Estão utilizadores na PCManias
 

PCManias - As Últimas Novidades do PC
- e muito mais

PCManias
Newsletter
Data: 2005-12-22
                 
Menu
 
Fóruns

Últimos Tópicos


Últimas Notícias

Pesquisa

Drivers

Links

 

Áreas
 


Notícias

Hardware

Software

Tecnologia

Jogos

Dicas

Opiniao

Sony PS2

Diário

Imprensa

 

Aluga-se
 
 

 

[Consultar arquivo de notícias?]
Autor: Mário Armão Ferreira
Data: 24/05/2004
  As bases do Overclocking – O processador central
 
Introdução

O overclocking, por nós visto como ultimo recurso face a achar que os riscos são maiores que os verdadeiros benefícios, é para alguns uma tentativa de ganhar uns frames extra, mas um verdadeiro desporto para outros, que usando malabarismos dos mais incríveis espremem a maquina ao seu máximo levando aos limites a resistência física do material.

O porquê do overclocking

Os processadores centrais são o coração de qualquer máquina, e foram os primeiros a sofrer alterações ao nível do overclocking.
Lembra-me ainda da primeira vez que se falou nisso, em que alguem afirmava que bastava dizer à motherboard que o CPU era mais potente do que este realmente era para que este passasse a funcionar a velocidade superior. Parecia ridículo, mas a verdade é que funcionava.

Os motivos que explicam este facto são simples. Na realidade não existem várias cadeias de produção a fazer as diversas frequências de relógio dos vários processadores, mas apenas uma cadeia comum a todas elas. Os chips que são produzidos são submetidos a vários testes e ensaios de forma a verificar a qualidade da sua produção, e são marcados com um coeficiente multiplicador, consoante a resposta a esses ensaios.
Esse multiplicador, multiplicado pela velocidade do Bus do processador dá origem à velocidade real do processador.

Ora não só alguns dos testes efectuados são relativos a questões que não afectam verdadeiramente a performance do CPU, como por vezes, dada a maior procura das frequências mais baixas, alguns cpus melhores acabam remarcados com menores frequências de forma a satisfazer as exigências do mercado.
Assim se explica que os processadores são capazes de receber algum overclocking, e no segundo caso, estaremos mesmo perante uma jóia da coroa no que diz respeito a esse facto, e essas séries recebem normalmente uma procura mais alta por parte dos amantes do overclock.
Quem não se lembra dos Celeron 300A, que com uma simples ventoinha podiam ser colocados a 600 Mhz sem problemas?

Método Cientifico (E=MC^2) e “Click and Go”

Como proceder então para o overclocking?
Bem, há vários métodos, sendo o mais comum o método cientifico: Altera-se, testa-se e verifica-se os resultados.
Dado que a velocidade do processador é conseguida multiplicando o seu coeficiente multiplicador pela velocidade do bus, a forma mais simples de passar um processador a 2 Ghz com bus de 200 para 2.2 Ghz seria de passar o seu multiplicador de 10 para 11.
Esta é a teoria, e funcionava até à uns anos atrás, mas por motivos diversos (altos overclocks, e processadores queimados), a Intel e a AMD resolveram acabar com a brincadeira, bloqueando o multiplicador.
Mas as possibilidades de overclocking não acabaram por ai.. Restava a velocidade do Bus, e é por ai que actualmente os overclocks se processam.
Bastará assim aumentar progressivamente a mesma na BIOS, meter o windows, e um programa que stresse bem o CPU para testar a estabilidade do mesmo. Se funcionar, pode-se tentar um pouco mais de overclock, e em caso contrário teremos de tentar valores mais baixos.
O outro metodo, que denominei de “click and go”, está a ser usado por cada vez mais fabricantes de motherboards. Tratam-se de softwares incorporados na BIOS das mesmas, que aumentam a frequencia 1 MHz, testam o sistema, e em caso de sucesso, aumentam mais 1 Mhz. Assim o overclock é feito de forma automatizada.
Actualmente chegamos ainda mais longe, com chips como o CORECELL da MSI, que não só faz o overclock de forma automática, mas desliga sozinho o CPU quando não está a ser usado de forma a arrefecer o mesmo, bem como monitoriza as voltagens e as regula automaticamente.

Bufa bufa, bufa mais

O elemento mais fundamental para um overclock de sucesso é o conseguir manter as temperaturas do sistema baixas.
Dado que o aumento da velocidade do BUS é feito na motherboard, os chips que a constituem irão aquecer, e dai que uma boa ventilação da caixa é essencial. Algumas motherboards mais recentes trazem já dissipadores no northbridge das motherboards, mas mesmo nesses casos a boa dissipação do calor da caixa é essencial.
E para tal é necessário que todo o sistema esteja bem refrigerado, passando pelo CPU (o elemento que mais vai aquecer com o overclock e que mais necessita de dissipação, dai que um bom dissipador seja primordial), a Motherboard, a placa gráfica e os discos rigidos, tudo a dissipar para o interior da caixa de forma uniforme, que será ventilada por ventoinhas que extraem o ar quente do seu interior.
Um conjunto de 4 ventoinhas na caixa poderá e deverá ser suficiente, com 2 a introduzir ar frio e 2 a retirar o ar quente, sendo que as ventoinhas que retiram ar, deverão estar colocadas a um nível superior das que metem ar.

Consequências do aumento da velocidade do BUS

O aumento da velocidade do Bus não vai ter apenas implicações no CPU quer a nível de performances, quer de aquecimento. Uma das peças que sofre, como já foi dito, é a motherboard, mas a verdade é que todo o sistema sofre com isso.
Ao aumentar a velocidade do BUS estamos a aumentar a velocidade do PCI e do AGP, e consequentemente todas as peças vão trabalhar aceleradas.
Ora há peças, como é o caso das placas SCSI que se dão muito mal com frequências alteradas.
Assim sendo, ao aumentar o Bus, podemos estar a sofrer uma limitação ao overclock causada não pelo CPU, mas sim por uma das peças presentes no sistema.
Para sabermos se tal é o caso, necessitamos de uma motherboard que permita regular a frequência do bus AGP e PCI. Um exemplo típico destas opções regula o PCI para 1/3 da velocidade do BUS e o AGP para 2/3, e é mudando estes valores que poderemos conseguir manter o mais normalizado possível a velocidade do PCI e AGP aumentando assim somente o processador.
Algumas motherboards permitem mesmo fixar o valor do BUS AGP e PCI.

Na prática o aumento do BUS PCI e AGP, desde que suportado pelas placas que lá se encontram, só traz vantagens. No entanto há que pesar com outro factor! Caso as peças que lá se encontrem tb possam sofrer overclock, como é o caso das placas gráficas, este poderá ser mais limitado com o AGP ou PCI já acelerado. O Equilibrio ideal terá de ser encontrado à base de testes, mantendo o BUS à velocidade normal, caso a motherboard suporte, e fazendo o overclock maximo na placa, e no outro caso, dando o overclock ao BUS e dando o resto na placa. O caso ideal varia de sistema para sistema e, como referido, só à base de testes pode ser determinado.

A Fonte – uma alimentação equilibrada

Uma fonte boa é essencial para um overclock máximo, e para um mínimo de riscos durante o overclock. A questão aqui não é a potência anunciada, que por vezes é mesmo uma burla, mas sim a estabilidade das voltagens. Actualmente encontramos no mercado fontes de 550 watts a 25 euros. Ora essas fontes não só não dão realmente a potência anunciada, como são bastante instáveis a nível de voltagens.
Fontes boas, como as ANTEC, Thermaltake, etc, não só possuem na realidade mais potência do que a anunciada, como possuem circuitos separados para as diversas voltagens, 3, 5 e 12 volts. Tal naturalmente tem custos, e estas fontes não se adquirem a 25 euros, mas no entanto para quem pretende uma boa fonte, estabilidade no sistema, e acima de tudo estabilidade e capacidade no overclock, estas fontes são essenciais.
Programas como o Motherboard Monitor permitem detectar essas fraquezas nas fontes mais baratas ao medirem voltagens fracas e no limite.
Ora com os overclocks os consumos de energia sobem, e estas fontes mais baratas revelam ai as suas fraquezas, sendo as principais limitadoras do mesmo. Uma variação superior a 0.3v aumenta brutalmente as probabilidades de instabilidade e crash do sistema, sendo as voltagens de 3 e 5 volts as mais sensíveis, por estarem associadas às energias dos componentes mais críticos.

Memória – a não esquecer

Outro dos factores limitativos é a memória do sistema. As memórias OEM não são as mais indicadas para overclock por se tratarem de memórias com pouco teor de tolerância a alterações. No entanto a sua velocidade de funcionamento é primordial!
Assim se possui memórias, por exemplo, PC 133 que estão a funcionar a 100 Mhz, terá ai uma grande margem de manobra. No entanto se possui memórias PC 2700 que estão já a trabalhar à sua velocidade nativa de 333 Mhz, as probabilidades de um grande overclock são reduzidas sendo as memórias o factor limitativo.
Há contudo algumas soluções para ultrapassar esta limitação:
A primeira consiste a reduzir os timming da memória. Passar de CAS 2.5 a CAS 3 ajuda a ganhar alguns Mhz na DDR.
A segunda hipotese tem a ver com as voltagens da memória, opção só existente em motherboards recentes, e mais viradas para o overclocking. Um aumento de 0.1 ou 0.2v podem ajudar no overclock e mesmo compensar uma alimentação mais deficiente. Esta segunda opção é mais arriscada.
Uma terceira hipótese passa por dessincronizar a frequência das memórias com a frequência do BUS. Basicamente é o que já foi referido para o BUS AGP e PCI. No entanto nas memórias este é mesmo um ultimo recurso, dado que a perda de performances é muito sensível e dificilmente compensável.

Mais voltagens, e um processador frito

Quando tudo o resto falha, e é mesmo o CPU o elo mais fraco, há ainda uma alternativa: Aumentar a voltagem do CPU.
Este é mais um parâmetro dependente da motherboard, e da Bios nela presente.
Um aumento de 0.3 a 0.5v, os mais comuns e normalmente presentes são os recomendados, sendo que os PIV gostam pouco que lhes mexam nas voltagens e quanto mais baixa melhor, sob pena de fritar irremediavelmente. Já os Athlons nesse aspecto possuem uma resistência inversamente proporcional à solidez da superfície dos seus cores (o core é elevado nos Athlons XP e fragil, podendo-se partir ao colocar o dissipador. Este problema não existe nos Athlons 64).

AVISOS

A PCManias não se responsabiliza de forma alguma por danos nos computadores de pessoas que tentem overclocks baseados neste artigo. O overclocking é um passo arriscado e mesmo perigoso para técnicos especializados, sendo este um artigo meramente informativo.
Danos causados no Hardware devido ao overclock não são cobertos pela garantia do mesmo.
[voltar]
 
 

Nº vezes Lida: 3293

Comentários: -
 
Versão de Impressão
Sondagem
 

O registo de patentes de software...
É bom.. Ajuda as pequenas empresas
É bom.. Ajuda as grandes empresas
É mau.. Prejudica as pequenas empresas
É mau.. Prejudica as grandes empresas
Não tem pés nem cabeça. É o disparate total
São optimas.. todos saem a ganhar

Ver resultados


 

 

Opinião
Decisão do Supremo Tribunal contra os P2P: o que significa?


Hardware
Guia de compra de portateis. Acer AS1691WLMi vs Asus 6000G


Hardware
Quem fabrica os computadores portáteis?


Hardware
Análise: ASUS TV FM Card - 7135


Opinião
Software deve ser patenteável na Europa?
PCManias responde a artigo do LinuxInsider


Dicas
HL2 e placas Geforce FX.. como subir a performance e jogar em DX 9.0


Opinião
Indústria Musical vs P2P - 18 meses de iTunes


Dicas
As bases do Overclocking – O processador central


 

Contactos
 


 
 

Reservamos todos os direitos dos textos/notícias aqui publicados e não assumimos responsabilidade por danos causados pelo seu mau uso e/ou interpretação. Este site contém referências a marcas, bens e serviços que são copyright dos seus respectivos titulares/autores.
Críticas,
sugestões e spam :) para:
pcmanias@pcmanias.com


O nosso site é melhor visto numa resolução mínima de 800x600x 16 bits.
Recomenda-se um browser versão 5.5
ou superior

© 2000 - 2003 PCManias.