o marketing realizado no produto.

            Podem nunca ter prometido 4K nativos, mas usaram e ainda usam 4K em tudo o que é lugar. E as palavras que utilizam + artigos que saem em sítio de games(DF) sempre apontam para 4K nativos, só ver o artigo que saiu na semana passada do benchmark.

          • A Microsoft nunca revelou número de ROPs ou até de ACEs do Xbox One X. Existem algumas declarações vagas que levam a interpretações, mas a verdade é que a intenção sempre foi levar jogos dessa geração para 4K e nunca começar uma nova geração.
            A quantidade de ROPs parece não estar impedindo o console ter jogos 4K nativos como Forza 7 e Gears of War 4, este último com diversas melhorias gráficas como melhores sombras, texturas, AA e draw distance.
            O Xbox One X já tem 65 games confirmados em 4K nativos, o PS4 Pro com supostamente 64 ROPs e 8,4Tflops FP16, tem 22…

          • Os dados que circulam referem que a Xbox One X tem 32 ROPs. E dado que a X não existe ainda, ou até isso ser negado, teremos de lidar com os dados que há. Sempre foi assim, e sempre será. Já agora Gears 4 não é 4K nativos no modo 60 fps, sendo que Forza usa uma metodologia de rendering Forward+ que passa o trabalho das ROPs para uma compute engine. Daí que a conversão nunca sature as ROPs da X.
            E ROPs não é potência é capacidade de desenho de pixels.
            Curioso porém como apontas para 64 ROPs na Pro quando este número nunca foi também confirmado.
            https://www.techpowerup.com/gpudb/2977/xbox-one-x-gpu
            Já agora quais são esses 65 jogos nativos? Coloca aqui sff!

          • Livio

            As vezes marketing é uma desgraça mesmo, mas eles estão certos quando disseram que o Xbox One X terá muito menos asteriscos no termo 4K do que a concorrência. O Console já terá no lançamento quase 3x mais jogos em resolução 4K nativo do que o concorrente.
            A Microsoft ainda está na vantagem, afinal a maioria dos jogos que usam O CBR no PS4 Pro ainda assim não conseguem atingir 4k.
            Reconstrução Temporal foi criticada quando a Remedy usou a técnica em Quantum Break, depois passou a melhor coisa do mundo quando a Sony falou de Checkerboard Rendering e agora parece que não presta por que jogos do Xbox One X utilizarão da técnica.
            Já estou preparado para caso a SOny seja a primeira a apresentar um novo console, o PS5, a resolução 4K nativa seja adorada, até o momento em que a microsoft apresentar um novo XBox mais poderoso, e o discurso troque para o melhor de tudo são os jogos…

    • Também acho que nessa questão o Xbox é superior, mas no que realmente importa ela tá deixando a desejar, isso não me agrada, queria o Xbox “pau a pau” com o PS nesse momento, seria bom pra todo mundo.

  5. Quem tem muito dinheiro já tem uma PRO e eventualmente irá comprar uma X, quem teve 360 e comprou uma PS4 normal eventualmente poderá comprar uma X para jogar os multi e os exclusivos windows, os fans mais fiéis da MS irão também comprar uma X mais cedo ou mais tarde, para a maioria deverá ficar com a consola que já tem e apenas irá trocar na nova geração daqui a 2 ou 3 anos, para mim que sempre gostei mais de jogar na xbox mas não sou de gastar dinheiro há toa, vou esperar as análises da X e depois logo se vê, para já as minhas Ps4 fat e ONE fat dão muito bem para os gastos, para mim a consola menos interessante é a PRO, pois se não tiveres uma boa TV 4k nem vale a pena, pois ela utiliza técnicas para atingir os 4k que não são nativos na maioria dos jogos e depois tem que fazer o downscale para os 1080p da TV o que me parece um processo tortuoso e que não trará grandes vantagens, já na X parece que nos jogos 4k nativos também melhoram alguma coisa nas TV 1080p mas o ideal mesmo é ter uma TV 4k para consolas 4k, e TV 1080p para consolas 1080p

    • Eu não vejo as coisas assim. Se me pedires para escolher se quero jogos a 1080p por 400 euros ou jogos a 900p por 500, naturalmente quero a primeira.
      Agora se me perguntas se quero 4K Nativo em 10% dos jogos e p resto em 4K CB, por 400 euros ou 4K nativos em 100% dos jogos (exagerando) por 500 euros, eu já não sei dizer. O dinheiro puxa para um lado, a resolução para o outro.
      Mas a questão aqui começa a desviar-se. Porque uma consola não é nem nunca foi resoluções. Uma consola é jogos!
      E se o jogo é o mesmo na base que já possuimos, com mais ou menos efeitos, mais ou menos fps, vale a pena gastar-se um centimo que seja para mais resolução?
      Eu tenho um PC desde 1990. Atualizei-o vezes sem conta. Quantas vezes o fiz pela resolução? zero!
      Atualizei-o porque ele não estava capaz de rodar os melhores jogos de forma conveniente pois o hardware que tinha deixou de ser capaz. E isso é algo que não vai acontecer com as consolas base, pois a base de utilizadores que dá lucro aos jogos é aí que está.

  6. João Magalhães 13 de Julho de 2017 @ 9:04

    Me parece que os fãs do Xbox querem esquecer o Xbox One(passar uma régua)

    Estão todos euforicos por um nicho(migalha de mercado) que o XOX vai disputar com o PRO,em quanto o PS4 reina absoluto.

    Já vimos esse filme Xbox vs PS2 e vimos como terminou….

    • Não podemos negar que a X é um produto excelente. Nunca ponderei a Pro, mas poderei ponderar a X. A única coisa que me deixa de pé atrás é que se espera uma nova geração em breve. E gastar 1000 euros em Xbox’s para as arrumar aqui a 2 anos com uma nova geração é má gestão em qualquer parte do mundo.

      • Hoje já saiu rumor de uma fonte que não considero 100%(windows central) de que o sucessor do XOX já está em desenvolvimento e o lançamento não será antes de 2020.

        • A Eurogamer já deu a notícia! PS5 em 2019?
          Seja como for, este tipo de notícia não cai bem! Especialmente porque lendo a notícia da Eurogamer percebo uma série de incongruencias.
          A consola é dada como um desenvolvimento da X, tal como a X foi da Xbox One. E aqui é que a porca torce o rabo!
          Primeiro porque isto é um pouco iludir uma vez que dá a entender que a One ainda continua na equação. Mas com duas consolas em cima ela estaria a prender todo o desenvolvimento de forma notável, e como tal isso não pode acontecer.
          Segundo porque uma melhoria de CPU quebraria forçosamente a compatibilidade dos jogos com as gerações inferiores. Não é que não pudesses criar os jogos para elas, mas não seria o mesmo jogo. Uma coisa é teres melhores gráficos, outra é teres melhor fisica ou IA. Isso implica alterações radicais na jogabilidade! E aí tens de assumir a geração!
          Mas deixar este rumor sair agora é que me mata todo. Não é que eu não esperasse uma nova geração Xbox em 2020, mas olha o que a Sony respondeu quando lhe perguntaram sobre a PS5! Basicamente nada de concreto! E porque? Porque isso pode prejudicar as vendas.
          Mas a Microsoft continua na sua. Anunciou a S e a Scorpio de seguida. Agora, meio ano antes de a Scorpio sair, deixa fugir a informação que a sucessora está em desenvolvimento para 2020. O que dizer disto?
          Quando as últimas referências são que atualmente a PS4 vende 5:1 face à Xbox One, este tipo de notícias é, a meu ver, desastroso!

          • Também percebi essa de ser uma “continuação” do XOX, mas para isso creio que não ficaria preso ao One base e sim ao próprio XOX, seria a tão falada “fim das gerações” que a MS tenta colocar.

            Com isso, assim como Fernando falava em comentários anteriores, ficariam 2 consoles, um mais barato para o público que não quer gastar muito e um mais caro voltado para o público entusiasta.

            Também vi comentários sobre a divulgação do rumor antes do própio XOX ser lançado, só estão repetindo o que fizeram ano passado com o XOS e minutos depois divulgam o XOX.

            PS: Se antes alguns falam de um PS4ProPro de acordo com a notícia então seria um XOXX?

  7. Boas,

    Tenho seguido o seu site e lido vários artigos interessantes!
    Vinha só dar aqui um apontamento sobre o texto que escreveu.
    Quando se fala numa “vasta lista” de vídeo jogos, fala-se em “biblioteca” de vídeo jogos, não de uma tradução directa de “livraria” de vídeo jogos.

    Um outro ponto, neste caso de opinião, é o facto de que o nome “Xbox One X” poderá vir de “eXtreme” e não de “eXtra”…
    Se “Xbox On S” é de “Small”, “Xbox One X” será de “eXtreme” pelo facto de ser a consola mais potente do mercado.

    Resto de continuação de bons artigos!

    • Boa noite.
      Realmente a tradução de “library” é Biblioteca. Mas livraria é, por definição um sinónimo de biblioteca.
      No entanto caso visite a infopédia da porto editora verá que no que toca a um conjunto de livros, que neste caso adaptaremos a títulos, a definição de livraria se adapta bem melhor
      https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/livraria
      https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/biblioteca
      Motivo: O domínio privado ou público associado ao termo biblioteca, que normalmente armazena, mas não vende os títulos.
      E neste caso o que se refere é um conjunto de títulos que se podem comprar, e não jogar no local ou trazer para casa com a obrigação de devolver.

      Quanto ao significado do X da Xbox, não há qualquer definição oficial. A Microsoft poderá ter-se lembrado do X apenas porque achou bonito.
      O termo extra é referido no artigo como uma presunção da nossa parte (devidamente referida). Tão boa e simultâneamente tão má como qualquer outra.

      Ah sim… o S da Xbox One S é de Slim, não de Small.

      Obrigada pelo feedback. Espero que gostes dos artigos.

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