Ago 082012
 

Parece incrível, mas os cientistas criaram uma câmara que pode ver para lá das esquinas, através de tecido e do vidro opaco, e tudo isso apenas com a assistência da luz natural.

Ori Katz, Eran Small, e Yaron Silberberg são os nomes do Weizmann Instituto que se encontram na baila ao criarem um sistema que lhes permite ver para lá das esquinas, necessitando para isso que haja apenas luz no local a visualizar, seja ela solar ou de uma lâmpada, e tudo isso sem o uso de lasers, radares ou outro equipamento especial.

O aparelho criado chama-se o modulador de luz espacial (spatial-light-modulator ou SLM) e usa uma série de formulas para reconstruir aquilo que o olho humano veria num local usando apenas as ondas de luz difusa reflectidas captadas. Se olahrmos para uma luz que reflecte numa parede de uma esauina ou através de um vidro opaco, veremos apenas uma luz difusa, ou uma espécie de “ruido” da luz.

Os objectos para lá da esquina ou do outro lado do vicro opaco serão impossíveis de ser vistos, e isso porque a fase da luz seria mudada sempre que a mesma bate numa nova superfície. Mas teoricamente é possível fazer com que algo sem sentido faça sentido, bastando reajustar as fases da luz para algo que faça sentido para o olho humano. E este tem sido o maior problema deste tipo de situações, com as situações até agora criadas a apoiarem-se em lasers ou iluminação adicional para gerar uma imagem.

Mas o SML apenas requer a existência de luz, o que quer dizer que mal a área em causa é atingida pela luz do sol ou de uma lâmpada, o aparelho pode aplicar as suas formulas optimizadas para reajustar a luz captada numa imagem que pode ser visualizada.

E apesar de os testes actuais se limitarem a imagens simples ou letras do alfabeto, a taxa de sucesso é impressionante.

Eis um esquema da situação:

O objecto é iluminado pela lâmpada e a luz reflectida vai bater no meio difusor (que neste caso é uma folha de papel), refletindo para o SML. O SML corrige a modulação da luz e a perspectiva permitindo a visualização do objecto.

No diagrama de baixo, em ‘a’ temos a fonte de luz, e em ‘b’ a optimização realizada pelo algoritmo do SLM, que organiza o “ruido” que parte de ‘a’ . A partir daqui são aplicados vários filtros, e os resultados são o que vemos em ‘d’, ‘e’ e ‘f’.

Mas isto é um processo complexo e esta é uma simples explicação. Para mais informações podem ler sobre o trabalho aqui.

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