Colaboração de: José Mário Neves
Muitos são os fãs do Linux, mas se deixar-mos amores de lado e olharmos para o mercado vemos que o Linux não faz mossa. É verdade que o Linux já ultrapassou o MacOS, mas o Windows cobre 95% do mercado e julgo que poucas mudanças vão ocorrer...
Sejamos práticos, o Linux nos desktop (computadores de secretária) não funciona. Não estou a dizer que não sirva aos "cromos mais que cromos da informática" que recusam tudo que é Microsoft. Estou a falar do utilizador "comum dos mortais". Claro que podemos debater que podemos comprar um computador com Windows ou MacOS, e não com Linux. A Microsoft monopoliza o mercado, mas acho que esta não é a razão pela qual o Linux não se afirma no mercado.
O Linux é difícil. Aqueles que não concordam, ponham os seus complexos de superioridade de lado e pensem... Todos sabemos que podemos compilar o Kernel, ver um filme, usar o Gimp e jogar um joguinho tudo ao mesmo tempo num Linux a correr num "todo poderoso" 486. Parabéns, és um "cromo mais que cromo" e todos os teus amigos "cromos mais que cromos" devem admirar-te. Mas as pessoas que entram numa loja de informática ou num hipermercado só querem ir a Internet, ver o mail, fazer trabalho de casa no Word ou Excel, visitar uns sites de meninas, etc... e não querem ter que saber fazer mais que isso. Só querem um computador que funcione. Até chegar o Windows XP Home Edition (não refiro o Windows 2000 Profissional, pois estou a falar de utilizadores "caseiros") o Windows não funcionava lá muito bem. O 9x precisava de ser reinstalado "n" vezes enquanto o XP é pedra mesmo! A Microsoft finalmente deu um SO estável. Enquanto os "cromos mais que cromos" adoram recompilar o seu Kernel (esta frase soa um pouco estranha), o comum dos mortais não quer saber disso para nada.
O problema com o Linux é que estão constantemente a reinventar a roda... não há um ambiente gráfico comum, não há um pacote de Office comum, um browser comum, há centenas de distribuições, cada uma com o seu modo de fazer as coisas.
Tem que haver uma força comum para que o Linux tenha sucesso. E a culpa é da GPL (GNU Public License). Em teoria a GPL é óptima, mas na prática atrasa o Linux. Senão vejam: numa empresa uma pessoa tem uma ideia para um programa, pede-se a uma equipa que desenvolva, chega-se a acordo em relação à especificação comum e depois vai para o mercado. No caso de alguém ter uma ideia diferente, pode sempre esperar pela próxima revisão para propor essa ideia. Mas no Linux, é mais do tipo uma pessoa tem uma ideia, aqueles que discordarem abandonam o projecto e avançam com a sua própria versão e acabamos com 20 versões diferentes da mesma coisa, todas incompatíveis umas com as outras. Tudo porque a GPL permite que todos levem o código fonte e façam o que quiserem dele. Uma faca de 2 gumes...
Como disse Albert Einstein, "loucura é fazer a mesma coisa vez após vez e esperar resultados diferentes". O Linux é loucura. Não funciona e não vai funcionar enquanto a comunidade de fãs do Linux continuar assim. Têm de parar com o elitismo. Já demonstraram que nos servidores o Linux ultrapassa o Windows, mas enquanto não conseguirem agir como uma força única o Linux não tem qualquer hipótese contra a Microsoft.
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