Xbox Scorpio – Nova geração ou apenas uma Xbox Pro?

A Microsoft não deixou ainda isso claro, e no fundo tudo depende do CPU escolhido. E há contradições na informação!

Recentemente a Eurogamer deu a conhecer alguns trechos de um documento interno da Microsoft, denominado ‘Alcançar 4K e conversão da GPU por vários aparelhos Xbox’. E refere sobre o mesmo o seguinte:

A PS4 Pro oferece vários jogos com modos de performance superior com rácios de fotogramas livres – e nenhum deles conseguiu duplicar a performance de 30 para 60fps de forma consistente. A Microsoft não diz que a Scorpio o conseguirá isso e sugere um compromisso – correr os elementos GPU no dobro da velocidade, enquanto os elementos GPU são interpolados. Utilizar núcleos ZEN tornaria isto redundante. Não conhecemos jogos de consola que usem esta técnica – mas é impressionante e este comentário reforça a ideia que a tecnologia CPU da Scorpio não avançou a par da GPU.

A Microsoft nunca disse o contrário. Confirmou uma CPU com oito núcleos, sugeriu uma CPU com um relógio mais rápido, e falou sobre correr jogos existentes a 4K com HDR. O documento concentra-se em como conseguir isso. Um aumento de 4.5x no poder computacional sugere que os motores 1080p vão ser facilmente convertidos para Scorpio, mas muitos jogos correm a 900p. O salto para 4K é de 5.76x e ao mesmo tempo, os estúdios podem optar por usar o poder em outra coisa.



Antes do mais, não podemos deixar de constatar aqui que tudo o que a Eurogamer conclui aqui já tinha sido referido aqui na PCManias em artigos diversos e baseado em informação diversa que foi sendo apanhada em locais diversos e considerada de confiança. Mas aqui a Eurogamer apoia-se num documento oficial da empresa, o que acaba por cimentar tudo o que acreditávamos.

Há no entanto um ponto onde não temos a certeza ainda sobre qual será a realidade da Xbox a nível de posicionamento: Xbox Pro ou nova geração!

E nesse sentido, escrevemos um artigo que reflecte as dificuldades que a própria Microsoft poderá estar a ter na decisão desse posicionamento, e que denominados “Os dilemas que a Microsoft vai ter com a Xbox“.



A escolha da Microsoft, seja ela qual for, tem vantagens e desvantagens. E há que se viver com elas para os tempos que se seguem! Daí que há uma certa contradição nesse sentido!

A Eurogamer nas linhas que citamos em cima entende que o CPU não terá acompanhado a evolução geral do GPU. E essa é uma possibilidade! Mas no entanto há contradições quanto a essa opinião. E por exemplo, no NEOGAF, Thomas Mahler, um dos responsáveis por Ori and The Blind Forest deixou claro num post do Neogaf que a Scorpio era claramente uma nova geração.

Todas as consolas são acora PCs x86, e a arquitectura irá manter-se a mesma, e foi por isso que a Sony facilmente conseguir iterar a PS4 e fazer uma versão mais potente da mesma.

A Scorpio é uma máquina de próxima geração com o beneficio adicional que todos os jogos antigos serão compatíveis. Deste ponto para a frente, semelhante aos PCs, não perderão a livraria quando compram um sistema de nova geração. Penso que desde que o Neogaf está confuso, a Microsoft terá de trabalhar para deixar claro que a Scorpio não é um pequeno upgrade (como é a PS4 Pro), mas uma máquina de nova geração completa que é retro compatível com a livraria atual.

Mas em que ficamos? Nova geração ou não? A Microsoft nunca foi clara… e nunca definiu claramente a consola, sendo que o desconhecimento do CPU impede que se tirem conclusões.

Apesar de sermos desde o início defensores de que a consola deveria ser de nova geração, uma vez que não vemos com bons olhos estas consolas de nova geração como a PRO, a realidade é que o timming para a Scorpio não é o melhor dado o roadmap da AMD para 2018. Mas pior ainda, lançar uma nova geração a pouco mais de um ano da Xbox One S, e apresentada apenas 45 minutos depois, poderá criar junto dos fans algum desagrado, que associado à falta de exclusivos para a Xbox em 2017 se pode tornar problemático para a Microsoft, aparentemente mais preocupada com o novo hardware do que com o suporte do que existe.

Mas estamos a entrar em campos que já abordamos em outros artigos, pelo que fiquemos por aqui!

 

 



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