Trump faz uma volta de 180º no caso Huawei. A empresa pode agora negociar com os EUA porque a china lhes vai comprar… “batatas”

Na cimeira dos G20, Donal Trump teve frases que parecem revelar uma volta completa de 180º nas suas posições, demonstrando que na realidade todas as pressões sobre a Huawei que custaram largos milhões de dólares de prejuízos a várias empresas, na realidade nada tinham a ver com segurança nacional. E isto porque o argumento para o suposto levantamento das sanções terá sido uma promessa da China em comprar produtos agrícolas Americanos.

Faz agora 6 semanas, Donald Trump meteu a Huawei numa lista negra de empresas com as quais os Estados Unidos estavam impedidos de negociar.

O argumento: Segurança Nacional!

Mas agora, após a cimeira dos G20, Trump faz uma volta completa de 180º com argumentos totalmente inesperados.

Os Estados Unidos não vão aumentar as taxas aos produtos chineses e a Huawei pode negociar com empresas Norte Americanas. Tudo porque a China se comprometeu a comprar produtos agrícolas.



Eis o video onde podemos ouvir isso mesmo da boca de Donald Trump.

Pelos que se consegue perceber, a questão da Segurança Nacional nuca esteve em causa. Se estivesse não era uma promessa de compra de batatas ou outros produtos agrícolas que a resolveriam.

Claro que Trump tem o cuidado de referir que permite as transacções desde que as mesmas “não apresentem um grande problema de emergência nacional”, mas se é assim, porque motivo estavam elas bloqueadas? Terá sido justo causar milhões de prejuízos a diversas empresas, e não apenas à Huawei, apenas para vender “batatas”?



A grande realidade é que as empresas Norte Americanas não estavam satisfeitas com o que se estava a passar. Os EUA vendem largos milhões de dólares de material para a Huawei, e algumas empresas estavam mesmo a apresentar prejuízos.

A Micron, por exemplo estava  apresentar prejuízos e quebras do valor das acções em bolsa, em parte pelo corte de vendas imposto pelos EUA à Huawei. A empresa viu-se assim obrigada a procurar um furo na lei publicada que lhe permitisse retomar as vendas à Huawei, o que fez, com consequência imediata na subida das acções.

Outra empresa de renome que fez exactamente o mesmo foi a Intel, mas refere-se que vários fabricantes de chips Norte Americanos estavam igualmente a fazer o mesmo.

 Huawei, goste-se ou não, é um dos gigantes da tecnologia mundial, com uma abrangência de negócios enorme, e movimenta só por si valores monetários muito consideráveis. Os seus produtos são ainda muito concorrenciais e líderes em muitas áreas, nomeadamente no 5G onde a empresa tem uma avanço tecnológico que afirma ser de cerca de 3 anos, face aos seus competidores mais próximos.

Devido a este poderio tecnológico, o corte de relações com a empresa traz consequências financeiras às empresas envolvidas, bem como o risco de competição futura. Tal é o caso da Google que provavelmente irá ver a aparecer no mercado o Ark OS, que será compatível, mas é anunciado como 60% mais rápido.

Na parte que a nós, clientes, nos interessa, o mais relevante de tudo isto é que a situação parece estar, pelo menos temporariamente, ultrapassada, podendo-se assim voltar a adquirir produtos Huawei com a garantia de que os mesmos terão o suporte devido da Google.



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