Toyota está mais eficiente… Substuindo robots por humanos.

Durante anos e anos os humanos foram sendo substituídos por robots. Mas eis que finalmente aparecem estudos que demonstram que o uso de humanos ainda se revela mais eficiente. E é um caso da Toyota.

toyota

Desde à vários anos que os fabricantes automóveis abraçaram a automação e trocaram as pessoas por robots. Mas a Toyota está deliberadamente a dar um passo atrás nesse sentido, trocando as linhas automatizadas em algumas das suas fábricas por uma produção manual.

Pode parecer ago estranho, particularmente tendo em conta que o Japão é o pais mais industrializado do mundo e possui mais robots a trabalhar do que humanos.

Mas a estratégia da Toyota abrange dois aspectos:



1 – Fazer os trabalhadores realmente perceberem o que estão a fazer, em vez de se limitarem a fornecer peças a uma máquina.

2 – Criar uma maior qualidade no processo e a longo prazo torna-lo mais eficiente.

A questão é que o automatismo leva a muitos trabalhadores medianos e poucos especializados e mestres na arte.

E os resultados estão à vista. 100 espaços viram os robots substituídos por pessoas, e a linha de produção foi reduzida bem como os materiais estragados diminuíram em 10%. Os eixos de direcção melhoraram de qualidade e partes dos chassis desceram mesmo de custo.
Assim, o lider de projecto “Mitsuru Kawai” refere:
Não podemos apenas depender de máquinas que apenas repetem as mesmas tarefas vezes sem fim. Para ser um mestre da máquina, temos de possuir os conhecimentos e a arte para a ensinar à máquina.
Kawai trabalha à 50 anos na Toyota e refere que as linhas manuais são uma refocagem no “Kaizen,” ou melhoria contínua, bem como no “Monozukuri,” que é a arte de fazer as coisas bem. É um novo compromisso com as ideias de gestão por detrás do Sistema de produção da Toyota já com décadas.
E se as máquinas fazem as coisas rápido e com baixo custo, as pessoas trazem mestria e visão para o processo de design, bem como consistência na qualidade. E a corrida para reduzir o elemento humano está a tornar o processo menos eficiente.

A Toyota segue assim uma filosofia decapital humano semelhante ao delineado pelo professor Tyler Cowen no seu livro “Average is Over” que defende que os trabalhos e ganhos na economia futura irão para as pessoas que podem trabalhar e melhorar as cada vez mais inteligentes máquinas.

Fonte: Bloomberg, QZ



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