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> p2p, Queixas-crime
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O Post foi feito em Terça-feira 04 Abril 2006 à 22h46
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Viva, boa tarde.
Foram hoje apresentadas as primeiras 28 queixas-crime, na PJ, pelos downloads ilegais de música:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?sect...&id;_news=222385

De que forma é que a PJ pode obter a identidade da(s) pessoa(s) que praticam estes actos? Como é que a AFP teve acesso aos respectivos IP? E durante quanto tempo é guardado, no servidor, os dados relativos ao cliente? Serão estes (servidores) obrigados a divulgá-los? O endereço de IP muda com frequência e então no ADSL muda a cada ligação. Não sei como é que isto se processa, mas não existirá a possibilidade de, em datas distintas, possuir o mesmo número de IP, quer o mesmo indivído quer indivídos diferentes?

A AFP teve um grande "galo", a meu ver, pois como é sabido a PJ para além da instabilidade directiva que atravessa, nem dinheiro tem para o papel para as impressoras... não sei se esta matéria será de "primeiro plano" para a PJ.

Já agora, e porque não acredito que ninguém faça ou tenha feito downloads de música e é deste tipo que estamos a falar, vamos ter mesmo que deixar de o fazer ou existirá algo que nos oculte? Não tenho nada a esconder no que toca a este assunto por uma razão muito simples: desde que tenho pc e já la vão sete anos, o que saquei não dá para encher dois cd(s)... primeiro porque não ouço qualquer coisa e depois não gosto de deixar o meu pc dias a fio ligado!

Não existe dúvida. A AFP tem toda a razão! Agora e como já tive oportunidade de o dizer por aqui, porque é que será que estes senhores não vão "directamente a deus e não aos anjos"? A quantidade de "rapazes pequenos" que estão ligados à rede, a expensas dos papas que "vergam o aço" todos os dias e que nem fazem a miníma ideia de que esta situação existe (quantos não há que nem sequer, por uma vez, tocaram no pc do filho), é enorme e de certeza por aqui os downloads são às "carragadas", como é que é? Se for menor? Quando é que deixa de ser menor nesta situação? Porque é que os pais vão ser chamados "à pedra" se, como disse, nem sabem que isto existe?

Logo se verá....

Cumprimentos.
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Nelson Cruz
O Post foi feito em Quinta-feira 06 Abril 2006 à 02h58
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Obter os IPs não é dificil. Basta instalar os programas de partilha de ficheiros, procurar os conteúdos "ilegais" e ver quem os tem partilhados.

Na posse do IP é uma questão de obrigar o fornecedor de acesso à internet (vulgo ISP) a revelar a que cliente atribuiu aquele IP em tal dia e hora. Claro que a Associação Fonográfica Portuguesa não o pode fazer sem mais nem menos. Só com um mandato judicial é que os ISPs podem ser obrigados a relevar essas informações. Portanto ou a AFP mete um processo em tribunal contra desconhecidos, ou faz uma queixa-crime à Judiciária, para que esta investigue. A AFP parece q optou por esta segunda hipotese. Afinal, até fica mais barata e tudo. Não têm de gastar tanto com advogados.

Sim, os IPs vão rodando. Quem tem ADSL até recebe um IP novo simplesmente desligando e voltando a ligar o modem. Mas os ISPs mantêm registos de quem esteve a usar cada IP, e em que espaço de tempo. Pelo q me disseram guardam isso por 2 anos. Mas quem me disse não tinha certeza.

Talvez por isso é que a AFP optou pelas queixas-crime. Metendo um processo, como as coisas rolam em Portugal, se calhar quando o tribunal fosse tentar identificar as pessoas já os registos tinham expirado!

Mas agora me ocorreu outra questão. Que eu saiba a PJ só investiga casos em que o queixoso tenha tido demonstradamente prejuizos acima de um certo valor. É assim pelo menos nos casos de "acesso não autorizado a sistemas informáticos". O mesmo principio não se aplica aqui? Se eu me queixar q alguém copiou um artigo da PCManias e o anda a distribuir nos P2P, a PJ vai investigar???

Quanto a serem os filhos, menores por vezes, a fazerem destas coisas, já houve lá fora vários episódios tristes. Desde uma miuda de 12 a ser processada, ao avozinho q mal sabia usar o computador, mas iam os netos lá para casa sacar umas músicas. Mas desengane-se quem julgar q são só os jovens e os "maluquinhos da informática" a usar a partilha de ficheiros. Na Alemanha até já apanharam um Juiz!

Quanto a formas de ocultar os IPs, elas existem. Não são é fáceis nem muito práticas. Uma possibilidade consiste em fazer passar a informação por vários utilizadores, aleatóriamente, em vez de ir directo do "fornecedor" ao destinatário. Assim quem se metesse a apanhar os IPs como descrevi em cima, apanhava os IPs dos intermediários inocentes, em vez das fontes verdadeiras. O problema é que isto implica uma redução na largura de banda util da rede. Uma parte do upload de cada utilizador passaria a ser usado para retransmitir informação para outros, informação essa q actualmente vai directa ao destinatário.

Mas se a repressão for mesmo em grande escala não tenho dúvidas q rapidamente esses sistemas vão aparecer. E até há formas de os tornar mais eficiêntes. Fazer broadcast simultaneo para vários utilizadores por exemplo. Ou reservar uma parte do disco de cada utilizador para fazer de depósito de conteúdos muito procurados.

Pessoalmente não estou muito preocupado com estas queixas crime. Não me interesso muito por música, de modo q saco pouca. Só terei algumas músicas soltas em partilha. É raro sacar albuns completos e ainda menos deixa-los partilhados.

O que digo aos amigos q me têm contactado preocupados é para fazerem o mesmo. Eles vão atacar é quem tiver muita coisa partilhada.

Quem estiver inclinado a comprar, tem o iTunes e o musica.sapo.pt. Cada música custa 99centimos, mas vem com DRM a restrigir certas coisas (número de computadores em que pode ser reproduzida, número de CDs q podem ser gravados, etc). No iTunes ao menos parece q se pode ter até 5 computadores autorizados, q se podem alterar em qq altura. Já o musica.sapo.pt, usa o DRM da Microsoft, e só permite ouvir as músicas no computador em que foi efectuada a compra! E depois do computador avariar como é??? A salvação é gravar tudo para CD, de onde depois já se pode voltar a passar para o computador livre do DRM. Mas pelo q li no site parece q nem esse "direito" é garantido em todas as músicas.

Além disso quem tiver ou quiser um leitor portátil tem de ter isso em conta. As músicas do iTunes vêm em formato AAC protegido e só funcionam nos iPod da Apple. Os do musica.sapo.pt vêm em formato WMA protegido e só funcionam nos leitores portáteis recentes da Creative e algumas outras marcas.

Para mim o ideal ainda continua a ser o AllOfMP3.com. É um site russo, onde se pode escolher o formato e compressão de cada música, e paga-se ao megabyte. Em formato MP3 a 192kbps, pode-se comprar um album completo por pouco mais de 1 dólar, e que toca em TODOS os leitores de MP3. E não há qq DRM a limitar o número de cópias, gravações ou computadores onde podem ser ouvidos!

O site é controverso pq não está autorizado pelas editoras. Elas nunca concordariam com preços tão baixos nem com ausência de DRM. Mas o site está legal na Russia, apenas precisando de pagar uma taxazinha por cada música. E é perfeitamente legal também qq pessoa de qq país ir lá comprar música.

Quem não quiser mesmo pagar, nem usar os P2P... ouçam rádio (online ou clássica). E gravem de lá se quiserem como se fazia nos velhos tempos. :D
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Mário Armão Ferreira
O Post foi feito em Quinta-feira 06 Abril 2006 à 04h03
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Pessoalmente discordo do termo usado, roubar, pois na realidade nenhum objecto ou bem é retirado, e mesmo o argumento da falta de proveito da venda poderá ser discutível dado que um download ilegal não significa obrigatoriamente uma venda perdida. Para tal acontecer teria de haver a disponibilidade da pessoa para comprar o produto, o que normalmente não acontece, e esta só o obtém ilegalmente exactamente por estar disponível gratuitamente. Haverá que criar um termo adequado para esta situação!

No entanto, as editoras poderão ter razão ao argumentar que estão a perder volumes de vendas, e no mínimo moralmente a pirataria não tem desculpa.

Mas porque digo que poderão e não que efectivamente estão a perder vendas? A realidade é que a maior parte dos estudos por estas mesmas companhias encomendados no sentido de averiguar as perdas acabaram por mostrar que estas não existiam ou que até havia aumento do volume de vendas. Aqui não é o local ideal para expandir este tema, mas os artigos que tanto eu como o Nelson já aqui colocamos falaram disso várias vezes. Tem havido efectivamente decréscimo nas vendas, mas os estudos parecem indicar que a pirataria não é a causa de tal.

Por esse motivo, dada a contra informação, não poderemos efectivamente saber se os prejuízos existem ou não.
Afinal a realidade económica mundial e especialmente deste país são o que mais facilmente explica as quebras de vendas. A realidade é que o desemprego é elevadíssimo, não há poder de compra que aliás diminui de ano para ano, as coisas estão caras, etc etc, e há prioridades onde se meter o dinheiro. A pirataria parece ser mais um bode escapatório para se evitar aceitar que efectivamente os produtos possuem preços super elevados e as pessoas não os podem comprar.
Quando um Cd virgem custava 8 contos, um CD comercial custava 3 contos. Agora os CD´s virgens custam 5 cêntimos e o comercial custa o mesmo. Para além do mais a produção actualmente é digital, e com um computador e uma boa placa de som digital, só se precisa de uma sala com boa acústica. Os custos actuais são muito inferiores pois não são precisos aparelhos de milhares de contos. Com um simples computador pode-se fazer tudo.. Os produtos vendidos em Medias como CD´s e DVD´s não seguiram as regras que todos os outros produtos seguiram ao se tornarem mais acessíveis conforme os custos de produção desceram.

No entanto, a pirataria agora não é diferente do que a que era feita com as cassetes vídeo e as cassetes áudio. Poderá ter outra escala, mas a verdade é que se a industria se adaptou aos outros meios há que fazer o mesmo com a realidade que é a internet, e tentar lucrar com isso. É nossa opinião geral que enquanto os preços forem elevados como são (independentemente do que os vendedores argumentem), e com as limitações que os produtos originais tem (protecções que impedem a leitura, a cópia de segurança, etc etc), a pirataria irá sempre existir. E estas medidas em nada vão impedir isso, pois novos programas mais seguros vão surgir para proteger as identidades dos utilizadores. É só uma questão de tempo! Aliás uma medida que já ouvimos falar à muito tempo passa por fazer os utilizadores dos p2p descarregarem o conteúdo de outro utilizador. Ele fará o download do pedido de um outro utilizador, e fará o upload para essa pessoa. Da mesma forma alguém fará a mesma coisa por ele. Desta forma, ninguém sabe o que está a sacar, e quem saca não está a sacar para si, tornando mais difícil a vida aos agentes fiscalizadores.

É a nosso ver uma guerra que não tem fim, e que só pode terminar com uma adaptação à realidade que há na internet, disponibilizando conteúdos a preços bastante mais baratos.

Ainda recentemente num artigo falei que a disponibilização para download dos produtos teria como vantagem o corte de percentagens de revendedores e intermediários, bem como das despesas de embalagem entre outras.
Mas é isso que vemos? Não!! Pelo contrário! As musicas avulso custam 99 cêntimos cada, o que quer dizer que 10 musicas podem custar tanto como o CD original, e os filmes custam a mesma coisa que os pré gravados à venda na sua embalagem, e com os lucros dos intermediários. Não houve uma tentativa de vender mais barato para ver se diminuem a pirataria, mas sim de ganhar mais, vendendo um produto que não só gasta tempo, largura de banda, trafego e cd´s ou DVD´s a quem o obtém, mas que se calhar ainda vem protegido contra o uso livre em diversos locais.

A ideia que parece dar é que não há interesse efectivo em parar a pirataria, mas sim o de meter medo. Aliás os IP´s, que pelo que entendi da reportagem da TV são apanhados em tempo real (basta entrar nos P2P como sendo um utilizador normal, e verificar os IP´s de quem se liga à sua máquina que está a partilhar conteúdo protegido), contactado de seguida os ISP´s no sentido de saber a quem está atribuído.

Ora este tipo de medidas não deixa de ser adequado, mas no entanto parece-nos ter mais intenção de assustar os utilizadores do que de efectivamente parar a pirataria.
Não vou afirmar que ao haver mais utilizadores a tirar do que piratas a disponibilizar conteúdo (alguém mete lá aquilo pela 1ª vez), estas medidas podem trazer mais dinheiro com processos do que ao atacar directamente o numero milhentas vezes mais inferior de pessoas que disponibilizam o produto, mas não podemos deixar de pensar que esta medida parece efectivamente ser nesse sentido. É que dessa forma poderiam matar 2 coelhos com uma cajadada só, parar a pirataria (de uma forma muito lenta) e ganhar dinheiro com milhentos processos em tribunal que no universo de milhões de utilizadores parece ser um poço sem fundo.

Senão vejamos. Os P2P não são ilegais. Mas os conteúdos protegidos são! Seria muito difícil criar legislação no sentido de os possuidores de servidores P2P os terem de registar?
Um Servidor P2P não registado poderia assim ser fechado, e a pessoa levada à justiça. Já os registados seriam obrigados a manter registos sobre quem disponibilizou um determinado conteúdo pela primeira vez. Desta forma não se atacava quem saca, mas sim quem disponibiliza, e concerteza acabar-se-ia com a pirataria. Bastaria manter uma fiscalização ligeira e pedir os registos do servidor quando fosse necessário.
Afinal, é conhecido por todos que as coisas aparecem mesmo antes de estarem disponíveis oficialmente, o que indicia que quem coloca pela primeira vez está metido em situações de suborno em que o produto é copiado e colocado cá fora antes das datas previstas, bem como na massificação da pirataria e vendas ilegais de cópias.
No entanto os Exmos Snrs advogados destas empresas assim não entendem, dando a ideia que se pretende explorar um filão de potencial quase ilimitado ao meter processos contra os utilizadores.
A falta de medidas nesse sentido é a meu ver muito má, dado que pelo andar da carruagem os servidores estão em vias de acabar, e os P2P tem tendência a se tornar autónomos, perdendo-se assim futuramente a possibilidade de acabar com o mal pela raiz, o que parece não se querer fazer.

Esta ideia é reforçada pela realidade das feiras no nosso país. Há milhares e milhares de DVD´s à venda. Mas infelizmente os nossos prezados agentes da autoridades nada podem fazer contra isso, pois não só não possuem os meios para mais, como também se a policia vigia quem vende, a realidade é que também são vigiados e quando lá chegam o material desapareceu todo.

No entanto o IGAC mete pessoas à paisana nas feiras? Não.. Não mete, pelo menos não na frequencia desejável para acabar com as vendas! Há que questionar o porque disso!

Que fique bem claro que aqui na PCMANIAS ninguém defende a Pirataria. No entanto também achamos que as medidas que estão a ser tomadas não parecem ter esse real objectivo, talvez devido às primeiras medidas tomadas neste aspecto terem vindo dos Estados Unidos, pais onde os advogados vivem à custa de processos contra terceiros. Há que haver uma adaptação à realidade que é a internet e tornar os produtos atractivos de forma a que as pessoas comprem (como no site russo que o Nelson refere), é tão simples como isso.
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Nelson Cruz
O Post foi feito em Quinta-feira 06 Abril 2006 à 06h19
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O Nuno Markl fez no seu blog um post interessante sobre esta questão:
http://www.havidaemmarkl.com/2006/04/caa.html

Já ontem lá meti um comentário, sem sequer ler o q os outros já tinham dito, mas hoje voltei e estive a ler. Fiz um novo comentário q vou copiar para aqui.

QUOTE
Ainda bem que alguém meteu aí o link para a palestra do Lawrence Lessig. É um americano professor de direito, criador do Creative Commons, e o meu guru nestas coisas. Quem quer acabar com os P2P, leia o livro Free Culture do Lessig (é gratuito e tudo) e diga qq coisa.

Só hoje tive tempo para ler os comentários anteriores ao meu, e gostava de comentar umas frase do Odiador.

Primeiro que tudo o Odiador parece subscrever a premissa que o "download ilegal = roubar". Mas roubar o quê?? Quando alguém rouba um CD (ou carro) na loja, a loja fica com menos um para vender. Ao fazer o download do album, alguém fica sem ele??? Nem sequer significa dinheiro por ganhar se nunca se fosse comprar o album!

"Se os preços estão assim é porque há quem compra, acredita que se a procura diminui o preço vem por aí abaixo!"

Foi precisamente isso q aconteceu nos últimos anos, Odiador. A procura baixou em quase 50%. Só que as editoras, em vez de baixarem os preços dos CDs, culpam a pirataria. É um bode espiatório fácil. É muito mais fácil do que aceitar o desinteresse do público e a própria incompetência em lançar produtos atraentes.

"O única coisa que não é crime é sacar pornografia!"

Se sacar fosse crime, então sacar pornografia também o seria! Está protegida por direitos de autor como outra coisa qualquer. Excepto talvez em paises como a Suécia onde é preciso ter alguma "novidade" ou "valor artistico" para se ter direitos de autor.

Mas o simples download não é crime! Tal como não é crime comprar um CD ou DVD pirata. Crime é distribuir sem autorização. O problema é que nos P2P para se receber é preciso enviar também para os outros. Ou seja, distribuir.

Sacar um dos MP3zitos q o Markl aqui mete não é crime. O criminoso é ele q os está a distribuir! O Markl sim é um ganda pirata! Sim pq eu vi-o aqui há dias a assaltar ali um barco em alto mar! :-D

No fundo os P2P são como as trocas q se fazem de CDs e DVDs gravados entre amigos. Nunca ninguém condenou tal coisa. Está legalizado e tudo. Chama-se cópia privada e pagamos todos uma taxazinha nos CD-Rs e DVD-Rs para compensar os autores. Nos P2P a diferença é q temos uns milhares ou milhões de amigos :-D.

Se calhar vamos ter de aumentar as taxas pagas nos CDs, DVDs, e leitores MP3. E taxar a largura de banda de internet também.

Agora, como disse um juiz francês, a sociedade actual proporciona aos jovens ligações à internet com enorme largura de banda, gravadores de CD/DVD baratissimos e leitores MP3 com gigabytes de capacidade, e depois quer condená-los por eles lhes darem uso??

A propósito também em França o Parlamento chegou a aprovar uma emenda a lei de direitos de autor q está a ser discutida, precisamente para legalizar a partilha na net, a ser compensada com uma taxa. Entretanto parece q voltaram atrás, pq as editoras e afins fizeram uma escandaleira (em sentido figurado). É claro que os advogados das editoras e estúdios de cinema nunca as vão aconselhar a aceitar pacificamente tal coisa. Afinal eles são pagos a peso de ouro para andar a negociar contractos de cedência de direitos!


E também são pagos para andar a processar pessoal claro. Esqueci-me dessa.

A palestra do Lawrence Lessig mensionada, é esta:
http://randomfoo.net/oscon/2002/lessig/free.html

Já agora recomendo também o artigo do Lourenço Medeiros, Editor de Novas Tecnologias da SIC:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/opiniao...z+a+pancada.htm
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Mário Armão Ferreira
O Post foi feito em Quinta-feira 06 Abril 2006 à 15h57
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Desconhecia a existencia de comentários no Site do Markl... Acrescentei um tb:

QUOTE

Há uma coisa que ainda ninguém falou, mas que acho que devo comentar, apesar de não ser um grande fan de musica, e não ser o tipo de produto que me atrai.

A Sony Music é uma das principais queixosas a nível mundial, no que toca a prejuízos com os P2P, No entanto, a mesma SONY vende gravadores e Leitores de CD e DVD que são considerados dos melhores do mercado no que toca a ripar audio. Mais ainda, vende igualmente CD-R optimizados para áudio, que concerteza não deverão ser para gravar as cantigas que cantamos no chuveiro.
Naturalmente quem fala desta companhia fala das outras, e aqui apenas pretendo colocar o exemplo. Não me venham dizer que não há aqui alguma imoralidade nestas vendas, o que a meu ver só vem dar razão ao Juiz Francês que mandou arquivar um processo de pirataria alegando que não se pode esperar vender de forma massificada os meios e depois esperar que eles não sejam usados.

Podem alegar que não se pode ter tudo na vida, e tal como o Otário diz (ops... é Odiador e não Otário) temos um pensamento de comunistas. Mas aqui há que considerar que as companhias de musica se queixam do volume de pirataria, considerando que cada download ilegal efectuado é um prejuízo, quando na realidade as pessoas só sacam porque o produto está acessível de forma gratuita. De outra forma, com excepção daqueles produtos que desejam mesmo e que compram independentemente de terem sacado previamente ou não, as pessoas nunca iriam adquirir e não esse produto (o dinheiro não estica, e o país está de tanga, havendo prioridades para ele). Parece-me também que atacar os utilizadores é mais uma forma de se tentar obter dinheiro com processos do que de realmente se parar a pirataria (para isso deveriam atacar aqueles que vendem e ganham dinheiro com isso, que são igualmente aqueles que colocam os produtos disponibilizados). Afinal aqui há uma distorção de factos! Como alguém disse aqui, o download em si não é ilegal, mas a partilha de ficheiros com conteúdo protegido é, e é por ai que se pega! Ora os P2P, que nunca conseguiram que fossem considerados ilegais, fazem exactamente isso, partilham! No entanto que culpa tem o utilizador disso? Essa é a forma como o programa funciona, nada se pode fazer. No entanto, quando companhias como a Microsoft desenharam os browsers, que copiam para o disco o conteúdo das páginas, tenham os textos e imagens direitos de autor ou não, arranjaram maneira de fazer com que os autores não pudessem reclamar por isso, fazendo-os perder os direitos nas cópias efectuadas nos caches, e isso porque é assim que o programa funciona e não há intenção de lesar (independentemente de depois podermos ir lá buscar tudo). Nos P2P a perspectiva não é a mesma, talvez pq o utilizador dos P2P não é o "Bill Gaitas"!


Aproveito e faço aqui um quote de um outro post de um utilizador chamado Kelly:

QUOTE

deixo aqui um e-mail que recebi, mas com o qual concordo perfeitamente:
1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica).
Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja. O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal.
Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo.
Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil. Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo.
De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.

2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar? Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.

3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto).

Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.).
Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é
disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".

4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download
no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático. Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.

5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças
existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação.
Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!

6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade?
Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo! Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais
fica-se sem carta? Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?

7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei
que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural. Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?

8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver
páginas e ler o e- mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso?  Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.

9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado. Esta é a lista de
vários artistas que lutam contra a pirataria: Ágata, Agrupamento Musical Diapasão, Aldina, Alfredo Vieira de Sousa, Ana Moura, António Cunha (Uguru), António Manuel Ribeiro, António Manuel Guimarães (Magic Music), Banda Lusa, Blasted Mechanism, Blind Zero, Bonga, Boss AC, Camané, CantaBahia, Carlos do Carmo, Carlos Maria Trindade, Carlos Tê, Clã, Cristina Branco, Da Weasel, Danae, David Fonseca, Dealema, Delfins, DJ Vibe, Dulce Pontes, Emanuel, Expensive Soul, Fernando Rocha, Filipa Pais, Fingertrips, FNAC, GNR, Gutto, Iran Costa, Íris, Jaguar Band, João Afonso, João Gil, João Monge, João Pedro Pais, João Portugal, Jorge Cruz, Jorge Palma, José Mário Branco, Liliana, Lúcia Moniz, Luís Cília, Luís Represas, Luísa Amaro, Mafalda Veiga, Manuel Faria, Manuel Freire, Manuel Paulo, Mão Morta, Marante, Maria João&Mário Laginha, Mário Fernandes, Mariza, Ménito Ramos, Mesa, Miguel&André, Miguel Guedes (em nome individual), Mind da Gap, Místicos, Mónica Sintra, Paula Teixeira, Paulo Ribeiro, Pedro Abrunhosa, Pedro Ayres Magalhães, Pedro Oliveira, Pedro Osório, Quatro Cantos, Quim Barreiros, Quinta do Bill, Rádio Macau, Rita Guerra, Rodrigo Leão, Rosita, Rui Bandeira, Rui Veloso, Santamaria, Sérgio Godinho, Teresa Tapadas, The Gift, Toranja, Toy, Tozé Brito, UHF, Vitorino, Wraygunn, Xutos e Pntapés, X-Wife e Zé Peixoto.
Por favor, e peço-vos que metam a mão na consciência: Quem é a pessoa com com alguma inteligência que se vai a meter a fazer download de músicas da Ágata? Ou da Rosita? Ou do Agrupamento Musical Diapasão? Ou pior, do Iran Costa?

10º - Ora vejamos:

Fim da Pirataria -> Menos Utilizadores da Internet -> Choque Tecnológico por água abaixo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria -> Menos Utilizadores da Internet -> Menos lucros dos ISP's -> PT
apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria -> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais -> Justiça mais lenta -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria -> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e
afins -> O povo começa a cagar para os artistas -> Menos lucros para editoras e
artistas -> Mundo da música e não só com dificuldades -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Continuamos...?

11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja
vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?

12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as
maneiras legais de se fazer o correcto. Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.

Eu posso considerar-me culpado, mas sou culpado, não por fazer downloads de musicas e filmes mas pelo facto de fazer parte da classe média que mal tem
dinheiro para pagar a renda de casa, e ainda faz um sacrifício enorme em pagar 60€ pela Internet, mais não sei quantos euros pela tvcabo, mais não sei quantos euros pelo telefone, mais não sei quantos euros pela assinatura mensal do telefone, e de trabalhar de sol a sol. Mas NÃO SOU CULPADO, pelos roubos de ministros, deputados, e administradores de empresas estatais, pelos buracos financeiros que causaram a empresas estatais. NÃO SOU CULPADO, pelo buraco financeiro em que o pais se encontra, e muito menos pelo valor do défice 6,8.
Agora só vos peço para levarem a vossa vida atrás do computador calmamente, não castiguem os vossos filhos por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, divulguem toda esta informação, para que essas empresas que vêm do estrangeiro, não pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!
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Nelson Cruz
O Post foi feito em Quinta-feira 06 Abril 2006 à 23h10
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