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> O custo dos combustíveis. - Um sentido duplo para
Mário Armão Ferreira
O Post foi feito em Terça-feira 14 Setembro 2010 à 13h40
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O custo dos combustíveis. - Um sentido duplo para "meter a mangueira"

Com o aumento dos custos do petróleo a inevitável consequência apareceu. Os combustíveis subiram igualmente de preço.

No entanto, se é uma realidade que o custo da matéria-prima se alterava de dia para dia, o custo real de produção do combustível não se alterava ao mesmo ritmo. Isso deveu-se ao facto de as petrolíferas não adquirirem diariamente a sua matéria prima, e como tal o custo de produção se reflectir no valor realmente pago pelas toneladas de petróleo em stock e não na cotação de venda actual.

Mas as petrolíferas viram aqui uma oportunidade única. Ao subirem imediatamente os preços alegando o aumento do custo da matéria-prima, iriam precaver-se para as futuras aquisições, mas até lá aumentar a sua margem de lucro tremendamente num produto que foi adquirido a um preço bem mais baixo.

Desta forma ganharam-se milhões de euros. E o jogo da especulação começou.
No entanto as petrolíferas caíram num erro. Para vender combustíveis para revenda havia que conseguir bons preços, e dado que o custo real de produção era inferior ao que estas faziam crer ao cliente final, as margens para lidar com os revendedores aumentaram. E as grandes superfícies começaram a comprar combustíveis a um preço que permitia a revenda a um custo inferior ao das gasolineiras.

A consequência foi bem visível. Os baixos custos dos combustíveis nas grandes superfícies atraíram milhares de clientes que passaram a preterir as gasolineiras em favor das mesmas.

Apercebendo-se do erro cometido, e dos prejuízos que tal poderia causar, as petrolíferas ficaram sem soluções. Os custos de revenda não podiam subir mais do que as variações do combustível, e ao ser cometido o erro de vender pela primeira vez a preços baixos, todas as vendas futuras teriam de usar como bitola esse mesmo preço.
Descer os seus combustíveis abruptamente para os preços justos também estava fora de hipótese, pois como explicar tal facto? O petróleo não havia baixado e não houve alterações tecnológicas no processo de refinação que permitisse justificar tal. Para alem do mais, descer os seus preços implicaria descer os preços de revenda também, e esses estavam com valores normais e uma descida traria prejuízo.

O que fazer então?

A solução encontrada e desesperada foi atacar os combustíveis das gasolineiras. Dizer que ele não prestava e estragava os carros. Dessa forma poder-se-ia voltar a trazer os clientes para as gasolineiras, e continuar a vender às grandes superfícies.

Mas tal não caiu bem. As grandes superfícies retorquiram e com razão. Não só tal não era verdade e não havia relatos de tal, mas os combustíveis eram fabricados pelas mesmas empresas que fabricavam os das gasolineiras. Se não prestavam não era o nome das grandes superfícies que ficava em causa, mas sim o da empresa fornecedora. E mais ainda, se estragavam os carros então é porque não cumpriam com as directivas comunitárias para o fabrico de combustíveis que define a qualidade mínima que o mesmo deve ter (e que não estraga carros), e era mais uma vez o nome do fabricante que vinha à baila.

Apercebendo-se de tal, as petrolíferas retrocederam no seu plano de ataque. A frase de ataque agora seria relacionada não com a qualidade, mas com a aditivação dos combustíveis das grandes superfícies que seria inferior ao das gasolineiras, explicando assim o preço.

A questão é que nem essa explicação colhe frutos. E isso porque como se referiu existem normativos definidos para a qualidade. E o combustível das grandes superfícies, mesmo que menos aditivado, terá de obedecer aos mesmos. E então surge outra questão:

- Se é verdade que existe uma explicação relacionada com os aditivos da gasolina para a diferença de preços entre as gasolineiras e as grandes superfícies, e obedecendo todos eles aos requisitos de qualidade impostos pela UE, então porque raio as petrolíferas durante anos nos impingiram os seus combustíveis a preços elevados? Porque não criaram, nem que fosse como alternativa ao que já existe, um combustível menos aditivado, igualmente cumpridor das normas, mas mais barato?
Naturalmente não posso provar nada do que digo em cima, não passando tudo de uma teoria, mas é uma teoria bem lógica e na qual acredito piamente. As petrolíferas na ânsia de ganhar algum com a especulação dos preços e a subida imediata da matéria-prima, quanto possuíam toneladas de petróleo armazenado adquirido a preços baixos, deram um tiro no pé, e até ao momento não descobriram como descalçar a bota.

Por esse motivo surge a GALP agora com uma bomba piloto a vender combustível ao preço do das grandes superfícies. Desculpando-se que o produto é de menor qualidade (o que sinceramente não acredito), mas obedecendo aos padrões de qualidade da UE, a Galp tenta repor as coisas no lugar.

Se fosse uma questão de aditivação a GALP não precisava de andar com postos de abastecimento de teste, e bastava à semelhança do que acontece com a gasolina 98 e o Ultimate Diesel colocar um novo produto no mercado a preços mais baixos e vende-lo junto com os outros. O problema é que a GALP quer pesar as coisas a ver se o que ganham com o aumento dos preços é compensado com o aumento dos clientes, e sabendo que ao porem esse produto no mercado os restantes seriam preteridos, avança com uma estação de abastecimento piloto, onde poderá verificar se realmente a coisa compensa.

Mas há mais… Se julgam que as petrolíferas não podem descer mais o custo dos seus combustíveis, então estão enganados.

Muitas grandes superfícies não se limitam a possuir preços mais baixos nos combustíveis. Elas ainda oferecem descontos adicionais aos clientes dos hipermercados. Aliás essa prática é já usada pelas petrolíferas em associações com grandes superfícies que não comercializam combustíveis. A Galp por exemplo possui um acordo com o Continente nesse sentido!

Ora a esses preços mais baixos que a Galp possuiu na sua estação de serviço piloto ainda podem ser aplicados esses descontos, descendo ainda mais os preços.

Metemos nós a mangueira no carro, e afinal quem nos anda a meter a mangueira são eles... E a autoridade da concorrência não consegue ver esta realidade, ou então faz de conta que não vê.
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O Post foi feito em Quarta-feira 15 Setembro 2010 à 11h19
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QUOTE (Mário Armão Ferreira @ Terça-feira 14 Setembro 2010 à 13h40)




Se fosse uma questão de aditivação a GALP não precisava de andar com postos de abastecimento de teste, e bastava à semelhança do que acontece com a gasolina 98 e o Ultimate Diesel colocar um novo produto no mercado a preços mais baixos e vende-lo junto com os outros.

Viva.

Não existe a menor dúvida da prática concertada entre as gasolineiras em inflacionar os custos dos combustíveis, muito acima do aceitável, com o "fechar de olhos" da entidade fiscalizadora em proveito do estado que, como é sabido, o ISP é calculado em termos percentuais, o seja, quanto mais caro é o combustível, mais dinheiro o estado arrecada! Ainda se lhe desse um bom fim... submarinos e belos carros para a rapaziada! Aqui há dias, nesta fase propagandista de inauguração de escolas, o Snr. Sócrates e a Snra. Alçada Baptista, deslocaram-se à mesma escola cada qual no seu belo carroção e respectivo motorista... aos "portugas" é recomendada a utilização dos transportes públicos ou uma viatura com mais que um passageiro...

Quanto a esse pormenor Mário as coisas não são assim tão fáceis... a grande maioria dos distribuidores (bombas de gasolina) só possuem um depósito para cada produto, independentemente do número de "pistolas" para cada um. Não estou a ver as gasolineiras a suportar os custos da instalação de novos equipamentos, e que em muitos situações não é viável por determinadas circunstâncias... o que estou a ver é que, infelizmente, muitos destes distribuidores vão ficar "agarrados", a aparecerem (espero que sim) mais postos destes denominados "produto branco" ou "marca branca".

Efectivamente os combustíveis, sem aditivos, não estragam o motor e tem que cumprir o estipulado. O que pode acontecer é um menor consumo nos combustíveis adictivados.

GPL forever!

Cumprimentos.
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vsetubal
O Post foi feito em Quarta-feira 15 Setembro 2010 à 11h49
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Viva.
Como é do conhecimento publico abriu recentemente aqui em Setúbal o primeiro posto da Galp Base do País a preços reduzidos,para combater os também preços do jumbo, mas mesmo assim não chegam lá.
O mais curioso é que onde esta implantado este posto Galp Base, no sentido oposto existe outro posto da Galp(são 2 postos Galp, só que alteraram um para porem preços de saldo lol) mas com preços anormais.
Eu pergunto?um condutor,(como eu) que quer abastecer a viatura(raramente vou a um posto Galp)ao deparar-se com dois postos da Galp mas com preços diferentes, o que é que o leva a pensar,das duas uma,ou o posto contrario esta-nos a roubar,(como sempre) ou no outro lado da estrada a gasolina não vale mesmo para nada.Então em que ficamos?abastecemos a onde afinal?onde é mais caro ou arriscamos a danificar o motor se á especulação for essa?

Que me dizem a estes preços?
Vejam só a diferença que existe do mesmo posto Galp para o mesmo posto.É só atravessar a AV.
http://www.maisgasolina.com/postos/lista/c229/



Este post foi editado por vsetubal em Quarta-feira 15 Setembro 2010 à 11h54.
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652mga
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Viva.

Foi um dos "pontos" que toquei no meu post anterior... muitos revendedores vão ficar "entalados" porque estão contratualmente obrigados a comprar à Galp (por enquanto só esta é que está a efectuar esta modalidade) o que esta quer. Isto ainda vai dar muito que falar!

Podes por à vontade a gasolina mais barata que não existe problema! Repara no que o Mário escreveu sobre a qualidade mínima que o produto tem ter... existem normas básicas que tem que ser cumpridas. Daí para cima (para melhor) fica ao critério do fabricante.

O "maisgasolina" é um bom sitio mas está dependente de actualizações por voluntários. Visita o site oficial:

http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/

Cumprimentos.
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Mário Armão Ferreira
O Post foi feito em Quarta-feira 15 Setembro 2010 à 20h56
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Como vocês terão compreendido, o que refiro não é uma realidade... É uma teoria que eu conjurei para tentar explicar tudo isto. E sinceramente parece-me bem lógica.

E elaborei-a exactamente pelas afirmações de falta de qualidade dos combustíveis das grandes superfícies (vendidos pelas mesmas marcas que exploram as gasolineiras). Essa desculpa não cola, não só por o produto vir do mesmo sítio, mas tal como todos os produtos comercializados na UE, ter normativos de qualidade que necessitam de ser cumpridos. É a qualidade mínima aceitável, e que se estipula como possuído um padrão de qualidade capaz de satisfazer as exigências do consumidor.

Mas é como o 652mga diz... Dai para cima é com cada produtor. Agora mesmo que isso seja verdade e as gasolineiras produzam acima dessa qualidade, não deixa de ser verdade que nos mentiram ao afirmarem que não podem descer o preço, pois efectivamente podem produzir com qualidade inferior, mas mesmo assim considerada como boa.

Mas sinceramente, para mim (que sou barbeiro), é tudo igual!
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Nelson Cruz
O Post foi feito em Sexta-feira 17 Setembro 2010 à 22h02
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Eu admira-me a DECO ainda não ter feito testes nas várias gasolinas do mercado para avaliar esta história dos aditivos. Se reduzem ou não consumos, emissões, acumulação de sujidade no motor, etc. Talvez sejam testes demasiado dispendiosos.

Uma coisa é certa, só é alvo de certificação e controlo apertado a gasolina à saída das refinarias (sem aditivos). Quanto aos aditivos, embora alguns dos que podem ser adicionados constem da lei, nada é controlado. As gasolineiras até podem misturar chazinho que ninguém controla nada.

As gasolineiras já foram obrigadas a admitir isto no ano passado. São elas próprias q "certificam" os seus aditivos:
http://aeiou.expresso.pt/combustiveis-ning...gasoleo=f515812

QUOTE
O Governo ressalva que a qualidade do combustível nas bombas é assegurada "por inspecções da DGGE nas refinarias de onde sai o combustível base" (ainda sem aditivos) e depois "através de inspecções periódicas em bomba", disse fonte do Ministério da Economia.

No entanto, os combustíveis não são alvo de certificação por parte da DGGE no que se refere aos aditivos que os vários operadores dizem acrescentar.


Portanto, a suposta qualidade acrescida das gasolinas aditivadas é algo que depende inteiramente da credibilidade de cada marca. Tanto podem ser de facto melhores, como pode ser mera banha da cobra para justificar preços mais altos. Se todas as gasolineiras vendessem gasolina base, não haveria qq justificação para preços diferentes (excepto talvez localização, serviços). Daí que todas inventem os seus "pózinhos" para poderem dizer que são melhores que as outras. Aquilo de andarem a dizer q a gasolina base estraga os motores é aquela velha técnica de lançar medo, incerteza e dúvida:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medo,_incerteza_e_d%C3%BAvida
Os automóveis são feitos para usarem combustíveis feitos de acordo com as normas europeias, coisa que é garantida pela DGGE.

Quem fizer regularmente os mesmos percursos, pode ao menos testar se a gasolina aditivada reduz o consumo. Encham o depósito com gasolina de hipermercado e vejam quantos quilómetros fazem até chegar à reserva. Repitam com gasolina aditivada mais cara e comparem. Mesmo q façam mais quilómetros duvido que seja uma diferença suficientemente grande para ser estatisticamente relevante (ou as gasolineiras já teriam feito grande alarde disso, em vez do intestável "estraga os motores") ou que compense a diferença de preço.
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Nelson Cruz
O Post foi feito em Sábado 18 Setembro 2010 à 04h11
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Já agora, outra dica para poupar a abastecer o carro: esqueçam a gasolina 98 (a não ser que o manual do carro o recomende explicitamente, ou o motor "engasgue" com a 95).

Ao contrário do q se pensa, a octanagem não é uma medida da "potência" da gasolina. A gasolina sem chumbo 98 não é "melhor" ou mais "potente" do que a 95.

A octanagem é uma medida da resistência da gasolina à autoignição com a pressão. Ou seja, a 95 explode espontaneamente (sem fonte de ignição) a uma pressão inferior que a 98. Quanto maior a octanagem maior a resistência à pressão (e mais lenta é a queima também). Aquele número que vemos na bomba é a percentagem de resistência por comparação ao iso-octano, e varia também com o método de medição:
http://en.wikipedia.org/wiki/Octane_rating

Efeitos práticos disto? Os motores que trabalham com grande pressão precisam de gasolina mais resistente. A gasolina com menos octanagem pode detonar (explodir) prematuramente nos cilindros desses motores. O que leva a perda de potência e no limite pode mesmo destruir o motor. Os motores mais potentes são tradicionalmente mais comprimidos, incluindo até turbocompressores que servem precisamente para isso, e precisam de combustível mais resistente à ignição espontânea. É frequente também os carros de competição usarem combustíveis com 100 ou mais "octanas". Na Formula Indy ou CART americana, usam metanol, que tem uma octanagem equivalente a 133. Daí o mito de q mais "octanas" = mais potência.

Meter gasolina 98 num motor feito para 95 não lhe dá necessariamente mais potência. A combustão mais lenta da 98 pode dar ligeiramente mais potência em certos casos, mas também pode dar menos. E pode aumentar os consumos. Encontrei este comparativo num Honda Jazz 1.2 no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=5zAKJwhKwns
É um caso em q meter 95 é mesmo uma poupança dupla.

Nos motores modernos, dificilmente a gasolina de baixa octanagem causa detonação. A centralina monitoriza a combustão e ajusta a pressão, injecção, temporização da ignição, etc. Mesmo assim, em motores de grande compressão é melhor meter 98 se, e só se, o construtor o recomendar.

Para colocar a coisa em perspectiva, veja-se que nos EUA vendem combustível entre 87 e 91, que corresponde a 91-95 cá na Europa (os métodos de classificação são diferentes). Isso mesmo. A "super" nos EUA é igual à nossa 95. Alguns carros com motor turbo não conseguem atingir a potência máxima com a "super" de lá, mas de resto não parecem haver grandes problemas. Segundo a wikipedia só em alguns estados da costa Este é que há gasolina 94, equivalente à nossa 98.

Pensem nisso quando meterem gasolina 98, ou até a BP Ultimate que dizem ter 100, nos vossos carros. O mais provável é estarem a deitar dinheiro fora.
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vsetubal
O Post foi feito em Sábado 18 Setembro 2010 à 18h12
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Viva.
Tive á cerca de um ano um Honda civic que podia levar gasolina 98 e 95,e durante os 12 anos que o tive sempre meti 95 e nunca notei diferença nenhuma.sempre que pisava no pedal ai ia ele sempre na esgalha,nunca dizia que não.
Só uma vez meti 98 para ver se notava alguma diferença mas sinceramente so notei diferença na carteira porque de resto penso que é tudo o mesmo.
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Mário Armão Ferreira
O Post foi feito em Sábado 18 Setembro 2010 à 19h49
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Quem sou eu para comparar a 95 à 98...

Mas a realidade é que 95 octanas é muito bom. Como exemplo, no Brasil a gasolina possui 87 octanas, e a Premium possui 91 octanas.

No entanto na Europa, os valores mais comuns são os 95 e 98.

Pela definição podemos ver:

QUOTE

Octanagem é o índice de resistência à detonação de combustíveis usados em motores no ciclo de Otto (tais como gasolina, álcool, GNV e GPL Auto). O índice faz relação de equivalência à resistência de detonação de uma mistura percentual de isoctano (2,2,4 trimetilpentano) e n-heptano. Assim, uma gasolina de octanagem 87 apresenta resistência de detonação equivalente a uma mistura de 87% de isoctano e 13% de n-heptano. Entretanto, são possíveis valores superiores a 100 para a octanagem ; uma gasolina com octanagem 120 apresentará na mesma escala uma resistência 20% superior à do isoctano.


Por outras palavras, quanto mais octanas melhor, mas pela definição de cima também se pode tirar outra conclusão: à gasolina 95 ou 98 corresponde uma variação na mistura que se equivale em percentagem à diferença de octanas (3 octanas = 3% de diferença na percentagem das misturas de isoctano e n-heptano).

Ou seja, diferença há, mas pela pequena diferença de apenas 3% não pode de forma alguma ser assim tão significativa, apesar de ir querer discutir aqui se há diferença real ou não.

A questão é que mal estavam os Brasileiros se assim fosse!
E meus amigos, convenhamos... 95 octanas não prestam, mas as 3 extras fazem toda a diferença não? São só mais 3, mas das BOAS!

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Nelson Cruz
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No Brasil usam o mesmo método de classificação que nos EUA. Que é uma média aritmética entre os dois métodos de medição da octanagem, o RON e o MON. Na Europa e na maior parte do mundo usa-se simplesmente o RON. Está explicado na wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Octane_rating

Portanto no Brasil, como nos EUA, há gasolina entre 87 e 91 "octanas", que corresponde a 91-95 cá na Europa.

O que me leva a crer q gasolina 95 deve ser mais do q suficiente em 90% ou mais dos carros que por ai andam. Caso contrário haveria carros com motores que não poderiam ser vendidos no Brasil e EUA. E duvido muito que algum fabricante desenvolvesse actualmente um motor que não pudesse ser vendido num mercado tão importante como os EUA (nem q para isso tenha de levar alguma adaptação).
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