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| 652mga |
O Post foi feito em Sexta-feira 27 Agosto 2004 à 04h05
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Super utilizador Grupo: Membros Posts: 1045 membro nº: 15 Registado em: 14/01/2004 |
Viva, boa noite. Não, não é "chacha" os "média" vão mesmo aumentar! À semelhança do que tem vindo a acontecer pela Europa fora os "média" vão ser vendidos com uma taxa adiccional para "compensar" os lesados no que concerne aos direitos de autor. Pessoalmente e vou ser franco, se fosse membro de um governo e tivesse entre mãos este problema da pirataria, executava uma medida semelhante. Eu sei que cada caso é um caso! Por exemplo eu possuo um auto-rádio leitor de md e tudo o que eu ouço não tem edicção em md (ainda não vi nada original neste suporte), tendo eu que comprar os md e fazer a respectiva gravação! Também é ridículo que uma empresa compre cd-r para gravar dados próprios e tenha que pagar esta taxa! Mas, o que fazer? Cumprimentos.
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| kamikaze |
O Post foi feito em Quinta-feira 02 Setembro 2004 à 03h19
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![]() Eu cá já sou da casa! ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 54 membro nº: 40 Registado em: 06/04/2004 |
Pois é, eu estive a viver em França alguns anos e também se falava de aumentar o preço não só dos CD-R, DVD-R... mas também dos discos rígidos, Gravadores, ...
Sempre temos a solução de comprar nos países onde ainda não existe está lei. ;) |
| Nelson Cruz |
O Post foi feito em Quinta-feira 09 Setembro 2004 à 02h54
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![]() Administrador Grupo: Admins Posts: 1425 membro nº: 4 Registado em: 18/12/2003 |
Realmente é sempre chato ter de pagar mais seja pelo que for, mas neste caso concordo. Como escreveu o Deputado José Magalhães, um dos autores desta Lei, no Bits&Bytes:
Face à dificuldade de controlar hoje em dia a cópia e distribuição de obras protegidas por direito de autor, devido aos programas P2P e aos gravadores de CD/DVD ao preço da chuva, o tradicional modelo de negócio baseado nos direitos de autor está em risco - talvez mesmo moribundo. A lei dá direito exclusivo de fazer cópias e distribui-las aos autores ou aqueles autorizados por estes. É uma forma de permitir aos criadores lucrarem com as suas obras e assim incentivar à sua criação. É um sistema que inegavelmente funcionou bastante bem enquanto apenas as empresas tinham recursos para fazer cópias de qualidade e distribui-las eficientemente. As empresas são relativamente fáceis de controlar e, desde que motivadas para isso com inspecções e multas, até estabelecem mecanismos internos para evitar violar a lei. Os problemas começaram com as fotocopiadoras para os livros, cassetes áudio para a música e depois cassetes vídeo para o cinema. O problema actual é que qualquer pessoa com um computador ligado à internet e um gravador de CD/DVD pode fazer cópias exactas, sem qualquer perda de qualidade, e distribui-las tão ou mais eficientemente. É por isso que nos EUA as editoras musicais processam miúdas de 12 anos... porque elas podem distribuir música tão bem ou melhor que as editoras. Os Direitos de Autor (ou Copyright) foram originalmente criados em Inglaterra para regular a publicação de livros no século 18 quando havia ainda muito poucas impressoras mecânicas. Era portanto muito fácil de inspeccionar e controlar o que faziam. Hoje há milhões que podem copiar DVDs e CDs na privacidade das suas casas por um preço incrivelmente baixo. E a maioria não vê nada errado na cópia e distribuição não comercial de obras protegidas por direito de autor. Sempre o fizemos! Desde a escola que somos todos "piratas"! Os P2P "apenas" alargaram o grupo de "amigos" que fazem trocas para uns milhares ou mesmo milhões. Vai proibir-se esses programas, que até têm usos legítimos e benéficos à sociedade? A História está cheia de exemplos da aplicação falhada de Leis de que a maioria da população discordava. O maior é talvez a proibição de bebidas alcoólicas nos EUA de 1920 a 1933. Hoje estima-se que uns 60 milhões de americanos (parece que até é mais dos que votaram no Bush!!!), e uns 100 milhões de pessoas em todo mundo, usam ou já usaram os P2P. Que se pode fazer? Prendê-los a todos??? Se tentarem, os P2P vão simplesmente evoluir para garantir a privacidade de quem os usa (já se trabalha nisso). Mas assumindo que se pode erradicar ou controlar os usos ilegais dos P2P, ainda resta a cópia caseira e troca entre amigos. É menos eficiente, mas mesmo assim é uma ameaça significativa. Que fazer então? Inspecções aleatórias e sem aviso às casas das pessoas para procurar cópias??? Não é prático, muito menos num país onde nem as feiras são inspeccionadas eficazmente. E só se pode imaginar a agitação social que isso provocaria. Compensar artistas e criadores dando-lhes direitos exclusivos para copiar as suas obras já não faz muito sentido pois tudo o que fazemos nos computadores e na internet envolve fazer cópias. Já não é prático e significa privar-nos a todos das novas possibilidades que estas tecnologias nos deram. É preciso portanto arranjar formas alternativas de compensar os autores. Aplicar taxas aos meios de gravação é um dos possíveis meios de o fazer. Aliás já era aplicada às cassetes áudio e de vídeo (que no seu tempo também criaram preocupações semelhantes... muito exageradas diga-se). Sim é mais um tipo de imposto que não discrimina entre os ricos e os pobres ou entre quem usa para fins legítimos ou não, mas é um mal menor se evitar o "clima incendiário" de que falava o José Magalhães, com os detentores de direitos em pé de guerra. E até as empresas que apenas usam CDs e DVDs para gravar dados relativos às suas actividades têm a ganhar com isto. Steve Jobs, pensando obviamente como CEO da Pixar e não como CEO da Apple, já sugeriu que se a próxima geração de DVDs não tiver uma protecção eficaz então os estúdios de Hollywood deveriam exigir que leitores e gravadores para computador sejam proibidos. É claro que isso também impediria usar esse novo formato para gravar vídeos caseiros para ver no leitor de sala. Pode-se sempre criar um formato de igual capacidade, mas incompatível para gravar apenas dados. Mas o mercado para uma solução desse género é muito mais pequeno... com a consequente produção em pequena escala e preços finais muito mais altos. A Sony por exemplo já tem gravadores do seu formato Blu-ray (discos parecidos com os DVD, mas gravados e lidos com laser azul para obter maior capacidade). Mas os discos não são lidos nos leitores normais que todos têm nas suas salas e parece que nunca serão, pois o HD-DVD leva vantagem para substituir os DVD actuais. Logo a utilidade destes gravadores é limitada a empresas (até pelo preço actual). A Sony posiciona-o como uma alternativa às "tapes" (cassetes de fita muito usadas para backups nas empresas). Não servindo para copiar filmes, a procura para uma coisa destas é limitada... e o preço será sempre alto. Portanto, quem continuar a usar os DVDs para gravar dados, é porque, mesmo com as taxas, ainda são vantajosos em densidade e preço. E ao pagar a taxa está a contribuir para que os dispositivos e discos futuros sejam igualmente baratos. Pode parecer uma chantagem, uma extorsão, feita pelos detentores de direitos indirectamente através do nosso governo, mas como disse… é um mal menor. NOTA: 652mga, alterei o teu post porque era desnecessária uma imagem. É de longe preferível copiar-colar o texto e/ou meter o link para a página. |
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| 652mga |
O Post foi feito em Terça-feira 21 Setembro 2004 à 04h35
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Super utilizador Grupo: Membros Posts: 1045 membro nº: 15 Registado em: 14/01/2004 |
Viva, boa noite. Em Julho do ano passado um cd-r 800mb custava, dentro de um Carrefour em França, 2?. Em França já está aplicado este imposto aos suportes de gravação digitais (media). Quanto ao hardware era ligeiramente mais caro do que cá ou seja, é mais barato para os franceses obter estes equipamentos do que para os portugueses cá em Portugal tendo em conta os salários praticados. Viva Portugal! Cumprimentos. |
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