Quem ainda não ouviu falar de Grand Theft Auto com certeza esteve noutro planeta nos
últimos tempos. GTA3 da RockStar foi o jogo mais vendido em Dezembro de 2001 para a Playstation 2, e é sem duvida um dos grandes jogos alguma vez feitos.
GRAND THEFT AUTO 3

GTA 3 é a nova versão do já
popular GTA, mas ao contrário das duas versões anteriores que se caracterizaram
por gráficos relativamente simples e uma perspectiva de câmara algo invulgar e
desajeitada, GTA 3 quebra com todas essas barreira e apresenta-nos um mundo
tridimensional, onde a liberdade de acção é enorme.
Quem já jogou o Driver ou o Midtown Madness
pode ter uma ideia do que GTA 3 oferece. A nível de missões é bastante parecido
com o Driver, mas estas são muito mais diversas. Pode-se dizer que é um Driver
elevado à decima potência.

Foto versão PC. Trafego
diverso, com mais de 50 modelos de carros e diversos tipos de peões
Para começar há a questão da
liberdade. Podemos passear e desfrutar de uma das cidades melhor modelizadas
alguma vez vistas num jogo. Não só podemos andar de carro, como também a
pé, numa cidade onde o tráfego pedonal e de viaturas é uma constante. Neste tipo
de tráfego podemos encontrar mais de 50 modelos de viaturas diferentes, incluído
carros, carrinhas, furgões, desportivos, coupés, camiões, semi reboques,
tanques, etc.
Nada de novo relativamente às
anteriores versões de GTA, com excepção de que desta vez estamos num mundo 3D
super detalhado, onde a sensação de estar lá é real.

Foto versão PC. O realismo é
uma constante.
Andar a passear pela cidade, e
acabar o dia na praia a ver o pôr do sol são pormenores que são uma realidade em
GTA3.
No que respeita ao tráfego
pedonal, a variedade é também grande, desde policia, bombeiros, médicos, idosos,
jovens de ambos os sexos, prostitutas, etc.
A interactividade com o cenário
é grande, postes e sinalização vertical podem ser derrubados, bem como os
peões atropelados.

Foto versão PC. É destruir
pessoal.
A matança atrairá ambulâncias,
o fogo os bombeiros, e ambos a policia! Estes últimos quando envolvidos em
perseguição demonstram uma inteligência artificial elevada e deveras eficaz.
Apesar que o objectivo do jogo
é cometer crimes para diversas organizações mafiosas, devemos ter cuidado quando
executamos algo fora da lei em frente à policia. Agredir ou matar um transeunte,
bem como roubar um carro em frente à policia resultará imediatamente na
activação de uma estrela no nosso nível de procurado. Com o nivel um, apenas a
unidade policial que observou o acto está atrás de nós, mas se continuarmos a
praticar actos criminosos o nível subirá para 2, altura em que várias unidades
policiais começaram a vir atrás de nós. O nível 3 tem como consequência a
organização de bloqueios de estrada, e o nível 4 a chamada de um helicóptero
armado que nos tentará abater. Já no nível 5 é chamado o FBI nos seus
carros pretos super potentes, e o nível 6 máximo a intervenção do exercito que
nos tentará parar a tiros de canhão.

Foto versão PS2. Preso pela
Policia.

Foto versão PC. O helicoptero
na perseguição.

Foto versão PC. O FBI e os seus
carros pretos.

Foto versão PS2. O exercito
avança com um tanque.
O jogo começa mostrando que com
um golpe de sorte, a personagem que controlaremos consegue escapar a uma
transferencia de prisão. Uma vez cá fora teremos de procurar emprego junto a
vários mafiosos que nos darão as missões mais variadas, desde roubar carros,
abater alguém, destruir edifícios, etc, etc.
Os carros para nos deslocarmos
estão disponíveis pela cidade toda. Nada mais fácil do que obrigar um a parar,
ejectar o condutor pelas orelhas e fugir com o carro. Já as armas ou nos serão
dadas ou terão de ser adquiridas, mas o arsenal inclui pistolas, espingardas de
sniper, automáticas, uzi´s, m16, ak47 e mesmo rockets launchers.
Enquanto que no Driver não se podia sequer sair do carro e entrar noutro, aqui
se virmos um carro fantástico a passar podemos simplesmente barrar-lhe o
caminho, tirar o condutor de lá de dentro e entrar. Combina assim o melhor dos
GTA anteriores com o melhor do Driver e vai até mais além.

Foto versão PS2. Tiros de
espingarda no parque.

Foto versão PS2. A limpeza com
uma Ak 47.
Naturalmente que ao cumprirmos missões
para uma organização, começamos a ser odiados por facções rivais. Passam a haver certas partes da cidade onde será
impossível passar sem que nos tentem abater a rajadas de
metralhadoras.
A cidade de Liberty City, onde
o jogo se desenrola é constituída por três ilhas, Portland, a mais banal, onde
as tríades e a máfia italiana estão instaladas, pode ser considerada como a parte mais
pobre da ilha. Staunton Island é mais requintada, e liga-se a Portland por túnel
e ponte, mas só ao fim de algumas missões, pois devido a um atentado,
inicialmente as ligações encontram-se fechadas. Em Staunton teremos os
Yakuzas, o "gang" jamaicano e a sede do FBI, bem como carros de luxo não
disponíveis em Portland. A
terceira ilha é uma ilha mais recatada, que alberga o aeroporto internacional,
uma barragem e um observatório, e possui praticamente só moradias, sendo a zona
de luxo da ilha. Aqui estão os carros mais desejados de todo o jogo.

Foto versão PS2. A beleza
gráfica é uma constante.
Actualmente lançado para PC, a
versão para computadores de mesa destaca-se um bocado da versão para PS2. As
texturas são agora todas em alta definição, bem como as resoluções do jogo podem
ir até 1280*1024. De resto o jogo é idêntico, apenas com algumas alterações no
modo de controle devido às diferenças entre as consolas e um PC.
Pode-se dizer que graficamente
a versão PC está melhor, mas a realidade é que a PS2, por funcionar ligada a um
televisor esconde muita imperfeição inerente da menor resolução, e não se pode
de forma nenhuma considerar inferior.
A nível de proeza de
programação a versão PS2 é um prodígio. Meter em 32 megas o conteúdo de 3 ilhas,
contendo cada uma uma pequena cidade, gerindo ainda luzes de forma excepcional,
bem como inteligências artificiais e todo o trafego da cidade é sem duvida
prodigioso. Já para PC, com as capacidades de memória e gráficas actualmente
existente, o jogo poderia ser apenas banal.
Mas não o é!!!
GTA 3 é pura e simplesmente o
melhor jogo do género para PC, pois apesar das capacidades dos PCs actuais a
realidade é que não existe nada superior a isto. E a culpa é das fracas vendas
que o software PC tem. As versões futuras de GTA de momento estão apenas
previstas para PS2, onde o jogo bateu recordes de venda.
Numa tentativa de tentar
aumentar as vendas a RockStar lançou GTA 3 a preços agressivos, e o jogo pode
ser encontrado à venda por cerca de 9c em ambas as versões, o que foge aos
tradicionais preços de cerca de 14 contos por um jogo novo.
Mas as capacidades do jogo não
acabam por aqui. Existem muitas coisas extras a fazer, como procurar os 100
pacotes de droga escondidos na cidade, e/ou descobrir as missões que não são
obrigatórias, bem como praticar saltos insanos nas rampas existentes pela
cidade.
A nível de subjogos, apanhar um
taxi permitirá jogar a uma variante de Crazy Taxi, um carro da policia,
permitirá ser vigilante, um carro dos bombeiros permitirá ir apagar fogos e uma
ambulância permite transportar doentes ao hospital. São subjogos que podem ser activados a qualquer altura.

Foto versão PS2. A missão de
vigilante.
A realidade é que em ambas as
versões GTA 3 é sem duvida um jogo a não perder, e o melhor no seu género. Os
detalhes dos ciclos dia e noite, a variação nas condições climatéricas, A
interactividade com o trafego e os peões, nomeadamente as prostitutas, etc,
tornam este jogo numa mina de ouro a explorar.
Experimentem só este pormenor.
Roubem um carro atraente, e estacionem perto da ronda de uma prostituta. Esta
dirigir-se-á ao vidro do carro e subirá para o mesmo. Nada se passa aqui com
excepção de que o dinheiro começa a descer. Arranquem e parem o carro num local
afastado e escuro. E acabaram de descobrir que as suspensões do veiculo
funcionam :-))))))))))))
Quem perder este jogo perde sem
duvida uma obra prima! Vivamente recomendado.
Na versão PC temos ainda a possibilidade de personalizar a skin do personagem,
até com a própria cara do jogador, bem como criar uma estação de rádio (escutada quando se entra num veiculo) com MP3 nossos.