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É verdade… De x em x tempo chega a altura do upgrade. E a realidade é que se calhar poucos upgrades foram feitos com tanta confusão sobre o que comprar. A realidade é que, até há bem pouco tempo, foi uma constante quase universal que produtos do mesmo fabricante com custo superior eram melhores. Mas essa realidade altera-se agora drasticamente levando o consumidor que se guia pelo preço a cometer erros. A minha actual máquina, um Core 2 Duo E 6420 com 4 MB de cache, encontra-se colocado numa Board da GigaByte, na altura topo de gama, e que suporta todos os processadores até ao Core 2 Quad 9770 extreme. Possui 2 GB de RAM, e um disco de 500 GB, com uma placa gráfica GTS250. O meu computador mais antigo (sim, em minha casa há sempre dois computadores disponíveis) está a pedir reforma. Já com 4 anos, o meu Athlon 64 3200+, numa Board MSI topo de gama, com 1 GB RAM, 240 GB disco e uma 6800 GT estáa completamente ultrapassado. Desta forma, está na altura de passar o primeiro computador para segundo e fazer um upgrade, mas em que apostar?
A decisão recaiu sobre a última tecnologia em processadores, os i7 da Intel, mais particularmente o i7 920. Trata-se de um processador com quatro cores e equipado com Hyperthreading, o que lhe permite ser tratado como um processador com 8 núcleos efectivos. As suas performances colocam-no acima do Core 2 Quad 9700, cujo preço é superior em quase 200 euros. Este processador suporta ainda Tri-Channel no acesso às RAM’s, permitindo obter melhor rendimento das mesmas, bem como possui um modo Turbo que, de forma automática e sempre que os núcleos não são usados na sua totalidade, faz overclocking aos que se encontram em uso. Benchmarks CPU. O meu actual E6420 não se encontra presente, mas situar-se ia abaixo do E6550 e acima do P7350 com uma nota a rondar os 1400 pontos. O I7 920 apresenta-se com 5446 pontos, ou seja, quase 4x superior. A escolha da motherboard recaiu sobre a ASUS P6T. Com um chipset de última geração, o X58, a board possui três slots PCI-E 16x suportando Crossfire e TRI-SLI. Este chipset, é optimizado para o uso de multi-GPU, permitindo eliminar os congestionamentos verificados na tecnologia dos Core2. Como RAM optei por uma marca de qualidade e com garantia vitalícia, a GSKILL, com tecnologia DDR3 a 1600 MHZ. As memórias TRI-CHANNEL são fornecidas num pack com 3 DIMMS de 2 Giga, totalizando 6GB de RAM. De notar que o custo destes 6 GB é bastante aproximado aos de 4GB DDR2 1066 Mhz para a tecnologia Core2. A nível de gráfica a escolha foi difícil. A minha GTS250 que equipa o meu computador antigo tem dado boa conta de si, dai que se questiona a necessidade de melhor. Para alem do mais, com o DX11 à porta a aposta em placas mais caras parece uma má opção. Mas dado que se trata de um sistema potente, e optimizado para o SLI, optei naturalmente por o implementar. Assim o sistema está equipado com duas Asus Darknight NVIDIA GTS 250 1 GB em SLI, o que lhe permite por um valor perto dos 200 euros um rendimento superior ao de uma NVIDIA GTX285 cujo custo ronda os 300 euros (o ganho é variável, mas varia entre os 5% e os 40%). A comparação é evidente: 256 núcleos cuda contra 240, um texture fill rate de 94.4 biliões de polígonos por segundo contra 51,8 biliões e 2 GB de RAM contra 896 MB. Acresce ainda que, de acordo com a página oficial da Nvidia a GTX 260, 285 e 295 apenas suportam Open GL 2.1, ao passo que a GTS 250 e GTX 275 suportam Open GL 3.0. Crysis Warhead – Um dos jogos mais puxados do mercado. Ganhos até 37%. O diferencial aumenta com o decréscimo do nível de AA, onde a GTX 285 é claramente superior (conclusão não visível no presente gráfico) No tocante aos discos rígidos a escolha recaiu nos Seagate 500 GB de prato único e 32 Mb cache. Reconhecidamente dos mais rápidos do mercado, com uma transferência máxima efectiva de 160 MB/s, os dois discos serão colocados em RAID 0, o que aumentará a sua transferência máxima efectiva para o dobro (320 MB/s). Armazenamento adicional será feito de forma externa com discos de 1 TB. Para alimentar tudo isto é necessário uma fonte potente. Uma fonte modular NOX de 700 Watts foi a escolha. Fechando o esquema vem a caixa NOX Coolbay equipada com uma ventoinha lateral de 25 cm. E aqui está! O sistema que vai durar uns meses cá em casa, pelo menos até ao aparecimento das placas DX 11 a preços acessíveis. O custo… 1100 euros!
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Abraço!