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| lauraitalia |
O Post foi feito em Sexta-feira 26 Novembro 2004 à 17h26
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![]() DAQUI NAO SAIO. DAQUI NINGUEM ME TIRA ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 167 membro nº: 42 Registado em: 05/05/2004 |
Olá people!
Já vi que aqui se discute tudo menos "conversa da chacha" e isso para mim é o que torna este fórum atractivo! Já pude constatar que aqui se discutem diversos temas polémicos e o verdadeiro objectivo não é o de chegar a um consenso (se fosse possível não seriam considerados polémicos) e sim o dar voz à opinião de todos, com respeito e aceitação. Isto para mim resume o porquê de estar a ocupar o meu tempo a partilhar um tema que para mim é também polémico, sendo que o meu objectivo não é de saber quem tem razão ou não e sim saber a vossa opinião sobre o assunto. O tema que vos trago hoje é sobre a efeito placebo. Tempos atrás vi um documentário sobre o efeito placebo na minha querida ex.Raiuno (se penso no desgosto que tive quando me tiraram este canal... <_< enfim, daria para outra discussão, não convosco, mas sim com a TV cabo). Mas adelante... gostei do tema ao ponto de fazer algumas pesquisas em alguns sites, que definem as ideias do programa e me trouxeram mais alguns pontos de vista... Um placebo é uma substância inerte, uma cirurgia ou terapia "de mentira", usada em experiências, ou dada a pacientes pelo seu possível ou provável efeito benéfico. É chamada de substância inerte, porque é uma espécie de "pílula de açúcar," ou falsa cirurgia ou terapia para melhorar o paciente, considerando que o problema do mesmo é meramente do foro psicológico. Muitos acreditam que o efeito placebo seja psicológico, devido a um efeito real causado pela crença ou por uma ilusão subjectiva. Se nós acreditarmos que o comprimido ajuda, ela pode de facto ajudar. Ou em último caso, a nossa condição física não muda, mas nós sentimos que ela mudou. Mas, o poder do efeito placebo levou a um dilema ético e era sobre isso que gostaría que falássemos aqui. Um médico não deve enganar as pessoas, mas deve aliviar a dor e sofrimento dos seus pacientes. Devem os profissionais mentir para o benefício dos seus pacientes? Será anti-ético para um médico conscientemente prescrever um placebo sem informar ao paciente? Se informar ao paciente reduz a eficácia do placebo, seria justificável algum tipo de mentira com o objectivo de beneficiá-lo? Alguns médicos acham justo usar o placebo nos casos em que foi demonstrado um forte efeito placebo, e onde o sofrimento é um factor agravante. Outros acham que é sempre errado enganar o paciente, e que o consentimento informado exige que se conte ao paciente que o tratamento é um tratamento placebo. Outros, especialmente os praticantes da medicina "alternativa", nem sequer querem saber se um tratamento é um placebo ou não. Eles simplesmente acham que o importante é a eficacia do mesmo. Qual é a vossa opinião? |
| Mário Armão Ferreira |
O Post foi feito em Sábado 27 Novembro 2004 à 20h25
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![]() Administrador Grupo: Admins Posts: 1265 membro nº: 3 Registado em: 18/12/2003 |
Olá Laura..
Vamos lá a ver... O placebo pode realmente ser uma solução em casos de hipocondria! Há milhares de pessoas que sentem dores, e que se queixam de sintomas que efectivamente não tem. O que fazer a essas pessoas? Se a doença é psicologica, a forma mais saudavel de a tratar é psicologicamente, mas sem meter drogas para o sistema. Se a pessoa se sente melhor por tomar o remédio, mesmo que seja apenas uma pilula de açucar, então optimo! Mas depois há casos mais curiosos, genero doenças reais que se tratam tambem por efeito do psicologico, o que só demonstra como a mente tem influencia no bem estar geral das pessoas Repara nesta história, que se passou com o meu tio que é médico.. Ele contava-a muitas vezes. Certa vez foi ao consultorio dele uma senhora muito parolinha da aldeia, daquelas que nunca na vida teve nada, e que por consequencia da idade estava agora a queixar-se, queixando-se de dores em uma perna, para a qual o meu tio lhe receitou uma pomada. Ora o meu tio veio a saber em consultas posteriores que a senhora por inocencia de quem nunca na vida tomou ou usou qualquer tipo de remédios, não aplicava a pomada na perna, mas dissolvia-a em um copo de agua que bebia. E o facto é que alegava que estava muito melhor da perna, apesar de o tratamento ter sido completamente ineficaz! Como se pode constatar o psicologico assume contornos muito importantes no tratamento das doenças, e por isso não sou contra o uso de placebos.. Se o Doente se sente melhor, não será esse o objectivo ultimo de um médico, melhorar a qualidade de vida dos seus doentes. Poderá estar a mentir, mas desde que tal não influencie no real tratamento, tudo o resto que ajude o doente a sentir-se melhor, é na minha opinião de usar.. E fico-me por aqui. Depois abordarei mais o tópico, mas de momento estou sem tempo, e a responder a isto um bocado à pressa.. Pioneers ;) |
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