Xbox One cloud computing. Poderá o poder de processamento da Cloud ser a chave da vitória?

 Uma das características anunciadas para a XBox One é o Cloud Computing, ou seja a capacidade de a consola poder obter processamento adicional vindo da Cloud. Será esta a chave da vitória da Microsoft sobre a Sony?

XONE

A Microsoft anunciou que a Xbox one terá uma rede de 300 mil servidores nos quais poderá obter processamento adicional vindo da Cloud. Esta é sem dúvida uma situação inovadora no universo das consolas e poderá eventualmente revelar-se crucial para se obter o processamento adicional necessário para se superar a Playstation 4.

De acordo com Jeff Henshaw um dos responsáveis pela Xbox dentro da Microsoft a Cloud irá oferecer à Xbox poder de processamento adicional que poderá ser equivalente ao poder de processamento de três consolas.

Adam Pollington da Xbox Austrália parece confirmar a situação ao referir que a Xbox One é 10 vezes superior à Xbox 360, mas que com o uso da Cloud poderá ser até 40 vezes superior (confirmando-se assim o ganho adicional da performance de 3 consolas).

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De acordo com Matt Booty da Microsoft, exemplos de situações onde a Xbox One poderá ganhar é a iluminação “Imaginemos que estamos a ver uma cena na floresta onde precisamos de calcular a luz vinda as árvores, ou que vamos num campo de batalhar e há um nevoeiro volumétrico no terreno. Isto são situações que envolvem cálculos complexos antes de se entrar no mundo, mas que não necessitam de ser actualizados a cada frame, sendo exemplos perfeitos do que pode ser obtido pela Cloud

Outras situações envolvem modelos de física, dinâmica de fluidos e de tecidos, e de acordo com Booty a nuvem fornecerá para este tipo de cálculos muito mais do que a Xbox pode lidar só por si.

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No entanto, Linus Blomberg da Avalanche Studios refere-se à situação como mero marketing referindo-se a ela como uma forma de se tentar compensar por um hardware inferior, acreditando que tal é enganador uma vez que é apenas sendo comum que o envio de dados numa ligação de internet não se compara sequer ao envio dos mesmos nos canais de comunicação interno da consola. Assim Linus aceita que a Nuvem possa ser usada para se obter processamentos que não requeiram actualizações imediatas, considerando-a efectivamente uma grande vantagem, mas deixando bem claro que não é com ela que se aumentam os frames por segundo da consola.

Seja como for, pouco ou muito, o certo é que esta é uma característica da Xbox One que a PS4 não possui, e sabemos que pelo menos um dos jogos em desenvolvimento para a Xbox One, Titanfall, um jogo de mechs onde ágeis robots são controlados aos estilo Call of Duty e com uma historia ao estilo de Left 4 Dead, correndo no Source Engine da Valve utilizam o Cloud Computing ao colocar a Inteligência Artificial e a Física em servidores dedicados.

No entanto há várias questões sobre este assunto que são lógicas e coerentes de serem questionadas, sendo que a mais pertinente é o que acontecerá aos jogos quando os servidores forem desligados. Se no caso da consola a mesma um dia poderá vir a ter um firmware final que lhe elimine a necessidade de verificações online, passando assim a poder ser usada sem os servidores, já nos jogos isso não poderá vir a acontecer, ficando os mesmos forçosamente, e no mínimo, “aleijados” para sempre. E quando se fala no calculo remoto da física o certo é que o jogo ficará mesmo morto, uma vez que esse é um componente sem o qual o jogo não pode funcionar em condições.

Outras questões prendem-se com os dados recentemente relacionados com a consola e divulgados pela Microsoft onde se refere a necessidade de uma ligação de 1,5 Mbits/s à internet. E naturalmente que com uma largura de banda tão baixa há que questionar o que se pensa conseguir calcular na Cloud uma vez que será mais rápido o processamento local do que a transferência de dados à semelhança do que Linus Bloomberg refere.

Seja como for, esta é uma situação que nos deixa curiosos, e estamos ansiosos por ver o que sai daqui.

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